sábado, 23 de julho de 2016

Ancestrais: Mitos de Origem e a Criação

O estudo da mitologia comparada, comparado ao relato bíblico da criação aponta para semelhanças e distinções. Assista este vídeo e descubra como eles apontam para origem comum das religiões e dos povos. Entenda a diferença entre mitologia e religião.

domingo, 2 de agosto de 2015

Dinossauros - Monstros ou Criaturas - Parte I

Palestra apresentada na IASD Central de Maringá sobre a perspectiva criacionista a respeito dos dinossauros.

Por que dinossauros e fósseis humanos não são encontrados juntos?
Como se formou a coluna geológica?
Dinossauros foram criados por Deus, ou são formas animais degeneradas e por isso não existem mais hoje?
Deus criou os animais imutáveis, ou eles mudam? Se mudam, qual é o limite?
Dinossauros entraram na arca de Noé?
Quais são os estranhos animais descritos no final do livro de Jó como Bemonte e Leviatã?
Por que os dinossauros não sobreviveram como os outros animais?

Dinossauros - Monstros ou Criaturas - Parte II

Segunda parte da palestra apresentada na IASD Central de Maringá, apresentando a perspectiva criacionista sobre os dinossauros.

Dinossauros são monstros deformados ou criaturas de Deus?
O que aprendemos comparando os dinossauros e os répteis que conhecemos?
É possível que dinossauros tenham apresentados indícios de 'design inteligente'?
As reconstituições que vemos em livros e filmes são sempre fiéis?


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Catastrofismo

Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra? Podes levantar a tua voz às até as nuvens, para que a abundância das águas te cubra? Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui? Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?” Jó 38:33-36

No tempo de Noé, declaravam os filósofos que era impossível ser o mundo destruído pela água; assim, há hoje homens de ciência que se esforçam por provar que o mundo não pode ser destruído pelo fogo, ou seja, que isto seria incoerente com as leis da Natureza. Mas o Deus da Natureza, o autor e dirigente das leis da mesma Natureza, pode fazer uso das obras de Suas mãos para servirem ao Seu propósito.” 
Ellen G. White
Patriarcas e Profetas, 103

Em 2004 os astrônomos descobriram um asteroide de 400m orbitando o Sol e cruzando a orbita Terrestre pelo menos duas vezes ao nosso ano. As estimativas são de que em 2029 ele passará a 29 mil km da Terra, uma distância menor que alguns satélites geoestacionários. Tendo pequena chance de colisão, este pedregulho chamado de ‘apóphis’ (sig. Destruidor) é o objeto mais monitorado do espaço e se atingisse nosso planeta poderia liberar 114 mil vezes mais energia do que a bomba de Hiroshima ou 7 vezes mais energia que a explosão do monte Krakatoa[1] em 1883. Em termos de destruição, uma ilha do tamanho da Sicília seria vaporizada, tsunamis varreriam partes do globo e 30% do planeta seria seriamente afetado.[2]
No século XIX Edmond Halley entendeu que os cometas não eram objetos novos, mas apenas repetiam sua longa órbita elíptica ao redor do Sol. A ‘cauda’ dos cometas era causada pelos fragmentos desprendidos. Halley previu a chegada de um destes objetos em 1758. Alguns anos depois de sua morte, no natal de 1758 os astrônomos viram a predição se confirmar e homenagem sua memória dando o nome de Halley ao cometa. Edmond Halley também propôs no século 17 que o dilúvio narrado na Bíblia poderia ter sido causado por algum cometa[3].
Será que o contemporâneo de Newton era um homem a frente de seu tempo ou um fruto da mentalidade religiosa do seu tempo? Não se esqueça que riram dele quando ele disse que o cometa voltaria!
Crer num dilúvio universal e literal como relatado em Gênesis é uma interpretação do próprio Jesus e, portanto a interpretação que qualquer um que crê em Jesus deveria ter também. Crer num dilúvio também não é anticientífico, pois existem muitas evidencias de catástrofes e inundações globais, embora não devamos jamais limitar o dilúvio Bíblico a uma região apenas local dos tempos patriarcais ou ignorar o elemento sobrenatural sempre presente na história da inundação que transformou a vida neste planeta.
Com o desenvolvimento das modernas técnicas de datação por radiometria a idade da Terra começou a ser cada vez mais recuada, sendo hoje estimada por evolucionistas em 4,5 bilhões de anos. De fato, não devemos questionar o método, pois ele é científico e honesto, mas podemos questionar os pressupostos incapazes de serem observados. A datação da idade da Terra necessita do pressuposto de que a taxa de decaimento dos elementos radioativos tenha sido sempre constante, mas simplesmente não estávamos lá para observar e não sabemos como eles seriam afetados sob intensas pressões naturais como vulcanismos, mudança climática radical, inundação e grandes impactos de energia que é o que esperamos de um modelo como o dilúvio.
Um dos erros mais básicos dos críticos do Criacionismo é supor que advogamos uma Terra exatamente igual a temos hoje, nos tempos antes e durante o Dilúvio. Particularmente eu nunca conheci um Criacionista que defendesse que as grandes cadeias montanhosas de hoje existiam antes do Dilúvio ou que nosso clima de hoje era igual ao daquele tempo. O segundo erro é supor que o Dilúvio foi causado apenas por água da chuva. O terceiro e maior erro é não crer no poder sobrenatural de Deus.
Nosso sistema Solar está cravejado de marcas de impactos cósmicos, cinturões de asteroides
e anéis de planetas parecem ser resultado destes impactos. Crateras são encontradas em todo sistema Solar, assim como em Marte e na nossa Lua, dando sinais de que houve no passado um intenso bombardeamento da região interna do Sistema. Até mesmo na Terra encontramos grandes crateras que ao se formarem devem ter causado catastrofismos arrasadores. A mais famosa cratera é a do Meteoro no Arizona, sem dúvida uma paisagem muito interessante. Mas devido ao nosso clima, sempre operando mudanças, poucas destas são tão visíveis.
A maioria dos meteoritos que caem na Terra são resultado de colisões entre asteroides do cinturão entre Marte e Júpiter. Especialistas calculam que se um único meteoro de 2km caísse na Terra a uma velocidade de 28km/s o impacto produziria alterações globais, tsunamis e potencial destruição nunca vista pelo homem moderno.[4]
Água na forma de gelo e sujeira, já foi encontrada em asteroides, meteoritos e cometas. Um dos maiores asteroides do cinturão entre Marte e Júpiter é o 24 Themis[5], com 200km de diâmetro. Astrônomos identificaram água neste asteroide, o que foi um impacto tremendo na noção de tempo da cronologia evolucionista, afinal, o gelo exposto à pressão do espaço e do brilho do Sol não resiste muito tempo. Dada a posição do 24 Themis, o gelo já deveria sublimado a muito tempo. Especulou-se se o gelo é renovado de camadas internas, mas ainda assim o problema persiste. Os anéis de Saturnos têm sido descritos como anéis dentro de anéis, suas bordas e outras evidencias implicam que uma idade recente e não nos milhões de anos propostos para evolução do sistema Solar.[6] Anéis de menor tamanho também estão presentes em outros planetas gasosos. Não seria por que o asteroide e o próprio sistema solar não têm os presumidos bilhões e bilhões de anos? Não sabemos, mas ainda descobriremos muita coisa.
Evolucionistas sugeriram que a água dos nossos oceanos tenha vindo dos cometas e meteoros, mas embora eles possam ter contribuído aparentemente a composição atômica da água do espaço e da Terra são diferentes. Nós já sabíamos, pois a água foi feita pelo Criador, no entanto a ideia dos cometas com água é extremamente interessante ao modelo criacionista do dilúvio.
Os cientistas estão confusos por qual razão a Terra é o único planeta com oceanos e placas tectônicas que movem seus continentes. Uma ideia levantada por pesquisadores evolucionistas foi de que “asteroides e outros fragmentos gelados, teriam cruzado a Terra trazendo suas reservas de água. Introduzida no manto terrestre, esta água o amoleceu, permitindo o aparecimento da "tectônica de placas"[7].
Talvez o Dilúvio tenha começado em regiões mais afastadas da humanidade com a queda de gigantescos bólidos espaciais, de gelo e rocha, fragmentando a crosta terrestre. Curiosamente, Ellen G. White[8] numa época que nem se conhecia a geologia de placas tectônicas já dava a entender que isto existia e tinha ocorrido no tempo do dilúvio:
A violência da tempestade aumentou até que a água parecia cair do céu como poderosas cataratas. As margens dos rios se rompiam, e as águas inundavam os vales. Os fundamentos do grande abismo também se partiram. Jatos de água irrompiam da terra com força indescritível, arremessando pedras maciças a muitos metros para o ar, que ao caírem, sepultavam-se profundamente no solo.”[9]
O quadro do Dilúvio começa a se montar: 1) Cometas e meteoros atingem os oceanos e
regiões não populosas da Terra, 2) Os impactos são tão violentos que racham a Terra surgindo à tectônica de placas e vulcanismos fissurais que percorrem o globo e fazem o continente deslizar para o fundo do mar 3) Os lençóis subterrâneos de água são desprendidos sob grande pressão e se projetando para superfície causando mais inundações, 4) Os impactos causam tsunamis continentais que progressivamente varrem ecossistemas inteiros, 5) o cataclismo interfere imediatamente no clima, alterando o equilíbrio e provocando furacões gigantescos que varrem as regiões mais altas com chuvas torrenciais.
Este quadro de desastres foi o responsável por inúmeras extinções em massa registradas nas camadas geológicas e de fósseis. Quando escavamos a terra, percebemos os fósseis das criaturas em ordem tal como num crescente e acreditamos que isto é algo próximo de como eram as biogeografias pré-diluvianas. Outra declaração de Ellen G. White a frente de seu tempo foi sobre fossilização:
 “É verdade que vestígios encontrados na terra testificam da existência do homem, animais e plantas muito maiores do que os que hoje se conhecem. Tais são considerados como a prova da existência da vida vegetal e animal anterior ao tempo referido no relato mosaico. Mas com referência a estas coisas a história bíblica fornece ampla explicação. Antes do dilúvio o desenvolvimento da vida vegetal e animal era superior ao que desde então se conhece. Por ocasião do dilúvio fragmentou-se a superfície da Terra, notáveis mudanças ocorreram, e na remodelação da crosta terrestre foram preservadas muitas evidências da vida previamente existente. As vastas florestas sepultadas na terra no tempo do dilúvio, e desde então transformadas em carvão, formam os extensos territórios carboníferos, e fazem o suprimento de óleos que servem ao nosso conforto e comodidade hoje. Estas coisas, ao serem trazidas à luz, são testemunhas a testificarem silenciosamente da verdade da Palavra de Deus.[10]
O modelo da biogeografia é um modelo criacionista que diz que a ordem dos fósseis nas camadas da terra corresponde aos habitats da Terra antes do dilúvio, mas ele não é o único fator a explicar nossas camadas geológicas, pois numa catástrofe de tal medida, centenas de corpos mortos de diferentes animais, tem taxas de flutuação diferente devido a diferente densidade de seus corpos e a tendência é que os detritos sejam sepultados de forma muito seletiva. Por exemplo, baleias, mamíferos em geral e aves tendem a ficar mais acima sendo corpos mais gordurosos. Obviamente, estes animais também eram os mais habilidosos a fugir da catástrofe por mais tempo.
Seguindo o modelo da biogeografia, a inundação e detritos chegou primeiro a fauna de ediacara, vermes, esponjas e águas vivas foram fossilizadas em lugares mais profundos. A extinção dos animais do solo dos oceanos abertos, formaram o que chamamos de Cambriano, peixes mais complexos e corais foram fossilizados acima disso (Siluriano e Devoniano) e então temos as primeiras grandes biogeografias  terrestres onde encontramos anfíbios de todos os tamanhos, artrópodes gigantes e enormes florestas que viraram carão ao serem subitamente engolidas pelos escombros do Dilúvio (carbonífero) e logo depois, répteis arcossauros e cinodontes (permiano). No fim destas camadas encontramos uma grande extinção, chamada extinção ‘Permo/Triássica’ na qual muitos evolucionistas especulam uma de duas causas, um grande meteoro ou vulcanismos. Para nós, qualquer uma se encaixa no modelo do dilúvio já que não apenas um meteoro, mas vários devem ter caído e já que os vulcanismos seriam um consequência destes impactos.
A seguir iniciava-se a biogeografia dos répteis, onde os dinossauros dominavam em três nichos diferentes, o Triássico, o Jurássico (grandes bosques de coníferas e cedros) e o Cretáceo (onde começava a região das plantas com flores), tudo isso entrecortado de grandes lagos, canais e mares internos. Há muitos os cientistas vem discutindo porque os dinossauros desapareceram subitamente. Atualmente parecem ter concluído que os dinossauros foram vítimas de um meteoro do tamanho do monte Everest que deve ter caído nas proximidades do golfo do México. Veja como a descrição dos cientistas evolucionistas, tirando o fator cronológico, se encaixa no modelo do dilúvio:
Segundo Sean Gullick, um dos cientistas do grupo de mais de 40 cientistas de todo mundo que revisaram a extinção dos dinossauros e a teoria do impacto na cratera de chicxulub no golfo do México e publicaram os estudos na revista Science "O impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004", afirmou o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou do estudo. Essas ondas causaram uma destruição massiva no fundo do mar[11]

As tempestades climáticas em si só duraram 40 dias, mas levou um ano todos os processos geológicos até que a inundação cobriu a Terra e finalmente retrocedeu. Neste período, os novos continentes começaram a imergir sob ação das placas tectônicas que empurraram o solo do oceano e em locais de tensão criaram as grandes cordilheiras montanhosas que temos hoje e as sequencias seguintes podem ser estimadas na seguinte ordem:
1)          Divisão continental, surgimento de ilhas, montanhas, e pontes provisórias de terra, 2) Retorno da vegetação, que agora misturada se diversifica e produz ecossistemas totalmente novos, 3) Formação de bacias hidrográficas, e glaciações com longos invernos, 4) Migração animal onde muitos ficaram isolados se tornando endêmicos e outros foram colonizando o mundo novo, 5 ) Novo desenvolvimento da civilização humana no crescente fértil, 6) Divisão dos povos e migrações humanas de caçadores/coletores e isolamento geográfico desenvolvendo assim, as etnias humanas, 7) glaciações e alterações climáticas que produzem novas extinções, 8) Ecossistemas isolados e estabilização da deriva continental.

Os eventos geológicos podem ser mais rápidos do que imaginamos. Afar na Etiópia é um dos lugares mais quentes da Terra, neste deserto no ano de 2005 um vulcão em erupção produziu uma fenda que vem progressivamente quebrando e separando a região do restante do continente africano. Para se ter uma ideia de o quanto os catastrofismos podem alterar rapidamente a geologia da Terra quando a geologia coopera, em Afar a fenda de 60km registrou um crescimento de 8m em 10 dias. Segundo especialistas, o local que está abaixo do nível do mar, será um dia inundado, separando Afar da África e criando uma grande ilha[12].
O quão rápido estes eventos podem ocorrer? Em 2013 na costa do Paquistão uma ilha de 16 metros de altura e 214 metros de extensão surgiu do dia para noite após um terremoto e aquela não fora a primeira vez que se registrou tal evento geológico instantâneo[13].
O catastrofismo na história da Terra é um fato, não pode ser negado. Ele ocorreu como previsto e seus vestígios podem ser encontrados para dar testemunhos que profetas como Moisés ou Ellen G. White escreveram com precisão. Estou certo também que há um desesperado esforço em negar estes fatos, pois assim, se negaria o testemunho dos profetas e as advertências futuras.
O homem moderno é politicamente correto demais para ter um Deus que emite juízos, ou para admitir que nossas más obras trazem ruína até mesmo sobre a natureza que geme pelos efeitos da rebelião do mordomo deste planeta contra seu Criador e mantenedor. Quanto mais O negam, quanto mais O odeiam, mais nos tornamos culpados de rebelião. Deus examinará os homens como fez nos dias de Noé e o futuro terá também juízos. Pedro fala agora de fogo e desfazer os elementos 2 Pe. 2, para haver uma nova criação, Ap. 20-22.
O telescópio Wise, já encontrou 16 asteroides escuros como o asfalto em orbitas inclinadas, porém perigosas em relação a Terra.[14] Caso a colisão de asteroides não fosse uma possibilidade
real e um medo por parte de cientistas, os EUA não gastariam 4 milhões de dólares por ano tentando rastrear possíveis ameaças[15]. Em 2003, o monitoramento espacial britânico localizou um asteroide de 1,2km de diâmetro em possível rota de colisão com a Terra para o ano de 2014[16]. “Meteoro explodiu sobre a Sibéria em 1908, coma força de 30 milhões de toneladas de tnt, devastando uma floresta na região do rio tunguska[17]. Sabemos que é possível!
Curiosamente, o livro de Apocalipse fala sobre como Deus irá livrar seus filhos da última perseguição que eles sofrerão sobre a Terra. Será um perseguição tão dura, que o próprio Miguel se levantará para pelejar por eles, Dn. 12. Serão dias difíceis, tais como os dias de Noé, mas eles não estarão abandonados. Numa intervenção de Deus, sete flagelos serão derramados sobre o mundo que os persegue, sendo o último deles uma tremenda saraivada, ou seja, pedras vindas do céu, as quais irão produzir terremotos e mover as ilhas dos seus lugares e então como foi com Noé, assim será, pois o remanescente será salvo.





[1] As explosões do Krakatoa desencadearam uma série de tsunamis, alguns até com 40m de altura, que varreram do mapa cerca de 300 aldeias e mataram 36 mil pessoas, as ondas chegara destruir embarcações fluviais em Calcutá, a 3200km de distância e a elevar o nível das marés no canal da Mancha.
[2] Editoria: Astronomia Segunda-feira, 12 out 2009 - 08h24 Cientistas recalculam chance de impacto do asteroide Apophis http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?posic=dat_20091012-082611.inc
[3] Silvio Anaz, Como funciona os catastrofismos, pesquisado em http://pessoas.hsw.uol.com.br/catastrofismo1.htmhttp://pessoas.hsw.uol.com.br/catastrofismo1.htm
[4] José Ribeiro da Costa, http://www.zenite.nu/

[5] Água e moléculas orgânicas são encontradas em asteroide

Com informações de Agências - 29/04/2010 http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agua-em-asteroide&id=010175100429
[6] Wayne Spencer, ibid
[7] Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - 07h21      
Oceanos podem ter nascido de asteroides gelados vindos do espaço http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=212509
[8] Para saber mais sobre Ellen G White, acesse http://centrowhite.org.br/
[9] História da Redenção, 66-67.
[10] Educação 129.
[11] Meteoro extinguiu mesmo dinossauros, diz maior estudo sobre o tema 04 de março de 2010 | 19h 36
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,meteoro-extinguiu-mesmo-dinossauros-diz-maior-estudo-sobre-o-tema,519614,0.htm

[12] Fenda pode criar ilha gigante na África BBC - 25/06/2010 http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fenda-separar-africa&id=020175100625

[13] http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/09/25/ilha-emerge-a-200-metros-da-costa-apos-terremoto-no-paquistao.htm

[14] Asteroides escuros e perigosos são descobertos nas vizinhanças da Terra

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/03/2010
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=asteroides-escuros-perigosos-descobertos-vizinhancas-terra&id=010130100309

[15] Não estamos prontos para enfrentar um Impacto Profundo, concluem cientistas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2010
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nao-estamos-prontos-enfrentar-impacto-profundo-concluem-cientistas&id=010130100128
[16] 02/09/2003 - 10h18
Asteroide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014
da Folha Online http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u495992.shtml
[17] IBID, 174.

sábado, 13 de junho de 2015

Viagem Interplanetária

Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” 1 Coríntios 15:45

“Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos.”
Carl Sagan (Pálido Ponto Azul)

Estas palavras acima, foi a conclusão do astrônomo ateu ao descrever a foto tirada pela sonda Voyager a 6 bilhões de km da Terra. A foto mostrava um feixe de luz solar iluminando um pálido ponto azul, nosso planeta visto do ‘fundão’ do sistema Solar. Sagan acusou os religiosos de terem uma visão arrogante e ilusória sobre nossa existência. Porém, em termos de nos alertar sobre nossa insignificância, a Bíblia começou a fazê-lo muito antes da ciência. Na Bíblia o ser humano é chamado de ‘vermezinho’ ou ‘bichinho’ (Isa. 41:14), de gafanhotos (Isa.40:22), tudo para prevenir qualquer arrogância por parte do homem.
Porém aquilo que é insignificante a nível de universo físico, pode ser muito significativo para um Ser pessoal que é Pai de todos nós. É preciso apenas sair nas vizinhanças espaciais e encontramos o detalhado planejamento para condições favoráveis a vida neste planeta.

Lua:
Nosso planeta é acompanhado de um satélite que chamamos de Lua, que nos circula em aproximadamente 27 dias, mostrando para nós, sempre a mesma face, movendo-se a 57 mil km da Terra[1]. Sem a Lua a luminosidade noturna e as marés afetariam completamente a vida de centenas de espécies, comprometendo todo ecossistema. É pelas fases da Lua que aprendemos a marcar os nossos meses e desenvolvemos nossos primeiros calendários, possibilitando o desenvolvimento da agricultura e da civilização.
Sem Lua, a Terra giraria muito rápida e os dias seriam mais curtos tendendo a aquecer menos o planeta, além disso, os ventos seriam de constantes tufões dificultando muito a vida. A Lua também impede o desgoverno do planeta em sua rota, o que alteraria drasticamente o clima e as estações do ano. Sem a Lua do tamanho e peso que temos, talvez até nossa órbita em relação ao Sol fosse afetada.
Se observarmos nossos vizinhos rochosos, logo percebemos nossas vantagens. Uma atmosfera e uma magnetosfera nos protegem dos raios venenosos do Sol e de detritos espaciais que são queimados ao tentarem entrar em nosso planeta. 

Mercúrio
Por outro lado, Mercúrio tem sua rarefeita atmosfera varrida pela proximidade com o Sol, ele completa uma volta ao redor do Sol em 88 dias terrestres, e ao redor de si mesmo em cerca de 60 dias terrestres, ou seja, o ano de Mercúrio tem apenas 3 dias, nos quais atinge uma temperatura de 430º C de dia e a noite -170º C. Para nós, estas tão bruscas variações de temperatura seriam fatais. Mas na Terra uma posição privilegiada em relação ao Sol, nem tão perto que nossa água evapore e nem tão longe que ela congele, garante a temperatura ideal para a vida.
Além disso, diversos fatores ajudam a regular nosso clima, como a área dos continentes, a quantidade de Terra coberta pela luz e calor, as geleiras e a quantidade de dióxido de carbono (0,03%) e vapor de água[2] que afeta a transparência da atmosfera tanto para o calor que entra como para o que sai[3]. 

Vênus
No entanto em Vênus, cujo dia é mais longo do que seu ano o calor derrete o chumbo, já na Terra, nosso dia de 24hs nos livra de um super aquecimento ou esfriamento.
Vênus tem atmosfera tão estranha que os efeitos reflexivos produzem a imagem de até dois ou três Sóis. Vênus que é praticamente do mesmo tamanho que a Terra tem vulcões ativos, alta pressão atmosférica, 90 vezes maior que a Terra, com nuvens de ácido e gazes venenosos que aprisionam o calor num grande efeito estufa.
Enquanto atmosferas alienígenas estão lotadas de venenos a maior parte de nosso ar é composto de Nitrogênio, um gás quase inativo com poucas reações químicas[4]. Nosso precioso oxigênio poderia ter se combinado com o hidrogênio formando água, ou com o silício para formar areia, mas temos a quantidade certa em nosso ar, 20%, embora ele seja raro em outros mundos[5]. Se tivéssemos muito mais oxigênio seriamos constantemente varridos por incêndios e as rochas e elementos se desfariam mais rapidamente, se menos, teríamos dificuldade para respirar, também teríamos menos ozônio e estaríamos mais expostos aos raios nocivos do Sol[6]. O dióxido de Carbono está presente em 0,03% na nossa atmosfera. Pode parecer pouco, mas muito mais poderia produzir efeito estufa e muito menos provocaria a diminuição dos vegetais que renovam nosso oxigênio[7].
A água líquida é extremamente importante, mas apesar de termos encontrado algumas quantidades de água congelada pelo Sistema Solar, não sabemos de nenhum outro planeta no universo que tenha a abundância que temos de água líquida.

Marte
Marte, sabemos que no passado houve abundância de água[8], além de muitos rios secos, canais e mais de 52 deltas encontrados pela sonda Spirit, a NASA acredita que o norte de Marte

abrigava um oceano que ocupava 36% de seu globo[9], mas misteriosamente ele sumiu de sua superfície e hoje, o planeta vermelho é um deserto seco, frio, inativo geologicamente e açoitado por estações do ano muito mais extremas do que as nossas.
O planeta vermelho teria chances de vida, mas é inóspito! Leva quase dois anos para contornar o Sol, mas sua órbita é elíptica de forma que suas temperaturas variam muito. Além disso, suas estações do ano são mais longas e rigorosas, pois sua inclinação do eixo é maior, 25,19º, apenas um pouco mais que os nossos 23,5º, mas que produzem uma diferença tremenda. A temperatura máxima de Marte é de 20º no verão do seu equador, sendo em geral temperaturas abaixo de zero grau e com nevascas de carbono nos polos. Isto provoca no verão de Marte uma insolação maior sobre seus polos, que ao sublimar as calotas polares as transforma em nuvens de dióxido de Carbono, produzindo grandes tempestades de areia de nível global.
Menor do que a Terra seu campo magnético é apenas 2% do Terrestre, de forma que Marte está exposto demais aos perigos do espaço. Os solos de Marte são ricos em óxido de ferro, que produz sua coloração vermelho e alaranjada. Enquanto em nosso planeta, o Criador dispôs os solos em proporção certa de oxigênio, ferro, silício, alumínio e magnésio. Se fossem maiores as doses de ferro ou magnésio, nossa riqueza de oxigênio estaria ameaçada, assim como em marte há só resquícios de oxigênio e vapor d’água em suas poucas nuvens[10].
Marte possui geologia colossal, como o maior vulcão do sistema solar com 27km de altura (Monte Olimpo, parece inativo) e desfiladeiros com até 4000km de comprimento e 7km de profundidade. Marte comprova que não basta um planeta ter condições favoráveis, é preciso ser modelado pela inteligência do Criador.

Depois de Marte encontramos um cinturão de asteroides parece estar presente onde um planeta está ausente. Além destes, chegamos região gélida do sistema Solar com o grupo dos planetas chamados de gigantes gasosos. Estes planetas desempenham um papel fundamental na preservação da vida em nosso planeta, desviando ou absorvendo meteoros e cometas que poderiam atingir nossa Terra. Isso foi comprovado e documentado em 1994, quando o cometa Shoemaker Levi-9 foi sugado pela gravidade de Júpiter e precipitou-se em seu interior.

Júpiter
Júpiter tem 85% de hidrogênio, o mesmo combustível das estrelas[11]. Dentro de Júpiter caberiam 1300 planetas Terra, acredita-se que abaixo de sua camada de nuvens e tempestades que varrem a atmosfera de Júpiter de um lado a outro, exista um interior de líquidos e sólidos de Hidrogênio e Hélio combinados sob alta pressão.
Júpiter coordena 63 satélites conhecidos, entre eles as famosas luas de Galileu. Io reage com fricções internas ao poderoso campo magnético de Júpiter e produz  tremendos vulcanismos lançando material ao espaço. Calisto é gelado, assim como Ganimedes que é maior que o próprio planeta Mercúrio. Ainda temos Europa, atraindo a atenção dos astrônomos que procuram água líquida embaixo do gelo de sua superfície.

Saturno:
Saturno uma obra de arte do Criador, tem uma densidade menor que da água, se mergulhado numa piscina do seu tamanho iria boiar. Seus anéis são de cristais de gelo que vão desde um grão de arroz até o tamanho de uma casa. Saturno demora 30 anos para contornar o Sol e coordena cerca de 60 luas, entre elas Titã um mundo gelado maior que Plutão com prováveis lagos de metano
ou etano[12] e Encedalus, a lua com gêiseres misteriosos.
Janos e Epimetheus são satélites de Saturno com órbitas extremamente próximas, de tal modo que a cada quatro anos trocam de órbitas. Estes processos exigem um delicado e improvável relacionamento entre massa, velocidade e distância.

Urano e Netuno:
Se a Terra tivesse o tamanho desses gigantes gasosos, como Urano, não poderia ter os elementos que temos pois tamanha pressão e gravidade produzem outros efeitos sobre outros elementos como gazes eletrificados ou metálicos. A grandeza dos planetas gasosos como Netuno, faz com que produza mais calor interno do que recebe do Sol, e produzam grandes tempestades como a de 2 mil km/h de um furacão maior que a terra em Netuno, ou nas manchas de  Júpiter ou ainda, em Saturno onde raios iguais se ocorressem na mesma intensidade aqui, fritariam tudo o que existe.

Cinturão de Kuiper
Plutão, recentemente rebaixado a planeta anão é menor que nossa Lua e seu dia como uma de nossas noites mais claras não são muito amistosos, para sobreviver por lá, seria preciso suportar -230ºC[13]. Distante e gelado, ele está na zona do cinturão de Kuiper, onde acompanhado de seus três satélites naturais Caronte, Hidra e Nix faz vizinhança com muitos asteróides e os recém descobertos planetas anões como Éris que é maior que Plutão e seu satélite Disnomia e os planetóides Sedna, Orcus, Quaoar e Varuna.

Que opções nós temos fora do sistema solar?
Hoje, conhecemos centenas de planetas conhecidos fora do Sistema Solar, chamados de exo-planetas, eles normalmente são gigantes gasosos como Júpiter, mas já estamos achando planetas menores provavelmente rochosos.
Em 2007 encontrou-se o primeiro planeta aproximadamente do tamanho do nosso, em uma zona estelar teoricamente propícia a vida. Trata-se de um de três planetas descobertos orbitando a estrela Gliese 581[14]. Este planeta seria pouco maior que o nosso e apesar de estar mais próximo de sua estrela, ele poderia ter temperatura capaz de conter água líquida, pois a anã vermelha é mais fria que nosso Sol. Seu ano duraria 13 dos nossos dias e a temperatura estaria entre 0 e 40º C.
Ainda assim, mesmo com temperatura ideal e mesmo se tiver água, a vida em Gliese é difícil, pois neste mundo em que você veria um enorme Sol vermelho qualquer vida teria que suportar grandes bombardeamentos de radiação. Também teria que suportar uma força gravitacional bem maior do que a nossa, lá em Gliese, um homem de 70kg pesaria 140kg[15].

Nesta viagem interplanetária, podemos observar o quanto nossa Terra é singular. O que sabemos já é o suficiente para entendermos que o pequenino e pálido ponto azul é na verdade um oásis em meio a inúmeros anos luz de território densamente ocupado por estrelas e planetas mais hostis.
Como diz o texto de I Cor. 15:45 tudo tem sua glória e lugar. O homem e sua história não são motivo de muito orgulho ou glória, mas o amor e atenção de Deus por nosso planeta e nossa civilização são notáveis. Em vastos anos luz de investigações não encontramos nada igual a Terra, se assim é, será que não somos importantes? Será que moramos num pálido ponto azul ou num oásis de vida?
O Universo apresentar uma série de características finamente ajustadas para que possa existir vida inteligente na Terra. Seria possível uma série enorme de muitas coincidências e acasos benéficos? Ou estamos diante de desígnio, propósito e planejamento de um Ser inteligente?
Gosto desta descrição de desígnio de Ellen G. White:
“ Em todas as coisas criadas vêem-se os sinais da Divindade. A Natureza testifica de Deus. A mente sensível, levada em contato com o milagre e mistério do Universo, não poderá deixar de reconhecer a operação do poder infinito. Não é pela sua própria energia inerente que a Terra produz suas dádivas, e ano após ano continua seu movimento em redor do Sol. Uma mão invisível guia os planetas em seu giro pelos céus. Uma vida misteriosa invade toda a Natureza - vida que sustenta os inumeráveis mundos através da imensidade toda. Encontra-se ela no ser microscópico que flutua na brisa do verão; é ela que dirige o vôo das andorinhas, e alimenta as pipilantes avezinhas de rapina; é ela que faz com que os botões floresçam, e as flores frutifiquem[16].
Por que ao ver os indícios de um Criador duvidaríamos de sua existência ou que Ele nos ama e se interessa por nós? Se percebermos que alguém planejou nosso planeta, por que duvidar que o projetista nos visite?




[1] José Roberto V. Costa. “Sistema Terra-Lua”, pesquisado em http://www.zenite.nu/, publicado em 29/04/2008.
[2] Norman Geisler e Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu, Editora Vida, 107.
[3] Stuart E. Nevins, “Planeta Terra: Plano ou Acidente?” - Stuart E. Nevins tem B.S. e M.S em geologia e é professor assistente de geologia no “Christian Heritage College”. Pesquisado em Sociedade Origem e Destino, http://www.criacionismo.com/index.php?menu_op=ver_artigo&artigos_op=arquivo&id_art=12&PHPSESSID=7d2add327e85c9712eb842cc932fe590 .
[4] Stuart E. Nevins, “Planeta Terra: Plano ou Acidente?”
[5] William J. Tinkle, “Um planeta adequado a vida”, publicado em Folha Criacionista e pesquisado em http://www.scb.org.br/artigos/FC12-45a51.asp (William J. Tinkle é Ph.D. e Professor Emérito de Biologia no Anderson College, Indiana, U.S.A. Reside atualmente em Eaton, Indiana, U.S.A)
[6] Stuart E. Nevins, “Planeta Terra: Plano ou Acidente?”
[7] Stuart E. Nevins, “Planeta Terra: Plano ou Acidente?”
[8] http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL6119-5603,00-SONDA+REVELA+MAIS+MARCAS+DE+AGUA+EM+MARTE.html (15/02/07 - 20h56 - Atualizado em 15/02/07 - 20h59) pesquisado em 15/06/2010.
[9] http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/marte-tinha-oceano-que-cobria-36-do-planeta-14062010-10.shl (Segunda-feira, 14 de junho de 2010 - 11h06), pesquisado em 15/06/2010.
[10] Stuart E. Nevins, “Planeta Terra: Plano ou Acidente?”
[11] José Roberto V. Costa. Júpiter Quase uma Estrela. http://www.zenite.nu/, publicado em 05/02/2009 e pesquisado em 15/06/2010.
[12] http://astro.if.ufrgs.br/solar/titan.htm
[13] José Roberto Costa, “Planetas Anões Plutão”, http://www.zenite.nu/, publicado em 29/04/2008 pesquisado em 14/06/2010.
[14] Salvador Nogueira “Grupo acha planeta extra-solar habitável”, http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL26342-5603,00.html publicado em 24/04/07 - 20h00 - Atualizado em 25/04/07
[15] Jacob Silverman, “Existe apenas um planeta Terra?”, pesquisado em 22/06/2010 em http://ciencia.hsw.uol.com.br/outra-terra1.htm
[16] Educação 99.