Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Aves - Maravilhas Aladas

E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. Gn. 1:20
Deus é o Criador! A Bíblia ensina que todas as coisas foram feitas pelo poder de Sua palavra, (Salmo 33) e nada foi feito sem Ele (S.Jo 1:1-3). Era o quinto dia das obras de Deus nesta Terra, e sob suas ordens os céus se encheram de vida, assim como a terra e a sua vegetação receberam seus primeiros moradores, enquanto os mares e rios também eram povoados. Num instante, criaturas coloridas e majestosas rasgavam os céus e ecoavam pelo ar os seus cantos. Deus criou as aves!
Elas não surgiram fruto de milhões de anos de evolução aleatória, pois isto simplesmente não seria possível. Tente você correr, pular e bater os braços incansavelmente. Você aprenderá a voar? Seus filhos e netos aprenderão a voar? Ser uma ave é algo que exige tanto planejamento e precisão quanto construir um avião! Vamos agora conhecer este projeto maravilhoso do nosso Criador.
Ao iniciarmos a construção destas máquinas vivas, partimos do esqueleto, pois ele deve ser forte o bastante para sustentar o esforço da ave, mas leve o bastante para permitir o vôo. Os ossos das aves foram desenhados por Deus com características especiais e diferentes das nossas
[1]:
1. Crânio é leve, reduzido e aerodinâmico;
2. O forame magno é uma região por onde passam as raízes da espinha e nervos importantes, na parte traseira do crânio, nas aves está de tal maneira que facilita a posição horizontal da ave quando em vôo. Observando uma ave voando, vemos que ela pode mudar a inclinação de seu corpo no ar e sua cabeça regula-se ao horizonte de modo que ela nunca perde a direção e o nível de vôo.
3. Todos os ossos foram projetados com o mínimo de peso e o máximo de força, assim, as aves têm menos vértebras, suas asas têm apenas três dedos, as pernas têm alguns ossos fundidos e as clavículas fundidas formando a fúrcula (popular ossinho da sorte), isto feito especialmente para o fechamento dos órgãos dentro da caixa óssea.
4. Osso no peito chamado quilha esternal onde se ligam os músculos do vôo.
5. O interior de seus ossos é constituídos por estruturas ‘ocas’. Na verdade, uma águia de 10kg pesaria em ossos menos de 1kg.
Pensando em leveza, o projeto das aves deixou de lado qualquer peso extra, assim, as aves não têm dentes, nem bexiga e muitas não têm o ovário direito. O pulmão possui extensões chamadas de ‘sacos aéreos’, de modo que a respiração das aves é totalmente diferente dos outros animais e enche seu corpo de ar! Os sacos aéreos possibilitam melhor oxigenação no extremo esforço de bater asas e reduz a densidade do animal, ajudando no vôo ou na natação.
Como não tem dentes, seu sistema digestivo é bem diferente e desenhado para esta necessidade. As aves contam com a moela. À boca, segue-se a faringe e no esofago é encontrada uma bolsa chamada papo. Nele o alimento vai sendo amolecido para depois avançar até o estômago químico, que solta enzimas digestivas para que se inicie o processo de digestão, que terminará na moela. A moela é um compartimento muito musculado do tubo digestivo, final, onde com a ajuda de pequenas pedras e areia, os nutrientes são esmagados. Este tubo digestivo termina então na cloaca, que é o local de desemboque dos sistemas excretor, reprodutor e digestivo.
A forma do corpo é aerodinamica, bem como a parte mais importante para o vôo, as asas. A asa de uma ave permite a elevação do mesmo modo que a asa de um avião. À medida que a ave avança, o ar passa por cima da superfície superior da asa mais rapidamente que pela superfície inferior. O formato ligeiramente convexo da asa permite esta habilidade, assim como ocorre com as asas de aviões que são desenhadas desta maneira, do contrário não voariam.
Mas o grande equipamento das aves são penas! As penas tem muitas funções além do vôo, tais como proteger, camuflar ou embelezar, mas apesar de sua aparente simplicidade, uma pena é uma estrutura delicada e micro entrelaçada que permite a levesa e resistencia durante o vôo. Cada local do corpo, tem um tipo específico de pena, por exemplo, as tectrizes que são pequenas revestem o corpo, tendo as plumas por baixo para garantir isolamento térmico, as remigens das asas tem um formato irregular tal como a asa e as remigens da cauda, são simétricas pois atuam como o ‘leme’ da ave. O Criador pensou em tudo, pois muitas aves, especialmente as aquáticas possuem um óleo isolante segregado por uma glândula que espalham pelo corpo impermeabilizando as penas contra a ação da água.
O poderoso aparelho respiratório proporciona que as aves tenham ar no corpo o tempo inteiro, permitindo algumas espécies a voarem em altitude de um jato comercial, onde o ar é rarefeito, tal como o abutre do himalaia que voa a 11200 m de altura, o ganso indiano a 9000m e o condor dos Andes a 5000m. A resistencia dessas máquinas vivas desenhadas pelo Criador é também impressionante, como uma ave registrada por pesquisadores, da espécie ‘fuselo’ de apenas 80 cm de envergadura que migrou do Alaska a Nova Zelandia sem parar, percorrendo 11570km, cerca de ¼ da circunferencia da Terra.
Algumas aves podem chegar a velocidades incríveis, como um beija flor que para impressionar sua fêmea, num mergulho suporta 10 vezes a força da gravidade a 93km/h e chega a voar 385 vezes o seu tamanho por segundo, enquanto um caça militar voa 150 vezes o seu tamanho por. Mas o velocista aério é o Falcão Peregrino, que quando curva suas asas e mergulha atinge 320km/h[2]. Na Bíblia, Deus questionou a Jó, “Ou é pela tua inteligência que voa o falcão, estendendo as asas para o sul?” Jó 39:26. Poderiamos responder; ‘não, ele voa devido o projeto inteligente de Deus’!
A forma das asas e cauda também é importante para o vôo: aves que devem levantar vôo rapidamente para fugir a predadores têm asas largas e arredondadas, que lhes dão aceleração. Aves que voam durante muito tempo têm asas longas, enquanto voadores rápidos e poderosos (aves de rapina, por exemplo) têm asas longas e curvas, de extremidades pontiagudas para reduzir o atrito. Aves que mudam bruscamente de direção em pleno vôo terão, por sua vez, caudas profundamente bifurcadas
[3].
As aves voam batendo suas asas para puxar o ar e aproveitando-se dele para planar, algumas chegam a usar as correntes térmicas, já que a tendência do ar quente é subir. Impressionantes, são os pequenos Beija Flores, com coração que representa 20% do seu corpo e bombeia sangue para um bater de asas de até 80 vezes por segundo. Ele pode parar no ar enquanto voa, voar para qualquer lado e até para trás.
Além de tudo isso, as aves possuem um verdadeiro conjunto de ‘intrumentos’ uteis ao seu desempenho aeronautico e para vida cotidiana destes alados maravilhosos.Tratando-se de bicos, cada ave ganhou um talento especial de seu Criador. A maioria tem um bico pontudo e
aerodinamico que usa como pinça e manuseia tudo desde a comida até a construçào dos ninhos, mas muitas são especializadas.
Há bicos pontudos e curtos para capturar insetos, há bicos curvos como de alguns tendilhões, para coletar e arrancar grãos e sementes, outros como cruza bico especial para pinha de pinheiros, há bicos finos como agulhas para coletar o néctar das flores, bicos com sensores para na pontoa para vasculhar os rios como o bico dos patos ou bicos duros associados a crânios resistentes para perfurar a madeira e depois enfiar uma longa língua pegajosa e capturar insetos como é o caso dos pica paus. Há bicos estranhos como o do flamingo, usados para filtrar pequeninos organismos da água, ou bicos para pesca a beira d’água como o do albatroz, para segurar peixes como o bico serrilhado do merganso, para mergulho como o do pinguim ou no formato de flecha, par pesca aéria como o do martim pescador.
Existem aves com bicos para coletar peixes como o bico com papo do pelicano ou bicos para coletar frutos como o do tucano, ou esmagador de castanhas como o da arara e do papagaio, outros são como pinças, feitos para vasculhar a lama ou areia como o bico da íbis e do maçarico e ainda os bicos para rasgar carne como das aves de rapina.
O Criador, projetou os músculos da perna das aves na parte superior, o resto, canela e pés é literalmente pele e osso, o que facilita o pulo para o vôo e mantém a aerodinamica na hora de voar. Cada ave tem os pés de acordo com o uso e local onde vive, aves aquáticas possuem pés com membranas ligando os dedos, enquanto a galinha d’água tem pés com dedos revestidos por orlas de pele que abrem-se ao puxar a água para trás e fecham-se quando o pé vai para frente dentro d’água, fora da água, essas orlas ajudam a ave a não afundar na lama e correr em lugar seco. As aves pernaltas tem pernas compridas para caminhar sobre o lodo, enquanto outras tem dedos enormes para andar sobre as plantas aquáticas, já a grande maioria, são aves de poleiro com um quarto dedo voltado para trás para prender o animal ao galho.
O desenho é especial em cada uma, seja nas fortes patas de corrida das aves terrestres ou nas garras das aves de rapina que fecham-se como ganchos[1].
Os sentidos de muitas aves são apurados, o super tato está na ponta do bico da narceja, uma gota de carniça pode ser farejada a km de distancia pelo abutre e do alto do céu, águias e falcões podem avistar diminutas presas, coisa que a Bíbia já sabia (Jó 39:27-30). Entre as aves com
sentidos super desenvolvidos, encontra-se o deseconhecido guacharro do Peru e Venesuela, ave de 90cm de envergadura semelhante a um falcão, mas no entanto, completamente frutivago. O que torna o guacharro diferente, alem de penas perto do bico que lembram bigodes, é que ele é uma ave noturna que mora em cavernas e guia-se por eco localização assim como os morcegos, embora os guacharros diferentes dos morcegos não emitam ultra sons, mas apenas sons comuns.
As corujas por sua vez, são criaturas impressionantes. Seu pescoço é capaz de girar 180º e seus
olhos de captar o mínimo raio luminoso. Mas apenas a visão apurada pode nao ser suficiente para caçar a noite, então o Criador lhe deu mais uma chance, ela dispoe de ouvidos em níveis diferentes que captam o som numa velocidade ligeiramente defasada, proporcionando ao cérebro localizar a presa. Se a escuridão for total, o rosto achatado e as penas em forma de concava captam o som e ela parte para o ataque, sem alertar a presa com o mínimo ruído, já que é capaz de voar em silencio graças a forma de suas penas que desvia o som do vento.
Na verdade entre as aves, os corvos erroneamente confundidos com urubus estão entre os mais inteligentes. Lembra que Deus usou corvos para alimentar Elias(I Reis 17:4-6)? Corvos já foram registrados desenvolvendo pequenas ferramentas para tirar larvas da madeira com palitos e até mesmo, aproveitando-se de carros numa rua, para quebrar castanhas duras.
A migração das aves é outro mistério não completamente compreendido, não sabemos como começou e nem como funciona. Eles seguem o sol, as estrelas, o campo magnético da Terra ou tudo isso junto? Como sabem a época de partir e a direção para onde ir? Ainda não sabemos ao certo, mas a Bíblia diz: “Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, a andorinha, e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece a ordenança do Senhor.” Jer. 8:7.
Entretanto, nem todas as aves vooam, há aves asas diminutas, apenas par o equilibrio e pernas poderosas que foram desenhadas para correr e outras em que as asas são verdadeiras nadadeiras. Na ilha da Nova Zelandia o pequeno kiwi de 1,7kg não pode voar e poe um ovo de 450g, o maior ovo entre as aves em proporção ao próprio corpo e o grande avestruz poe poe o maior ovo, em média 10 de cada vez, com 1,5kg. Assim falou Deus sobre o Avestruz, “Quando ela se levanta para correr, zomba do cavalo, e do cavaleiro.” Jó 39:18, da mesma forma que seus parentes a ema, o emu e o cazuar da Austrália. Mas o macho do pinguim imperador, capaz de mergulhar até 250m, com suas asas em forma de remo carrega o único ovo de sua fêmea por meses, equilibrando entre os pés, para que ele não toque o chão da Antardida e congele.
Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mt.8:20. Enquanto algumas aves simplesmente poe seus ovos no solo no meio de pedras e seixos, outras constroem ninhos elaborados com galhos, musgos, palha, penas em lugares variados. Andorinhas fazem ninhos nas encostas de cavernas usando sua saliva, outras aves usam tocos de árvores e há também tipos de corujas que criam seus filhotes em tocas no chão. Os tendilhões tecem com fios capturados de teias de aranha, os beija flores costuram duas folhas de árvore, o sabiá músico reveste o ninho de palha com barro e o joão de barro faz uma sólida casa de barro indestrutível ante as intemperes. Um dos mais impressionantes artistas é o tecelão que constroe detalhadas estrutras trançando o capim. Há também certas aves que constroem ninhos coletivos, e até espécies diferentes que dividem o mesmo ninho.
Para atrair a atenção de suas parceiras, as aves machos cantam, dançam, mostram plumas coloridas e constroem ninhos com adornos. A beleza das aves é a maior prova de seu projeto inteligente! Talvez alguns até possam argumentar que isto é a cega lei da evolução favorencendo
os indivíduos mais capazes de se conquistar e acasalar, mas não é também o acasalamento uma das ordenanças de Deus para as aves? “Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.” Gn. 1:22.
As aves ensinam muitas lições, o amor de Deus por estas pequenas e variadas criaturas, reflete o quanto somos importantes para nosso Criador e que provê nosso pão de cada dia. “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?” Mt.6:26

Por Pr. Ericson Danese

[1] Muitas das informações técnicas sobre aves neste artigo, foram pesquisadas no livro ‘Aves, série Aventura Visual, texto de David Burnie, Editora Globo, SP Brasil, 1990. O trabalho original foi acompanhado por uma equipe do Museu de História Natural de Londres.
[2] http://criacionista.blogspot.com/2009/06/beija-flor-acelera-mais-do-que-cacas.htmlm, pesquisado em 16/06/2009.
[3] http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/classe-aves/voo-das-aves-7.php, pesquisado em 16/06/2009.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Mamíferos

Sabes tu o tempo do parto das cabras montesas, ou podes observar quando é que parem as corças? Podes contar os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto? Encurvam-se, dão à luz as suas crias, lançam de si a sua prole. Seus filhos enrijam, crescem no campo livre; saem, e não tornam para elas. Jó 39:1-4

Embora alguns deles possam ter aparecido nas águas e no ar, quando Deus criou os animais do quinto dia, a maioria apareceu no sexto dia da criação, os mamíferos são o top de linha do design inteligente, são criaturas versáteis capazes de sobreviver e prosperar em quase todo lugar e estão divididos em várias ordens, famílias e espécies.
Como os identificamos como mamíferos?
A resposta é: O Criador usou um projeto base para estes seres, que os diferencia dos outros animais e os capacita ocuparem seu lugar na Criação. É um projeto mais complexo, para tarefas mais complexas.
Seu esqueleto apresenta em geral sete vértebras na coluna cervical, com exceção do peixe boi que tem seis, e de alguns tipos de bicho preguiça que têm oito ou nove. Mas é o crânio que os distingue quanto às ossadas de outros animais, pois só os mamíferos têm a mandíbula na forma de um único osso articulado diretamente com o crânio. Seu crânio é o único que contém os três ossículos do ouvido, o martelo, bigorna e estribo. Aliás, os mamíferos são os únicos animais que tem orelhas, salvo casos como as focas, baleias e golfinhos. Um cão é capaz de ouvir freqüências sonoras que não ouvimos, pode girar suas orelhas como antenas, algumas raposas, tem orelhas enormes que funcionam como grandes sensores captando os mínimos ruídos. Mas há mamíferos que podem até mesmo ‘enxergar no escuro’ lendo os sons que ecoam e são interpretados por seu sistema de ecolocalização, são os morcegos, golfinhos e cachalotes.
A laringe é um órgão característico para os mamíferos, usado para respiração e emissão de sons. Esta estrutura respiratória é ainda auxiliada por um músculo chamado diafragma, que separa os órgãos torácicos dos abdominais. Graças à audição e vocalização fruto de um projeto mais detalhado, os mamíferos são grandes comunicadores.
As florestas tropicais ecoam com os gritos dos bugios, os lobos uivam, caninos, felinos, roedores e muitos outros têm diferentes tipos de gruídos para circunstancias diferentes. Golfinhos tem uma gama enorme de sons e as baleias chegam a se comunicar através do canto. Porém, não é só de sons que os mamíferos utilizam para se comunicarem, há uma infinidade de cheiros e odores usados para demarcar território e descrever cada criatura. Muitos mamíferos tem glândulas de cheiro, algumas até como meio de defesa e na maioria deles, o olfato é extremamente desenvolvido. Os cães praticamente enxergam o cheiro das coisas e um urso é capaz de sentir o cheiro de suas presas a kms de distância.
A comunicação é o grande poder de muitos dos mamíferos, embora vários insetos possam viver em colônias, peixes e aves possam viver em cardumes e bandos, os mamíferos constroem clãs, manadas e bandos complexos, com líderes e hierarquias organizadas capazes de se defender, ajudar no cuidado das crias, montar e executar estratégias de caça e tomar decisões em conjunto. Sua visão é apurada e muitos vêem cores, alguns, tem equipamento de visão noturna, capaz de captar cada raio de luz que escoa pela escuridão.

Muitos deles tem um super sentido de tato, que possibilita ler os mínimos detalhes mesmo na escuridão. Tudo nos mamíferos parece ser o melhor que natureza oferece.
Até os céus foram conquistados por mamíferos planadores e alados.
Seu cérebro é maior e mais complexo, o que os faz mais hábeis e inteligentes, mas o destaque é o campo das emoções. Os mamíferos possuem dentes diferenciados para quase todas as funções prender, cortar, roer e triturar. Sua boca apresentam lábios, que lhe possibilitam a atividade que os denomina como mamíferos. Os mamíferos bebem leite em sua fase infantil, esse alimento tem todos os nutrientes e substâncias necessários para desenvolver sua saúde e prevenir doenças, por outro lado, o organismo dos filhotes está preparado para absorver este alimento com enzimas especiais. É um fato que não poderia ter se desenvolvido com milhões de anos de evolução, mas que foi maravilhosamente projetado.

As glândulas mamárias estão em todos os mamíferos, mas são mais desenvolvidas nas fêmeas para alimentar suas crias, daí os lábios para auxiliar na sucção sem machucar a ‘mamãe’.
Mas existem mamíferos que tem glândulas mamárias, mas não tem mamas, são os Monotremos, com dois representantes a Equídea e o Ornitorrinco. O leite escorre pelas glândulas na pele pelos pêlos e é absorvido pelo filhote. Por que eles não têm mamas como os outros? Simples, por que eles também não têm lábios, Equídeas e Ornitorrincos têm bicos.
O coração dos mamíferos tem quatro cavidades e separa o sangue arterial do venoso, sendo criaturas de temperatura corporal constante entre 36º e 40º, o que os permitiu colonizar quase todos os ambientes. Se o calor for muito grande, sua pele com glândulas sudoríparas entra em ação e refresca o mamífero, porém como isolante do frio e proteção da pele, a maioria possui pêlos, abundantes ou localizados. As baleias e golfinhos, porém, não apresentam nenhum pelo, pois atrapalharia seu projeto hidrodinâmico, em lugar deles, eles ganharam uma camada grossa de gordura isolante do frio.
Em alguns casos, os mamíferos apresentam sobre a pele cascos, unhas, garras, chifres e pêlos modificados para defesa na forma de espinhos e placas, como o ouriço, o tatu e o pangolim.
Os mamíferos também possuem bexiga urinária separada do tubo digestivo, exceto o exótico Ornitorrinco que como as aves e répteis, possuem cloaca. Em geral, os mamíferos são gerados dentro do útero de suas mães, isso seria algo muito incomum, pois o corpo rejeitaria qualquer corpo estranho de outra genética se desenvolvendo dentro de si o expulsaria ou destruiria, mas os mamíferos, envolvidos numa placenta e alimentados por um cordão umbilical que os liga a mãe se desenvolvem até a hora em estão prontos a sair. Tal sistema não poderia desenvolver-se progressivamente, pois é muito complexo e delicado, qualquer problema seria fatal para o filhote. Pense no tempo certo de gestação, músculos e ossos preparados para o parto, cordão umbilical e placenta. Tudo isso tem que estar completamente pronto e não pode falhar.
Mas existem os curiosos Marsupiais que saem mais cedo da barriga de suas mães. Ainda indefesos e com desenvolvimento incompleto migram para uma bolsa de pele no abdômen (o marsúpio) onde terminam de se desenvolver. A reprodução dos marsupiais é ainda um enigma maior para evolucionistas. Como se desenvolveu o marsúpio? Sem um marsúpio pronto, o filhote não sobreviveria, tinha que estar pronto de início. Há ainda os já citados Monotremos, que diferentes de todos os outros põem ovos de casca mole. Tudo isso faz dos mamíferos, um dos grupos de animais mais variados, impressionantes e adaptáveis que Deus criou. Acima dos animais, está um ser mamífero dotado de faculdades espirituais especiais que o fazem estar além do reino animal.
O homem com seu corpo forte e atlético erguem-se acima de todos os outros seres em beleza, habilidades e versatilidade. Pés e pernas fortes para correr, braços e mãos capazes de operar com destreza e minúcia, mas principalmente um cérebro diferente a além dos demais mamíferos, capaz de emoções e julgamentos profundos, capaz de copiar, criar e adaptar idéias e objetos, um cérebro auxiliado por um corpo maravilhoso capaz de criar máquinas e estruturas que o ajudaria a sujeitar a Terra e os outros animais. O homem pode não ter uma pele capaz de suportar o frio, entretanto é capaz de criar roupas para isso, pode não ter garras e presas habilidosas, mas é capaz de inventar e construir ferramentas como estas. Mais do que tudo, o homem tem um cérebro capaz de compreender a natureza espiritual, capaz de escolher entre o bem e o mal. Se os mamíferos são o top de linha dos projetos do Criador, o homem é o top de linha entre os mamíferos.

Por Pr. Ericson Danese

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Relíquias no mundo religioso pós moderno

Saiu no Yahoo:
Redação Central, 9 abr (EFE).- As relíquias da Paixão de Cristo já não geram a devoção de antigamente, e sequer a Igreja garante sua autenticidade, mas ainda fascinam estudiosos, escritores e esotéricos.
"A Igreja nunca declarou autêntica nenhuma relíquia, sequer a que se venera como madeira da cruz, mas aprova as homenagens rendidas a aquelas que, com razoável probabilidade, seriam genuínas", segundo a Enciclopédia Católica.
As relíquias são "uma concessão à devoção popular; são úteis, mas não necessárias", explicou à Agência Efe Johann Evangelist Hafner, professor de estudos religiosos da Universidade de Potsdam, na Alemanha
Por isso, a Igreja Católica, apesar de não ter autenticado nenhum desses objetos, não contradiz os que acreditam neles ou descarta que sejam verdadeiros.
Hoje em dia, essa fé popular está em visível declínio, sobretudo no que diz respeito à veneração de restos mortais de santos.
"Para muitos fora da Igreja as relíquias são algo mórbido, que tem a ver com a superstição e a idolatria", explica o professor do Centro de Estudos Tomísticos (relativos a São Tomás de Aquino) de Sydney Anthony English.
Esta tendência também é encontrada dentro do clero, que prefere escondê-la, afirmou o sociólogo e pedagogo Günter Erret.
O apogeu das relíquias aconteceu em uma época que, segundo a Enciclopédia Católica, foi caracterizada por ser pouco crítica e "estranhamente mórbida", a Idade Média.
Foi nessa época que apareceram e proliferaram as relíquias da Paixão: a madeira e os pregos da cruz, a coroa de espinhos, a lança, a esponja, o Santo Sudário, a túnica, o véu de Verônica, a coluna da flagelação e até a escada de Pilatos. E, como não podia deixar de ser, o Santo Graal, o cálice sagrado.
A tradição é atribuída a Santa Helena, mãe do imperador Constantino, fundador de Constantinopla, que teria achado na Terra Santa a maioria dessas relíquias, que foram enviadas à capital recém-criada pelo filho para a maior glória desta.
A cruz foi dividida e distribuída pelo mundo cristão, e chegou a haver tantas capelas que diziam ter uma relíquia com este pedaço de madeira que Martinho Lutero - que promoveu a Reforma Protestante em rejeição à veneração destes objetos - ironizava e dizia que, com as lascas, seria possível construir um navio.
Durante séculos se multiplicaram as descobertas, e as relíquias mudaram de mãos várias vezes, em particular da Paixão.
Um papa conseguiu um desses objetos em troca de manter preso o irmão de um imperador que não queria competição, e Luís IX comprou a coroa de espinhos que um imperador bizantino sem fundos tinha dado como garantia.
Atualmente, há relíquias da cruz e dos cravos de Cristo em vários templos cristãos e uma coroa de espinhos na Sainte-Chapelle de Paris.
Há também um Santo Graal em Valência - que foi enviado à Espanha de Roma por São Lourenço -, assim como um em Gênova; além do famoso Sudário de Turim, há outro em Oviedo, bem como relíquias da Lança, entre outros, no Vaticano e em Viena.
Entre estes objetos está o Santo Sudário (ou Sudário) de Turim, que foi alvo de estudos científicos com carbono 14 para atestar sua autenticidade, assunto que gerou muita polêmica, mas que não fechou o debate sobre as origens da relíquia.
Outros estudos foram feitos para datar objetos como o Cálice de Valência ou a Lança Sagrada, que faz parte da Realeza Imperial dos Habsburgo e que está exposta no Museu Kunsthistorisches de Viena.
O Graal da catedral de Valência é um objeto de ágata do século I a.C. e de estilo oriental, e, por isso, os religiosos consideram "completamente verossímil" que se trate do copo que Jesus Cristo utilizou para consagrar o vinho na última ceia.
No entanto, além de semelhanças e testes científicos, o Graal e a Lança seguem despertando muito interesse no mundo moderno, sobretudo entre os amantes do misticismo e do New Age e que inspiram ou exploram estas novas tendências.
O bem-sucedido "O Código Da Vinci", cujo roteiro gira em torno da tese de que Cristo não morreu na cruz, mas se casou e teve filhos com Maria Madalena, e que o Graal simboliza esse segredo, é uma das obras que se basearam nesses mitos desde que foram apropriados por Trevor Ravenscroft no romance "The Spear of Destiny", em 1972.
O autor tratava a suposta fascinação de Hitler pela lança à qual as lendas medievais e, por exemplo, Parsifal, de Wagner, atribuíam poderes invencíveis.
Hitler, na verdade, levou a Lança de Viena a Nuremberg, capital do nazismo, mas certamente sua fascinação pela relíquia não se devia à devoção cristã, e sim por seu papel nas lendas nórdicas.
A sociedade pós-moderna descobriu também - segundo define a arqueóloga Deborah Hayden - "relíquias culturais", as de artistas e sábios cujos cérebros são dissecados e analisados em busca de que se encontre, neles, o segredo da genialidade.

Texto de Delia Millán, http://br.noticias.yahoo.com/s/09042009/40/entretenimento-reliquias-cristo-provocam-devocao-fascinacao.html

Nota do Blog: Achei interessante a explicação para a visão contraditória entre a tradição baseada em formalismos e ritos superticiosos, com a cultura pós moderna secular, assim definiu o teólogo católico: “As relíquias são "uma concessão à devoção popular; são úteis, mas não necessárias". Concessão?! Se uma coisa é errada e inútil, a igreja é condescendente com o erro desde que ele seja uma cultura popular implantada pela própria igreja?! Nesta Páscoa, não se deixe enganar por falsos símbolos e formalismos, busque o Cristo vivo e real!

Domingo, 8 de Março de 2009

Dia da Mulher


Desde que nasci até o dia de meu casamento, estive nas mãos de minha mãe,(Ledi) minha professora, exemplo e inspiração. Hoje estou nas mãos e cuidados de minha esposa amorosa e paciente (Karina) e provavelmente se Jesus não voltar até lá, quando eu morrer estarei nas mãos de minha filha maravilhosa e carinhosa (Daniele). Esta é a verdade sobre a vida de um homem, estamos nas mãos das mulheres, do nosso primeiro dia de vida ao último, nós homens somos completamente dependentes delas. Feliz dia da mulher, a todas as mulheres que tornam a vida de nós homens, possível.
Pr. Ericson Danese

Nosso Blog

Quero desculpar-me pela demora em atualizar nosso Blog, devido a nossa recente mudança de Santo Ângelo para Ijuí, estou sem internet em casa, aguardando na fila de espera a instalação da mesma. Uma vez que no meu escritório não tenho acesso a blogs e me dedico a este blog apenas em minhas horas vagas (que são cada vez menores), estamos com dificuldades de atualizar esta página. Por outro lado agradeço aos vários emails e pedidos que tenho recebido dos amigos, me estimulando a continuar escrevendo. Tem sido um prazer repartir este espaço com vocês. Um grande abraço a todos!
Pr. Ericson Danese

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

A luta dos filhos de Abraão


Muitas pessoas têm acompanhado os sangrentos combates entre Judeus e Palestinos e se perguntado razão de tanto ódio entre estes dois povos. A ofensiva já fez centenas de vítimas, a maioria deles, civis e inocentes como crianças, idosos e mulheres. O que está por trás deste conflito, onde estão suas origens?
A história Bíblica nos relata que o patriarca Abraão e sua esposa Sara não podiam ter filhos, no entanto Deus havia lhes prometido um filho e uma descendência. Abraão teve com Hagar um filho chamado Ismael, e com Sara um filho chamado Isaque. Os dois tornaram-se rivais e mais tarde, quando seus descendentes tornaram-se grandes nações, esta luta continuou entre Israel que ocupou a região que hoje chamamos de Palestina e os Ismaelitas, que hoje chamamos de Árabes que ocupavam os desertos.
Uma vez que Deus havia assegurado a posse da terra de Canaã (moderna Palestina) aos descendentes prometidos a Abraão, os que tiverem a posse da terra, podem reclamar ser a descendência de Abraão e teoricamente o povo escolhido por Deus. Mas isto, apenas teoricamente!
Quando Israel voltou de seu período de escravidão do Egito, invadiu a região no período de Josué e controlou na época do reinado de Davi. Depois de Salomão, o reino foi dividido em norte (Israel) e sul (Judá), restando posteriormente apenas Judá que conseguiu sobreviver ao domínio Babilônico e voltou a reconstruir Jerusalém a cidade de Davi, onde existia o Templo e único local sagrado para o Judaísmo.
Durante o 1º século d.C., a Judéia foi submetida ao domínio Romano que depois de várias revoltas dos Judeus, finalmente destruiu Jerusalém no ano 70 d.C. expulsando os Judeus e dispersando-os por todo Império Romano, na ‘diáspora’. O nome da Judéia foi mudado pelos Romanos para Palestina ( terra dos Filisteus), na tentativa de acabar com a cultura judaica.
Com Jerusalém devastada, o templo aniquilado e os judeus exilados, a terra foi progressivamente repovoada pelos árabes que viriam naquela região a tornar-se o que chamamos de Palestinos, já no século XIX a cultura árabe estava completamente enraizada.
Embora a cultura Judaica tenha resistido de forma notável a incontáveis perseguições, Judeus permaneceram em várias regiões do mundo vivendo em pequenos grupos e comunidades, prosperando e sobrevivendo de forma prodigiosa, enquanto os Árabes tornavam-se cada vez mais numerosos e ocupavam cada vez mais territórios no oriente.
Seria no entanto, no 4º século d.C que um Árabe chamado Mohamed (popularmente chamado de Maomé) mudaria a história. Mohamed depois de contanto com aspectos do Judaísmo e do Cristianismo, reivindicou ser o profeta de Alá o Deus único, de seus ensinos produziu-se o Alcorão e com este a religião chamada de Islamismo.Mohamed unificou as tribos Árabes e todo que não aceitava o Islã, foi combatido como um infiel.
Uma vez que eventos importantes da história de Mohamed haviam ocorrido em Jerusalém, uma vez também que Jerusalém era a capital da antiga Judéia e cidade onde outrora existia o Templo dos Judeus e ainda, por ser uma cidade igualmente importante para Cristãos, Jerusalém passou a ser o símbolo da posse da terra prometida, ou seja, quem a possui, é a descendência de Abraão e os escolhidos de Deus, em outras palavras, supostamente a religião verdadeira. Mas isto, apenas supostamente ou teoricamente!
Séculos de guerras chamadas de ‘cruzadas’ ocorreram entre Cristãos e Mulçumanos pela posse de Jerusalém e das chamadas terras Bíblicas. Depois do declínio do império Turco e Mulçumano, a região foi dominada pela Inglaterra mas com ocupação predominantemente Árabe. Os Judeus dispersos, viviam uma crescente prosperidade com fim das perseguições dos Reis Católicos e o declínio da força Papal.
No fim do século XIX, os judeus de todo mundo haviam desenvolvido o conceito de movimento Sionista, concebido para organizar um estado Judeu soberano em Jerusalém, único local onde poderia haver o Templo que fora destruído pelos Romanos, mas agora ocupado por uma Mesquita dos Mulçumanos.
Os Judeus sionistas começaram uma paulatina migração para a Palestina, comprando terrenos Árabes e progressivamente colonizando um estado Árabe governado por estrangeiros Ingleses. As tensões aumentaram quando uma carta do secretário da Inglaterra para assuntos estratégicos, Arthur J. Balfour, ao Lord Rothschild judeu proeminente da mais poderosa família de bancários Europeus, na qual declarava as intenções da rainha em subverter o império Otomano e criar um estado Judeu. A carta foi apoiada pelos aliados da Inglaterra na 1ª guerra mundial, França e EUA que em 1918 aprovou a carta e iniciou sua parceria com o Sionismo.
Durante a 1ª Guerra Mundial, a Turquia apoiou a Alemanha que era inimiga da Inglaterra e com o fim do conflito permaneceu o descontentamento Alemão contra os vencedores do conflito, que eram por sua vez apoiados pelos Judeus Sionistas. Ao romper a 2ª Guerra Mundial, a vingança Alemã contra seus aliados concentrou-se contra aqueles que na visão do Nazismo detinham o poder econômico de seus inimigos, os Judeus. O anti-semitismo foi alimentado pelas heranças da Inquisição Católica, uma vez que o Vaticano era aliado de Mussolini e simpatizante de Hitler, bem como pela idéia de superioridade Ariana e o misticismo envolvido por trás disso. O resultado foi o Holocausto de milhões de Judeus!
Com o fim da 2ª Guerra Mundial, a causa Sionista ganhou grande simpatia mundial uma vez que eles eram vítimas do Nazismo. A poderosa influencia dos EUA vai ser sentida na ONU que defende a criação de um estado Judeu, declarado em 1947. A partilha da Palestina entre Árabes e Israelenses, deixando Jerusalém com status internacional.
A liga Árabe rejeitou o plano e em 1948, estourou a guerra com a saída das tropas Britânicas e a proclamação do Estado de Israel. A liga entre Egito, Síria, Iraque, Transjordânia e Líbano ataca Israel que não apenas se defende, mas aumenta seu território, tendo apoio bélico e financeiro do ocidente. Os Palestinos ficariam sem território e oprimidos pela ocupação Judaica, até a formação da OLP que lutaria pela formação de um estado Palestino na faixa de Gaza e na Cisjordânia que recebeu autonomia apenas em 1993, depois de décadas de guerras e tensões.
O problema não foi resolvido, pois na prática, colônias Judaicas continuaram a avançar em áreas Palestinas e o Islamismo continuou a pender para o fundamentalismo. Em 2006 o Hamas vence as eleições Palestinas, assumindo o controle da faixa de Gaza e em represaria contra condições de vida impostas por Israel quebra o cessar fogo lançando foguetes contra Israel.
Por que os EUA apóiam Israel? Mais uma vez o problema é cultural e religioso, na época em que o Sionismo era desenvolvido, também crescia no meio Evangélico Protestante Norte Americano a teologia do Dispensacionalismo que ensina o cumprimento literal e terrestre das profecias de restauração nacional e espiritual de Israel. Ensina que o Templo Judeu será reconstruído, os Judeus vão converter-se e tornarem-se os 144 mil. Ensina que naquela região, no vale do Megido se dará a última batalha que a Bíblia chama de Armagedom, interpretada pelo Dispensacionalismo como um conflito bélico literal entre fiéis e infiéis.
Séculos de preconceito e mortes estão fundamentados em péssimas interpretações da revelação de Deus, tanto do lado Cristão, Judeu e Mulçumano.
Quando a Samaritana perguntou a Jesus, onde deveria adorar, em Samaria ou em Jerusalém, Jesus respondeu que a conhecimento verdadeiro vinha dos Judeus, mas que os verdadeiros adoradores adorariam a Deus em espírito e verdade, (S.Jo. 4).
Jerusalém é tudo e é nada! Parece tão importante para aqueles que buscam proclamar-se como os escolhidos de Deus, mas é nada no conceito de que pedras e areia nada representam a um Deus que nos “procura para seus adoradores” (S. Jo 4:23).
Esta é a história de Cristãos, Árabes e Judeus, esta é a história da briga entre os filhos de Abraão, Isaque e Ismael. Quanta dor e quantos inocentes feitos como vítimas de ambos os lados! Quando preconceito desenvolvido e miséria plantada! Tudo isso por nada!
O que seria se o adultério, a desconfiança e a rivalidade não tivesse entrado na família de Abraão?
Aaa... se nosso Pai Abraão (ainda que Pai na fé) tivesse confiado um pouco mais na promessa de Deus! Aaa... se percebêssemos que somos todos irmãos e herdeiros da mesma promessa, onde quer que estejamos!
Por Pr. Ericson Danese

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Sem o Cristo Divino não há Natal


É véspera de Natal, ainda estou trabalhando, minha mente está no encontro com meus familiares que deve ocorrer logo mais a noite, depois de um percurso de três horas de carro. Penso no jantar, nas pessoas e onde estarão neste momento alguns de meus amigos mais queridos, faço até planos de ligar para eles. Natal é um daqueles momentos familiares, em que nos tornamos um pouco mais solidários e sensíveis.
Por enquanto, aqui no escritório é uma véspera de Natal de muita chuva. O que há em comum com o nascimento de Jesus há mais de dois mil anos?
Maria, uma pobre camponesa judia vivia um momento extremamente delicado, com uma gravidez suspeita e um noivo desconfiado. José, um viúvo que assume uma noiva grávida sabe lá de quem, enfrentando o preconceito de toda comunidade altamente conservadora do 1º século. Belém, uma cidade superlotada para o evento político mais importante do ano, o recenseamento. Os pastores, pessoas comuns levando uma vida difícil e uma fé inocente que aguardava a vinda do Messias.
O Natal de hoje é como o de dois mil anos atrás, com casais incomuns, filhos que nascem com estigmas de preconceito, cidades superlotas de consumidores, trabalhadores comuns e operários que esperam a volta do Messias.
O Natal de José, Maria e Jesus, seria uma história qualquer de hoje em dia, se não fosse um detalhe, a Divindade de Jesus! Dizem que muitos já não crêem na virgindade de Maria, na Divindade do bebê Jesus e outros aspectos milagrosos da história. Porém, sem a Divindade de Jesus não há Natal, não haveria significado na esperança e gentileza que manifestamos nesta data.
Que diferença faz um bebê nascer em pobreza? Muitos nascem assim hoje, mas aquele era o Filho de Deus. Que diferença faz uma jovem noiva grávida? Há tantas hoje em dia, mas aquela concebeu virginalmente um ente gerado pelo Espírito Santo. Que diferença faz uma cidade alvoroçada como Belém daquela data? As nossas são muito mais agitadas, mas aquele recebia o Salvador da Terra.
A história é essa, a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo), Ele dividiu a história, Ele é o Cristo, o Messias, a própria Esperança personificada. Ele é o Natal!
Por Pr. Ericson Danese

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Um mundo de trevas nos filmes de sucesso


Chegou mais um filme sucesso de bilheteria que tem arrecadado milhões de dólares. Trata-se de Bataman ‘O Cavaleiro das Trevas’. O título aponta para uma fase sombria ao estilo anti herói transportada dos quadrinhos para as telas do famoso homem morcego, o vigilante que procura a vingança da morte de seus pais através da luta (literal) contra o crime na caótica e fictícia Gotan City.
Cavaleiro das Trevas é o título do próprio Batman. Por que alguém que luta pela justiça não luta com a alcunha de Cavaleiro da Luz? Em Batman, as trevas não vencem a luz, na verdade as trevas combatem as trevas. O Batman é uma projeção de todos que sonham em pagar o mal com o mal, em usar o velho método de pagar na mesma moeda. Batman é o desabafo violento em forma de ficção de gente oprimida que não tem quem as defenda.
Tudo isso leva as pessoas admirarem um personagem vestindo mascara e capa. No entanto pensemos: Batman iria a uma igreja? Batman estudaria a Bíblia, acreditaria na justiça de Deus? Seria ele um cristão? O filme mostra um homem que luta pelo bem, ou um homem que amargurado com sua perda luta por vingança? Está Batman preocupado com as pessoas inocentes, ou dedicado em capturar bandidos que lembram o assassino de seus pais?
Cavaleiro das Trevas é de um visual sinistro, no qual o personagem Coringa muda de um palhaço maluco e criminoso dos desenhos e primeiros quadrinhos, para um ser maligno sem limites de perversidade. Coringa tem um olhar de frieza e prazer pela violência, interpretado prodigiosamente pelo ator Heath Ledger, aquele que fez o papel do filho do Patriota de Mel Gibson, o mesmo que mais tarde interpretou um caubói gay em “O segredo de Brokeback Mountain” (foi indicado ao Oscar) e interprete de “Irmãos Grimm” (história dos irmãos escritores de contos de fada, contada como estória que promove a bruxaria e espiritismo).
O filme estreiou sem sua maior revelação Ledger (O Coringa), já que este foi achado misteriosamente morto aos 28 anos, com frascos de remédio para dormir. Ledger descreveu que não conseguia dormir durante as filmagens. Por que será?
“Na mesma entrevista, o ator descreve o personagem Coringa como um "palhaço psicopata, assassino em massa e esquizofrênico, com zero de empatia". Para interpretar o arquiinimigo de Batman, Ledger chegou a criar uma espécie de Diário do Coringa. Entre as informações que teriam sido compiladas durante os quatro meses que precederam as filmagens, estavam "uma lista de coisas que Coringa acharia divertidas", entre elas a Aids.” [1]
Heath Ledger foi ovacionado pela crítica que julgou que o ator tornou Coringa o vilão, mais atraente do que Batman o herói. Vivemos num mundo curioso, em que admiramos e respeitamos o mal, mesmo um vilão descrito pelos próprios produtores como sem empatia, sombrio e imprevisível . Notei que o sub título do filme diz muito, “Bem vindo a um mundo sem regras”. Vimos o que o “mundo do Coringa e do Cavaleiro das Trevas” fez em Ledger, mas a pergunta é: O que este ‘mundo’ fará na mente de milhares de crianças e adolescentes que irão assistir o filme, comprar os produtos e brincar disso depois?
[1] http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL270397-7086,00-CORINGA+TIROU+SONO+DE+LEDGER+DISSE+ATOR+AO+NYT.html

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Tartaruga Made in China


Fico impressionado como a mídia Evolucionista propaga idéias incertas e hipotéticas com afirmações definitivas. A última dessas é tentativa de explicar a evolução das tartarugas, répteis que aparentemente estão inalteráveis desde o tempo dos dinossauros, sem nenhum ancestral aparente, surgindo prontinhas como são no registro fóssil. As tartarugas sempre foram uma pedra, ou melhor um casco no sapato dos darwinistas. Os evolucionistas se ‘apertam’ para explicar por meio de fósseis como se originou o complexo esqueleto deste réptil tão diferente dos demais. Agora saíram com esta, a tartaruga ‘made in China’, cito abaixo a notícia do http://noticias.terra.com.br/ciencia e acrescento meus comentários entre parênteses.

Com base no registro fóssil, seria possível imaginar que as tartarugas chegaram ao mundo com suas carapaças intactas. A espécie mais antiga conhecida, um fóssil de 210 milhões de anos, localizado na Alemanha, apresentam a cobertura inferior e a superior desta forma. (Seria possível imaginar ou possível provar?)
No entanto, as tartarugas com carapaças integrais não surgiram por acaso. Elas evoluíram (sic), e uma nova descoberta de fóssil talvez indique o caminho dessa evolução. (note como se afirma determinadamente que elas ‘evoluíram’ apesar do registro fóssil não demonstrar o mesmo, a seguir, o texto usará as expressões ‘provavelmente’ e ‘sugere’. O texto está escrito de forma a causar um impacto inicial para estabelecer um conceito que se pretende ser inquestionável, depois simplesmente ignora os fatos não comprovados).
Chun Li, da Academia Chinesa de Ciências, informa em relatório publicado pela revista Nature que ele e colegas descobriram uma nova espécie de tartaruga antiga, com base em fósseis descobertos na província de Guizhou, sudoeste da China. (A China é famosa por fósseis falsos, como o caso do Archeoraptor, forjado para representar o intermediário entre dinossauros e aves, capa da revista National Geografic e um tempo depois desmascarado como fraude).
A espécie, classificada como Odontochelys semistestacea, viveu cerca de 200 milhões de anos atrás e era provavelmente aquática.
Os pesquisadores reportam que seu trabalho sugere que a carapaça evoluiu de modificações no esqueleto das tartarugas, e não de fusão de placas de blindagem óssea presentes na pele, como as dos modernos crocodilos. (não tem nada de mais no fóssil, nada que comprove a evolução, é apenas uma tartaruga com formato de casco diferente, aliás existem muitos tipos ainda hoje) O fóssil encontrado apresenta couraça inferior completa mas apenas meia carapaça superior, o que provavelmente representa um estado evolutivo intermediário.

Minhas considerações a notícia da Tartaruga Made in China:
1. A nova teoria acaba com a idéia defendida religiosamente pelos Darwinistas de que as tartarugas evoluíram dos placodontes (répteis aquáticos, encontrados no registro fóssil). Sendo assim, a nova descoberta está mais perto do criacionismo, pois na verdade afirma que as tartarugas vieram das tartarugas! (Desculpem-me se pareci redundante e óbvio). Uma vez que criacionistas não crêem que as espécies são fixas desde a criação e que elas podem sofrer pequenas alterações adaptativas ou degenerativas, não temos nenhuma dificuldade em conceber tartarugas de diferentes formas de casco ou forma.
2. Falta muito, Muito, MUITO para explicar como lagartos se transformaram nos grandes fósseis quelônios do passado, muito pouco diferentes dos atuais, exceto em alguns casos pelo tamanho gigante do passado.
3. Uma anomalia da natureza, um ser com problemas ou má formação tem pouca chance de ser chamado de evoluído ou mesmo de se reproduzir, mas tem chance de se tornar um fóssil. Seria esta suposta nova espécie de tartaruga uma criatura comum e abundante do passado longínquo? Ou seria apenas um caso isolado? Seres e até tartarugas com má formação, são comuns hoje em dia. Se uma criatura com defeitos de formação física como ‘tartarugas de duas cabeças’ fosse fossilizada e desenterrássemos muito tempo depois sem conhecer sua história, nós a consideraríamos um fóssil em processo de evolução? É claro que não!
4. Observe a diversidade do poder Criador, não diferente do passado, temos hoje tartarugas de vários tipos, para vários habitats diferentes, que se maldosamente postas lado a lado, poderiam sugerir uma linha evolutiva que simplesmente não existe. Nós temos tartarugas carnívoras e outras vegetarianas, algumas são fortes e rápidas como ‘tartaruga-aligator’, outras são pacatas como os jabutis.
Algumas passam a vida toda na terra e tem patas robustas para isso, outras têm nadadeiras para passar a vida toda no mar.
Há tartarugas com bicos poderosos e outras com um nariz em forma de snorkel. Algumas têm casco delgado, pescoço e rabo comprido como um lagarto, outras são cascudas e arredondadas com calda curta e ainda há outras que têm casco mole.
Afirmar que isso é evolução, seria como dizer que um lobo evoluiu para um cachorro pequinês, sendo que na verdade sabe-se que os dois são a mesma espécie (caninos). Como criacionista aceitamos que o potencial genético de uma criatura a permite variar de formas impressionantes dentro de um tipo básico de ser vivo.
5. Tartarugas, mesmo as mais antigas são criaturas complexas que demonstram sabedoria em seu projeto, é o caso de tartarugas marinhas que conseguem sem nunca ter visto o mar, encontrar sua rota migratória nos oceanos. Acredita-se que elas usam um sentido que as orienta pelo campo magnético da Terra. Pergunto-me como isto funciona no interior da tartaruga, em nível celular ou até molecular? Poderia mutações aleatórias produzir tantos modelos bem sucedidos de tartarugas? O improvável ocorreu centenas e milhares de vezes?
Moral da história: Tartaruga sempre foi e sempre vai ser, tartaruga! Continuemos tendo uma paciência de tartaruga com o Evolucionismo Dogmático.

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Respostas sobre a calamidade em SC


Por que Deus permitiu tamanha catástrofe sobre o povo Catarinense? Por que famílias foram desfeitas? Estaria o povo sendo vítimas de um juízo de Deus ou é esta mais uma demonstração da maldade de Satanás? Seriam os dois ou nenhum, meramente conseqüências naturais?
Estamos acompanhando na TV e jornais a grande calamidade em SC, uma inundação sem precedentes, uma onda de tristeza que nos sensibiliza e nos leva a concluir que já nenhum lugar é plenamente seguro neste planeta em deformação.
Um terremoto teria durado alguns segundos e terminado, um vendaval teria durado alguns minutos e parado, mas as fortes chuvas e a ameaça de desabamentos, a lama e as possíveis doenças provenientes da contaminação da água são uma ameaça constante.
Como muitos, eu acompanhei alguns casos na TV e na internet. Vi casos de crianças traumatizadas pela fuga dramática das águas e lama, também vi o desespero e frustração de famílias que perderam tudo aquilo que lutaram por uma vida inteira. Pergunto-me como será o futuro dessa gente; Emprego? Abalo financeiro local? Para onde irão?
Vi um senhor dar seu depoimento sentado num abrigo, havia perdido a casa e família numa só vez. O que lhe resta? Por que só ele sobreviveu? Qual o propósito nisto? O que Deus tem a dizer a respeito? Perguntaram-me esta semana onde estava Deus nestes momentos, me perguntaram por que Ele permitiu que crianças morressem? Existe uma resposta para isso tudo?
Abraão o amigo de Deus, que o conhecia e viu Deus estender seus juízos sobre as cidades de Sodoma e Gomorra afirmou que um Deus justo e amoroso, não agiria de maneira cruel e insana: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?” Gn.18:25.
O desastre de pessoas que perderam filhos, bens e casa tudo no mesmo dia, me lembra mais o drama de Jó, fiel a Deus mas afligido por Satanás. As perguntas que nos fazemos hoje, são as mesmas de Jó; “por que o Senhor permitiu isso? Onde está agora o Senhor?
Que resposta a igreja e os cristãos poderia dar a todo este sofrimento?
A pior coisa que os consoladores de Jó (seus 3 amigos) fizeram foi tentar responder alguma coisa, curiosamente eles não oferecem nada prático para Jó. Nenhum o leva para casa e cuida de suas feridas, nenhum lhe dá alimento, eles apenas tagarelam e tentam defender a Deus e insistem que Jó arrependa-se de alguma coisa. No final, Deus aparece e diz que eles não falaram o que era certo como o fiel servo Jó, e Deus levanta resgatadores para Jó que lhe recuperam os bens, finalmente mais tarde quando sua saúde também está restaurada ele tem filhas, talvez como um lembrete da ressurreição que um dia devolverá a todos, os amados que perdemos para morte.
A igreja esta respondendo, não com palavras ou teologia barata, não com explicações cientificas ou filosóficas, estamos respondendo com toneladas de alimentos, água, roupas e móveis que saem de todas as nossas igrejas e escolas para socorrer aqueles que vivem o drama de Jó. Onde está Deus? Na igreja! Somos seu corpo na Terra, braços e pernas de centenas de voluntários. Ontem enquanto via os desabrigados e a lama no noticiário da TV, vi uma senhora com um jaleco verde da ADRA (Agencia de Desenvolvimentos e Recursos Adventista) cruzando a lama. Lá está Deus, em sua igreja o Corpo de Cristo.
Li sobre uma mãe que recuperou com vida o filho de 2 anos que estava perdido, ela disse: "Não dá para explicar o que é ter um filho de volta". Em mais de 100 mortes e tanta tragédia, esta frase é quase como o fim do livro de Jó, não recupera o passado e o perdido, mas prenuncia o tempo em que muitos sentirão o mesmo que esta mãe no dia da ressurreição por ocasião da volta de Jesus.
Por Pr. Ericson Danese