segunda-feira, 23 de novembro de 2009

OS FELINOS e o Leão de Judá

Há três que têm passo elegante, sim, quatro que andam airosamente: O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás; Prov. 30:29-30

Debaixo de lindos olhos como de vidro, por trás de um andar elegante e uma cobertura como que de pelúcia, esconde-se o projeto espetacular dos mais rápidos, ágeis e mortais mamíferos, os gatos e seus parentes selvagens.
Como o Criador os fez?
Por que os fez para matar?
Esta é a versão criacionista da história natural do grupo mais bem sucedido de mamíferos predadores terrestres do mundo, os Felinos!
História de Sucesso:
Evolucionistas se esforçaram em apontar um ancestral comum para felinos, cães, doninhas e ursos. Segundo eles, um antigo fóssil conhecido como Miacid seria o ancestral mais antigo dos Felinos e todos os animais com ‘almofadas’ embaixo das patas, no entanto o Miacid certamente era apenas uma versão fóssil dos Viverídeos, outro grupo de mamíferos carnívoros ao qual pertence a gineta ou civeta, um pequeno predador Africano de corpo longo e corpo malhado como um gato, mas que na verdade nem se quer é um felino. Os fósseis de felinos mais antigos que encontramos já são de animais que são a versão fóssil de felinos tais como gatos, jaguatiricas e panteras.
Animais como o Dinictis, Proailurus e o Eusmilus eram gatos selvagens que representaram ou foram criados para originar o grande subfamília dos felis dentro da família Felinos, a outra subfamília, a dos panther (panteras) que inclui leões e panteras diversas (leopardos, tigres, onças) tem fósseis em versão gigante, tal como o Panthera Leo Atrox de 210kg um super leão que andou pela América do Norte e o Acyonix pardinensis um guepardo do tamanho de um tigre siberiano que correu pela Eurásia e América. Haviam também outros grupos que aparentemente não chegaram a sobreviver até a época moderna, tal como os ‘Dente de Sabre’ e alguns supostos felinos de características singulares como o Homotherium e o Dinofelis, predadores com patas dianteiras mais altas que as traseiras semelhante ao que ocorre como as hienas.
Criacionistas crêem que Deus colocou em cada espécie animal o pontencial do tipo básico que pode variar para diferentes formas e tamanhos dentro da mesma espécie, subfamília ou as vezes até família. Por outro lado, também cremos que Deus quando criou os primeiros animais, povoou de imediato a Terra com variedades da mesma espécie. O passado fóssil mostra que a vida não evoluiu, pelo contrario, na antiguidade ela era muito mais vasta do que hoje. Haviam muitas formas, inclusive de Felinos que não sobreviveram ao Dilúvio ou aos eventos posteriores como Glaciações e mudança de habitats. Por que nem todos os tipos de Felinos sobreviveram?
Difícil responder de uma forma única, aparentemente eles pereceram junto com outros animais que caçavam. Os felinos parecem ter se espalhado de forma próspera após o Dilúvio, pois não povoaram nem a Austrália e nem Antártida, que obviamente se separam logo no início do pós Dilúvio. A dispersão dos felinos indica que muitas formas deles estavam presentes entre os felinos originais, no entanto muitas outras podem ter se formado ao longo da história natural destes animais. Percebemos isso porque alguns felinos são muito distintos uns dos outros embora de maneira geral semelhantes, enquanto outros chegam até a cruzar entre si.
O Caraval ou Servical é o hibrido do serval com o caracal, o exótico puma animal que até hoje confunde os zoólogos na hora de classificar, já foi cruzado por criadores com um leopardo Asiático e produziu o Pumpard. Gatos domésticos podem ser facilmente combinados com felinos selvagens semelhantes como o Savanah, mistura do gato doméstico com serval ou a Ashera que mistura gato doméstico, gato selvagem africano e leopardo. As combinações são tão diferentes e surpreendentes que o resultado nos leva a conclusão de que o tipo felino criado por Deus foi um tipo básico, mas não único, já no momento da criação deveriam haver variedades capazes em certas circunstancias de se combinarem dado o fato de usarem o mesmo projeto. Isto explicaria porque surgiram variedades estranhas de felinos e outros animais que não chegaram a proliferar por muito tempo, talvez por não serem um resultado primordialmente desejado por Aquele que os desenhou.
Para explicar cito o exemplo do ligre ou tigon, ou seja, o hibrido entre tigre e leoa. Tigres e leões são tão parecidos que tirando as listras e a juba, pouca diferença resta, porém são incrivelmente diferentes em hábitos sociais. O hibrido destes animais, muitas vezes é estéril, outras vezes não desenvolve um animal fértil cor de leão, mas levemente rajado como o tigre que ganha formas gigantes chegando a 3,5 e 4m de comprinto. Este cruzamento nunca ocorre no meio natural uma vez que tigres e leões além dos hábitos diferentes não compartilham os mesmos habitats. Mas não foi sempre assim no passado, eles já estiveram juntos no Oriente Médio, Índia e outros lugares, curiosamente o passado registrou os fósseis e indícios de um outro animal com características muito semelhantes ao ligre.
As pinturas nas cavernas dos antigos caçadores mostram a figura de um grande leão com listras de tigre, tufo de pêlo na cauda e certa juba ao pescoço, seus fósseis o identificam como sendo o que hoje chamamos de Leão das Cavernas (Panthera Leo Spelaea). Este animal, assim como o ligri atingia 3,5m e vivia na Europa e norte da Ásia. Pergunto-me se talvez tigres e leões que começaram a dispersar-se da região do Ararat e colonizar a Eurásia não cruzaram entre si e originaram o Leao das Cavernas?
Não podemos saber! Mas se isto ocorreu com tigres e leões pode ter ocorrido com muitos outros animais e explicaria a grande variedade de animais da mega fauna que durante algum tempo proliferaram e não resistiram de forma permanente. Um animal para sobreviver tem que ser o mais adequado para aquele local encontrando comida e pouca concorrência. Leoes já estiveram na América do Norte, mas não resistiram por muito tempo naquele habitat.
Logo que os primeiros celeiros foram organizados os ratos vieram avizinhar com o homem e foi assim que os felinos entraram para nossas famílias. No oriente médio os gatos já estavam lá e pinturas do Egito antigo chegaram a divinizar os gatos, na verdade uma das raças mais antigas donde acreditamos ter vindo o gato doméstico é do Egito, os Egyptian Mau.
Uma vez que os pequenos gatos foram muito úteis para manter o equilíbrio e o controle do ‘ecossistema agrícola humano’, podemos compreender que os grandes gatos também foram criados por Deus para manter a vida e o equilíbrio entre os animais maiores no meio selvagem. A morte não é o ideal, mas ter super predadores é um método alternativo eficiente no novo arranjo de um mundo que está bem distante do ideal que Deus criou, suscetível ao desequilíbrio e a falha.

Dentes e Garras para despedaçar:

Os pequenos e grandes gatos só comem carne, e nada mais! São predadores do topo da cadeia alimentar, seu organismo, dentes e garras tem o desenho ideal para cortar e despedaçar. Mas foi sempre assim?
A Bíblia insiste que Deus criou o mundo bom e sem morte antes que viesse o pecado, e insiste que no final carnívoros e herbívoros, presa e predador vão pastar lado a lado na Nova Terra. É isto possível para super predadores como os Felinos?
Veterinários sem qualquer princípio Criacionista e nem vegetarianos concordam que é possível e saudável para animais como cães e gatos manterem uma dieta vegetariana[1], um gato (na Inglaterra) que se recusa a comer carne e vive de vegetais[2], entre felinos selvagens criados em cativeiro já foi observado o caso de uma leoa que cresceu e por toda sua vida recusou-se a comer carne ingerindo apenas vegetais e derivados de macarrão dado por seus tratadores[3], todavia isto é muito difícil na natureza pois as opções não cárneas digeríveis por felinos são muito poucas o que evidentemente torna irremediáveis caçadores.
A Bíblia diz que a Terra foi amaldiçoada pelo pecado e que o alimento se tornou mais difícil de se obter, portanto numa terra amaldiçoada os animais terão que buscar outras fontes de alimento. Pense num urso, um panda, seus dentes são de carnívoro, suas garras também, mas ele os usa habilmente para comer bambu, apenas isso e nada mais. Se o bambu desaparecesse ele teria que comer outra coisa ou morreria! Será tão difícil imaginar num mundo criado por Deus, onde tudo é perfeito e não há fome, será difícil imaginar em tal lugar leões, leopardos e gatos comendo vegetais?
Um vídeo do Nat Geo apresenta um drama que contraria o instinto natural dos felinos[4]. Felinos matam sem piedade, ainda mais se for um filhote que é considerado uma presa fácil e muitas vezes a preferida dos grandes gatos, todavia neste vídeo uma fêmea de leopardo ao caçar um babuíno percebe que um filhote órfão ficou indefeso, então ela adota o filhote de babuíno e o protege do ataque de hienas, chegando mais tarde a desenvolver laços de carinho com aquilo que deveria ser sua caça. Tal exemplo não é único, Kanuniak uma leoa do Quênia chegou adotar 5 filhotes de antílopes no meio selvagem em apenas um ano[5] e uma tigresa do zoológico de Bangcoc que adotou seis porquinhos[6] e os amamentou. Um animal irracional negaria seu instinto natural de matar e comer, uma necessidade básica e um hábito herdado e aprendido para de forma pontual deliberadamente escolher ter piedade ou empatia por um ser de espécie diferente? Que valor isto tem para a teoria da evolução? Não seriam ecos de um mundo anterior ao pecado ou anúncios da ordem que até a natureza anseia?
Os dentes dos felinos são poderosas mandíbulas capazes de perfurar, agarrar, arrancar e no caso dos tigres, de quebrar o pescoço de suas vítimas. Os felinos com presas mais famosas foram os ‘dente de sabre’. Seus caninos tinham um formato diferente dos dentes dos felinos de hoje, enquanto estes são cônicos as presas dos dente de sabre eram lisas em formato de espadas curvas.
O maior deste grupo foi o Smilodon de 300kg e dentes de 20cm, mas também houveram outros alguns muito diferentes do smilodon e mais semelhantes aos felinos de hoje, porém com dentes de sabre em vários tamanhos como dinofelis, o barburofelis e o eusmilus. Existiram outros animais com dentes de sabre que nem se quer eram felinos, tais como tilacominus que era um marsupial dente de sabre. Na verdade ter ‘dentes de sabre’ não foi uma característica única dos felinos e desapareceu de forma geral e permanente por motivos desconhecidos. Muito tem se discutido sobre a utilidade de dentes tão longos e pouco se tem concluído com certeza sobre o assunto.
As garras assassinas destes animais são uma estranha obra prima do design inteligente, tal como um canivete que guarda sua lâmina, o felino esconde sua garra retrátil dentro de uma pata acolchoada para seu andar. Garras que servem para agarrar também poderia ter sido desenhadas para escalar e de fato, a maioria dos felinos tem momentos arborícolas ou escala penhascos. Aquilo que corta carne, também poderia cortar o vegetal, assim como a mesma faca que você usa para picar carne também poderia usar para picar legumes.
Porém, nem tudo é igual no mundo dos felinos, o estranho Gato Malaio tem garras parcialmente retrateis e no caso do Guepardo, feito para correr, as garras são unhas mais semelhante a dos cães usada para tração nos momentos de velocidade. Enquanto a cauda do guepardo serve de leme nas corridas, a do leopardo de contrapeso no alto das árvores e a do leão para comunicação o serval tem uma cauda pela metade e o lince apenas um pedacinho dela. Terá isto algum propósito ou é apenas a afirmação genética de uma característica tal como ocorre nas raças de gato doméstico, onde todos descendem de ancestrais comuns e com cauda, mas ocorre raças de cauda curta como cymric ou de orelhas caídas como o exótico scottish fold.

Talvez uma das coisas mais atraentes nos felinos é sua grande variedade de cores e pelagens, entre os gatos domésticos criados e selecionados artificialmente se produziram raças notáveis por seus longos pêlos tais como os angorás, persas, sagrado da Birmânia e do Himalaia. Já outras por seu pêlo muito curto quase como a pele assim como o gato devon rex, ou o gato de pernas curtas e corpo longo como o munchkim e ainda os famosos olhos coloridos do siamês.
Os felinos selvagens mudam suas cores, mas não mudam suas manchas. Enquanto os guepardos têm manchas como pingos de tinta, onças têm manchas na forma de rosetas com pingos e leopardos manchas mais disformes. As listras de um tigre são únicas tais como nossas impressões digitais e muitos outros felinos como jaguatiricas, ocelotes, servais e linces misturam manchas e listras.
Quando um jaguar ou onça pintada sofre em sua genética o fenômeno do melanismo, as manchas escuras se tornam seu padrão produzindo mesmo numa ninhada de onças pintadas uma onça preta ou no caso dos leopardos, uma pantera negra, comum nas selvas da Índia, isto ocorre também com o serval. No caso do tigre e raramente do leão, o que pode acontecer é um gene recessivo dar origem a um animal de olhos azuis, nariz rozado e pêlo todo branco. Quanto aos leões, a juba que lhes serve de proteção já que o pescoço seria um ponto fraco, é castanho amarelada na juventude e vai escurecendo a medida que os anos passam.
Maravilhoso é o pêlo com manchas irregulares do mais raro dos felinos, a Pantera Nebulosa do sudeste da Ásia e o pêlo lanudo do mais belo de todos os gatos; o Leopardo das Neves que vivem no alto da cordilheira do Himalaia com cores que se confundem com as rochas e a neve. Nas Américas, o lindo Puma habita desde selvas, montanhas geladas a desertos secos e em cada um destes locais seu pêlo varia de curto a longo. Estudos dizem que o felino Americano mais próximo do puma é o jaguarundi que tem o pêlo claro na base e escuro na ponta, o que lhe dá o apelido de gato mourisco. Este felino tem o corpo longo e a cauda em forma de fuso, que combina com uma pequena cabeça e pequenas orelhas talvez uma facilidade para correr por matas densas. Já o lince quando no inverno nevado do hemisfério norte, recebe longos tufos de pêlo nas patas para melhor andar na neve, enquanto o caracal está completamente adaptado a climas secos com pouca água. Selva, montanha ou savana, quando querem os felinos se tornam invisíveis!
Felinos são incríveis, os gatos quase sempre caem em pé, um tigre pode nadar até 5km e arrastar por terra um animal de 900kg. O pequeno serval pode alcançar saltos de 1,80 de altura e pegar pássaros em pleno vôo. Guepardos correm a 110km/h, leopardos são quase invisíveis e inaudíveis ao caçarem e depois escalam grandes árvores para lá no alto esconder pesadas carcaças, por fim os leões são capazes de comer até 30kg de carne numa única refeição e dizem que seu rugido chega a 8-9km de distância.
Os gatos possuem 30 músculos nas orelhas que lhes permite movimentar as orelhas e ajudar na identificação sonora, gatos tem o órgão de Jacobson no céu da boca e um olfato com 19 milhões de células receptoras contra 5 milhões nos humanos. Gatos têm pupilas reguláveis ao nível de luz e olhos equipados com visão noturna que ampliam o mínimo raio luminoso e ainda, pêlos sensoriais especiais (bigodes) que lhes auxiliam a determinar o espaço, posição e tato[7].
A maioria dos felinos é solitária como o tigre, o puma, a onça, o leopardo e o lince que até foge do homem, mas o leão vive em famílias de um macho dominante e muitas fêmeas com seus filhotes. A vida do leão se resume em lutar!
Luta com a caça, luta com outros predadores pela caça e luta com outros leões pelo bando. As leoas são as caçadoras por serem mais leves e rápidas, mas os leões são os lutadores e protetores por serem mais grandes e pesados.
Quando o leão chega à juventude é expulso do bando e passa um período vagando sozinho ou em dupla com outro macho até que possa desafiar o leão velho de outro bando e tomar posse de seu reino, família e território. Quando um usurpador chega a primeira coisa que fará é matar todos os filhotes machos do bando para impor sua dominância e ter seus próprios filhotes. Às vezes ocorre de um filhote que vagava por anos, voltar e destronar o usurpador que matou seu pai e assim ele liberta sua mãe, irmãs e tias para novamente reinar.
Curiosamente a Bíblia relata o leão como um símbolo tanto para Satanás (I Pe. 5:8), quanto para Jesus (Ap.5:5). A ilustração é própria, Satanás é um usurpador deste mundo tem matado alguns dos filhos de Deus, mas o leão da tribo de Judá não perdeu suas garras, Ele já venceu na cruz e agora expulsará o usurpador do reino!

Por Pr. Ericson Danese
[1] http://www.greepet.vet.br/dieta.php , Dr. Walter de Albuquerque Araújo Médico Veterinário
[2] http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2009/04/13/voce-ja-ouviu-falar-em-gato-vegetariano-176783.asp
[3] http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/08/13/lea-a-leoa-que-come-espaguete/
[4] http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/o-leopardo-e-o-filhote-de-babuino-04023772E4912326?types=A&
[5] http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/ultnot/reuters/ult297u100.jhtm
[6] http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/12/071203_tigreporcos_mp.shtml
[7] http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR84040-7943,00.html

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ninguém quer ser Ovelha!

Entre os mamíferos que possuem dedos em número ímpar, encontramos a sub-ordem dos Ruminantes a qual se separa dos Suínos e Camelos que também tem patas com dedos ímpares, mas não ruminam. Os Ruminantes são o grupo de animais de casco dividido compreendidos pela cabra, ovelha, bois, búfalos, bisões, girafas, cervos e antílopes. Os ruminantes foram considerados animais limpos, ou seja próprios para o consumo na lei de Deus, (ver Lv.11). Do ponto de vista de Moisés, ruminante parecia ser aquele animal que remoia o capim, fato que explica porque ele incluiu animais como Arganaz e Lebre de forma aparentemente errônea na classificação de ruminantes.
Na verdade, os ruminantes como consideramos no moderno sistema de classificação contam com um design especial para seus complexos estômagos com 4 cavidades, capazes de transformar o pobre capim no rico leite. A celulose, uma fibra vegetal que o homem não pode digerir é digerida pelas numerosas bactérias no estomago dos ruminantes. Quando as moléculas do capim são quebradas as substancias químicas passam ao sangue da vaca pelos intestinos, em especial as proteínas são levadas pelo sangue as glândulas mamárias. O leite é tão importante para o homem que já exploramos a criação de bois, búfalos, renas e iaques. Algumas vacas são capazes de produzir até entre 20 e 30 litros de leite por dia.
O capim pode ser áspero e conter farpas cortantes, mas as línguas das vacas mesmo se forem cortadas não adquirem infecções, na verdade, a língua desses animais é cuidadosamente projetada, no caso das girafas ela é tão habilidosa quanto o tentáculo de um polvo, agarrando para girafa e ‘manuseando’ as folhas e galhos das copas das árvores.
Os ruminantes são muito visados pelos grandes predadores, então o Senhor lhes deu um design que possibilita uma chance justa de auto defesa. Estes animais são capazes de estar em pé e correr, pouco depois do seu nascimento. Girafas ao nascerem caem de mais de um metro de altura, levantam e mamam. Gazelas atacadas por predadores que estiverem no meio do parto e forem podem parar o processo, fugir e depois terminar o parto, o filhote poucos segundos ou minutos depois se levantará e correrá para salvar sua vida. Como é possível tal instinto de defesa tenha aparecido com o passar de milhares de anos sem nenhuma condução ou planejamento? Se isto não tivesse sido planejado pelo Criador desde o início, tais animais não teriam conseguido se defender ou sobreviver, uma vez que predadores sempre existiram e os ruminantes não são capazes de carregar suas crias ou providenciar abrigos para elas.
A pele desses animais possui várias versões e projetos. O bovino do Tibet chamado Iaque receberam uma capa de pêlos que o faz invulnerável ao frio dos 4 ou 6 mil metros de altitude onde vive nas montanhas do Himalaia. A vida humana é tão dependente destes animais que os Tibetanos nem teriam conseguido colonizar aquela região sem o Iaque, do qual eles usam o leite, a força para o transporte e até as fezes para combustível das lamparinas. Já outros ruminantes receberam em sua pele a maravilhosa lã, um tipo de pêlo projetado por Deus para servir de isolante térmico especialmente aos caprinos como a Cabra das Neves que vive no norte americano e mantém sua lã branca o ano.
No calor da Índia e África os Búfalos com 900kg, tem um couro tão resistente que até os leões com suas afiadas garras tem dificuldade de rasgar. Não apenas o couro desses animais é forte, mas seus chifres são fatais. Muitos ruminantes desenvolveram cabeças com crânio duro capaz de dar golpes violentos tal como os Bodes, os Bois Almiscarados (na verdade da família das ovelhas) e o Argali e o Muflão com seus chifres enrolados, um grande carneiro da Ásia de 1,20m de altura que está ligado em seu passado aos primeiros ovinos domesticados pelo homem.
Quase todos os bovídeos têm chifres, galhadas ou cornos que lhes servem como arma de defesa. Os formatos são os mais variados e criativos, alguns são curvos para golpear, outros são pontudos para espetar, alguns são laterais para animais corpulentos, outros são leves para animais velozes e outros ramificados para funções tal como ornamentação. Normalmente esta é uma característica dos machos, mas no caso das Renas e dos Alces pode aparecer em ambos os sexos. Um estranho cervídeo da Kóreia com aparência ‘pré-histórica’ mostra que as espécies do passado na verdade nada mais foram do que variedades diferentes daquelas que estamos acostumados a ver, falamos do Hidropode que em vez de chifres tem caninos longos como dentes de sabre.
Os ruminantes foram projetados por Deus para as mais diversas regiões e climas, alguns tipos de cabras podem viver nas regiões montanhosas e comer quase qualquer coisa, alces comem além do capim, cascas de árvore nas épocas de escassez, bisões com seu manto peludo cruzam as planícies e encostas cobertas de neve e com sua pesada cabeça removem a neve e pastam o capim congelado mais fundo, algumas gazelas e o lindo Órix na savana seca e desértica quase nunca bebem água tal como os camelos. O Órix pode sentir o cheiro da chuva a km e rumar para lá.
As patas do Oreotrago são fortes apesar de pequenas e ele saltita de uma rocha a outra, tal como se uma bailarina pulasse de um penhasco a outro com sapatos de salto alto. O Antílope Tibetano tem maior número de células vermelhas para viver nos altiplanos do Himalaia e não perder o fôlego no ar rarefeito das montanhas. Se o espaço for pouco por entre arbustos das montanhas dos Andes, o Pundu é pequeno, roliço e mal tem chifres para não enroscar-se nos galhos com sua altura de 45cm que o faz o menor cervo do mundo. Já o Cervo do Pantanal ganhou do Criador uma adaptação especial para os alagues onde vive, suas patas possuem membranas entre as unhas que lhe permite não afundar tão facilmente nos brejos.
Estes animais são muito sociáveis, vivem na maioria das vezes em rebanhos ou manadas buscando a proteção da coletividade. Impalas são tão amigáveis que vivem entre outros vegetarianos como Zebras, Gnus, Avestruzes e outros. Todos os anos milhões de Gnus em rebanhos de até 2 mil animais migram pela região do Seringeti na África, cruzando rios e escalando barrancos com coragem incompreensível enfrentando crocodilos, hipopótamos, leões e leopardos em cada pedaço da jornada. O Gnu é muito curioso, pois aparenta ter cabeça e chifres de vaca, corpo e trote de cavalo e pernas de antílope, um verdadeiro mosaico! Caso fosse um fóssil extinto, não faltariam aqueles que o chamariam de espécie intermediária.
Por falar em fósseis, eles nos mostram que os ruminantes há muito tempo sem intermediários ou uma lenta evolução. Estes animais já eram complexos como os de hoje e algumas vezes em versões maiores como o Bisão Antigo e o Bisão de chifres Longos que de ponta a ponta de seus cornos chegava a 1,8m, o maior animal era o Búfalo Gigante de 2,5m e 1,5 toneladas. Havia também o Cervo Gigante, o Alce Gigante de 3m de altura e 1,2 toneladas e chifres com 3,5m de uma ponta a outra e até mesmo um tipo de gazela com um terceiro chifre no focinho em forma de forquilha.
Os primeiros povos após o Dilúvio e a Torre de Babel rapidamente se expandiram pela Ásia, África, Europa e mais tarde, provavelmente através da Beringia uma ponte provisória de terra entre a Ásia e o Alaska. Com as mudanças de temperatura e as glaciações e a dificuldade de pequenos números desenvolverem civilizações estes primeiros exploradores humanos foram caçadores e coletores que se deslocaram através de rebanhos que migravam, caçando renas, bisões, bois selvagens e outros dos quais retiravam a carne, a pele e até os ossos dos quais faziam ferramentas. O Arouque, um boi selvagem da Europa e Ásia certamente descendem de animais criados por estes primeiros povos que fugiram e se tornaram selvagens, estes poderosos animais foram perseguidos até serem completamente dizimados por volta 1627, lembrando o que diz Jó 39:9.
Mas existe um que desafia toda a teoria da evolução, um animal tão veloz quanto o possante Guepardo da África, porém vive na América do Norte onde também o guepardo o perseguiu, mas não prosperou. Falamos da Antilocrapa um animal singular que mistura tantas características que deixa os evolucionistas atônitos sobre suas origens. Seus fósseis são como o animal que conhecemos hoje, tem crina eriçada, dedos laterais como os bois, mesmo número de vértebras dos veados, os chifres caem todo ano, mas crescem diferentes dos outros cervídeos. Seus rebanhos se reúnem em entre 10 a 20 fêmeas liderados por um macho e correm a 98km/h. Um animal tão desenvolvido teria surgido pronto no registro fóssil e permanecido inalterado por milhares de anos?
O boi está entre os animais mais antigos a aparecerem acompanhando a civilização e seus vestígios, sua força para o trabalho foi conhecida desde os tempos remotos. Na Bíblia, os bois estão entre os animais criados pelos patriarcas Gn. 12:16, junto com as ovelhas os bois eram parte das ofertas que simbolizavam a vida e morte do Messias que viria a Terra Êxodo 20:24, os Levitas usavam carros de boi para o transporte de cargas pesadas da estrutura do Santuário Nú. 7:7, a enorme pia de bronze do Templo estava sob 12 bois de bronze, o boi ensina lições de força, persistência e serviço Prov. 14:4, e nas visões proféticas claramente representa o Servo Eze. 1:10.
De todos os animais do mundo, o cordeiro é o mais honrado entre os animais em termos de simbologia. Ele foi escolhido para substituir o pecador simbolizando Cristo, e estava lá dando sua vida no altar de Adão, sua pele para cobrir a nudez de Adão e Eva, assim como mais tarde na oferta de Abel Gn.2 e 3, o cordeiro ensinava a lição de que um dia o homem pecador seria substituído em sua sorte pelo messias, Abraão e Isaque aprenderam isso quando a vida de Isaque foi salva por um cordeiro enroscado pelos chifres Gn. 22, Jacó enriqueceu com as cabras Gn. 30. Estatuetas e inscrições sumérias já mostram o cordeiro como um animal sacrifical, assim como o boi e outros. O cordeiro era a oferta Israelita mais importante Êxodo 12:3, pois sua mansidão o tornou um símbolo próprio daquele que foi identificado como o cordeiro de Deus, S. Jo 1:29 e Ap. 5.
O boi e o cordeiro eram tão importantes que os pagãos confundiram o símbolo com o próprio Divino e adoraram a criatura em vez do Criador. Bois estão pintados nas cavernas pré históricas da França, búfalos e bisões foram adorados por índios, e touros foram divinizados no Egito, Suméria, Canaã, Pérsia, Grécia e Roma. Quando Israel fez um bezerro de ouro logo após o Êxodo, Deus repudiou grandemente este fato. Outros perverteram o símbolo, usando o ritual que anunciava a vinda do Messias como um tipo de barganha com o divino ou oferta para aplacar os deuses, coisa igualmente rejeitada pelo Criador, (ver Isa. 1:10-17 e Mt.12:7). De fato, o mesmo ocorrerá no fim dos tempos quando o anti cristo, parecendo o cordeiro enganar a muitos, Ap.13:11.
Mas o cordeiro também é o nosso símbolo, somos as ovelhas que precisam do pastor S. Jo. 10, a ovelha perdida que precisa de resgate Lc. 15 e nos identificamos com a vulnerabilidade dos cordeiros que necessitam de um Pastor para nos conduzir Mt.9:36. Num mundo onde os fortes debocham dos fracos injustiçados, num mundo onde valorizamos os que tudo vencem e nunca se humilham; quem quer ser ovelha? No mundo onde valorizamos apenas os bem sucedidos e auto suficientes, quem quer ser ovelha? Quem quer ser servo? O Filho de Deus o desejou, Isa.53!

Por Pr. Ericson Danese.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Senado não vê 'privilégio'e aprova acordo entre Brasil e Vaticano

Fabrícia Peixoto
Da BBC Brasil em Brasília
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091007_acordo_brasil_vaticano_fa_np.shtml
O acordo entre o Brasil e o Vaticano, que estabelece uma relação jurídica com a Igreja Católica no país, foi aprovado nesta quarta-feira pelo Senado. As mudanças aguardam agora a publicação de decreto presidencial para entrarem em vigor.
Assinado em novembro passado pelo presidente Lula e o Papa Bento 16, o acordo – também conhecido como concordata – envolve questões polêmicas, como o ensino religioso nas escolas públicas, a proibição de demolição de edifícios ou objetos ao culto católico e a laicidade do Estado.
O acordo foi criticado por especialistas e parlamentares, que argumentam que a concordata “privilegia” a Igreja Católica. A maioria dos senadores, no entanto, entendeu que o acordo não discrimina outras religiões e que apenas “consolida” uma “relação histórica e já vigente” com a Igreja Católica no país.
O relator do projeto, senador Fernando Collor (PTB-AL), que votou de forma favorável ao acordo, disse que “o princípio da laicidade está garantido”, mas que não se pode confundi-lo com laicismo, “que sufoca a manifestação pública de religiões”.
Críticas
Em diversos pontos o texto cita especificamente a Igreja Católica, o que, na interpretação de alguns especialistas, vai de encontro ao princípio da laicidade do Estado, garantido pela Constituição.
O acordo diz, por exemplo que “nenhum edifício, dependência ou objeto ao culto católico pode ser demolido... salvo por necessidade ou utilidade pública”.
Na avaliação do professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano, o acordo “privilegia” a Igreja Católica.
“O Estado está oferecendo a uma igreja um privilégio sobre as outras”, diz.
Já o deputado federal e especialista em direito internacional, Bonifácio Andrada (PSDB-MG), diz que o acordo “apenas consolida costumes que estão em vigor”.
“Além disso, todas as religiões estão livres para estabelecer a mesma relação com o Estado, se assim o desejarem”, acrescenta.
Ensino religioso
Outro ponto polêmico do acordo diz respeito ao ensino religioso. O texto diz que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas, sem qualquer discriminação”.
Pela regra atual, as escolas públicas têm total liberdade para definir, junto com os pais, se o ensino religioso deve ser incluído na grade escolar, e como a disciplina deve ser ministrada.
A constituição federal já previa o ensino religioso facultativo nas escolas, mas críticos argumentam que a inclusão do termo “católico” na lei abre margens para diferentes interpretações.
Uma das preocupações é de que pais de alunos passem a defender o ensino católico, especificamente. Se isso acontecer, outros pais poderão exigir que suas religiões também sejam oferecidas.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, diz que já existe uma “confusão” no ensino religioso atual e que a aprovação do acordo com a Santa Sé representa um “retrocesso”.
Reação
Parlamentares ligados a outras religiões, que chegaram a liderar um movimento para impedir a aprovação do acordo com o Vaticano, mudaram de estratégia nos últimos meses.
Eles desistiram de derrubar a concordata e passaram a defender seu próprio acordo, que deve resultar na Lei Geral das Religiões. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
O texto é praticamente uma cópia do acordo com o Vaticano – mas no lugar de “Igreja Católica” menciona “todas as religiões”.
O deputado federal Ivan Valente (PSOL-PT) criticou as duas iniciativas. Segundo ele, o assunto foi pouco discutido na Câmara e “de forma equivocada”.
“Virou uma guerra de religiões, com os deputados votando cada um de acordo com as suas próprias crenças. O mérito jurídico, técnico, ficou de lado”, diz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

GIRAFAS - Humildes Gigantes

O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.Prov.15:33.

O longo pescoço deste animal, muito útil para alcançar galhos mais altos onde outros não alcançam e ainda, capaz de servir como ‘torre de vigia’, foi projetado com o mesmo número de vértebras que nós ou um rato, também possuímos, sete ao todo.
Estas vértebras tem juntas esféricas, semelhante as que unem nosso braço ao ombro e oferecem um movimento muito grande, a junta do pescoço ao crânio o mantém em posição perpendicular ao solo. A ‘corcunda’ da girafa provém da construção de suas vértebras torácicas que lhe permitem ainda mais flexibilidade. Esta flexibilidade é necessária para balancear seu centro de gravidade e equilibrar o animal sobre suas longas pernas delgadas. Somando pernas e pescoço, os machos passam dos 6m.
Para que o sangue chegue à cabeça, através do longo pescoço da girafa, seu corpo é equipado com um potente e enorme coração, seus vasos sanguíneos possuem um sistema de válvulas que permitem controlar o fluxo e impedir que ao abaixar a cabeça até o chão, a girafa não tenha uma ‘vertigem letal’. A pele ao redor das pernas é mais apertada para permitir maior circulação e uma concentração maior de células sanguíneas também ajuda o animal. O pulmão teve que receber um projeto especial devido à longa traquéia, por isso os pulmões são dilatados e a respiração mais lenta[1].
Cada girafa tem seu desenho do pêlo único, tal como temos nossas impressões digitais, seu rabo chicote com tufo na ponta espanta as moscas e mosquitos, suas patas poderosas são armas de defesa. Na boca, uma longa e áspera língua de 40cm pode remover com facilidade os ramos verdes das espinhosas acácias.
Supondo que o Deus Todo Poderoso não tivesse planejado este animal como ele teria se originado?
Lamark, o primeiro Evolucionista sugeriu que as girafas originais esticaram o pescoço cada vez mais, até que eles ficaram compridos para alcançar as folhas do alto das árvores. Mais tarde, Darwin desbancou a idéia absurda de Lamark e propôs que aleatoriamente algumas girafas nasciam com pescoço pouco maior que outros, devido à mutação pequenas variações genéticas que favoreciam os animais de pescoço maior. Para Darwin a seleção natural escolhia as girafas mais aptas e este exemplo foi o bastante, para durante décadas entrarem para os livros escolares como um clássico exemplo de explicação da teoria de Darwin. Será mesmo que foi assim?
Vou fazer um questionamento simples. As árvores eram todas exatamente da mesma altura? Ora, ao que me consta existem árvores de diferentes tamanhos, árvores em crescimento, arbustos e muito capim no chão. Alguém poderia dizer que a vegetação mais baixa foi devorada pelos animais menores e chegou o momento que só os animais maiores foram favorecidos, mas isto é ilógico, pois sabemos que muitos outros herbívoros conviviam com girafas comendo a mesma coisa que elas. Ainda assim, estes animais sobreviveram até nossos dias. Também não temos zebras de pescoço comprido, pois desta forma outros animais deveriam ter experimentado a mesma evolução das girafas e devemos também lembrar que a vegetação cresceria continuamente no solo entre gerações de animais a se desenvolver, assim favorecendo a todos os tamanhos de pescoço. Caso fosse uma estiagem, as folhas do alto também pereceriam.
Bem, segundo meus críticos, talvez eu seja apenas um religioso simplório que não entende nada de Biologia, mas o fato é que biólogos evolucionistas foram examinar a tese das folhinhas no alto das árvores e os pescoços em crescimento da teoria de Darwin e pasmem vocês, eles descobriram que girafas comem as folhas das árvores e folhas das gramíneas do solo. Hoje, qualquer evolucionista honesto e bem informado vai reconhecer que a velha explicação de Darwin está ultrapassada pela observação científica.
Veja a observação de uma responsável pelos livros didáticos de ciência e se possível leia no endereço citado a íntegra do texto de Isabel Rabelo Roque, uma Evolucionista, mas alguém que é coerente com a busca pela verdade e humilde o bastante para abandonar as tradições Darwinistas:
“Contrapor a suposta explicação de Darwin para o tamanho do pescoço da girafa à de Lamarck, à luz dos conhecimentos genéticos atuais, acaba por cumprir uma infame e nem um pouco inocente função: desmoralizar e ridicularizar o também evolucionista Lamarck, sem levar em conta o momento histórico em que viveu, e oficializar a visão de Darwin, omitindo do leitor o fato de que suas idéias sobre seleção natural a cada dia encontram menos consenso na comunidade científica – o que, bem explicado, não tem nada que ver com endossar o criacionismo [sic], mas apenas com a necessidade de levar em conta outras possibilidades para explicar a história da vida na Terra.
Ou seja, estampar num livro, lado a lado, a explicação lamarckista e a darwiniana para o tamanho do pescoço da girafa produz como efeito imediato a adesão do leitor à teoria darwiniana, sem lhe dar oportunidade para reflexão, por absoluta falta de maiores subsídios. É, em outras palavras, manipulação.
Assim, à conclusão de Jay Gould de que adoramos uma linda história pode-se acrescentar que "acima de nós" existe um bocado de gente que "adora" o fato de adorarmos uma linda história.”[2].
O cientista que ela cita acima, Jay Gould, outrora foco dos ataques do ateu ultra darwinista R. Dawkins foi outro insatisfeito com os modelos evolucionistas, Gould, muito criticado por ter a humildade de reconhecer que o registro fóssil contrariava tudo o que o Darwinismo esperava quando a formas transitórias e sendo nada religioso e um Evolucionista convicto até sua morte concluiu que para a teoria da Evolução sobreviver era necessário uma evolução com mudanças rápidas, estes mutantes levariam a melhor em populações isoladas e passariam suas características adiante, ele chamou isto de ‘equilíbrio pontuado’. Gould, tentando livrar-se dos inconvenientes do registro fóssil caiu em outro problema, imagine tal teoria para um animal como girafa.
Repentinamente entre girafas de pescoço curto, teria que surgir um mutante, com mutações benéficas [aliás, coisa rara], que de uma única vez tivesse alterado o pescoço, o coração, o sistema circulatório e respiratório, tudo de uma vez só! De fato o equilíbrio pontuado parece não receber muitos adeptos dentro do Evolucionismo, pois necessita de um ‘milagre’ para que esta complexa e super especializada mutação benéficas aconteçam com diferentes partes da anatomia da girafa e não esqueça tudo ao mesmo tempo e de forma interativa e instantânea.
Mesmo Dawkins, que advoga uma evolução lenta, aleatória e quase imperceptível esbarraria no problema da necessidade do desenvolvimento em conjunto de várias características da girafa, quando ele diz, “O fato é que apenas um detalhe do embrião em desenvolvimento precisa ser modificado para quadruplicar o comprimento do pescoço. Digamos que você tenha que alterar apenas a taxa em que crescem as vértebras primordiais e o restante fica encaminhado.”[3], deveria lembrar que um pescoço pouco mais comprido necessita de um acompanhamento de modificações gerais ou este animal estará se conduzindo a uma forma pouco eficiente de criatura, com sérias limitações de saúde e conseqüente rejeição natural. Os Evolucionistas parecem reconhecer a necessidade de tudo mudar e cooperar ao mesmo tempo, “Em outras palavras, para cada centímetro que o pescoço crescesse, a fisiologia da girafa teria que evoluir para suportar tal crescimento, antes de crescer o próximo centímetro.”, argumenta um Darwinista atacando os Criacionistas.[4] Evocar uma evolução lenta, gradual e paralela de cada órgão da girafa é apelar à sorte do ‘milagre’ da evolução convergente, isto seria no mínimo a sorte de ter milhares modificações acontecendo nos órgãos da girafa tal como se milhares de pessoas acertassem ao mesmo tempo os mesmos números da loteria por milhares da anos consecutivos. A escalada do ‘monte improvável’ de Dawkins não é improvável, é impossível!
Os ‘gradualistas’[5] então se voltaram para outro modelo, mais em acordo com Darwin e a seleção natural, no entanto bem longe da idéia dos pescoços esticados para comer folhinhas do alto que eu e você aprendemos na escola, a explicação agora seria a ‘seleção sexual’.
De fato, as girafas machos lutam usando seus pescoços, então, a idéia é que a girafa de pescoço mais longo prevalecia ou era selecionada pela fêmea. Analisemos com sinceridade tal idéia. Realmente, a seleção natural ou seleção sexual tem um papel importante para todos os animais e também para as girafas, conforme veremos mais adiante quando estudarmos os possíveis antepassados fósseis da girafa, mas agora nos deteremos na seleção sexual.
Obviamente temos que concordar que o macho de cabeça mais forte e pescoço mais comprido tem vantagem sobre seus rivais menores e irá se reproduzir, mas vamos pensar nas ‘girafas de pescoço curto’, lutando entre si a milhões de anos como propõe os Darwinistas. Um pescoço curto trás automaticamente outro tipo de batalha, pois quando o pescoço não é longo, não é o golpe do peso do pescoço contra outro longo pescoço o que importa, é a dureza da cabeça ou chifres e o equilíbrio que fazem diferença, a prova disso é na maneira como lutam gazelas, carneiros, cervos e outros similares chocando as cabeças, usando os chifres para tentar ferir, furar ou derrubar uns aos outros.
Na verdade, na briga de animais de pescoço avantajado contra um mais atarracado o de pescoço longo tenderia a ser ferido ou desequilibrado mais facilmente, a não ser que o tamanho deste animal já fosse como de uma girafa atual contra um pequenino como uma gazela ou cervo. Aliás, quando girafas lutam contra animais menores que ela, não é a cabeça, mas sim as patas que são usadas como armas. Na verdade, na luta entre dois girafídeos pouco diferentes, se alguma coisa fosse evoluir, seriam os pequenos cornos da girafa se tornando em como as galhadas dos cervos e os chifres de antílopes, muito mais eficazes no combate corpo a corpo de dois animais com pescoço normal e assim não teríamos hoje girafas pescoçudas e sim animais do tamanho de um cervo e com galhadas, ou então, levando em conta que a girafa possui cornos, pois seus chifres são parte do osso do crânio, deveriam ser semelhantes a touros com chifres pontiagudos.
E têm mais, cobras se alongam à medida que varia o número de vértebras, mas no caso das girafas, seu pescoço tem o mesmo número que temos, todas estas vértebras tem que ter evoluído de forma uniforme e já formando novos encaixes, nervos e músculos adequados tudo de forma plenamente casual.
Na verdade, o registro fóssil apresenta outros animais de pescoço menor e até com galhadas que viveram no passado e não mais existem. Conhecidos pelos evolucionistas como ancestrais das girafas estas criaturas viveram em sua maioria na África e imediações do Oriente Médio, Grécia, Leste Europeu, Índia e Mongólia.
O Giraffokeryx (Plioceno) de 1,6m de altura tinha quatro cornos, dois no focinho e dois na cabeça. O Prolibitério (Mioceno) tinha pernas mais longas e chifres que lembravam uma asa de borboleta. Climacoceras foi um suposto girafídeo de chifres ramificados, lembrando muito um cervo, este sim, se a seleção sexual estivesse comandando a evolução das girafas seria o girafídeo com chances de ter sobrevivido. Também conhecemos os fósseis dos Sivatheriuns, animais muito semelhantes às girafas só que menores e com chifres maiores, donde se distingue a espécie Européia, Africana e Asiática[6]. O que seriam estes animais? Fósseis de girafas ancestrais?
Bem, não se podem alinhar os fósseis do menor cervo até o maior alce que vive na atualidade e dizer que um evoluiu para o outro. Estes fósseis eram todos variedades de girafídeos que não sobreviveram as mudanças causadas pelas glaciações, não são ancestrais, são outras espécies semelhantes, mas distintas. Sabemos disso, pois um deles ficou para contar a história, é o Ocapi cujos fósseis o fazem ter o status de animal pré histórico. Este animal vive solitário nas florestas do Congo onde devora todo tipo de plantas e sementes. Ele lembra uma girafa com cores diferentes, tem cerca de 2m de altura. O registro fóssil dos girafídeos é tão variado que não pode apresentar uma lenta e gradual transformação no animal que temos hoje, pelo contrário, ao observarmos o passado vemos que existia maior variedade animal que hoje e que acontecimentos como as glaciações afunilaram a diversidade de espécies.
Sivatheriuns são descritos em pinturas africanas antigas e aparentemente em relevos dos Sumérios o que demonstra que muitos desses animais foram extintos a não tanto tempo assim e que os catastrofismos como Dilúvio e Glaciações ocorreram não a milhões de anos, mas poucos milhares de anos atrás. Além do mais, quem disse que Criacionistas não crêem que as girafas e ocapis no passado ecológico diferente não variaram em formas diversificadas? Quem disse que nós Criacionistas não aceitamos Ocapis de pescoço mais longo ou girafas de pescoço mais curto? Em poucas centenas de anos a seleção artificial foi capaz de produzir cães com orelhas longas e outros com orelhas curtas, cães com pernas curtas e corpo longo ou cães com pernas longas e corpo delgado, mas não há evolução nisto, apenas especialização e variação de características. No fim nada mudou, cães continuam sendo cães e girafas continuam sendo girafas!
Seria um tanto desleal pressupor que os Criacionistas entendem que as espécies são imutáveis e foram criadas exatamente tal como são hoje. Cremos que Deus criou pelo poder de Sua Palavra criaturas variadas e capazes de adaptarem-se e até especializarem-se de acordo com as condições de vida. Cremos que o criador programou máquinas incríveis para vencer na luta pela continuidade da vida. Neste ponto, que seleção natural entra em cena. O que ocorre é que a seleção natural não tem a materialista idéia de Darwin de que através da fome e da luta pela reprodução se acrescenta complexidades antes inexistentes nas criaturas vivas.
Na verdade a seleção natural existe, mas para outra função, a de garantir que o projeto Divino seja mantido. Seres estranhos, doentios, mal adaptados, aberrações e mutações defeituosas são rejeitadas na luta pela sobrevivência. Seres inaptos para o local onde estão, são recolocados, adaptados ou desaparecem. Apenas os de melhor linhagem sobrevivem, para garantir que a espécie original desenhada por Deus permaneça e que o ecossistema alcance o equilíbrio. Se a natureza produzir algum tipo de inútil, degenerado ou ameaça; a tendência em geral é que ele desapareça a menos que alcance uma maneira de prosperar! O Criador sabe o quanto a natureza já tem sido afetada e sofre devido às deformações do pecado, então aplica a lei da seleção natural para garantir que girafas continuem sendo girafas e não alguma aberração qualquer.
Outro dia estava lendo um artigo de meu amigo Michelson Borges sobre as girafas, não pude deixar de me maravilhar com este elegante animal. Não basta apenas ter um longo pescoço e aparelho circulatório com válvulas especiais, estas válvulas, que não passam de músculos, carne e células já tem que estar no primeiro minuto prontas para funcionar, previamente programadas com movimentos perfeitos! A girafa é uma obra de design, o próprio Darwin não podia deixar de notar isso quando tentava explicar que um rabo primitivo se convertera num eficiente e útil ‘mata moscas’.
“A cauda da girafa assemelha-se a um caça-moscas artificial; parece então inacreditável que este órgão pudesse ser adaptado ao uso actual por uma série de ligeiras modificações que seriam melhor apropriadas a um fim tão insignificante como o de caçar moscas.”[7]
Estudos futuros poderão revelar mais sobre seus fósseis e de como girafas se tornaram o que são hoje, enquanto isso, Criacionistas devem manter a humildade e lembrar que a revelaçao de Deus, quer Bíblica ou Natural é progressiva porém nunca contrária a revelaçao anterior. No entanto, é bom ver que entre todos, ainda há aqueles que mantém uma atitude humilde o bastante para abandonar as velhas fábulas da virada do século XIX mais provindas do momento histórico anti religioso do que da observaçao científica. A auxencia de certeza na explicação evolucionista para a origem da girafa não é e nem deveria ser a razao para se crer no Criacionismo, pois para este é inegavelmente requirido o requesito de crer pela fé que todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez.
Esta humildade e coerencia ao dizer ‘não sabemos’[8] demonstra que ‘do lado de lá’, ainda existem muitos filhos de Deus que são sinceros e buscam alguma verdade. Mostra que ainda existe um pouco de humildade em meio a tanto triunfalismo Darwinista e preconceito religioso dos materiaistas contra aqueles que veem explicaçoes religiosas vinculadas as ciencias das origens. Quando um religioso expressa sua fé e taxado de ignorante, como se fosse alguém que devido seu fanatismo tivesse escolhido não estudar ou se informar. Quando alguém expressa sua fé sobre as origens é duramente atacado e silenciado como se fazia com aqueles que advogavam a reforma protestante e eram lançados as fogueiras e prisões. Quando um religioso sem formaçao cientifica formal questiona um livro didádico e uma explicaçao Darwinista ele é taxado de ‘fundamentalista ignorante’, e se passam décadas até que um onesto cientista, sem as mesmas convições religiosas, bata na mesma tecla e obrigue a tradição e os livros Darwinistas a serem mudados!
Por que tanto preconceito com o Criacionismo e com religiosos que creem num relato literal de Gênesis? Porque o Darwinismo e o Materialismo são como um castelo de cartas, se puxar uma carta, desmorona tudo. Se um dia forem obrigado a admitir ‘Deus fez isto’, acabou! Mas tenhamos humildade e nunca triunfalismo religioso, não caiamos no pecado deles. Façamos como a girafa, o mais alto de todos os animais terrestres que anda humilde por aí, sem se orgulhar muito de ser aquilo que Deus a criou para ser.

[1] http://mais.uol.com.br/view/0yzcaln58xxp/pq-o-pescoco-da-girafa-e-tao-flexivel-so-com-7-vertebras--04023270E0913326?types=A&

[2] http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/ofjor/ofc210820023p.htm.
[3] Dawkins, Richard. A Escalada do Monte Improvável , 118.
[4] http://ceticismo.net/comportamento/tipicos-erros-criacionistas/parte-11-%e2%80%93-anatomia/
[5] Um evolucionista que acredita que os animais evoluíram por lendas e pequenas somas de alterações ao longo de milhares de anos.
[6] http://www.girafamania.com.br/index/girafamania.htm
[7] Darwin, Charles. Origem das Espécies, pg. 181-182.
[8] Ver o artigo em Como Tudo Funciona. “Quanto ao longo pescoço, os cientistas continuam sem respostas definitivas em relação ao exato caminho evolucionário que os ancestrais do animal tomaram para estimular uma adaptação tão singular. Umas das peças mais surpreendentes desse quebra-cabeça é que a vasta extensão do pescoço contém apenas sete vértebras.” http://ciencia.hsw.uol.com.br/pescoco-de-girafa.htm .

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Deus ama os ateus e eu também

Amigos do Azimute, nosso blog nunca foi tão visitado e comentado, desde que começamos a série sobre Maravilhas da Natureza (veja nos marcadores ao lado), mas o mais badalado dos posts foi ‘Ateus Famosos’ que recebeu vários comentários, todos de ateus obviamente descontentes. Achei estranho, pois sei que os bons ateus de nível e classe usariam de outros argumentos e de linguagem muito diferente. Todos os ateus que conheci eram pessoas educadas e muito diferentes dos comentários que recebi nas postagens mencionadas.
É uma pena que tive que apagar, não porque apago os comentários de quem discorda deste blog, mas porque o conteúdo dos comentários era de ofensas pessoais e não combinava com nível que nos propomos aqui. Comentários agressivos são apagados e ignorados, esta é nossa filosofia de trabalho por aqui. Este blog não é um fórum de debate e nem tem a intenção de responder aos que discordam de nossa cosmo visão, muito menos daqueles que nos perseguem ou ofendem.
Eu apenas uso este blog para compartilhar a fé. Não sou apologista e nunca me coloquei como cientista, mesmo apreciando a ciência. Como diria o agnóstico da ‘poeira de estrelas’, “não precisamos ser maestros ou ler partituras para apreciar música, nem precisamos saber fazer equações matemáticas, conhecer o nome de todos os ossos e músculos ou saber todas as combinações químicas para apreciar a ciência”, e quem sabe um cara simples como eu, sem graduação científica, pode até cantar no chuveiro sem ser músico ou escrever um blog com mistos de ciência e religião. Não posso escrever sobre ciência? Acenderam-se as fogueiras da inquisição? Enquanto a ciência me apresentar as maravilhas do Criador, a ciência será também uma forma de louvar o meu Redentor, então continuarei escrevendo.
Quanto aos ateus, de fato eu não queria irritar ninguém, se Deus lhes deu o direito de duvidar ou descrer, quem sou eu para mudar isso? Eu apenas acho que a maioria deles não é ‘ateu’, só pensam ser ou decidiram ser. Na verdade, são pessoas decepcionadas com erros dos cristãos, pessoas decepcionadas com o modelo de Deus que erroneamente lhes foi apresentado e decepcionados com tantas religiões conflitantes, líderes religiosos corruptos e expectativas com a fé que aparentemente nunca foram alcançadas.
É inegável que anos de manobras e sofismas materialistas produziram uma plataforma para tudo isso, e agora construiu-se uma lógica para o ateísmo. Volto a insistir que a única lógica disso é o que diz a Bíblia; “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” Salmos 141:1. Este texto foi o que incomodou meus leitores ateus, mas o que posso fazer, a Palavra de Deus é como um ‘aguilhão’, cutuca quem deve ser cutucado, perturba os conformados e consola os perturbados.
Comecei a escrever este blog apenas como um exercício de reflexão, depois tantas pessoas se sentiram abençoadas e me agradeceram e incentivaram que percebi que isto não era apenas meu, pois já tinha se tornado uma espécie de ministério. Recebo aprovações e também críticas. Em geral as criticas nos ajudam muito, pois elas nos ajudam a melhorar e perceber quando tentamos dizer uma coisa e somos entendidos com outra. Mas quando os críticos reagem agressivamente, com linguajar ofensivo e de baixo nível, de forma anônima, então ‘pelos frutos os conhecemos’.
Uma das críticas que recebi tinha algo interessante, o autor em meio aos seus impropérios a minha pessoa me sugeriu que eu fosse à biblioteca mais próxima e lesse livros de biologia. Ele não sabia que com 8 anos de idade eu ia todos dias a biblioteca pública de minha cidade e passava horas lendo tudo o que havia disponível sobre dinossauros, evolução, geografia, biologia e história antiga, ele não sabia durante minha vida de estudante sempre fui aprovado com êxito em biologia, nas provas de professores evolucionistas e até ateus. Ele não deve ter lido o post sobre ‘Céticos e Ortodoxos’, e desta forma não sabia que já li ‘Origem das Espécies’ de Darwin, coisa que a maioria dos Darwinistas nunca fez e só repete o que ouviu de outros, não sabia que já li os livros de ateus célebres como Carl Sagan e Richard Dawkins e que foram eles quem mais abriram meus olhos para as maravilhas da natureza e com isto percebi que minha fé tinha outro firme fundamento além da Bíblia.
A natureza é a maior prova da existência de Deus, mas só por ela não é possível compreender o Divino. Note que o senhor Dawkins argumenta que Darwin produziu a explicação necessária para não precisar mais crer em Deus, mas o próprio Darwin apesar de discordar da Bíblia nunca foi um ateu. Corremos o risco tal como Darwin de devido as ‘imperfeições’ da natureza termos uma interpretação vaga ou errônea da pessoa de Deus. Por isso precisamos da revelação especial pelos profetas e pela vida de Cristo. É isso que nos faz diferentes dos pagãos!
“Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos,” Romanos 1:17-21
Outro crítico, em meio a confusão de digitação de seu comentário mencionou que eu devia explicar por que existe tanta imperfeição na natureza. Bem, existe imperfeição na natureza e ninguém nega isso, assim como também existem obras incríveis, impressionantes e maravilhosas. Mas não tenho a intenção de responder isso, por que o mal não tem resposta, o mal simplesmente é conseqüência da rebelião contra Deus, uma rebelião cujo efeitos colaterais atinge culpados e inocentes, pois o mal sempre é injusto e não poupa ninguém. O mal não tem resposta porque é um intruso no plano de Deus, nunca foi planejado, surgiu devido à escolha possível graças ao livre arbítrio. Ateus revoltosos com a injustiça e o sofrimento deste mundo parecem ser muito inteligentes ao perceberem que há algo errado, como foi mencionado por um dos meus críticos. Agora que perceberam o que nós cristãos já falamos há muito tempo, só falta para eles se colocarem do lado certo deste conflito entre o bem e o mal que produz toda sorte de sofrimento na história deste planeta. Sim ateus, há algo errado com a natureza e com o mundo, então unam-se a nós e rendam-se a Cristo!
Deus poderia simplesmente fazer o mal desaparecer, mas isto seria um truque de mágica e Deus não faz mágica, pelo contrário, o método de Deus é o amor, ou seja, Ele está transformando homens maus como eu e você em homens bons a imagem e semelhança de Jesus. Deus nunca invade nossa liberdade, Ele deixa que cheguemos à conclusão que há algo de errado neste mundo para então concluirmos que Ele é a única saída que poderíamos ter.
De fato, me dei por conta que os ateus estão muito, muiiiiiiiito próximos por suas próprias conclusões de vir a crer! Repito a idéia, alguns bons ateus no futuro serão como C. S. Lewis ‘o mais relutante dos convertidos’! Digo sem querer provocar, sem ironias ou sem falsa piedade: Deus ama os ateus e eu também.
“para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós;” Atos 17:27

Por Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Realidade Espiritual no Universo Natural

Os amigos que visitam nosso blog devem se perguntar por que gastamos tanto espaço aqui para falar sobre criacionismo e sobre a natureza. Por que o blog mantido por um pastor se dedica a tais assuntos?
De uns dias para cá estou fazendo minha meditação matinal estudando os Evangelhos e os livros Parábolas de Jesus e Desejado de Todas as Nações, cito a seguir um texto de Ellen G. White que explica o meu interesse por tais assuntos:
"Ora, o pecado manchou a perfeita obra de Deus, todavia permanecem os traços de Sua mão. Mesmo agora todas as coisas criadas declaram a glória de Sua excelência. Não há nada, a não ser o coração egoísta do homem, que viva para si. Nenhum pássaro que fende os ares, nenhum animal que se move sobre a terra, nem humilde haste de erva é sem utilidade. Toda árvore, arbusto e folha exalam aquele elemento de vida sem o qual nenhum homem ou animal poderia exigir; e animal e homem servem, por sua vez, à vida da folha, do arbusto e da árvore. As flores exalam sua fragrância e desdobram sua beleza em bênção ao mundo. O Sol derrama sua luz para alegrar a mil mundos. O próprio oceano, a origem de todas as fontes, recebe as correntes de toda a terra, mas recebe para dar. Os vapores que lhe ascendem ao seio caem em chuveiros para regar a terra a fim de que ela produza e floresça." DTN, 20-21.


Há dezenas de outros textos semelhantes sobre a importância do estudo da Natureza, é claro, acompanhado pela Bíblia, pois o pecado manchou a Natureza e dificulta nossa interpretação.

"A Terra obscureceu-se devido à má compreensão de Deus. "DTN 22

Esta 'má compreensão de Deus', nada mais é do que atribuir a Natureza uma interpretação materialista e cruel, onde os seres vivos são regidos pela luta entre si movida pela fome e reprodução, onde o mundo inanimado é regido pelo acaso.

Eu sei de um Deus que é amor, eu sei de um Deus que interfere e Se envolve com Sua criação. Eu sei de um Deus que redime aquilo que foi maculado!

Obrigado por suas visitas, aproveite os links sobre Natureza e Criacionismo e venha comigo conhecer a Natureza, o outro livro de Deus.
por Pr. Ericson Danese

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ARACNÍDEOS - Assustadores ou Surpreedentes?

Chocam ovos de basiliscos, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e do ovo que for pisado sairá uma víbora. Isa. 59:5

O texto de Isa. 59 trata sobre a razão pela qual Deus não está cumprindo suas promessas para com seus povo. O fato que ocorre é que os pecados fazem separação entre Deus e Seu povo. Na verdade o capítulo vai se dedicar a demonstrar a real natureza traiçoeira do povo, arquitetando cuidadosamente ciladas tal como as aranhas tecem suas teias para vítimas descuidadas. Se o ditado diz que Deus não dá asas a cobras, também é certo que não deu aos aracnídeos, seres de um mundo em miniatura por um lado assustador devido sua natureza predatória e por outro, surpreendente por suas habilidades tão especiais e complexas.
Eles não são insetos, diferem destes pelo fato que aracnídeos nunca tem asas, sempre tem 8 patas, embora possam ter apêndices como cauda ou pinças e possuem o corpo dividido em duas partes.

Os menores aracnídeos que existem são os Ácaros. Existem cerca de 30 mil tipos deles. Estes microscópicos aracnídeos habitam no pó, mas também há alguns tipos aquáticos inclusive marinhos. Encontramos ácaros que se alimentam de plantas, outros que se alimentam de restos e detritos e ainda os que são parasitas. Os ácaros que habitam nossas casas infestam colchões, tapetes, brinquedos de pelúcia e roupas de lã eles comem os restos de nossa pele que perdemos em média 1g por dia. Estes ácaros produzem a maior parte das alergias e renites que afetam o homem. Há ainda, ácaros que vivem na pele humana provocando irritações que chamamos de acne e sarna.
Um pouco maiores e menos simpáticos são os Carrapatos, que infestam o mundo inteiro parasitando e sugando o sangue de suas vítimas, o que os faz transmissores de muitos tipos de doenças. Parece difícil imaginar a utilidade destas criaturas parasitas no mundo criado, no entanto sabemos que a natureza infestou-se de pragas modificadas pelo pecado.
Mas nem tudo o que nos parece praga e imprestável, talvez o seja! Os Escorpiões caçam por emboscada, esperam pacientemente por suas vítimas que são por sua vez muitas das pragas invertebradas que nos atormentam. Na verdade, os escorpiões podem baixar o metabolismo e passar até um ano sem comer e sem beber esperando sua refeição. Em pântanos ou desertos eles proliferam e já que são criaturas noturnas, seu sentido mais apurado não é a visão, mas o tato que munido de pelos sensoriais especiais pode detectar as mínimas mudanças no ar e ondulações no solo.
Embora o veneno do escorpião pareça uma maldição, cujas 40 espécies de 1,3 mil conhecidas sejam letais ao homem, estamos apenas agora tendo uma vaga idéia de porque o Criador permitiu tais animais portarem estas toxinas. Percebeu-se que a proteína de seu veneno, em forma isolada não faz mal ao homem e pode ajudar a combater o câncer no cérebro.[1] Dizem que a diferença entre o veneno e o remédio, é só a dosagem. Talvez Deus já tenha nos dado uma surpreendente farmácia na natureza.
Os ‘escorpiões-vinagre’ são curiosamente parecidos com os escorpiões, mas no lugar do ferrão na
cauda, possuem um tipo de cauda em forma de antena. Suas glândulas anais segregam um odor defensivo forte com cheiro de vinagre.
Teria sido assim os escorpiões antes do pecado amaldiçoar esta Terra? Talvez. Quem sabe em fez de ferrão um tipo de cauda e no lugar de pinças que servem para prender a presa, haveria pinças para revirar e reciclar o solo tal como os caranguejos o fazem com a areia da praia.
Um meio termo entre aranhas e escorpiões são os Pseudoescorpiões. Eles têm 2-6 milímetros e aparentemente são mini escorpiões, mas não tem cauda. Capturam suas presas com suas pinças como os escorpiões, mas injetam veneno pela boca como as aranhas. No mundo dos aracnídeos, existem ainda outros semelhantes a escorpiões e aranhas, tal como os amblipigeos e os solífugos.
Há ainda os opiliões erroneamente confundidos com as aranhas, seres que não possuem veneno, não fazem teias e ao contrário das aranhas, são capazes de ingerir alimento sólido. Os opiliões são predadores noturnos que se defendem com glândulas de mau cheiro. São encontrados em cavernas, florestas e savanas. O segundo par de patas é normalmente mais longo que o primeiro, pouco usado para locomoção e mais habilidoso para funções sensoriais.
Por sua vez, nada no mundo dos aracnídeos se compara as quase 40 mil tipos de aranhas que existem. Elas proliferam em toda parte temendo apenas as vespas, os pássaros e os morcegos seus predadores. Dizimam pragas como baratas e mosquitos.
Na primeira parte de seus corpos encontramos o cefalotórax que comporta o cérebro muito simples composto de apenas dois aglomerados de neurônios que acionam todo o complexo sistema nervoso capaz de reflexos apurados, cálculos para construção da teia e coordenação dos sentidos especiais tais como alguns pêlos super sensíveis capazes de captar mínimas vibrações no ar (som). Tudo isto sobre quatro pares de patas, munidos de tufos de pelos com micro pés capazes de aderir e agarrar em quase todo tipo de superfície.

A segunda parte de seu corpo é o abdômen que abriga o coração que nada mais é do que um tubo envolto num músculo. A seguir temos o canal alimentar, órgãos reprodutores e pulmões que trocam o oxigênio pelo gás carbônico quando este passa por uma fina traquéia e pulmões em forma de folhas de um livro. E finalmente, sua mais incrível característica é as fiandeiras.
Na verdade, os cientistas não sabem explicar exatamente como as aranhas fiam, nem são capazes de reproduzir sua seda que é muito superior a qualquer outra produzida por outros invertebrados. É como se Deus tivesse instalado micro fábricas que na verdade são ‘maquinas’ biológicas que produzem uma proteína. Cada glândula fiadeira produz um tipo de fio, para tipos diferentes de propósitos. A engenhosidade é tão complexa neste pequeno ser, que a aranha pode controlar até a espessura do fio que quer produzir. As glândulas fiadeiras expelem um líquido que ao entrar em contato com o ar se tornam um fio, o qual combina perfeitamente resistência a flexibilidade.
A seda pode ser revestida de camadas duplas, pode receber cobertura adesiva ou impermeabilidade a água. Ela é 5 vezes mais forte que o aço, e 2 vezes mais forte que kvalar usado para confeccionar coletes a prova de bala. Um fio pode se estender sobre o próprio peso por até 70km sem quebrar. É tão forte que há quem estime que um fio da grossura de um lápis poderia parar um boig 747. Muitas aranhas comem e reciclam a própria seda, não há desperdício!
O homem já se utilizou destes fios preciosos em instrumentos ópticos, algumas tribos da América
do Sul os aplicam para curar feridas, Polinésios a usaram como linha de pesca e nativos de Madagascar chegar a produzir um tipo de tecido com uma variedade dourada da seda.
A seda foi projetada pelo Criador para muitas utilidades para a aranha, confeccionar ninhos e ambientes para os ovos e filhotes, cabo de segurança em sua ‘escaladas’ e existe até um tipo de filhote de aranha que estica um fio com tufo na ponta que o carregue no vento como se fosse um paraquedista, acredita-se que foi assim que as aranhas colonizaram as distantes ilhas do Havaí.
Porém é como armadilha que mais conhecemos a seda. Existem muitas formas, algumas são apenas buracos tapados com um alçapão de seda e outras são elaboradas e geométricas construções, muitas vezes incolores e fatais.
Algumas aranhas fazem uma espécie de rede e saltam sobre suas vítimas as envolvendo e emaranhando, outras como a aranha boleadeira da América do Sul estendem um pequeno fio com uma gota adesiva repleta do odor de mariposas, a aranha gira o fio até que as mariposas são atraídas e finalmente grudadas no fio a girar da aranha são capturadas.
A maioria das teias é irregular, mas a mais comum é a orbicular que lembra uma rede com anéis que saem do centro. A aranha não fica grudada na própria teia porque possui patas impermeabilizadas e sabe onde pisar, pois nem todos os fios são adesivos.
Em alguns lugares do mundo as aranhas são capazes de viver em colônias, construindo grandes teias que ligam a copa das árvores e captura tudo o que passa por ali, algumas vezes até pequenos pássaros. Quando Pastor na cidade Cruz Alta-RS, tive a oportunidade junto com meu clube de Desbravadores de estudar uma enorme teia que ligava as árvores entre um rio de uns 5 metros de extensão. Eram cerca de 50 ou 60 aranhas da espécie Nephila Clavips, a popular tecedeira dourada que fia uma seda cor de ouro e muito resistente. No verão seguinte, voltei ao mesmo lugar para fotografar, mas era tarde demais. O veneno usado para pulverizar plantações vizinhas já havia acabado com elas.
As aranhas que não fazem teia também são grandes caçadoras, entre elas está a maior aranha que se conhece, a caranguejeira chegando a ter um corpo com 5 a 8cm. Caça cravando na vítima suas presas que recebem o nome de quelíceras. Também chamadas de tarântulas, estas aranhas vivem em tocas e possuem o corpo coberto de pêlos, na maioria das vezes urticantes para defendê-las dos predadores.
Em matéria de veneno, as aranhas brasileiras mais perigosas são as pequenas ‘aranha marrom’ que aprecia as frestas das casas humanas e a famosa ‘viúva negra’ que devora o macho após a cópula, hábito comum entre aranhas e escorpiões. A mais agressiva e perigosa de todas é aparentemente, a ‘armadeira’, muito comum em gramados altos seu veneno é nerotóxico e cardiotóxico, nestes casos a única saída é a procura de um posto de saúde para tomar o soro.
As aranhas não engolem nada sólido, elas injetam veneno que derrete sua vítima por dentro e depois sugam para seu estômago. Como seria no tempo antes do pecado, quando não havia
morte e predação? Talvez como alguns insetos, estes aracnídeos tivessem um aparelho bucal feito para perfurar e sugar plantas, ou ainda seu veneno operasse tal como um suco digestivo jogado sobre o alimento para depois ser sugado tal como as moscas o fazem.
O grupo das aranhas é de uma variedade enorme, tal como aranhas que tem a habilidade de se camuflar com a mesma cor de uma flor tal como amarelo, branco ou verde e atocaiar abelhas desavisadas. A aranha saltadora com seus olhos enormes pode rastrear seu alvo e saltar até 50 vezes o seu tamanho sobre este. Há outra aranha que se especializou na arte do mergulho e caça insetos aquáticos e pequenos peixes, é a aranha aquática (Argyroneta aquatica) que constrói um ninho com bolhas de ar para poder respirar. Transporta pequenas bolhas sobre o ventre para o fundo em lagos e locais de água parada, junto a uma folha ou caule de planta aquática.
Como vimos, os aracnídeos e em especial as aranhas são seres altamente especializados e complexos.
Notavelmente, no registro fóssil segundo a datação evolucionista, estes animais aparecem nas camadas mais antigas, tais como são hoje ou maiores, mas iguais. Não há ancestrais ou formas evolutivas intermediárias, porém há abundante registro fóssil de escorpiões e aranhas como que surgindo abruptamente entre os primeiros animais terrestres no Carbonífero e Permiano. Nenhum modelo evolucionista pode apresentar evidência fóssil ou experimental da formação de habilidades, fisiologia e hábitos destes animais.
De fato, os aracnídeos são uma evidência contrária ao Darwinismo e assustadora para os Evolucionistas, mas para os Criacionistas, é mais um mundo de seres surpreendente feito por Aquele que projetou todas as coisas maravilhosas.

Por Pr. Ericson Danese
[1] http://ciencia.hsw.uol.com.br/escorpiao-sem-agua-e-comida1.htm

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

30 coisas que vivi e me sinto grato a Deus

Andei refletindo sobre minha vida particular, pois hoje completo 30 anos. Decidi escrever pelo menos 30 lembranças ou impressões sobre a vida que fazem pensar que estes 30 anos valeram a pena. Obrigado a todos por participarem dos meus últimos 30 anos.
1. A despeito das tristezas familiares que tive ou das frustrações que passei; se Deus me permitisse escolher, escolheria viver novamente exatamente a mesma vida e com a mesma família que Ele me deu, desde a minha infância. Só por minha mãe já teria valido a pena.
2. Encontrei uma esposa e uma segunda família na família de minha esposa.
3. Pude namorar quando jovem, me apaixonei e casei com esta mulher (hoje minha esposa) e experimentei a mais sublime sensação da vida. Amar!
4. Conheci o amor na experiência de ser pai!
5. Tive uma filha que me fez esquecer as tristezas do passado.
6. Fui chamado para uma vocação que se transformou numa das maiores realizações da minha vida. A obra Pastoral.
7. Tive a alegria de ajudar pessoas encontrarem o caminho da felicidade, batizei e vi muitas delas se entregarem a Deus;
8. Fui escolhido para trabalhar na única instituição desta Terra que Deus verdadeiramente se importa;
9. O menino que começou trabalhando numa oficina, com 12 anos e tinha as mãos cheias de graxa, pode cursar uma faculdade e ingressar num mestrado.
10. Ao contrario de centenas e milhares de desafortunados, eu aprendi a ler e com isso me apoderei dos pensamentos e idéias de vários homens ilustres de toda a história.
11. Eu li toda a Bíblia e guardei em meu coração a Palavra Viva;
12. Eu pude decidir por Cristo e ser batizado;
13. Eu fui Desbravador;
14. Eu fui líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia e conheci pessoas fantásticas, aprendi sobre o ser humano e me apaixonei por eles;
15. Eu desenhei e pintei muito, quadros, caricaturas, papel e lápis, fiz obras de arte que poucos conhecem ou valorizam, mas por algum motivo me deram muito prazer em fazê-las.
16. Eu ajudei a fundar novas igrejas;
17. Na minha mesa sempre teve pão e experimentei a boa e saudável comida que alegra o paladar;
18. Minha cabeça sempre teve um teto e morei em vários lugares, conhecendo gente diferente e surpreendente;
19. Eu viajei um pouco na estrada e um pouco nos livros, o suficiente para saber que o mundo é muito legal.
20. Eu estudei e observei as estrelas e sonhei em atravessar céus e planetas;
21. Eu observei e estudei a natureza e me fascinei com o poder de um Deus Grandioso;
22. Eu fiz grandes amigos e alguns amigos gigantes;
23. Eu pude brincar e me divertir quando criança;
24. Eu tive saúde e força para trabalhar e conquistar tudo o que queria;
25. Deus me deu segurança num mundo instável;
26. Deus me livrou da morte, pelo menos uma vez que sei, fora as outras que desconheço;
27. Deus me perdoou muitas vezes e tive uma experiência pessoal com Ele;
28. Estive no pódio algumas vezes;
29. Descobri que talvez nem todas, mas muitas pessoas gostam de mim e fui amado por algumas pessoas;
30. Tenho a sensação dentro de mim, de ter contribuído com a história de alguma forma que não posso medir se foi grande ou pequena ou compreender se foi essencial ou oportuna. O importante; é que vivi.
A vida não passa rápido, ela simplesmente passa!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CÉTICOS E ORTODOXOS

Numa época em que a Europa dava os primeiros passos para tornar-se uma sociedade pós-cristã, Gilbert Keith Chesterton, um intelectual gordinho e bem humorado foi contra toda a torrente avassaladora de ceticismo de seu tempo, tornando-se cético em relação aos céticos.
Estou lendo, lenta e reflexivamente este gigante da literatura cristã em sua obra que influenciou os maiores líderes e pensadores cristãos de nossa época. Refiro-me a brilhante obra ‘Ortodoxia’, onde Chesterton usa o cinismo para combater os escarnecedores e a dúvida para confundir os céticos. Descobri que Chesterton e eu temos alguma coisa em comum. Ele conta sobre sua experiencia:
“Li a literatura cética e científica do meu tempo ...
Foram Huxley, Hebert Spencer e Bradlaugh que me trouxeram de volta à teologia ortodoxa. Eles me semearam na mente as primeiras fortes dúvidas da dúvida. Nossas avós estavam muito certas quando diziam que Tom Paine e os livre pensadores perturbavam a cabeça. Perturbavam mesmo. Perturbavam a minha de um modo horrível. O racionalista me fez perguntar se a razão tinha alguma utilidade qualquer; e, quando terminei Herbert Spencer, eu já fora tão longe que duvidei (pela primeira vez na vida) se a evolução havia sequer acontecido. Quando depus a última das palestras atéias do Coronel Ingersoll, irrompeu o terrível pensamento: “Tu quase me persuadiste a ser cristão”. Eu o era de um modo desesperado.” Pg. 140-141.
Diferente de Chesterton, eu nunca fui ateu em algum momento de minha vida. Mas por outro lado, experimentei o contato com a teoria da evolução e o materialismo, não por dúvida ou por curiosidade, nem por desejo de fazer apologia. Olhei o outro lado (teoria da evolução), por que ela não explica a origem das espécies ou do cosmos, mas explica por que o homem pós moderno pensa como pensa, uma vez que foi influenciado por esta filosofia.
De início me aproximei com cautela, e creio que deve ser esta a postura de todo Cristão que confia no ‘assim diz o Senhor’. Depois de estar cheio da Palavra Viva li aquilo que não era alimento para alma, mas apenas palha. Não aconselho ninguém ao mesmo, a não ser que queira perder tempo ou fazer o tipo de busca que fiz.
De inicio percebi o quão sagaz e brilhante é a teoria materialista evolutiva, a seguir, percebi que a evolução é decepcionante como um daqueles livros que prometem a solução de um grande mistério, gasta-se calhamaços de paginas para descrever e descrever e por fim não chegar a lugar nenhum. Como uma estória com final aberto, que você interpreta como quer. A conclusão é breve e um mero passo de crença baseada numa série de argumentos finamente alinhados para tentar convencer pelo volume, já que cada um em si não tem consistência.
Li os materialistas e evolucionistas, não porque eu precisava saber, nem porque eles merecem uma resposta, mas porque percebi que eles eram fanfarrões gritando muito e fazendo pouco. Afinal, conclui eu, eu não deveria me esforçar em refutar a evolução, mas como pregador eu tinha que oferecer algumas respostas, não para convencer alguém, mas para que os homens bons não pensem que não há respostas aos materialistas que triunfam com ministros do reino deste mundo.
Sou um ortodoxo, um ortodoxo no sentido pleno da palavra. Eles me chamariam de fundamentalista! Eu tenho um fundamento, a Bíblia!
Li A Origem das Espécies de Darwin, achei brilhante e depressivo, há uma busca desesperada em cada página por provar que o mal é um acaso e simples questão de azar nas probabilidades da vida. Darwin transforma a fome e a morte em suas aliadas para comprovar que Deus não se envolve no sofrido curso da vida na Terra. Darwin é esquivo com aquilo que o refuta e ele não pode explicar tal como a origem da vida, origem da consciência, instinto e inteligência. Eu li Darwin e pensei, ‘nada faz sentido na natureza e neste planeta senão à luz da teologia do Grande Conflito entre Cristo e Satanás’. Quando terminei Darwin eu estava convicto dos efeitos do pecado sobre tudo o que conhecemos em nosso planeta.
Eu li Carl Sagan, também assisti seus documentários e pensei; ‘este é o meu ateu preferido’. Fiquei impressionado com didática de Sagan para explicar a teoria da evolução com o exemplo dos caranguejos com carapaças que pareciam o rosto de guerreiros, fiquei estonteado com as descrições do cosmos e confesso que quando assisti o filme ‘Contato’ fiquei meio em dúvida se Sagan era ateu ou agnóstico. No fim de tudo, olhei para as estrelas e conclui exatamente o contrário do que ele tentava me convencer, ‘o cosmos é mesmo o relógio de Paley’ pensei eu. Sagan me provou aquilo que Darwin tentou me tirar, Sagan com suas descrições maravilhosas me provou que Deus de fato se interessa pelo universo da matéria. Sagan passou sua vida tentando negar isso, um dia apontou para uma foto da Terra tirada por uma sonda espacial muito distante de nós e disse; a Terra não passa de um pálido ponto azul. Mas o que a ciência popularizada por Sagan me provou, é que na verdade, a Terra é uma linda jóia azul pairando sobre o maravilhoso cosmos, a mesa de inventos de Deus.
Marcelo Gleisler e seu ‘Dança dos Mundos’ era só uma imitação do Cosmos de Sagan, nada de novo a não ser sua famosa explicação da poeira de estrelas. Pensei comigo, ‘e daí? A Bíblia diz: Tu és pó e ao pó tornarás’.
Por fim tem Richard Dawkins, comecei com ‘Rios que saiam do Éden’ onde ele debocha de clérigos como eu e me interessei por ‘Relojoeiro Cego’ onde ao contrário do que eu esperava; ele até elogia Paley, mas depois tece seu conhecido fel anti religioso. Na verdade Dawkins é tão bom para descrever a vida animal que se ele não manifestasse sua opinião religiosa eu até o poderia levar a sério. Dawkins é só uma sombra de Darwin, tal qual Huxley. Um homem com medo, talvez da morte, talvez da vida, talvez dos dois. Sua qualidade é a perspicácia e a habilidade com as palavras, o que o faz parecer intelectual. Agradeço a Dawkins por me provar que a Teoria da Evolução não tem nada haver com Biologia ou qualquer ciência, mas é apenas uma cruzada filosófica em busca do materialismo para dizer; ‘posso viver, ser e fazer o que quiser e nunca terei que prestar contas em nenhum tipo de juízo a nenhum Senhor de tudo que há’.
Obrigado ateus materialistas, vocês são a razão do triunfo da ortodoxia Cristã!
Por
Pr. Ericson Danese

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Código de Honra


Vi um daqueles filmes que ficam velhos mas sempre vale à pena assistir. É o tipo de filme que um Adventista assiste e logo se identifica. A história é sobre um rapaz judeu e pobre dos anos 50 que consegue entrar para uma escola particular de prestígio.
David Greene (Brendan Fraser) fica com medo do preceito anti semita e esconde sua verdadeira religião. Seu desempenho no time o torna popular, até que seu segredo é descoberto. A história chega ao seu limiar quando a honra da turma é colocada em teste por que foi descoberto que um aluno colou.

Lembrei de meus anos na escola, sendo o único Adventista e guardador do sábado no meio de 99% de amigos de outra religião. Eu despertava inúmeras curiosidades quando assunto era religião, tal como piadas ou curiosidade.
O que há de tão parecido conosco que um jovem adventista se identifique com um jovem judeu? R: Guarda do sábado e preconceito religioso!
Há uma parte interessante quando o jovem judeu é chamado para jogar e quebra um de seus princípios, o dia de sábado. Ele vai jogar, pois não quer decepcionar o time! Mais tarde, aqueles que ele se esforçou tanto em não decepcionar são os que verdadeiramente o decepcionarão.
Quantos adventistas são como David Greene. Por aí nas suas escolas e faculdades pressionados a quebrar seus princípios, sua honra. Quantos são iludidos pelo medo de serem segregados porque guardam um dia diferente do mundo todo, segregados porque não vão ao tipo de festas que o mundo oferece, não bebem, não fumam, não comem carne de porco, não fazem sexo antes do casamento.
Mas qual é nossa diferença? Estes hábitos em si não nos fazem diferentes. Somos normais. Gostamos de esportes, namoramos, casamos, temos festas (diferentes, mas são festas), temos nossos acampamentos, camporis, congressos. Temos um tipo de vida social. Sonhamos com a formatura e uma carreira brilhante. Almejamos uma família e valorizamos os amigos.
Em resumo, ser um jovem adventista num ambiente que as pessoas não compreendem nossos hábitos é sempre um desafio. Mas quando as pessoas percebem em nós, honra e integridade, a nossa fé e costumes se tornam mais respeitáveis aos outros diferentes de nós.
Por que ter vergonha de ser o que somos? Por que nos escondermos como se estivéssemos fazendo algo errado? Cada jovem adventista é um convite ao mundo, uma voz aos outros jovens dizendo: ‘Há felicidade em Cristo e em seus mandamentos’!
Honra é manter o respeito pelo que somos independente do preconceito dos outros.

por

Pr. Ericson Danese