segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O Evangelho Made in América

Ao estudar a Bíblia com Mórmons, fui surpreendido certa vez por eles usarem a expressão de que mantinham equilibrados como autoridade, o livro de Mórmon em uma das mãos e a Bíblia na outra. O livro de Mórmon, a outra Bíblia da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pode ser considerada como uma revelação moderna? Vejamos pelo menos três aspectos a seu respeito:
1. As origens dos escritos do livro de Mórmon;
Segundo Joseph Smith o livro de Mórmon é uma coletânea de escritos deixados por um profeta chamado Mórmon, contando a história de um povo descendente de semitas que foram para a América em duas migrações e desenvolveram uma civilização que além de visitada por Jesus Cristo, guerreou até a extinção. Esses escritos teriam sido apresentados a Joseph Smith, por um anjo chamado Moroni.
Floyd C. McElveen, em seu livro ‘A Ilusão Mórmon’ descreve como Joseph Smith disse ter traduzido o livro de Mórmon, “Segundo José Smith, o Urim e o Tumim era um tipo de óculos divino (duas pedras em arco de ouro) que Deus havia conservado por milhares de anos e colocado numa caixa com as placas de ouro para ajudá-lo a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava escrito. Esta língua era o egípcio reformado. Segundo Doutrina e Convênios, José Smith declarou que Deus lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado para o inglês e produzir o Livro de Mórmon.”.
O livro de Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1971), apresenta um registro judicial em que Joseph Smith foi julgado e condenado por ser ‘cristalomante’, ou seja, adivinhar a sorte por um tipo de pedra ou bola de cristal. No processo, Josiah Stowell se dizia enganado por Smith na procura de objetos e tesouros perdidos, no ano de 1826, seis anos depois de sua suposta primeira visão, e quatro anos antes de lançar o Livro de Mórmon e organizar a Igreja SUD. Isto quer dizer que, Smith tinha sérias e comprovadas tendências ao charlatanismo e ocultismo.
Dentre as testemunhas das placas de ouro, tudo é confuso, muitos deles deixaram a igreja SUD, alguns voltaram, outros tiveram revelações contrastantes após a morte de Smith, do grupo das ‘oito testemunhas’, as três que ficaram firmes eram parentes de Joseph Smith.
2. O livro de Mórmon e o texto Bíblico;
Historicamente os mórmones têm usado o argumento de que a Bíblia é a palavra de Deus na medida em que é bem traduzida, isto é, sugestivamente segundo eles, os textos que temos não são confiáveis. É realmente interessante, que Joseph Smith, o profeta Mórmon que teria traduzido textos de uma língua extinta, não fora capaz de fazer uma tradução mais fiel do texto Canônico. A Bíblia possui cerca de 5 mil manuscritos que apresentam admirável harmonia e correspondência entre si, a despeito de mínimos detalhes sem significado para o contexto teológico, a Bíblia apresenta plena fidelidade aos seus textos em língua original. Mesmo os maiores inimigos da Bíblia não se dedicam a atacar o processo de tradução do texto.
Entretanto é notável que estudiosos constataram que Joseph Smith utilizou a Bíblia King James, para copiar várias partes para o Livro de Mórmon. Especialistas identificaram expressões inglesas traduzidas que não estão no original, mas que foram usadas na época da confecção da King James para dar sentido ao texto original na língua inglesa. Como Smith nega ter usado a Bíblia e alega ter traduzido das placas de ouro de Moroni, tais expressões simplesmente não podiam estar ali.
Segundo Floyd C. McElveen, em seu livro ‘A Ilusão Mórmon’, trechos inteiros foram copiados e misturados ao enredo do livro de Mórmon, como Isaías 53:2, 3, 4 com Mosíah 14:2, 3, 5. Uma vez que Joseph Smith reivindicou um processo de inspiração quase que mecânica para confeccionar o livro de Mórmon que teria sido traduzido de tábuas de ouro do anjo, como explicar a pobre gramática do livro? E as inúmeras mudanças contadas entre as edições modernas e a de 1830?
3. A historicidade do livro de Mórmon;
O livro de Mórmon narra à estória de um suposto povo que migrou após a Torre de Babel (Jereditas), e uma família que foi para as Américas posteriormente, no tempo da destruição de Jerusalém, dividindo-se em Nefitas e Lamanitas, os últimos que não aceitaram Jesus que visitou as Américas após sua ressurreição, teriam eliminado os Nefitas e dado origem aos índios americanos.
Alguns problemas:
Esses povos são mencionados como "quase tão numeroso como as areias do mar" (Mórmon 1:7), construindo cidades e civilizações inteiras. No entanto, não há nenhum achado arqueológico, nenhum indício, nenhuma ruína, nada, absolutamente nada! Enquanto povos até mais simples e até selvagens deixaram vários indícios de sua civilização, os povos do livro de Mórmon são completamente invisíveis a arqueologia. Por outro lado, de forma completamente diferente, os povos mencionados pela Bíblia são amplamente conhecidos no registro arqueológico do oriente médio, embora a região tenha sofrido inúmeras guerras através dos séculos.
Como as línguas desses povos desapareceram? Não há nenhuma raiz comum da língua dos nativos americanos e dos supostos Nefitas e outros do livro de Mórmons, que teriam usado línguas como Egípcio Reformado e Hebraico. Como Judeus deixariam desaparecer sua língua? Se não o fizeram com tantos cativeiros e diásporas, por que o fariam isolados na América?
Enquanto o livro de Mórmon descreve animais domesticados na América entre os povos ali descritos, a arqueologia e a história demonstram que estes só chegaram com os Europeus, séculos depois das datas e eventos supostamente narrados.
Os estudos de genética demonstram que os índios americanos nada têm há ver com judeus, sendo originários dos povos asiáticos mongóis que migraram pelo estreito de Bering no norte do continente.
Enquanto os personagens e a cultura das histórias do livro de Mórmon são aparentemente descritos vivendo na ‘Idade do Ferro’, pois o manejo, confecção de ferramentas e armas metálicas é descrito, os nativos Americanos viviam no fim da chamada ‘Idade da Pedra Polida’. Em outras palavras é como se os seus pais andassem de carro e você na sua geração andasse de carroça.
Com base em todos estes fatos, respeitando a boa fé de milhões de Mórmons sinceros, devo discordar que o Livro de Mórmon seja uma Revelação moderna, sendo obviamente uma ficção produto da mente e cultura de um Americano Místico do século XIX. Por fim, podemos dizer que a Bíblia e o livro de Mórmon são completamente diferentes, 2 Pe 1:16Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade”.

sábado, 27 de outubro de 2007

Joseph Smith e os profetas Mórmons testados pela Bíblia

Eles têm lindas igrejas e templos, missionários dedicados que andam dois a dois vestidos de camisa branca e calça preta, valorizam a família, são muito educados e simpáticos. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais popularmente conhecidos como Mórmons é hoje um dos movimentos religiosos que mais crescem no mundo. Motivados pelos escritos de Joseph Smith seu fundador e profeta, os Mórmons avançam pelo mundo propagando o Livro de Mórmon, os escritos de Smith que para eles, é uma nova Bíblia.
Mas se os profetas e a história Mórmon fossem submetidos ao crisol das Escrituras? Vejamos como Joseph Smith se sai no teste Bíblico:
Em 1805 Vermonth, EUA, nasceu Joseph Smith Jr., em sua juventude na região da Nova Inglaterra, Smith mostrou-se descontente com as igrejas protestantes daqueles dias. Segundo Smith, ele teria sido chamado para ser um profeta moderno constituindo uma igreja que restauraria a verdade.
Em 1823 Smith, teria sido incumbido de traduzir supostas placas metálicas contendo a história de povos Semitas entre 600 a.C e 400 d.C., que teriam vivido na América pré-colombiana e deixando seu relato em placas de ouro enterradas em Palmyra, NY, o que daria origem ao livro de Mórmon. O primeiro teste para ver se Joseph Smith foi um profeta verdadeiro é o de (Deuteronômio 18:20-22), "Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele". Smith predisse o futuro?
1. Concernente à Nova Jerusalém e seu templo (Apocalipse 21:22). Segundo esta profecia em Doutrina e Convênios 84:1-5, dada em setembro de 1832, a cidade e o templo devem ser erigidos no estado de Missouri nesta (atual) geração.
2. Sião, no Estado de Missouri, "não poderá cair, nem ser removida de seu lugar", Doutrina e Convênios, seção 97:19. José Smith estava na cidade de Kirtland, Estado de Ohio quando fez esta predição e não tinha consciência de que Sião fora removida duas semanas antes da assim chamada revelação.
3. A casa Nauvoo deve pertencer à família Smith para sempre, Doutrina e Convênios 124:56-60. José Smith foi morto em 1844. Os mórmons foram levados de Nauvoo e a casa já não pertence à família Smith. Esta profecia era falsa. José Smith era um falso profeta.
4. Os inimigos de José Smith serão confundidos ao procurar destruí-lo, 2 Nefi 3:14, O Livro de Mórmon. Smith foi morto, a bala, na prisão de Carthage, em Illinois, no dia 27 de junho de 1844.
5. Jesus Cristo devia nascer em "Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados", Alma 7:10, O Livro de Mórmon. A Palavra de Deus diz que Jesus nasceria em Belém (Miquéias 5:2), e essa profecia foi cumprida (Mateus 2:1).
6. A vinda do Senhor, History of the Church (História da Igreja), volume 2, página 182. Em 1835 José Smith, profeta e presidente predisse "a vinda do Senhor, que estava próxima...até mesmo cinqüenta e seis anos deviam terminar a cena". (2)
7. Referente aos "habitantes da lua", Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166. Esse devoto e dedicado companheiro mórmon de José Smith citou-o descrevendo sua revelação a respeito da lua e seus habitantes: "Os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral, com quase um tipo só de moda. Têm vida longa; chegando geralmente a quase mil anos." (3)
8. Uma profecia bastante reveladora é relatada por David Whitmer, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon. Em seu livro, An Address to All Believers in Christ (Uma Proclamação a todos os crentes em Cristo)--(Richmond, Missouri, 1887), Whitmer disse que José Smith recebeu uma revelação de que os irmãos deviam ir a Toronto, no Canadá, e que venderiam ali os direitos autoraris do Livro de Mórmon. Foram mas não puderam vender o livro, e pediram explicações a José Smith. Smith, sempre esperto, disse-lhes: "Algumas revelações são de Deus; algumas são dos homens, e outras são do diabo.”
Em 1827, Smith teria recebido as supostas placas de ouro de um anjo chamado Moroni o qual seria um filho morto e transformado em anjo do pretenso profeta do Moroni. Smith disse ainda ter tido visões de personagens bíblicos que estão mortos, como Pedro e João. O segundo teste para o profeta é: Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva. Isa.8:19-20
Então, se sabemos que Pedro e João estão mortos e que as pessoas quando morrem nem se transformam em anjos, nem sabem coisa algum e nem podem voltar a interferir no que acontece debaixo do sol, ou seja, nesta Terra, (ver Ecles.9:4-9) e que eles aguardam como que dormindo a volta de Jesus para ressurreição (I Tes. 4:13-18), podemos concluir que seria impossível Joseph Smith ter visto quem ele alega ter visto, então se não mentiu, o máximo que viu foi Satanás transfigurado em anjo de luz, 2 Cor.11:14.
O livro de Mórmon foi publicado por Smith em 1930 e então a igreja foi organizada e logo começou a crescer, com a idéia de que ele seria um complemento ao conjunto de livros Bíblicos. O terceiro critério profético é que todo profeta deve estar em harmonia com os profetas anteriores e de que não devemos ter outro evangelho ou outro testemunho que vá além do anterior, Gálatas 1:8 “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”. Curiosamente o Livro de Mórmon traz o título de “O outro testemunhou” ou “O outro Evangelho de Jesus”, o qual os Mórmons pretendem adicionar ao cânon Bíblico.
Os Santos dos Últimos Dias (Mórmons), cresceram rapidamente em número, mas enfrentaram oposição do povo protestante em geral devido a três pontos básicos; 1) Smith apontava sua igreja como a única verdadeira e as demais como sendo apostasia, 2) Os Mórmons tinham conceitos muito diferentes da Divindade, embora não admitindo, mas beirando o politeísmo e 3) Os primeiros Mórmons praticaram a poligamia (um homem casado com duas ou mais esposas), acredita-se que Smith tenha tido cerca de 27 esposas (outros falam de muito mais). Este último fato em especial era uma aberração em uma sociedade puritana como a América do século XIX.
A rejeição social levou os Mórmons a migrarem cada vez mais ao oeste, de Nova York para Ohio, depois para o Missouri e finalmente para Nauvoo, Illinois. Em Nauvoo os mórmons cresceram e Joseph Smith chegou a tornar-se prefeito. No entanto, opositores do Mormonismo começaram a alertar o povo sobre as práticas Mórmon através de um jornal, que foi fechado e destruído por Joseph Smith. Smith acabou preso como em muitas outras ocasiões. Presos em Illinóis, em 1844, Joseph e seu irmão Hyrum foram linchados pela população que invadiu a cadeia.
Depois disso o grupo religioso dividiu-se no que hoje forma o menor grupo, conhecidos por A Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias fundada pelo filho de Smith, e a o maior grupo conhecido como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias liderada inicialmente por Brigham Young apoiador e amigo de Smith que rumou para a região do moderno estado de Utah, onde junto com seus adeptos e suas 25 esposas fundaram a cidade de Salt Lake Sit, ele chegou a dizer que negar a poligamia seria negar a fí (Estrela Milenária, v.27, pg.675). Os profetas e apóstolos Mórmons aboliram a poligamia praticada por seus iniciadores, no ano de 1890, para conseguir aprovação de Utah como estado Americano.
O quarto critério para avaliar um profeta; tem a ver com o testemunho e os resultados de vida alcançados pelo profeta, ver Mt.7:17-23. A história de Joseph Smith, e seus primeiros apoiadores como Brigham Young parece não estar consoante com este critério. Suas transgressões de diversos mandamentos de Deus, poligamia, péssimo testemunho público, as diversas vezes que foi preso e antipatia da sociedade (que por certo não tinha o direito de matá-lo), mostram que seus frutos não eram bons. Tanto que não ouve consenso após sua morte entre seus seguidores, que fundaram movimentos diferentes acusando-se mutuamente e, ambos pretendendo a sucessão profética e da liderança de Smith. Embora os Mórmons apontem Smith como um mártir, não é esse bem o caso, pois os mártires morriam por defender a verdade que denunciava seus opressores e Smith morreu por causas que nada tinham a ver com a devesa da verdade Bíblica.
Ainda resta uma última mancha no passado dos profetas Mórmons, que apenas recentemente sofreu alguma mudança, que se refere ao Racismo. Nos escritos de Joseph Smith, o livro de Mórmon em II Néfi 5:21, transparece claramente o conceito de Smith de que a pele negra seria uma maldição de Deus. O sucessor de Smith, Brigham Young disse, “A marca de Caim é um nariz chato e a pele preta” (Diário de Discursos, v.7, pg.291). É um fato óbvio de se notar na história Mórmon, sua relutância em ordenar sacerdotes negros, sendo que apenas em 1978, o presidente Mórmon Spencer Kimball disse ter tido uma nova revelação aceitando os negros, que ainda persistem como uma minoria na liderança. Nem precisamos dizer que a Bíblia e Cristo não fazem acepção de pessoas, At.10:34. O quinto e último critério que vamos usar, é o de harmonia entre profetas e entre a própria Bíblia, 1 Cor. 14:32 “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas”. No entanto, os profetas Mórmons estão em constantes ‘ditos e desditos’ entre si, e com a própria Bíblia, não há unidade, se o autor fosse o Espírito Santo não haveria tanta contradição ou mudanças de revelação. O espaço não nos permite avaliar todas as doutrinas Mórmons a luz da Bíblia, mas as contradições são óbvias.
Já conheci alguns Mórmons e como eu disse lá no início, são pessoas agradáveis e respeitosas. Atualmente, exceto algumas ramificações fundamentalistas nos EUA, eles não praticam a poligamia e tem famílias bem estruturadas que dão grande valor ao casamento. Creio na sinceridade da fé deles e admiro seu zelo missionário, mas no que concerne a suas crenças e profetas, devemos lembrar de 1 João 4:1 “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora”. E ainda, Mt.7:15, 24:11 e 14. Interessante! Pois a idéia de que existem falsos profetas, já demonstra que existem verdadeiros profetas modernos. Certamente o Dom de profecia é um dos dons do Espírito Santo, mas Joseph Smith e os profetas Mórmons até a atualidade foram certamente reprovados no teste Bíblico.
Referencias:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mormon
http://www.irr.org
http://pt.mormonwiki.com/O_Anjo_Moroni