quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Sem o Cristo Divino não há Natal


É véspera de Natal, ainda estou trabalhando, minha mente está no encontro com meus familiares que deve ocorrer logo mais a noite, depois de um percurso de três horas de carro. Penso no jantar, nas pessoas e onde estarão neste momento alguns de meus amigos mais queridos, faço até planos de ligar para eles. Natal é um daqueles momentos familiares, em que nos tornamos um pouco mais solidários e sensíveis.
Por enquanto, aqui no escritório é uma véspera de Natal de muita chuva. O que há em comum com o nascimento de Jesus há mais de dois mil anos?
Maria, uma pobre camponesa judia vivia um momento extremamente delicado, com uma gravidez suspeita e um noivo desconfiado. José, um viúvo que assume uma noiva grávida sabe lá de quem, enfrentando o preconceito de toda comunidade altamente conservadora do 1º século. Belém, uma cidade superlotada para o evento político mais importante do ano, o recenseamento. Os pastores, pessoas comuns levando uma vida difícil e uma fé inocente que aguardava a vinda do Messias.
O Natal de hoje é como o de dois mil anos atrás, com casais incomuns, filhos que nascem com estigmas de preconceito, cidades superlotas de consumidores, trabalhadores comuns e operários que esperam a volta do Messias.
O Natal de José, Maria e Jesus, seria uma história qualquer de hoje em dia, se não fosse um detalhe, a Divindade de Jesus! Dizem que muitos já não crêem na virgindade de Maria, na Divindade do bebê Jesus e outros aspectos milagrosos da história. Porém, sem a Divindade de Jesus não há Natal, não haveria significado na esperança e gentileza que manifestamos nesta data.
Que diferença faz um bebê nascer em pobreza? Muitos nascem assim hoje, mas aquele era o Filho de Deus. Que diferença faz uma jovem noiva grávida? Há tantas hoje em dia, mas aquela concebeu virginalmente um ente gerado pelo Espírito Santo. Que diferença faz uma cidade alvoroçada como Belém daquela data? As nossas são muito mais agitadas, mas aquele recebia o Salvador da Terra.
A história é essa, a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo), Ele dividiu a história, Ele é o Cristo, o Messias, a própria Esperança personificada. Ele é o Natal!
Por Pr. Ericson Danese

sábado, 13 de dezembro de 2008

Um mundo de trevas nos filmes de sucesso


Chegou mais um filme sucesso de bilheteria que tem arrecadado milhões de dólares. Trata-se de Bataman ‘O Cavaleiro das Trevas’. O título aponta para uma fase sombria ao estilo anti herói transportada dos quadrinhos para as telas do famoso homem morcego, o vigilante que procura a vingança da morte de seus pais através da luta (literal) contra o crime na caótica e fictícia Gotan City.
Cavaleiro das Trevas é o título do próprio Batman. Por que alguém que luta pela justiça não luta com a alcunha de Cavaleiro da Luz? Em Batman, as trevas não vencem a luz, na verdade as trevas combatem as trevas. O Batman é uma projeção de todos que sonham em pagar o mal com o mal, em usar o velho método de pagar na mesma moeda. Batman é o desabafo violento em forma de ficção de gente oprimida que não tem quem as defenda.
Tudo isso leva as pessoas admirarem um personagem vestindo mascara e capa. No entanto pensemos: Batman iria a uma igreja? Batman estudaria a Bíblia, acreditaria na justiça de Deus? Seria ele um cristão? O filme mostra um homem que luta pelo bem, ou um homem que amargurado com sua perda luta por vingança? Está Batman preocupado com as pessoas inocentes, ou dedicado em capturar bandidos que lembram o assassino de seus pais?
Cavaleiro das Trevas é de um visual sinistro, no qual o personagem Coringa muda de um palhaço maluco e criminoso dos desenhos e primeiros quadrinhos, para um ser maligno sem limites de perversidade. Coringa tem um olhar de frieza e prazer pela violência, interpretado prodigiosamente pelo ator Heath Ledger, aquele que fez o papel do filho do Patriota de Mel Gibson, o mesmo que mais tarde interpretou um caubói gay em “O segredo de Brokeback Mountain” (foi indicado ao Oscar) e interprete de “Irmãos Grimm” (história dos irmãos escritores de contos de fada, contada como estória que promove a bruxaria e espiritismo).
O filme estreiou sem sua maior revelação Ledger (O Coringa), já que este foi achado misteriosamente morto aos 28 anos, com frascos de remédio para dormir. Ledger descreveu que não conseguia dormir durante as filmagens. Por que será?
“Na mesma entrevista, o ator descreve o personagem Coringa como um "palhaço psicopata, assassino em massa e esquizofrênico, com zero de empatia". Para interpretar o arquiinimigo de Batman, Ledger chegou a criar uma espécie de Diário do Coringa. Entre as informações que teriam sido compiladas durante os quatro meses que precederam as filmagens, estavam "uma lista de coisas que Coringa acharia divertidas", entre elas a Aids.” [1]
Heath Ledger foi ovacionado pela crítica que julgou que o ator tornou Coringa o vilão, mais atraente do que Batman o herói. Vivemos num mundo curioso, em que admiramos e respeitamos o mal, mesmo um vilão descrito pelos próprios produtores como sem empatia, sombrio e imprevisível . Notei que o sub título do filme diz muito, “Bem vindo a um mundo sem regras”. Vimos o que o “mundo do Coringa e do Cavaleiro das Trevas” fez em Ledger, mas a pergunta é: O que este ‘mundo’ fará na mente de milhares de crianças e adolescentes que irão assistir o filme, comprar os produtos e brincar disso depois?
[1] http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL270397-7086,00-CORINGA+TIROU+SONO+DE+LEDGER+DISSE+ATOR+AO+NYT.html

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tartaruga Made in China


Fico impressionado como a mídia Evolucionista propaga idéias incertas e hipotéticas com afirmações definitivas. A última dessas é tentativa de explicar a evolução das tartarugas, répteis que aparentemente estão inalteráveis desde o tempo dos dinossauros, sem nenhum ancestral aparente, surgindo prontinhas como são no registro fóssil. As tartarugas sempre foram uma pedra, ou melhor um casco no sapato dos darwinistas. Os evolucionistas se ‘apertam’ para explicar por meio de fósseis como se originou o complexo esqueleto deste réptil tão diferente dos demais. Agora saíram com esta, a tartaruga ‘made in China’, cito abaixo a notícia do http://noticias.terra.com.br/ciencia e acrescento meus comentários entre parênteses.

Com base no registro fóssil, seria possível imaginar que as tartarugas chegaram ao mundo com suas carapaças intactas. A espécie mais antiga conhecida, um fóssil de 210 milhões de anos, localizado na Alemanha, apresentam a cobertura inferior e a superior desta forma. (Seria possível imaginar ou possível provar?)
No entanto, as tartarugas com carapaças integrais não surgiram por acaso. Elas evoluíram (sic), e uma nova descoberta de fóssil talvez indique o caminho dessa evolução. (note como se afirma determinadamente que elas ‘evoluíram’ apesar do registro fóssil não demonstrar o mesmo, a seguir, o texto usará as expressões ‘provavelmente’ e ‘sugere’. O texto está escrito de forma a causar um impacto inicial para estabelecer um conceito que se pretende ser inquestionável, depois simplesmente ignora os fatos não comprovados).
Chun Li, da Academia Chinesa de Ciências, informa em relatório publicado pela revista Nature que ele e colegas descobriram uma nova espécie de tartaruga antiga, com base em fósseis descobertos na província de Guizhou, sudoeste da China. (A China é famosa por fósseis falsos, como o caso do Archeoraptor, forjado para representar o intermediário entre dinossauros e aves, capa da revista National Geografic e um tempo depois desmascarado como fraude).
A espécie, classificada como Odontochelys semistestacea, viveu cerca de 200 milhões de anos atrás e era provavelmente aquática.
Os pesquisadores reportam que seu trabalho sugere que a carapaça evoluiu de modificações no esqueleto das tartarugas, e não de fusão de placas de blindagem óssea presentes na pele, como as dos modernos crocodilos. (não tem nada de mais no fóssil, nada que comprove a evolução, é apenas uma tartaruga com formato de casco diferente, aliás existem muitos tipos ainda hoje) O fóssil encontrado apresenta couraça inferior completa mas apenas meia carapaça superior, o que provavelmente representa um estado evolutivo intermediário.

Minhas considerações a notícia da Tartaruga Made in China:
1. A nova teoria acaba com a idéia defendida religiosamente pelos Darwinistas de que as tartarugas evoluíram dos placodontes (répteis aquáticos, encontrados no registro fóssil). Sendo assim, a nova descoberta está mais perto do criacionismo, pois na verdade afirma que as tartarugas vieram das tartarugas! (Desculpem-me se pareci redundante e óbvio). Uma vez que criacionistas não crêem que as espécies são fixas desde a criação e que elas podem sofrer pequenas alterações adaptativas ou degenerativas, não temos nenhuma dificuldade em conceber tartarugas de diferentes formas de casco ou forma.
2. Falta muito, Muito, MUITO para explicar como lagartos se transformaram nos grandes fósseis quelônios do passado, muito pouco diferentes dos atuais, exceto em alguns casos pelo tamanho gigante do passado.
3. Uma anomalia da natureza, um ser com problemas ou má formação tem pouca chance de ser chamado de evoluído ou mesmo de se reproduzir, mas tem chance de se tornar um fóssil. Seria esta suposta nova espécie de tartaruga uma criatura comum e abundante do passado longínquo? Ou seria apenas um caso isolado? Seres e até tartarugas com má formação, são comuns hoje em dia. Se uma criatura com defeitos de formação física como ‘tartarugas de duas cabeças’ fosse fossilizada e desenterrássemos muito tempo depois sem conhecer sua história, nós a consideraríamos um fóssil em processo de evolução? É claro que não!
4. Observe a diversidade do poder Criador, não diferente do passado, temos hoje tartarugas de vários tipos, para vários habitats diferentes, que se maldosamente postas lado a lado, poderiam sugerir uma linha evolutiva que simplesmente não existe. Nós temos tartarugas carnívoras e outras vegetarianas, algumas são fortes e rápidas como ‘tartaruga-aligator’, outras são pacatas como os jabutis.
Algumas passam a vida toda na terra e tem patas robustas para isso, outras têm nadadeiras para passar a vida toda no mar.
Há tartarugas com bicos poderosos e outras com um nariz em forma de snorkel. Algumas têm casco delgado, pescoço e rabo comprido como um lagarto, outras são cascudas e arredondadas com calda curta e ainda há outras que têm casco mole.
Afirmar que isso é evolução, seria como dizer que um lobo evoluiu para um cachorro pequinês, sendo que na verdade sabe-se que os dois são a mesma espécie (caninos). Como criacionista aceitamos que o potencial genético de uma criatura a permite variar de formas impressionantes dentro de um tipo básico de ser vivo.
5. Tartarugas, mesmo as mais antigas são criaturas complexas que demonstram sabedoria em seu projeto, é o caso de tartarugas marinhas que conseguem sem nunca ter visto o mar, encontrar sua rota migratória nos oceanos. Acredita-se que elas usam um sentido que as orienta pelo campo magnético da Terra. Pergunto-me como isto funciona no interior da tartaruga, em nível celular ou até molecular? Poderia mutações aleatórias produzir tantos modelos bem sucedidos de tartarugas? O improvável ocorreu centenas e milhares de vezes?
Moral da história: Tartaruga sempre foi e sempre vai ser, tartaruga! Continuemos tendo uma paciência de tartaruga com o Evolucionismo Dogmático.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Respostas sobre a calamidade em SC


Por que Deus permitiu tamanha catástrofe sobre o povo Catarinense? Por que famílias foram desfeitas? Estaria o povo sendo vítimas de um juízo de Deus ou é esta mais uma demonstração da maldade de Satanás? Seriam os dois ou nenhum, meramente conseqüências naturais?
Estamos acompanhando na TV e jornais a grande calamidade em SC, uma inundação sem precedentes, uma onda de tristeza que nos sensibiliza e nos leva a concluir que já nenhum lugar é plenamente seguro neste planeta em deformação.
Um terremoto teria durado alguns segundos e terminado, um vendaval teria durado alguns minutos e parado, mas as fortes chuvas e a ameaça de desabamentos, a lama e as possíveis doenças provenientes da contaminação da água são uma ameaça constante.
Como muitos, eu acompanhei alguns casos na TV e na internet. Vi casos de crianças traumatizadas pela fuga dramática das águas e lama, também vi o desespero e frustração de famílias que perderam tudo aquilo que lutaram por uma vida inteira. Pergunto-me como será o futuro dessa gente; Emprego? Abalo financeiro local? Para onde irão?
Vi um senhor dar seu depoimento sentado num abrigo, havia perdido a casa e família numa só vez. O que lhe resta? Por que só ele sobreviveu? Qual o propósito nisto? O que Deus tem a dizer a respeito? Perguntaram-me esta semana onde estava Deus nestes momentos, me perguntaram por que Ele permitiu que crianças morressem? Existe uma resposta para isso tudo?
Abraão o amigo de Deus, que o conhecia e viu Deus estender seus juízos sobre as cidades de Sodoma e Gomorra afirmou que um Deus justo e amoroso, não agiria de maneira cruel e insana: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?” Gn.18:25.
O desastre de pessoas que perderam filhos, bens e casa tudo no mesmo dia, me lembra mais o drama de Jó, fiel a Deus mas afligido por Satanás. As perguntas que nos fazemos hoje, são as mesmas de Jó; “por que o Senhor permitiu isso? Onde está agora o Senhor?
Que resposta a igreja e os cristãos poderia dar a todo este sofrimento?
A pior coisa que os consoladores de Jó (seus 3 amigos) fizeram foi tentar responder alguma coisa, curiosamente eles não oferecem nada prático para Jó. Nenhum o leva para casa e cuida de suas feridas, nenhum lhe dá alimento, eles apenas tagarelam e tentam defender a Deus e insistem que Jó arrependa-se de alguma coisa. No final, Deus aparece e diz que eles não falaram o que era certo como o fiel servo Jó, e Deus levanta resgatadores para Jó que lhe recuperam os bens, finalmente mais tarde quando sua saúde também está restaurada ele tem filhas, talvez como um lembrete da ressurreição que um dia devolverá a todos, os amados que perdemos para morte.
A igreja esta respondendo, não com palavras ou teologia barata, não com explicações cientificas ou filosóficas, estamos respondendo com toneladas de alimentos, água, roupas e móveis que saem de todas as nossas igrejas e escolas para socorrer aqueles que vivem o drama de Jó. Onde está Deus? Na igreja! Somos seu corpo na Terra, braços e pernas de centenas de voluntários. Ontem enquanto via os desabrigados e a lama no noticiário da TV, vi uma senhora com um jaleco verde da ADRA (Agencia de Desenvolvimentos e Recursos Adventista) cruzando a lama. Lá está Deus, em sua igreja o Corpo de Cristo.
Li sobre uma mãe que recuperou com vida o filho de 2 anos que estava perdido, ela disse: "Não dá para explicar o que é ter um filho de volta". Em mais de 100 mortes e tanta tragédia, esta frase é quase como o fim do livro de Jó, não recupera o passado e o perdido, mas prenuncia o tempo em que muitos sentirão o mesmo que esta mãe no dia da ressurreição por ocasião da volta de Jesus.
Por Pr. Ericson Danese

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Quem compiou já sabemos, mas quem criou?


A nanotecnologia é a ciência que trabalha com materiais minúsculos, a nível atômico. Nos últimos anos tem sido o campo das maiores pesquisas e esperanças na ciência do futuro.
“A equipe do Dr. Joseph Wang ganhou renome mundial depois de organizar a
primeira corrida de nanomotores do mundo. Ganhar a próxima versão da nanocorrida deverá ser ainda mais fácil, graças a um novo melhoramento que Wang e sua equipe incorporaram em um nanomotor biologicamente inspirado.
Copiando o mecanismo de funcionamento dos flagelos das bactérias, Wang desenvolveu um nanobastão que cria um movimento de cargas elétricas, impulsionando sua carga para a frente em uma velocidade imbatível.
Esses nanobastões viajam cerca de 75 vezes o seu próprio comprimento em um segundo. Nós estamos nos aproximando da velocidade dos mais eficientes nanomotores biológicos, incluindo as bactérias flageladas," dizem os pesquisadores em seu artigo.” (fonte,
http://www.inovacaotecnologica.com.br)
Quem criou o motor do flagelo bacteriano? Wang copiou um mecanismo complexo, teria este mecanismo surgido aleatoriamente sem intervenção ou projeto de um engenheiro consciente e inteligente?
Por Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Criador do Homem Aranha, X-Man e Quarteto Fantástico lança super-herói gay na TV


13/11/2008 - citado do site Omelete.com.br
Publicado em 2007 nos EUA, o livro Hero, do escritor Perry Moore, vai ser adaptado por Stan Lee para o canal Showtime em forma de seriado de episódios de uma hora. Mais uma vez, o ícone da Marvel procura chocar: Hero é um romance sobre um herói adolescente gay.
Na história, Tom Creed herda os super-poderes de seu pai, um herói amargurado. Convidado a integrar uma equipe de super-heróis, Tom se empolga com a possibilidade de se cercar de pessoas parecidas com ele. Mas há a descoberta da opção sexual, e Tom terá mais do que uma "identidade secreta" para guardar.
Moore, autor do livro, é conhecido por produzir para a Disney a adaptação ao cinema de As Crônicas de Narnia. Ele atualmente escreve o roteiro e também produzirá. A série tem produção da Pow! Entertainment de Stan Lee e Gill Champion”.
Nota do Autor do Blog: Stan Lee é um escritor e roteirista renomado no mundo dos quadrinhos de super-heróis, tendo criado a maioria dos personagens mais famosos do mundo Marvel, como Homem Aranha, Homem de Ferro, Hulk e outros. Seus personagens sempre foram carregados de mitos, lendas e práticas relacionadas ao ocultismo, como é caso dos personagens Thor e Dr. Estranho. Os enredos de Stan Lee se caracterizam por dramas voltados a rejeição e preconceito, em que seus heróis têm que vencer a opinião pública e mostrar o quanto são bons e devem ser aceitos, ainda que façam justiça pelas próprias mãos a parte da lei, como é o caso de Homem Aranha e X-Man. Qual é fim de tudo isso? Onde Stan Lee quer chegar?
Por Pr. Ericson Danese

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ódio faz vítimas Adventistas na Índia


Índia: Resultado da violência deixa marcas em Orissa
Milhares ainda desabrigados, alguns mantendo-se em esconderijos
September 29, 2008 Orissa, India
Megan Brauner/ANN

Dirigentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Índia relataram que pelo menos 27 adventistas foram mortos em vista da brutalidade anticristã que se desenvolveu na região oriental indiana de Orissa, no final de agosto. Tais líderes disseram que ocorrem ainda distúrbios violentos na área, a despeito de forças policiais patrulharem o Estado. Choudampalli John, presidente da Igreja Adventista no oriente da Índia, relatou que não teve permissão de entrar nas áreas onde ocorreu a violência extremista. John também disse que alguns adventistas ainda estão em esconderijos nas selvas por temerem retribuição de outros refugiados em acampamentos do governo. Outros líderes fizeram comentários sobre a gravidade da situação. Paka Jesurathnam, dirigente adventista em Orissa, relatou que milhares de casas e três dúzias de templos adventistas foram possivelmente destruídos ou vandalizados. "Avaliar a real perda de vidas e propriedades ... residências e locais de culto é impossível exatamente agora", declarou Jesurathnam. "Ouvir ... relatos pessoas fazem nossos nervos doerem e nosso sangue secar". O Primeiro Ministro da Índia condenou a violência chamando-a uma "desgraça nacional", segundo reportagem publicada. Possivelmente, segundo se calcula, uns 50.000 cristãos da região de Kandhamal, no Estado de Orissa, estão espalhados pelos sete acampamentos de refugiados dirigidos pelo governo e pela selva circundante, relatou a agência noticiosa Ecumenical News International. Extremistas hindus foram acusados de decapitar um pastor adventista em agosto. Samuel Naik, pastor da Igreja Adventista de Phulwani, e sua mãe foram mortos durante a violência anticristã que dominou aquela região da Índia. Dirigentes da Igreja relataram que a esposa de Naik, que anteriormente se noticiou como tendo cometido suicídio, está ainda viva. A onda de violência ocorreu após atacantes não-identificados matarem um líder religioso hindu e quatro outras pessoas. Os hindus estão acusando os cristãos pelas mortes, enquanto o governo indiano atribui o ocorrido a rebeldes maoístas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Mensagem Universal dos Números

A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número. Salmos 71:15

Qualquer fé que admire a verdade, que se esforce por conhecer Deus, deve ter coragem suficiente para acomodar o universo. Eu me refiro ao universo real. Todos aqueles anos-luz. Todos aqueles mundos. Penso no âmbito do seu universo, nas oportunidades que ele oferece ao Criador, e perco o fôlego. Isso é muito melhor do que prendê-lo dentro de um mundinho. Nunca apreciei a idéia da Terra como o escabelo verde de Deus. Era muito tranqüilizadora como história para crianças... como sedativo. Mas o seu universo tem espaço suficiente, e tempo suficiente, para a espécie de Deus em que eu acredito[1].
Carl Sagan (Contato)
Quando eu tinha 8 anos, costumava subir em cima da garagem da minha casa e olhar para as estrelas nas noites de verão, observando as constelações e me perguntando o existia depois delas. Creio num Deus muito maior que o descrito pelo personagem Palmer no fim do romance ‘Contato’ do ateu Carl Sagan[2]. O já falecido astrônomo especula em sua ficção se existe vida inteligente fora da Terra, o filme ou livro retratam a experiência de Ellie uma rádio-astrônoma que usa antenas gigantescas para encontrar um sinal de seres inteligentes que em dado momento fazem contato através de uma mensagem contendo números primos, o que na trama, leva a construção de uma máquina que leva a personagem ao encontro com um ser extraterrestre.
O momento máximo de ‘Contato’, dá-se quando Ellie pergunta ao extraterrestre que aparece personificado como humano, se a civilização deles tem algum tipo de religião crença ou mito. A resposta é que nos confins do infinito número de Pi(π) encontram-se onze números primos, um sinal de inteligência superior e anterior a todas as coisas. O diálogo termina assim:
"Que diz a sua Mensagem? A de pi?" ,
"Não sabemos", respondeu ele, um pouco triste, dando
alguns passos na direção dela. "Talvez seja uma espécie de aci-
dente estatístico. Ainda estamos investigando."[3]
O que pessoas como Carl Sagan e seus personagens estavam procurando? Não estamos atrás de acidentes ou acasos. Ateus ou Crentes estão procurando por significado em sua origem, existência e destino.
Linguagem Divina
Nunca foi minha disciplina favorita, mas gostemos ou não dela, a Matemática é a linguagem de Deus na forma daquilo que existe igual em qualquer povo, ser vivo ou lugar. São os números, expressões de como o universo é organizado. Alguns são misteriosos como o famoso Pi (π). A razão circular que começou a ser calculada pelos Babilônios e parece ainda estar longe de uma solução a despeito dos modernos computadores. O π tem relação com circunferências, esferas e com fórmulas gravitacionais e eletromagnéticas, portanto, tem há ver com o funcionamento do universo[4].
A natureza parece ter uma mensagem de números interessantes para decifrar-mos, foi o que percebeu o matemático medieval Fibonacci que apresentou ao mundo uma sequencia da soma dos números que o precedem, (ou seja, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55… onde 1+1=2, 1+2=3, 2+3=5, 3+5=8, e assim por diante)[5], essa seqüência criada por um ser inteligente (o italiano Fibonacci neste caso), aparece de maneira muito comum na natureza. Um bom exemplo, é número de pétalas de uma flor, o lírio tem 3, a aquilégia tem 5, o delfínio tem 8, o cravo tem 13 e a áster tem 21 pétalas. Este padrão é encontrado ainda nos gomos de um abacaxi ou nas sementes de uma pinha[6].
Outros exemplos podem ser encontrados no crescimento de folhas e ramos de plantas, nas espirais de uma pinha ou na organização de sementes na coroa de um girassol[7]. Temos duas mãos (2), com dedos que se dividem em 3 partes e formam um conjunto de 5 dedos em cada mão. Usando o desenho de um retângulo, dividido como quadrado em sua proporção exata, forma-se um quadrado e depois outro retângulo, o que pode ser feito infinitamente, unindo os pontos em linhas curvas formamos uma espiral perfeita, chamada espiral de Fibonacci, encontrada na concha de moluscos[8].
Na antiguidade surgiu entre os matemáticos um número misterioso, encontrado nas proporções perfeitas, recebeu o nome de Razão Ouro e ganhou a representação pela letra Ф em homenagem ao arquiteto grego Fídias que a utilizou para construir o Parthenon. Sua fórmula está presente nas conchas dos nautilóides, nas espirais de galáxias ou no rabo de um camaleão, número que tornou-se a grande descoberta de Leonardo Da Vinci em seu estudo das proporções humanas perfeitas em seu ‘homem vitruviano’[9]. Exibimos estas proporções na relação do tamanho dos dedos, da cabeça, nariz e o umbigo marca o ponto ouro de toda nossa extensão.
Tanta ordem e detalhes precisos sugerem planejamento inteligente. A ordem através da geometria está em coisas microscópicas como a dupla hélice do DNA, na forma e rota dos planetas ou nos cristais[10]. Números interessantes e misteriosos estão no padrão de muitas coisas na Natureza, como por exemplo a geometria de fractais:
Um fractal (anteriormente conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo[11].
O estudo das fractais tem se desenvolvido graças a computação, entretanto, além dos sistemas artificais aparece também no mundo natural como padrões que aparentam design e planejamento. Cristais, uma folha de samambaia ou um saboroso brócolis são exemplos de fractais. Elas têm sido encontradas em rios e árvores, bacias hidrográficas, litoral dos continentes, na forma de relâmpagos, nos alvéolos pulmonares, capilares e vasos sanguíneos, cada uma destas formas se duplica quando fica menor[12].
Os números mais surpreendentes na natureza é o que os cientistas denominaram como efeito borboleta, observados na teoria do caos. Isaac Newton um religioso e brilhante cientista, acreditava que a matemática podeira explicar todos os fenômenos naturais, mas as coisas eram mais complexas do que ele poderia prever. Assim como os desígnios de Deus admitem a interferencia do livre arbítrio, a matemática da natureza admitia pequenas interferencias que mudariam completamente o curso das coisas e por vezes criariam inumeros resultados possíveis.
Fatores aparentemente insignificantes podiam aparentemente causar o caos, isto foi chamado de efeito borboleta[13] da teoria do caos, idéia elaborada em 1961 pelo meteriologista Edward Lorenz do MIT[14]. Isso parece estar relacionado com a previsão de acidentes, meteriologia e uma infinidades de coisas.
Apensar de alguns discordarem, não creio que isso anule o pensamento de Newton, mas apenas o engrandeça em uma complexidade além do que o homem comum pode prever. Se a vida e os desígnios de Deus fossem tão prevísiveis e manipuláveis, não seriam de Deus. De qualquer forma, a matemática mostrou mais uma vez que o mundo é mais complexo que podemos imaginar ou medir. Pode-se ver no ‘Efeito Borboleta’, uma boa explicação para a propagação do pecado e suas consequencias, bem como a relação entre desígnio e livre arbítrio.
A matemática aparece registrada nas leis da natureza e suas constantes, leis tão bem conectadas e formuladas que quase se torna impossível não deduzir que exista um legislador superior e consciente. Leis como o eletromagnetismo, a força nuclear e a gravitação, que se representam em números e valores de um plano perfeito. Os elegantes sistemas construídos por estes princípios númericos e leis da natureza levaram o físico Paul Davis a afirmar que necessitava da teologia para explicar quem era o planificador destas leis[15].
Quando Stephen Hawking, professor de Matemática Aplicada em Cambridge e sucessor da cadeira de Isaac Newton, fez suas conclusões em seu clássico intitulado, ‘Uma Breve História do Tempo’, o mundo foi alvoroçado pelos questionamentos deste gênio confinado em sua cadeira de rodas eletrônica que nunca se declarou religioso. Ele disse:
Mesmo que haja só uma teoria unificada possível, não passa de um conjunto de normas e equações. Que é que dá vida às equações e forma ao Universo por elas descrito? A aproximação normal da ciência, ao construir um modelo matemático, não consegue dar resposta às perguntas sobre a existência de um Universo para o modelo descrever. Por que é que o Universo se dá ao trabalho de existir? A teoria unificada é tão imperativa que dá origem à sua própria existência? Ou precisa de um Criador e, nesse caso, terá Ele outro efeito sobre o Universo? E quem o criou a Ele?[16]
Como em ‘Contato’, o romance/ficção de Carl Sagan, estamos recebendo pela natureza uma linguagem universal, os números matemáticos, porém ainda é uma linguagem cifrada! Estamos através da ciência, da filosofia e da teologia, tentando encontrar caracteres comuns que nos dêem o significado desta linguagem. Procuramos um tipo de ‘pedra Roseta’[17] que explicará tanto as perguntas de Hawking, quanto as de um agricultor que põem a semente no solo e dela depende, ou de uma criança que vê as estrelas numa noite de verão. Hawking terminou seu livro de uma forma quase poética:
Todavia, se descobrirmos uma teoria completa, deve acabar por ser compreensível, na generalidade, para toda a gente e não apenas para alguns cientistas. Então poderemos todos, filósofos, cientistas e pessoas vulgares, tomar parte na discussão do porquê da nossa existência e da do Universo. Se descobrirmos a resposta, será o triunfo máximo da razão humana, porque nessa altura conheceremos o pensamento de Deus[18].
Eu não acredito que isso seria algum tipo de soberba ou orgulho, seria um ato simples, como o de uma senhora que vi ontem quando eu fazia algumas visitas, era uma mulher idosa lendo sua Bíblia na varanda de sua casa, era uma mulher tentando fazer ‘contato’. Como Ellie a personagem criada por Sagan, todos olhamos a Natureza e persebemos uma mensagem e queremos saber o que diz. Alguns de nós, já entendemos que uma mensagem é mandada por alguém, outros se detiveram tanto na mensagem que acabaram por enfatizar mais a mensagem do que Aquele que a mandou!

por Pr. Ericson Danese

[1] Carl Sagan. Contato, (SP: Editora Schwarcz LTDA), 404.
[2] Carl Sagan foi um astrônomo reconhecido mundialmente como grande promotor da ciência, seus livros demonstram seu grande talento como escritor além de cientista, a maioria deles são livros que advogam o ateísmo, entretanto o romance-ficção ‘Contato’ que virou um filme estrelado por Judy Foster, demonstra certo agnosticismo, ou quase um desejo de Sagan em procurar no livro da Natureza os sinais do Criador retratado na Bíblia.
[3] Sagan. Contato, 358.
[4] Associação de Professores de Matemática, http://www.apm.pt/apm/curiosidades/curio3.htm pesquisado na internet em 18/08/2008.
[5] Jordana Klein, Decifrando o Código da Natureza ‘Fé e Ciência’, pesquisado na internet em http://www.chabad.org.br/BIBLIOTECA/artigos/codigo/home.html, em 18/08/2008.
[6] Ibiden.
[7] Sucessão de Fibonacci, http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm41/natureza.htm, pesquisado na internet em 19/08/2008.
[8] Geometria e Natureza, http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2002/icm203/numeros.htm, pesquisado na internet em 19/08/2008.
[9] Rodrigo Gonçales, Matemática o Alfabeto de Deus, Natureza Elegante – Os números de Fibonacci, http://rrgoncalez.wordpress.com/2007/12/02/natureza-elegante-os-numeros-de-fibonacci/, pesquisado na internet em 19/08/2008.
[10] Ibid.
[11] Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractais. Pesquisado em 18/08/2008.
[12] Fractais e a Geometria da Natureza, http://cftc.cii.fc.ul.pt/PRISMA/capitulos/capitulo2/modulo4/ , pesquisado na internet em 19/08/2008.
[13] Criou-se um tipo de jargão para demonstrar a teoria do caos, que diz o seguinte: Uma borboleta batendo asas em Tóquio pode causar um furacão em Nova Iorque, daí veio o nome Efeito Borboleta, ou seja, conseqüências enormes provenientes de interferências mínimas.
[14] Rafael Kenski, “Por que acidentes acontecem?” Super Interessante, Julho de 2003 (SP: Editora Abril), 77.
[15] Paul Davis, ‘Pode a Ciência crer em Deus?’ Super Interessante, Outubro de 1987 (SP: Editora Abril), 64.
[16] Stephen W. Hawking, Breve História do Tempo (Portugal: Lisboa, Gradiva Publicações LTDA, 1994).
[17] Foi a pedra contendo caracteres de um texto em grego e egípcio antigo que possibilitou Champolion descobrir o significado dos antigos hieróglifos.
[18] Ibid.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A lei que governa a existência


Como nosso planeta, os animais e a sociedade humana tornaram-se o que são hoje? Durante séculos o homem procurou a resposta para esta pergunta, mas foi o inglês Charles Darwin ao lançar o livro ‘A Origem das Espécies’ em 1859, que sugeriu a teoria que viria ser aceita pelo mundo científico para explicar as questões anteriores. Seria a história natural uma batalha que recompensa os mais aptos?
Para o Darwinismo, a luta dos seres vivos pela sobrevivência e transmissão de sua carga genética é o mecanismo pelo qual age a evolução. Entretanto, na mesma época que Darwin, Ellen G. White uma mulher sem formação científica desafiou o conceito Evolucionista com uma proposta, a cooperação! A Lei do Serviço, está para o Criacionismo, assim como a Seleção Natural está para o Evolucionismo, ou seja, é o mecanismo que faz a teoria funcionar. Ellen G. White assim explica:
Todas as coisas, tanto no Céu como na Terra, declaram que a grande lei da vida é a lei do serviço em favor de outrem. O Pai infinito atende à vida de todo ser vivente. Cristo veio à Terra "como Aquele que serve". Luc. 22:27. Os anjos são "espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação". Heb. 1:14. A mesma lei do serviço está escrita sobre todas as coisas na natureza. Os pássaros do ar, as bestas do campo, as árvores da floresta, as folhas, as flores, o Sol no céu e as estrelas luzentes, tudo tem seu ministério. O lago e o oceano, o rio e as fontes, cada um tira para dar.[1]
Podemos testar a Lei do Serviço por processos científicos ou pela observação natural? A lei do serviço é claramente distinguida na natureza através da existência do ‘altruísmo’. Por que um ser trabalharia pelo bem do seu semelhante ou dessemelhante, e até se sacrificaria por este? Estas questões, trazem muita angústia ao Evolucionismo.
O biólogo evolucionista e ateu, Richard Dawkins sugeriu que nossos genes farão qualquer coisa para passar suas informações à geração futura, em outras palavras, para ele o mecanismo evolutivo é o egoísmo, manifestado através da seleção natural.
Contrariando as conclusões do neodarwinismo, a natureza tem apresentado situações inusitadas, que negam o ‘gene egoísta’ e corroboram com a Lei do Serviço e o altruísmo desinteressado. Por que homens e mulheres que tem suas famílias e filhos perfeitos, preocupam-se em adotar ou tornarem-se filantropos de crianças geneticamente deficientes, filhos de pessoas totalmente desconhecidas? A lei do serviço é uma resposta muito mais eficiente aos enigmas da História Natural ou do comportamento humano.
No mundo natural, não raramente observa-se fenômenos que parecem contrariar a velha lei da selva, é o caso de uma leoa selvagem do Quênia que adotou antílopes selvagens[2] , a qual já foi seguida de vários outros casos como tigresa amamentando leitões, porca amamentando tigres e leopardo salvando filhotes de babuíno. Tudo parece ser uma questão de ponto de vista, posso ver guepardos como assassinos de gazelas, ou posso ver gazelas servindo guepardos com seu sacrifício, na medida em que os felinos também controlam as populações de ruminantes, impedindo que virem uma praga que destrua o equilíbrio, ameaçando todo eco sistema. Embora não tenha sido este o plano original, esta adaptação foi necessária, pois a natureza sofre com a mesma rebeldia do homem.
A observação natural comprova a Lei do Serviço como fator determinativo da História Natural de nosso planeta, “Um dos aspectos principais em que os seres vivos de uma comunidade dependem uns dos outros é o da obtenção de alimentos”[3]. Este princípio funciona tanto com o mundo animado, quanto inanimado, demonstrando a interdependência e por conseguinte a obrigatoriedade da Lei do Serviço.
Uma raposa ofegante produz hálito úmido ... a umidade entra na atmosfera e se torna parte de um floco de neve, o floco se desprende e acrescenta-se a um glaciar, que devagarzinho derrete num rio e corre para o mar. Por fim se evapora, forma nuvens de chuva, e a chuva cai sobre o solo onde vive o carvalho. Os nutrientes percorrem os ciclos de nutrientes do mundo inanimado para o animado e vice-versa[4].

Alguém poderia argumentar que o sofrimento, a morte e o egoísmo se contrapõem a uma Lei Natural do Serviço, todavia, é de admitir-se que toda lei, uma vez que existe admite a possibilidade de ser quebrada, embora este ato tenha conseqüências normalmente desagradáveis. Você pode tentar voar, mas se a turbina falhar e o pára-quedas não abrir, você estará em dificuldades!
.A transgressão da Lei do Serviço, degenera os sistemas e altera sua programação para uma das seguintes opções: a) Extinção ou Destruição, b) Serviço Alternativo, c) Perversão para características daninhas.
Os fósseis demonstram que variedades de camelos, rinocerontes, leões e até elefantes vagaram pela América por algum tempo, por que não prosperaram? O evolucionista diria que eles não se adaptaram as mudanças, mas a Lei do Serviço diz que simplesmente não tinham uma serventia eficaz naquele ecossistema, ou já tinham suas vagas preenchidas por outros, como resultado, deixaram de servir e desaparecerem.
É quase impossível determinar qual seria a função do tamanduá num mundo sem pecado e morte, mas hoje em sua forma de serviço alternativa, o tamanduá desempenha um importante papel no eco sistema Sul Americano. Tamanduás existem apenas na América do Sul, mas como fósseis já existiram na Alemanha[5], então, por que não vivem lá atualmente? O serviço que este animal presta na América do Sul não tem utilidade no eco sistema da moderna Alemanha. Entretanto, há outros lugares no mundo, que necessitam de um exterminador de formigas e cupins como o tamanduá. O porco-da-terra e o pangolim, animais de famílias e regiões muito diferentes têm o mesmo projeto de língua comprida e pegajosa para pegar insetos e ocuparam a vaga do tamanduá nestes lugares. Mesmo evolucionistas admitem a origem diferente destes animais. Logo, as semelhanças comuns de complexos projetos vivos, de origens diferentes, sugerem que tiveram um projeto inteligente comum para servir em seu habitat específico[6].
É de admitir-se que algumas espécies parecem causar apenas doença e sofrimento como parasitas ou bactérias que levam a doenças. Um olhar mais atento, talvez poderia demonstrar funções desconhecidas mesmo das criaturas mais estranhas e repugnantes, mas deve-se sempre reconhecer que, o fato da ‘Lei do Serviço’ pode ser quebrada e produzir o mal e a dor. Estas porém, são as maiores provas que esta lei existe e deveria ser obedecida para o bem da existência de todas as coisas.
A Lei do Serviço deveria ser melhor estudada, pois pode ser o grande princípio unificador de todas as leis da natureza, história e sociedade. Quando a lei do serviço é desobedecida na natureza, na sociedade, na família, ou na igreja, o resultado é o caos e a morte. Somos todos, partes interdependentes de um plano universal baseado no amor, ou como queiram chamar alguns, no altruísmo. Ellen G. White estava muito a frente das ciências naturais de seus dias, enquanto os primeiros cientistas recentemente começam a vislumbrar a idéia de Design Inteligente, Ellen G. White já ia mais longe, propondo uma lei que regula estes projetos. Mais que isso, através da Lei do Serviço Ellen G. White nos deu um ‘Propósito Inteligente’ para história natural.
Um evolucionista ateu, disse-me certa vez que o único objetivo do religioso ao fazer o bem, era em último momento o seu próprio egoísmo disfarçado em bondade para tentar ganhar algum tipo de ‘Céu’. Ele não estava ciente da Lei do Serviço, ele não entendia que Aquele ao qual servimos, nos serviu gratuitamente com a salvação, “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”, Ap. 22:17.
[1] Ellen G. White, Educação, em Obras de Ellen G. White (Tatuí, SP, Casa Publicadora Brasileira, s.d.), 103, 1 CD-Rom.
[2] Isto É Online, Ordem na Selva =, pesquisas realizadas na internet, no site http://www.terra.com.br/istoe/1685/1685semana.htm, no dia 14 de julho de 2008.
[3] Gerard e Lee Durrell, O Naturalista Amador (SP: Martins Fontes Editora LTDA, 1989), 16.
[4] Ibid, 16.
[5] Reinhard Junker e Siegfried Scherer, Evolução Um Livro Didádico Crítico (Brasília DF: Sociedade Criacionista Brasileira, 2002), 201.
[6] Ibid, 161.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

No tempo de Isaías e no tempo de hoje

Isaías levantou-se numa época de declínio religioso de Israel e Judá, segundo o texto ele foi profeta na época de Uzias(Azarias), de Jotão, de Acaz , Ezequias e por fim Manassés. O Talmud Judaíco diz que Isaías se relacionava bem com Ezequias, mas teve problemas com Manassés o filho de Ezequias, que o teria mandado cerrar em 686 a.C. Então, Isaías teria realizado seu ministério de 750 a 686.
Durante o governo de Jeroboão II em Israel e Uzias em Judá, não havia uma ameaça externa, o poder dominante era a Assíria que ainda não era agressiva contra Judá. Israel passava por prosperidade e aumento de riqueza através da industria de tecidos e o comércio. Como conseqüência desta prosperidade, duas classes sociais se tornas claras, os ricos e os pobres.
Os ricos contavam com o poder judicial corrupto e o pobre era explorado pelos poderosos, Amós 3:10 e 15 e 6:4-6 descreve os ricos, morando em casas e camas de marfim. Para enriquecer os ricos utilizam o poder judiciário. (2:6), os juízes favoreciam os ricos por dinheiro, (5:7), convertiam o juízo em amargura. Em 8:5, comércio enriquecia com o lucro capitalista obtido pela balança e medidas enganosas.
Os pobres, 4:1, 5:11, 8:6, viviam em situação tão infeliz que se deixavam comprar por preço barato, na esperança de sobreviver.
Isaías anuncia que Deus irá utilizar o império Assírio do rei Tiglate Pileser para punir as nações, e julgar Israel e Judá. A primeira invasão ocorreu durante o governo de Manahem e a segunda durante o governo de Peca. O cerco de Jerusalém por Senaqueribe na época do rei Ezequias.
Todos os eventos históricos e proféticos do livro de Isaías, deixam-nos algumas lições importantes:
1) Nosso povo vive em relativa prosperidade e paz atualmente, o que significa que devemos ver isto como dádivas e não como direitos, diante da atual circunstância social e religiosa da presente época.
2) Devemos dar uma mensagem de advertência de que o mundo será em breve julgado, pois todas as vezes que as nações encontraram-se num quadro igual ao mundo em que vivemos, foram visitadas pelos juízos de Deus.
3) Nos breves momentos que sucederão os últimos acontecimentos antes da volta de Jesus, estaremos seguros na palavra profética? Temos confiança, ignorância ou medo?
No mês de agosto participaremos juntos da Vigília Distrital dos Eventos Finais em Santo Ângelo, prepare seu pequeno grupo, sua família e participe.
Será um momento para membros batizados da IASD prepararem-se para dois eventos: 1) O Projeto Impacto Esperança, e 2) A iminente volta de Jesus.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Festa Junina


O mês de Junho é marcado em todo Brasil pela alegria das crianças que pintam seus rostos com ‘sardas’, comem muita pipoca, pinhão e rapadura. Estou falando das festas Juninas! Mas afinal, qual sua origem? É apropriado como ASD participar de tais comemorações?
Bem antes de Cristo, os Celtas já acendiam fogueiras no mês Junho, marcando a chegada do verão Europeu, e a adoração ao sol que voltava com dias mais longos. A fogueira era uma referencia aos espíritos que os pagãos acreditavam existir na natureza!
Nestes cultos pagãos a comida provinda dos frutos da terra era abundante, pois era antes de mais nada um culto a ‘fertilidade’ dos deuses, ou seja, da terra. Até hoje algumas seitas religiosas pagãs como a Wicca pratica este tipo de festejos, curiosamente o Ocultismo tem no dia 24 de Junho um de seus maiores feriados anuais.
Seis séculos d.C., o Vaticano definiu o dia 24/06 como a data do nascimento de João Batista e criou uma lenda para adaptar a festa pagã, na qual Isabel comunicou a Maria o nascimento do Batista através de uma fogueira. Será que o povo realmente acreditou nessa? Para os pagãos recém ‘convertidos’ ao Catolicismo, o que importava era continuar a fazer suas festas! Particularmente, eu duvido que alguém avistaria de Nazaré[Galiléia], uma fogueira feita nas montanhas de Judéia.
Na verdade, os deuses pagãos foram convertidos em santos Católicos, imagens de pessoas que estão mortas e inconscientes (Ecl.9:5-10). Sendo eles; S. Antônio, venerado pelas solteironas no dia 13, S. João Batista que segundo o Catolicismo teria nascido dia 24 e S. Pedro que teria sido morto dia 29 (como ele é tido como o 1º Papa para o Catolicismo é uma forma dos foliões venerarem o próprio Papa).
É curioso que no Misticismo e Ezoterismo, seus praticantes são devotos de alguns números em especial, que acreditam ter um poder místico, como o 6 que é o número do homem, o 11 e seus múltiplos (para os ocultistas a soma do 6, mais o 5 que é o número da morte e do pentagrama, a ‘estrela satânica’) e o 13 que é adorado por ser a soma do 6 com o 7 da perfeição. Então temos, o dia 13 de S.João, o dia 24 (2+4=6) e o dia 29 (2+9=11), e o que aconteceria, se como fazem os ocultista somássemos todos estes números das datas festivas Católicas: 13+24+29=66, e lembrando que o mês é 6(Junho), temos um 666. Mas veja bem, não estou afirmando nada, só estou ponderando algo muito interessante e curioso sobre estes festejos católicos!
Quando a festa chegou ao Brasil, com o tempo foi misturada aos costumes dos caboclos, índios e sertanejos adquirindo a atual forma e apresentação. Em resumo é uma festa Pagã-Católica com elementos da cultura interiorana do Brasil. Todo participante é no fundo um adorador, consciente ou inconscientemente! Deveria eu ou minha família participar ou promover tais festas?
Penso que o bom senso nos ajuda a evitar o mal e ao mesmo tempo, não parecermos anti-sociais. Devemos evitar tal envolvimento, com símbolos pagãos, santos Católicos e festas que misturem bebida e dança mundana. Penso que nossos filhos devem ser bem orientados, para que saibam reagir com prudência e por convicção própria diante da cultura popular. Festas caipiras vão aparecer em vários lugares, como na escola pública ou na vizinhança de sua casa e não podemos parecer párias culturais, devemos dar bom testemunho até na maneira como dizemos ‘não’ para algumas coisas. Da maneira como nos comportamos e vemos as festinhas juninas, nos comportaremos com os CTGs, Carnaval, Bailes e Baladas quando formos jovens e adultos. Nem de perto, deveríamos imitar tais festas em nossas igrejas!
Quando criança, fui a uma festa caipira na sala de aula da minha escola. Não teve nada de mal, éramos crianças de uns 7 anos supervisionados pela professora, havia alegria, aprendi sobre a cultura sertaneja e comi pipoca doce. Foi inofensivo! Bem diferente seria, sair por aí pulando fogueira e dançando forró. Mas até onde conseguimos controlar tudo isso?
O texto de I Cor 10: 14-33, Paulo discorre sobre como o Cristão deve fugir da idolatria, ele argumenta que não podemos participar da mesa de Deus e dos demônios ao mesmo tempo. Naquela época, uma das grandes dúvidas era se o Cristão poderia comprar qualquer carne ou comer qualquer coisa em uma festa, uma vez que estes alimentos eram muitas vezes consagrados ao templo pagão e aos seus demônios. Paulo resolveu a polêmica deixando que a consciência de cada um resolvesse o problema, v.25, mas alertou que se fosse conhecida a origem imprópria e idólatra, mesmo o ídolo não sendo nada em si, e não tendo poder real, não se deveria comer para evitar causar confusão para os novos na fé ou um possível mal testemunho. Um sábio conselho para nossas famílias hoje, seria “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm, todas são lícitas, mas nem todas edificam” I Cor. 10:23.
Aprendi uma lição importante para nossa igreja: Que poder tem uma festa! Integra, anima, confraterniza e até ensina. Precisamos nos reunir seguidamente para comer pipoca, rapadura e pinhão cozido. Rir bastante, ver as crianças na roda do social! Convidem-me para uma destas e eu vou com certeza, mas me convidem para uma que tenha que ir vestido de roupa xadrez, chapéu de palha e pular fogueira ... desta estou fora!
Por Pr. Ericson Danese

terça-feira, 8 de abril de 2008

Crianças jogadas pela janela



O Brasil está sensibilizado com o caso da morte da menina Isabella, asfixiada, espancada e arremessada do 6º andar do prédio onde morava. Enquanto a mídia explora o drama, enquanto a polícia investiga o mistério e a justiça tenta encontrar culpados, a pergunta que fica para a população é: “Quem teria coragem de destruir a vida de uma indefesa menina de 5 anos?”
O grande conflito entre Cristo e Satanás tem feito suas vítimas seja no caso do menino João Hélio arrastado até a morte, preso ao cinto de segurança de sua mãe que foi assaltada, ou a trágica e incompreensível morte em acidente de carro da menina Andressa, a heroína Adventista que comoveu nossos juvenis e adultos com seus testemunhos e trabalho em pequenos grupos.
O problema não é que esqueçamos estas tragédias, o problema é que cada vez tragédias maiores vão acontecendo e eclipsam a anterior. Claramente aqueles que conhecem a palavra de Deus, percebem o intensificar dos sinais do tempo do fim. O amor se esfriando, a violência e angústia que toma conta. No fundo, mesmo aqueles que desconhecem a Bíblia são traídos por suas falsas expectativas e acabam por sentir em seu íntimo que não há solução longe do campo espiritual.
Particularmente acredito, que são crises e grandes comoções sociais como estas que desencadearão o gatilho dos últimos eventos desta terra. O mundo precisa de condições extremamente emotivas e convulsionais para levar a população a reagir em prol de mudanças profundas como decretos dominicais, restrições religiosas ou a união de igreja e estado.
É neste tempo de perplexidade e falta de liderança que os últimos grandes enganos de Satanás iniciarão de modo a enganar e seduzir o mundo inteiro. Em nome da liberdade e da fé, novos crimes serão cometidos para garantir a pretensa paz social.
Mas enquanto este tempo não vêm, crianças continuarão a ser jogadas pela janela e arrastadas até a morte em carros roubados, coisa trivial para um país que pouco oferece em termos de educação, coisa trivial para uma sociedade ocidental moderna que ensina a morte, violência e futilidade pela TV, música e vídeo game a seus filhos, coisa trivial para escolas e educadores que fazem questão de tirar Deus da sala de aula.
E quanto a nós? E quanto a nossos filhos? Estamos jogando nossos filhos pela janela também? Estaríamos encaminhando nossos filhos para a morte eterna? Damos atenção a suas necessidades espirituais? Promovemos um ambiente familiar cristão e os estimulamos a conhecer a Cristo através de classes bíblicas na igreja? Alguns de nós simplesmente os deixaremos livres! Plenamente livres para escolherem ficar em casa e não irem a igreja, livres para ficar vendo TV ou internet! A escolha é deles, não é? E afinal, não dizem que o computador e a TV são a janela para o mundo global? Estes são nossos filhos, crianças jogadas pela janela!

terça-feira, 18 de março de 2008

Vida por Vidas


Há mais de três mil anos, a mais poderosa nação da terra vivia um duro golpe no momento de maior prosperidade de sua história. Terríveis pragas e doenças tinham dizimado o Egito e suas riquezas, animais morrendo, epidemias e uma invasão de gafanhotos que devastaram as colheitas, foram algumas das conseqüências que recaiam sobre a civilização que escravizava e explorava um povo chamado Israel ou também conhecidos como ‘Hebreus’.
Na noite daquela primeira Páscoa, Moisés instruiu o povo a reunir-se por famílias, assar um cordeiro, comer com ervas amargas e passar um pouco do sangue deste animal nos umbrais das suas portas. Naquela madrugada, os primeiros filhos de cada família egípcia morreram de uma terrível praga que passou em todas as casas que não tinham a marca do sinal de sangue. Os deuses egípcios estavam humilhados e o Faraó desmoralizado! Aquela foi a Páscoa, a partida, a passagem de Israel para a salvação, centenas de famílias partiram do Egito, deixando a escravidão e rumando para ‘terra prometida’.
Séculos depois, Jesus encontrava-se em Jerusalém comemorando esta festa, a Páscoa, naquela noite eles comeram a famosa última ceia, onde Cristo instituiu o pão como símbolo de seu corpo e o suco como símbolo de seu sangue. Também foi naquela noite que Cristo falou sobre os sinais de sua 2ª vinda a esta terra, falou de sua morte e ressurreição e anunciou que um traidor estava entre eles.
Muito depois de Cristo, símbolos pagãos como os ovos, doces e o coelho, foram misturados a festa da judaico-cristã chamada de Páscoa. De fato, o que nos resta do significado original desta festa?
Resumirei em uma palavra: Solidariedade! Esta é a palavra por trás do rito de passar o sangue do cordeiro nos umbrais das portas, que anunciava o sangue de Cristo, derramado na cruz do calvário para redimir os pecadores de seu destino destrutivo. Cristo doou todo o seu sangue para que a humanidade tivesse uma segunda chance, para que pudéssemos um dia, segundo a fé cristã ‘ressuscitar’. Doei sangue nesta semana, muitos de meus amigos Adventistas do Sétimo Dia doaram também, na verdade, qualquer pessoa, de qualquer religião deveria doar também! Se Cristo doou todo o seu sangue para que vivêssemos, você também pode doar um pouco, para que alguém viva.Pois isto é a Páscoa, uma segunda chance, uma passagem para a vida, uma passagem para a salvação.
Por Pr.Ericson Danese
A igreja Adventista do Sétimo Dia de Santo Ângelo tem realizado uma semana de palestras especiais, todas as noites as 19:30hs em suas dependências durante esta semana. Convida a todos para doar sangue no banco de sangue municipal e assistir a encenação da primeira Páscoa, as 19:30hs na Igreja Adventista do Sétimo Dia local no dia 22/03.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Por que algumas igrejas crescem e outras não?

Nestas férias aproveitei para ler o livro do Dr. Rode sobre crescimento de igreja, encontrei um rápido resumo neste artigo da revista Diálogo, que transcrevo aqui do site http://dialogue.adventist.org/articles/13_1_rode_p.htm. E sua igreja? Está crescendo?

por Daniel Julio Rode

Especialistas em crescimento da igreja admitem que é difícil explicar com precisão por que algumas congregações crescem e outras não. O crescimento de uma igreja é ato complexo e não há maneira de reduzir essa complexidade a uma simples fórmula.1 Contudo, experts do gabarito de Peter Wagner, Christian Schwarz e Ken Hemp-hill vêm estudando esse fenômeno em diferentes países e culturas, e desenvolveram vários modelos de igrejas sadias e em crescimento. Uma análise desses estudos, aliada a observações experimentais diretas, indicam que tais congregações tomaram 10 iniciativas específicas.
1. Possuem uma liderança competente e visionária
As igrejas que crescem têm líderes visionários. Esses líderes são dirigentes otimistas que aceleram, concentram e dirigem todas as atividades da igreja segundo a visão divina para aquela congregação, e no sentido de produzir crescimento. Eles geram entusiasmo. São agentes de mudança que sabem o que a igreja e a comunidade precisam e como podem atender a essas necessidades usando os dons que os membros da igreja possuem. São treinadores.
Os estudos de Schwarz mostram que os pastores de congregações florescentes reconhecem o potencial dos leigos. Esses ministros não precisam ser super- estrelas. Basta-lhes apenas ser pessoas que treinam outros crentes para o serviço.2
Kirk Hadaway, um pesquisador e analista de crescimento da igreja, diz: “Não são necessários dons e capacidades extraordinárias para pastorear uma igreja em crescimento. Não é preciso ser um orador dinâmico ou um mestre em administração. Por outro lado, ele deve estar comprometido no sentido de alcançar os perdidos e desenvolver os membros. O pastor também precisa ter visão. As igrejas que crescem são diferentes em caráter, e essa índole pode ser descrita como ‘vida’. Freqüentemente, tudo que um pastor precisa para revitalizar a congregação é produzir uma faísca e alimentar a chama”.3
2. Desenvolvem ministérios de acordo com os dons, e evangelismo de acordo com as necessidades
O Espírito Santo concede aos membros variados dons. O papel do líder é “simplesmente ajudar os membros da igreja a descobrirem e reconhecerem os dons que Deus lhes deu, e acharem um serviço consonante com esses dons. Quando os crentes vivem em conformidade com seus dons espirituais, eles não trabalham segundo seus próprios esforços, mas o Espírito de Deus opera neles. Desse modo, cristãos comuns podem apresentar um desempenho extraordinário.”4
Um estudo revelou que 68% dos membros de igrejas em crescimento disseram: “As tarefas que desempenho na igreja estão de acordo com meus dons.” Em congregações estagnadas, somente 9% harmonizam-se com essa declaração. O mesmo estudo também mostrou que nas igrejas em crescimento, os colaboradores voluntários recebem mais treinamento do que em igrejas estancadas.5
Charles Chaney, um perito em crescimento de igreja, diz que onde quer que tenha ocorrido crescimento espontâneo, bíblica e historicamente, a razão é que os leigos foram “mobilizados e motivados para o ministério”.6 Gottfried Oosterwal salienta que um dos fatores básicos por trás do crescimento mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a mobilização dos membros leigos e a satisfação das necessidades do povo ao qual ministram.7
Robert Schuller tem empregado esse princípio por mais de 35 anos na Catedral de Cristal, na comarca de Orange, Califórnia. Essa igreja implementou um programa de evangelismo focalizado no atendimento das necessidades do povo através de mais de 150 ministérios. Schuller diz: “O segredo do crescimento de uma igreja é descobrir a necessidade e prover sua satisfação”.8
McGavran, pioneiro do movimento de crescimento da igreja, afirma que as congregações que crescem têm 60% de membros ativos, 20% lotados em evangelismo direto e 40% envolvidos em trabalho interno, mas com foco no desenvolvimento ou crescimento.9
3. Irradiam o contágio da espiritualidade
O método de Cristo para o evangelismo é espalhar o “testemunho” (Mateus 24:14). A “ousadia” de pregar o evangelho era uma das marcas do crescimento da igreja primitiva (Atos 4:13, 31; 13:46; 14:3; 19:8; I Tessalonicenses 2:2).
Muitos grupos com doutrinas errôneas registram crescimento elevado basicamente por causa de seu entusiasmo para espalhar a mensagem. ”O entusiasmo com o qual a fé é vivida... quase sempre acompanha o entusiasmo por sua própria igreja”, e isso produz crescimento. Os membros de 76% das congregações prósperas, segundo Schwarz, dizem: “Estou entusiasmado com minha igreja,” mas somente 33% de membros de igrejas retrocedentes falam dessa maneira.10
4. Seguem prioridades baseadas na Bíblia
As igrejas que crescem têm suas prioridades arranjadas segundo a ordem bíblica: relacionamento com Deus, relacionamento com a igreja local, e dedicação ao trabalho da igreja. No trabalho da igreja o evangelismo é a prioridade, vindo depois o envolvimento social.11
A razão básica por que as igrejas conservadoras crescem é sua prioridade evangelística sobre o trabalho social. Além disso, essas igrejas são mais estritas e sérias no que toca a sua membresia.12 Ademais, segundo Roger Finke e Rodney Stark, que analisaram o crescimento da igreja nos Estados Unidos de 1776 a 1990, as igrejas deixaram de crescer quando “rejeitaram as doutrinas tradicionais e cessaram de ser exigentes com seus seguidores”.13
5. Adotam de estruturas funcionais
A estrutura afeta o crescimento da igreja. Os especialistas notam dois tipos de estrutura: a funcional e a tradicional. Schwarz observa: “Nossa pesquisa teve êxito em demonstrar e atestar que o fenômeno doentio do tradicionalismo... está numa relação inversa tanto com o crescimento como com a qualidade das igrejas”.14 Cinqüenta por cento dos membros de igrejas em decréscimo ou declínio, desabafaram: “Considero nossa igreja tradicionalista”, mas somente 8% disseram o mesmo em igrejas que crescem.15 Tradições são boas somente quando baseadas nos princípios revelados na Palavra de Deus. O que prejudica a igreja não são as tradições embasadas na Bíblia mas o tradicionalismo que a impede de realizar as mudanças necessárias para continuar crescendo.
Considere a igreja apostólica. A necessidade de servir as viúvas tornou necessária uma mudança estrutural. O resultado foi que “crescia a palavra de Deus e em Jerusalém se multiplicava muito o número de discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé” (Atos 6:7). Depois de estudar as maiores congregações do mundo, John N. Vaughan declarou que “quase toda igreja grande tornou-se assim porque deu passos corajosos no sentido de se reorganizar ao longo da vereda do crescimento”.16
6. Planejam inspiradores serviços de culto
Os estudos de Schwarz demonstraram que as igrejas que crescem têm “um culto inspirador”. “A questão se o culto produziu uma experiência inspiradora está na proporção direta de seu crescimento qualitativo e quantitativo.” Em congregações crescentes, 80% de seus membros disseram que o culto em suas igrejas têm sido uma experiência inspiradora; mas somente 49% disseram o mesmo em igrejas estagnadas.17
7. Desenvolvem um programa de células
Se um ponto se destaca como o mais importante para o crescimento da igreja, esse é o princípio da multiplicação celular. O estudo de Schwarz mostrou que quanto mais decisiva é a prática de pequenos grupos, tanto mais rápido é o crescimento da igreja. Em congregações prósperas, 78% dos membros disseram que suas igrejas “encorajavam conscienciosamente a multiplicação de pequenos grupos mediante divisão, ao passo que em igrejas estancadas somente 6% disseram o mesmo”.18
O maior milagre do Pentecostes não foi o batismo de 3000 pessoas, mas o fato de que os novos membros “perseveraram na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42). Uma razão para sua perseverança foi o estabelecimento de “igrejas nos lares”. Essa iniciativa foi decisiva para a sobrevivência em tempo de perseguição. “Durante o tempo de perseguição, o conceito de pequenos grupos nos lares desenvolve-se e a igreja cresce espiritualmente e em número”.19 Ellen White declara: “A formação de pequenos grupos como base do trabalho cristão foi-me apresentado por Um que não pode errar. Se há um grande número na igreja, que os membros sejam formados em pequenos grupos, para trabalharem não só a favor dos membros da igreja, mas também pelos descrentes. Se num lugar houver apenas dois ou três que conheçam a verdade, que eles se organizem num grupo de obreiros”.20
8. São amistosas
A amizade é um fator importante que afeta o crescimento da igreja.21 Sua ausência causa apostasia e sua presença encoraja a volta daqueles que estiveram fora. Estudos recentes em congregações adventistas hispânicas, no sul da Califórnia, revelaram que a motivação para a abertura de uma nova igreja ou ministérios é a amizade e o nível espiritual dos membros fundadores. A amizade era como magnetismo para atrair e conservar novos membros.22 Win Arn sugere que os membros novos devem achar ao menos sete novos amigos na igreja durante os primeiros seis meses.23 Oitenta por cento das apostasias ocorrem durante o primeiro ano. Os membros novos põem à prova seus novos amigos, o amor que recebem, e os grupos que deixaram fora da igreja. Esses fatores são importantes em sua decisão de ficar ou sair.
“As igrejas progressistas têm um ‘quociente de amor’ mais elevado do que as estagnadas ou decrescentes”.24 Esse “quociente de amor” gera alegria e bom humor. O riso entre os crentes tem uma relação significativa com a qualidade e o crescimento da igreja. Nas congregações em crescimento, 68% dos membros asseguram que “em nossa igreja rimos bastante”. Nas igrejas em declínio somente 33% disseram o mesmo.25
9. Fazem discípulos
A transformação de membro em discípulo é um fator importante em congregações crescentes. Quanto mais eficaz o processo de fazer discípulos, tanto mais pujante é o crescimento da igreja. Não importa qual o método usado no discipulado, desde que ele seja motivado pelo amor e serviço para criar novos ministérios e igrejas. “A metodologia evangelística mais eficaz debaixo do céu é plantar novas igrejas”.26
10. Valorizam os diferentes aspectos humanos
“As pessoas gostam de se tornar cristãs sem terem de cruzar barreiras raciais, lingüísticas ou de classe”.27 “As igrejas ao redor do mundo e através da história têm crescido basicamente entre uma espécie de gente de cada vez, e isso indica que continuarão crescendo desse modo até que o Senhor volte”.28 As igrejas bem-sucedidas são compostas de um grupo regularmente homogêneo, ou valorizaram todos os grupos dentro da igreja. A igreja primitiva conseguiu evitar essa dificuldade por causa de sua missão em favor de todos os grupos étnicos (Mateus 28:18-20; Atos 2, 10, 15). Valorizar todos os grupos humanos foi crucial para o crescimento do cristianismo primitivo. “Pode ser aceito como axiomático que onde quer que tornar-se cristão seja considerado uma decisão racial mais do que religiosa, aí o crescimento da igreja será extremamente vagaroso. Ao enfrentar a igreja a evangelização do mundo, talvez seu maior problema seja como apresentar Cristo de modo que os de fora possam verdadeiramente segui-Lo sem traiçoeiramente deixar sua classe”.29 Levantar essa questão não significa apoiar racismo de qualquer espécie. Para cristãos cheios do Espírito, a questão não é igrejas homogêneas ou heterogêneas, mas crescimento de igreja que promove uma missão com propósito, camaradagem com amor, e evangelismo com alimentação constante.
Conclusão
Qualquer congregação que busque crescimento não pode ignorar essas dez caraterísticas. O ponto principal é que não há um fator isolado que resulte no crescimento de membros, mas a operação harmoniosa de diversas caraterísticas visando a um só propósito.30
As igrejas bem-sucedidas sabem que só Deus produz o verdadeiro crescimento (I Coríntios 3:6). O crescimento natural da igreja continuará a ser uma obra sobrenatural como o crescimento de uma planta. O planejamento e a atividade humana têm seu lugar, mas o fator decisivo continuará sendo a obra misteriosa e poderosa do Espírito Santo. “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6).
Daniel J. Rode (Doutor em Missiologia pelo Fuller Theological Seminary) leciona homilética e crescimento de igreja na Universidad Adventista del Plata. Seu endereço: 25 de Mayo 99; 3103 Libertador San Martin, Entre Rios; Argentina. E-mail: factlsa@uapar.edu