terça-feira, 10 de junho de 2008

Festa Junina


O mês de Junho é marcado em todo Brasil pela alegria das crianças que pintam seus rostos com ‘sardas’, comem muita pipoca, pinhão e rapadura. Estou falando das festas Juninas! Mas afinal, qual sua origem? É apropriado como ASD participar de tais comemorações?
Bem antes de Cristo, os Celtas já acendiam fogueiras no mês Junho, marcando a chegada do verão Europeu, e a adoração ao sol que voltava com dias mais longos. A fogueira era uma referencia aos espíritos que os pagãos acreditavam existir na natureza!
Nestes cultos pagãos a comida provinda dos frutos da terra era abundante, pois era antes de mais nada um culto a ‘fertilidade’ dos deuses, ou seja, da terra. Até hoje algumas seitas religiosas pagãs como a Wicca pratica este tipo de festejos, curiosamente o Ocultismo tem no dia 24 de Junho um de seus maiores feriados anuais.
Seis séculos d.C., o Vaticano definiu o dia 24/06 como a data do nascimento de João Batista e criou uma lenda para adaptar a festa pagã, na qual Isabel comunicou a Maria o nascimento do Batista através de uma fogueira. Será que o povo realmente acreditou nessa? Para os pagãos recém ‘convertidos’ ao Catolicismo, o que importava era continuar a fazer suas festas! Particularmente, eu duvido que alguém avistaria de Nazaré[Galiléia], uma fogueira feita nas montanhas de Judéia.
Na verdade, os deuses pagãos foram convertidos em santos Católicos, imagens de pessoas que estão mortas e inconscientes (Ecl.9:5-10). Sendo eles; S. Antônio, venerado pelas solteironas no dia 13, S. João Batista que segundo o Catolicismo teria nascido dia 24 e S. Pedro que teria sido morto dia 29 (como ele é tido como o 1º Papa para o Catolicismo é uma forma dos foliões venerarem o próprio Papa).
É curioso que no Misticismo e Ezoterismo, seus praticantes são devotos de alguns números em especial, que acreditam ter um poder místico, como o 6 que é o número do homem, o 11 e seus múltiplos (para os ocultistas a soma do 6, mais o 5 que é o número da morte e do pentagrama, a ‘estrela satânica’) e o 13 que é adorado por ser a soma do 6 com o 7 da perfeição. Então temos, o dia 13 de S.João, o dia 24 (2+4=6) e o dia 29 (2+9=11), e o que aconteceria, se como fazem os ocultista somássemos todos estes números das datas festivas Católicas: 13+24+29=66, e lembrando que o mês é 6(Junho), temos um 666. Mas veja bem, não estou afirmando nada, só estou ponderando algo muito interessante e curioso sobre estes festejos católicos!
Quando a festa chegou ao Brasil, com o tempo foi misturada aos costumes dos caboclos, índios e sertanejos adquirindo a atual forma e apresentação. Em resumo é uma festa Pagã-Católica com elementos da cultura interiorana do Brasil. Todo participante é no fundo um adorador, consciente ou inconscientemente! Deveria eu ou minha família participar ou promover tais festas?
Penso que o bom senso nos ajuda a evitar o mal e ao mesmo tempo, não parecermos anti-sociais. Devemos evitar tal envolvimento, com símbolos pagãos, santos Católicos e festas que misturem bebida e dança mundana. Penso que nossos filhos devem ser bem orientados, para que saibam reagir com prudência e por convicção própria diante da cultura popular. Festas caipiras vão aparecer em vários lugares, como na escola pública ou na vizinhança de sua casa e não podemos parecer párias culturais, devemos dar bom testemunho até na maneira como dizemos ‘não’ para algumas coisas. Da maneira como nos comportamos e vemos as festinhas juninas, nos comportaremos com os CTGs, Carnaval, Bailes e Baladas quando formos jovens e adultos. Nem de perto, deveríamos imitar tais festas em nossas igrejas!
Quando criança, fui a uma festa caipira na sala de aula da minha escola. Não teve nada de mal, éramos crianças de uns 7 anos supervisionados pela professora, havia alegria, aprendi sobre a cultura sertaneja e comi pipoca doce. Foi inofensivo! Bem diferente seria, sair por aí pulando fogueira e dançando forró. Mas até onde conseguimos controlar tudo isso?
O texto de I Cor 10: 14-33, Paulo discorre sobre como o Cristão deve fugir da idolatria, ele argumenta que não podemos participar da mesa de Deus e dos demônios ao mesmo tempo. Naquela época, uma das grandes dúvidas era se o Cristão poderia comprar qualquer carne ou comer qualquer coisa em uma festa, uma vez que estes alimentos eram muitas vezes consagrados ao templo pagão e aos seus demônios. Paulo resolveu a polêmica deixando que a consciência de cada um resolvesse o problema, v.25, mas alertou que se fosse conhecida a origem imprópria e idólatra, mesmo o ídolo não sendo nada em si, e não tendo poder real, não se deveria comer para evitar causar confusão para os novos na fé ou um possível mal testemunho. Um sábio conselho para nossas famílias hoje, seria “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm, todas são lícitas, mas nem todas edificam” I Cor. 10:23.
Aprendi uma lição importante para nossa igreja: Que poder tem uma festa! Integra, anima, confraterniza e até ensina. Precisamos nos reunir seguidamente para comer pipoca, rapadura e pinhão cozido. Rir bastante, ver as crianças na roda do social! Convidem-me para uma destas e eu vou com certeza, mas me convidem para uma que tenha que ir vestido de roupa xadrez, chapéu de palha e pular fogueira ... desta estou fora!
Por Pr. Ericson Danese