sexta-feira, 18 de julho de 2008

A lei que governa a existência


Como nosso planeta, os animais e a sociedade humana tornaram-se o que são hoje? Durante séculos o homem procurou a resposta para esta pergunta, mas foi o inglês Charles Darwin ao lançar o livro ‘A Origem das Espécies’ em 1859, que sugeriu a teoria que viria ser aceita pelo mundo científico para explicar as questões anteriores. Seria a história natural uma batalha que recompensa os mais aptos?
Para o Darwinismo, a luta dos seres vivos pela sobrevivência e transmissão de sua carga genética é o mecanismo pelo qual age a evolução. Entretanto, na mesma época que Darwin, Ellen G. White uma mulher sem formação científica desafiou o conceito Evolucionista com uma proposta, a cooperação! A Lei do Serviço, está para o Criacionismo, assim como a Seleção Natural está para o Evolucionismo, ou seja, é o mecanismo que faz a teoria funcionar. Ellen G. White assim explica:
Todas as coisas, tanto no Céu como na Terra, declaram que a grande lei da vida é a lei do serviço em favor de outrem. O Pai infinito atende à vida de todo ser vivente. Cristo veio à Terra "como Aquele que serve". Luc. 22:27. Os anjos são "espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação". Heb. 1:14. A mesma lei do serviço está escrita sobre todas as coisas na natureza. Os pássaros do ar, as bestas do campo, as árvores da floresta, as folhas, as flores, o Sol no céu e as estrelas luzentes, tudo tem seu ministério. O lago e o oceano, o rio e as fontes, cada um tira para dar.[1]
Podemos testar a Lei do Serviço por processos científicos ou pela observação natural? A lei do serviço é claramente distinguida na natureza através da existência do ‘altruísmo’. Por que um ser trabalharia pelo bem do seu semelhante ou dessemelhante, e até se sacrificaria por este? Estas questões, trazem muita angústia ao Evolucionismo.
O biólogo evolucionista e ateu, Richard Dawkins sugeriu que nossos genes farão qualquer coisa para passar suas informações à geração futura, em outras palavras, para ele o mecanismo evolutivo é o egoísmo, manifestado através da seleção natural.
Contrariando as conclusões do neodarwinismo, a natureza tem apresentado situações inusitadas, que negam o ‘gene egoísta’ e corroboram com a Lei do Serviço e o altruísmo desinteressado. Por que homens e mulheres que tem suas famílias e filhos perfeitos, preocupam-se em adotar ou tornarem-se filantropos de crianças geneticamente deficientes, filhos de pessoas totalmente desconhecidas? A lei do serviço é uma resposta muito mais eficiente aos enigmas da História Natural ou do comportamento humano.
No mundo natural, não raramente observa-se fenômenos que parecem contrariar a velha lei da selva, é o caso de uma leoa selvagem do Quênia que adotou antílopes selvagens[2] , a qual já foi seguida de vários outros casos como tigresa amamentando leitões, porca amamentando tigres e leopardo salvando filhotes de babuíno. Tudo parece ser uma questão de ponto de vista, posso ver guepardos como assassinos de gazelas, ou posso ver gazelas servindo guepardos com seu sacrifício, na medida em que os felinos também controlam as populações de ruminantes, impedindo que virem uma praga que destrua o equilíbrio, ameaçando todo eco sistema. Embora não tenha sido este o plano original, esta adaptação foi necessária, pois a natureza sofre com a mesma rebeldia do homem.
A observação natural comprova a Lei do Serviço como fator determinativo da História Natural de nosso planeta, “Um dos aspectos principais em que os seres vivos de uma comunidade dependem uns dos outros é o da obtenção de alimentos”[3]. Este princípio funciona tanto com o mundo animado, quanto inanimado, demonstrando a interdependência e por conseguinte a obrigatoriedade da Lei do Serviço.
Uma raposa ofegante produz hálito úmido ... a umidade entra na atmosfera e se torna parte de um floco de neve, o floco se desprende e acrescenta-se a um glaciar, que devagarzinho derrete num rio e corre para o mar. Por fim se evapora, forma nuvens de chuva, e a chuva cai sobre o solo onde vive o carvalho. Os nutrientes percorrem os ciclos de nutrientes do mundo inanimado para o animado e vice-versa[4].

Alguém poderia argumentar que o sofrimento, a morte e o egoísmo se contrapõem a uma Lei Natural do Serviço, todavia, é de admitir-se que toda lei, uma vez que existe admite a possibilidade de ser quebrada, embora este ato tenha conseqüências normalmente desagradáveis. Você pode tentar voar, mas se a turbina falhar e o pára-quedas não abrir, você estará em dificuldades!
.A transgressão da Lei do Serviço, degenera os sistemas e altera sua programação para uma das seguintes opções: a) Extinção ou Destruição, b) Serviço Alternativo, c) Perversão para características daninhas.
Os fósseis demonstram que variedades de camelos, rinocerontes, leões e até elefantes vagaram pela América por algum tempo, por que não prosperaram? O evolucionista diria que eles não se adaptaram as mudanças, mas a Lei do Serviço diz que simplesmente não tinham uma serventia eficaz naquele ecossistema, ou já tinham suas vagas preenchidas por outros, como resultado, deixaram de servir e desaparecerem.
É quase impossível determinar qual seria a função do tamanduá num mundo sem pecado e morte, mas hoje em sua forma de serviço alternativa, o tamanduá desempenha um importante papel no eco sistema Sul Americano. Tamanduás existem apenas na América do Sul, mas como fósseis já existiram na Alemanha[5], então, por que não vivem lá atualmente? O serviço que este animal presta na América do Sul não tem utilidade no eco sistema da moderna Alemanha. Entretanto, há outros lugares no mundo, que necessitam de um exterminador de formigas e cupins como o tamanduá. O porco-da-terra e o pangolim, animais de famílias e regiões muito diferentes têm o mesmo projeto de língua comprida e pegajosa para pegar insetos e ocuparam a vaga do tamanduá nestes lugares. Mesmo evolucionistas admitem a origem diferente destes animais. Logo, as semelhanças comuns de complexos projetos vivos, de origens diferentes, sugerem que tiveram um projeto inteligente comum para servir em seu habitat específico[6].
É de admitir-se que algumas espécies parecem causar apenas doença e sofrimento como parasitas ou bactérias que levam a doenças. Um olhar mais atento, talvez poderia demonstrar funções desconhecidas mesmo das criaturas mais estranhas e repugnantes, mas deve-se sempre reconhecer que, o fato da ‘Lei do Serviço’ pode ser quebrada e produzir o mal e a dor. Estas porém, são as maiores provas que esta lei existe e deveria ser obedecida para o bem da existência de todas as coisas.
A Lei do Serviço deveria ser melhor estudada, pois pode ser o grande princípio unificador de todas as leis da natureza, história e sociedade. Quando a lei do serviço é desobedecida na natureza, na sociedade, na família, ou na igreja, o resultado é o caos e a morte. Somos todos, partes interdependentes de um plano universal baseado no amor, ou como queiram chamar alguns, no altruísmo. Ellen G. White estava muito a frente das ciências naturais de seus dias, enquanto os primeiros cientistas recentemente começam a vislumbrar a idéia de Design Inteligente, Ellen G. White já ia mais longe, propondo uma lei que regula estes projetos. Mais que isso, através da Lei do Serviço Ellen G. White nos deu um ‘Propósito Inteligente’ para história natural.
Um evolucionista ateu, disse-me certa vez que o único objetivo do religioso ao fazer o bem, era em último momento o seu próprio egoísmo disfarçado em bondade para tentar ganhar algum tipo de ‘Céu’. Ele não estava ciente da Lei do Serviço, ele não entendia que Aquele ao qual servimos, nos serviu gratuitamente com a salvação, “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”, Ap. 22:17.
[1] Ellen G. White, Educação, em Obras de Ellen G. White (Tatuí, SP, Casa Publicadora Brasileira, s.d.), 103, 1 CD-Rom.
[2] Isto É Online, Ordem na Selva =, pesquisas realizadas na internet, no site http://www.terra.com.br/istoe/1685/1685semana.htm, no dia 14 de julho de 2008.
[3] Gerard e Lee Durrell, O Naturalista Amador (SP: Martins Fontes Editora LTDA, 1989), 16.
[4] Ibid, 16.
[5] Reinhard Junker e Siegfried Scherer, Evolução Um Livro Didádico Crítico (Brasília DF: Sociedade Criacionista Brasileira, 2002), 201.
[6] Ibid, 161.

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