sábado, 13 de dezembro de 2008

Um mundo de trevas nos filmes de sucesso


Chegou mais um filme sucesso de bilheteria que tem arrecadado milhões de dólares. Trata-se de Bataman ‘O Cavaleiro das Trevas’. O título aponta para uma fase sombria ao estilo anti herói transportada dos quadrinhos para as telas do famoso homem morcego, o vigilante que procura a vingança da morte de seus pais através da luta (literal) contra o crime na caótica e fictícia Gotan City.
Cavaleiro das Trevas é o título do próprio Batman. Por que alguém que luta pela justiça não luta com a alcunha de Cavaleiro da Luz? Em Batman, as trevas não vencem a luz, na verdade as trevas combatem as trevas. O Batman é uma projeção de todos que sonham em pagar o mal com o mal, em usar o velho método de pagar na mesma moeda. Batman é o desabafo violento em forma de ficção de gente oprimida que não tem quem as defenda.
Tudo isso leva as pessoas admirarem um personagem vestindo mascara e capa. No entanto pensemos: Batman iria a uma igreja? Batman estudaria a Bíblia, acreditaria na justiça de Deus? Seria ele um cristão? O filme mostra um homem que luta pelo bem, ou um homem que amargurado com sua perda luta por vingança? Está Batman preocupado com as pessoas inocentes, ou dedicado em capturar bandidos que lembram o assassino de seus pais?
Cavaleiro das Trevas é de um visual sinistro, no qual o personagem Coringa muda de um palhaço maluco e criminoso dos desenhos e primeiros quadrinhos, para um ser maligno sem limites de perversidade. Coringa tem um olhar de frieza e prazer pela violência, interpretado prodigiosamente pelo ator Heath Ledger, aquele que fez o papel do filho do Patriota de Mel Gibson, o mesmo que mais tarde interpretou um caubói gay em “O segredo de Brokeback Mountain” (foi indicado ao Oscar) e interprete de “Irmãos Grimm” (história dos irmãos escritores de contos de fada, contada como estória que promove a bruxaria e espiritismo).
O filme estreiou sem sua maior revelação Ledger (O Coringa), já que este foi achado misteriosamente morto aos 28 anos, com frascos de remédio para dormir. Ledger descreveu que não conseguia dormir durante as filmagens. Por que será?
“Na mesma entrevista, o ator descreve o personagem Coringa como um "palhaço psicopata, assassino em massa e esquizofrênico, com zero de empatia". Para interpretar o arquiinimigo de Batman, Ledger chegou a criar uma espécie de Diário do Coringa. Entre as informações que teriam sido compiladas durante os quatro meses que precederam as filmagens, estavam "uma lista de coisas que Coringa acharia divertidas", entre elas a Aids.” [1]
Heath Ledger foi ovacionado pela crítica que julgou que o ator tornou Coringa o vilão, mais atraente do que Batman o herói. Vivemos num mundo curioso, em que admiramos e respeitamos o mal, mesmo um vilão descrito pelos próprios produtores como sem empatia, sombrio e imprevisível . Notei que o sub título do filme diz muito, “Bem vindo a um mundo sem regras”. Vimos o que o “mundo do Coringa e do Cavaleiro das Trevas” fez em Ledger, mas a pergunta é: O que este ‘mundo’ fará na mente de milhares de crianças e adolescentes que irão assistir o filme, comprar os produtos e brincar disso depois?
[1] http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL270397-7086,00-CORINGA+TIROU+SONO+DE+LEDGER+DISSE+ATOR+AO+NYT.html

Um comentário:

_leandro disse...

Pastor, gostaria de sugerir a criação de um post com sugestões de filmes adequados, pois nossos adolescente e juvenis (desbravadores), sempre pedem pra nos reunirmos e assistirmos um filme, só qua a dificuldade sempre é de encontrar um filme que seja interessante, prenda a atenção deles, e que transmita uma ótima mensagem, sem conter apelações as atrações do "mundo".