sexta-feira, 24 de julho de 2009

E FEZ DEUS O MACACO, a imagem e semelhança do homem

Pois o rei tinha navios que iam a Társis com os servos de Hurão; de três em três anos os navios voltavam de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, macacos e pavões. I Re. 9:21

Outro dia estava assistindo um documentário sobre a vida dos chipanzés. Não pude evitar em pensar nas nossas semelhanças com estes animais. A pergunta vem na minha mente toda vez que vejo um deles. Por que Deus fez os macacos tão parecidos com os seres humanos? Qual o propósito nisso?
Os fósseis mostram todo tipo de primatas na antiguidade, há lêmures, macacos e símios antropóides. Alguns eram versões gigantes dos atuais, como o gigantopithecus de 3m de altura, uma verdadeira versão King Kong do nosso gorila. Existiam ainda versões do chipanzé e ainda, fósseis do gibão, do babuíno e macacos variados, todos como os atuais. São os mesmos animais, talvez os tipos básicos que Noé levou para arca e depois variaram povoando a Terra. Modernamente dividimos o grupo dos primatas em prossímios (lêmures, lóris e gálago), símios (macacos do novo mundo [sagüis, búgios, micos e macacos de cauda preênsil] e do velho mundo [macacos, mandris e babuíno]) e antropóides (chipanzés, gorilas, orangotangos e gibão).
Nas selvas de Madagascar o raro ai ai, de orelhas peladas e dedos finos, procura larvas dentro de galhos batendo e sentindo o som no oco do galho, quando detecta algo, fura e enfia seu dedo médio que é muito maior que os outros e fisga a larva. Os prossímios em geral têm grandes olhos, sendo que alguns deles são noturnos como o lóris e o rápido gálago, assim como o macaco noturno da América do Sul, que seguiu o projeto que o Criador fez para primatas noturnos. Enquanto a maioria dos animais é guiada pelo olfato ou audição, o Criador deu aos primatas uma visão em três dimensões e a capacidade de distinguir cores (um tanto incomum entre os animais). Este projeto inteligente é próprio para animais que dependem da identificação de cores e formas das frutas na mata densa. Mas a maior característica de um primata são as mãos e pés com cinco dedos e um polegar opositor. Na verdade, em alguns casos os pés se assemelham mais com mãos do que pés, pois o ‘dedão’ é capaz de agarrar-se aos galhos como o polegar opositor da mão.
Por que estes animais ganharam tantas semelhanças anatômicas com os humanos? Em primeiro lugar, são semelhantes, mas não iguais! Analisando sua postura, são quase sempre quadrúpedes, andam em duas pernas com dificuldades, pois seus ossos das pernas não forma feitos para isso. Veja o grande gorila com sua aparência furiosa, esse vegetariano de caninos pontudos anda com o corpo sempre apoiado sobre os punhos de seus dois braços que se estima ter a força de 20 homens. Diferente deles, nós humanos possuímos ossos nos pés, joelhos, pernas e quadril desenhados não só para caminhar e correr eretos, como também dispomos de todo um mecanismo de equilíbrio interno para isso.
A resposta para nossas semelhanças anatômicas estão no propósito de Deus para estes animais. Eles foram feitos para habitar as árvores! Alguns deles chegaram a ganhar do Criador uma cauda preênsil que serve como 5º membro, como o macaco prego e o macaco aranha. Todavia, um primata não precisa de rabo para ser o senhor das copas das árvores, pois um dos animais mais rápidos neste local é o incrível gibão da Ásia que com um braço longo e mão em forma de longos dedos tipo gancho, pendura-se de árvore em árvore, tão rápido que parece voar entre os galhos. Seus ossos do braço são de tal maneira, que ele pode torcer o braço além do que fazemos.
Um polegar opositor é um desenho formidável para uma mão feita para agarrar galhos das árvores, isso não é exclusividade apenas de primatas, alguns marsupiais arborícolas também ganharam este projeto. Então, por que outros animais arborícolas não têm este desenho no projeto das mãos? A primeira razão é o fato de que Deus desenhou muitas criaturas para viver nas árvores, mas a maioria delas está provida de garras, o que não é o caso dos primatas. Na verdade, não ter garras cria uma série de dificuldades para obter comida no meio selvagem, a comida pode estar escondida dentro de um toco ou numa casca dura. Foi por esta razão que os primatas ganharam outra semelhança com os humanos, a inteligência unida a uma mão habilidosa.
Na Tanzânia, chimpanzés usam galhos para “pescar” cupins. Em Bornéu, orangotangos utilizam folhas como luvas para pegar frutas com espinhos ou como guardanapos. No Brasil, macacos-prego lançam mão de pedras para quebrar frutas secas[1]. Outros animais têm habilidades semelhantes para construir ferramentas, tal como o corvo que faz palitos para arrancar larvas e a lontra que usa pedras para quebrar mexilhões, mas os primatas resolvem problemas complexos com uma habilidade interessante, eles são capazes de aprender observando até mesmo aqueles que são de espécies diferentes e depois disso passar uma nova cultura para gerações seguintes. Primatas tem uma memória e capacidade cerebral bem maior que os outros aimais.
Os orangotangos estão entre os animais mais inteligentes, eles se movem pela floresta balançando o tronco e galhos finos até lhes sirvam de pendulo para mudar de árvore, este movimento exige certo raciocínio matemático para calcular o próprio peso, a força do balanço e a resistência do galho. Os orangotangos selvagens foram flagrados construindo e usando lanças para pescar, imitando pescadores da região e um tipo de macaco do Japão que habita as montanhas cobertas de gelo durante o inverno, aprendeu observando humanos a usar as fontes de água termal para aquecer-se. O cérebro dos primatas é tão desenvolvido que eles são capazes de um feito igualado apenas pelos inteligentes golfinhos, a autoconsciência, ou a habilidade de se reconhecer no espelho.
O cérebro desenvolvido é capaz de montar estratégias para trabalho em equipe. Um chocante exemplo é um bando de chipanzés que se organiza, cerca e caça macacos menores de outras espécies. A vida social dos chipanzés e outros primatas estão normalmente organizados em bandos liderados por um macho dominante, eleito pela força e que desfruta o privilégio de acasalar. Seria isso uma prova da seleção sexual e da evolução do mais apto, advogada por Darwin? Os bonobos (espécie de chipanzé) parecem contrariar a regra. Estes pacíficos macacos vivem para fazer sexo com qualquer um do bando, são totalmente promíscuos uns com os outros e não apresentam a menor seleção sexual.
De fato temos muitas semelhanças, mas o que nos faz diferentes?
Eles têm cinco dedos e polegar opositor, mas nada se compara a mão humana e a minúcia de detalhes que é capaz de confeccionar. Eles têm um cérebro capaz de aprender, memorizar e construir ferramentas, mas nós temos o dom do pensamento abstrato e a engenhosidade para construir mecanismos. Eles demonstram personalidade e até auto consciência, mas o homem além disso, tem faculdades espirituais que o habilitam a relacionar-se de modo civilizado com seus semelhantes e com seu Criador. Eles são projetados para os galhos das árvores, nós fomos projetados para termos simetria e harmonia em quase qualquer meio. Eles vocalizam, nós falamos. Eles se organizam em bandos, nós criamos civilizações e nações. Eles se utilizam do meio que vivem, nós transformamos o meio que vivemos.
Um fato marcante para evolucionistas é explicar porque os homens não são tão peludos como os macacos e outros mamíferos, há muitas idéias, mas eu tenho uma particular. Toda vez que nos olhamos no espelho e vemos o desenho singular de nosso cabelo, barba, sobrancelhas, lábios e nariz e nosso corpo nu, de alguma forma nos lembramos que não somos animais!
C. S. Lewis costumava metaforizar para ilustra nossa condição carnal de pecadores unida a uma natureza espiritual, que o homem é um hibrido de ser animal e espiritual. A Bíblia, porém diz que Deus fez um grande projeto, muito mais do que animais que distinguem cores e têm polegares opositores, a Bíblia nos diz que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus (Gn. 1:26).
Então, voltando à pergunta, ‘por que Deus fez estes animais tão parecidos com os humanos’? O único texto da Bíblia sobre primatas mostra que o poderoso Rei Salomão se encantou com todas as formas de animais e trazia macacos de longe para seu palácio cheio de criaturas exóticas, I Re. 9:21. Vou propor algumas possíveis respostas pessoais a esta pergunta que não tem uma resposta única.
1. Nem tudo o que Deus cria tem um propósito prático do ponto de vista humano. Deus cria para Sua glória. Ele faz o que lhe apraz. Em outras palavras, alguns de seus feitos e gostos, simplesmente não são da nossa conta. Isso pode parecer estranho, mas se entendermos nosso lugar como criaturas, se torna maravilhoso.
2. Os macacos ajudam o ecossistema onde vivem, por exemplo, em alguns lugares eles são os maiores distribuidores de sementes através dos frutos que comem. Para o seu habitat, tem um desenho corporal e habilidades que facilitam esta função, que como vimos em alguns aspectos lembra muito o projeto humano, mas em outros é completamente diferente.
3. Os macacos são objeto para estudo e aprendizado humano. A medicina com humanos aprendeu muito ao estudar estes animais, o macaco resus por exemplo foi amplamente investigado e possibilitou entender o fator RH.
4. Minha última idéia é só uma desconfiança pessoal, baseada em minha observação dos homens e não dos macacos. Temos a tendência de dar aos animais características humanas e aos homens características animalescas. O homem adquiriu o hábito de rir de si mesmo, de se caricaturizar, muitas vezes se comparando aos animais. Vemos alguém e dizemos 'pare de fazer macaquices', vemos um macaco e dizemos 'parece gente'. Acho que Deus fez algo interessante com os macacos para nos ensinar uma lição, de alguma forma eles são um tipo de caricatura humana, nós mesmos nos divertimos ao observá-los e vê-los agindo semelhante a pessoas, por outro lado, eles zombam de nosso orgulho por nossa majestosa aparência.
O homem é um gênero único, não somos primatas do ponto de vista espiritual. O homem e Deus são totalmente diferentes, o homem é apenas a semelhança de Deus em alguns aspectos físicos, mentais e espirituais, mas o homem definitivamente não é Deus. Os macacos lembram muito os seres humanos, talvez até sejam a nossa imagem e semelhança em alguns aspectos físicos, mentais e sociais. Mas a lição espiritual que estas simpáticas criaturas nos passam é muito clara: O homem é mais que um animal e menos do que Deus.

Por Pr. Ericson Danese

[1] Pesquisado em http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=com&cod=_macacosconstrutoresdeferramentaseaprendizesrevistacomciencian94dez2007

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Santa Ceia Espacial


Hoje, 20 de Julho, comemoramos a data em que o homem pisou na lua pela primeira vez em 1969, 40 anos atrás. Estava lendo uma curiosidade na wikipédia a qual transcrevo abaixo:


Após o pouso lunar, "Buzz (Edwin Aldrin o segundo na lua, no histórico pouso da Apolo 11 que levou o homem ao solo lunar pela 1ª vez)", presbiteriano, retirou de um estojo que carregava os elementos para a Santa Ceia e comungou. Nesse período a NASA estava ainda travando uma ação judicial trazida pelo ateísta Madalyn O'Hair que havia objetada que os astronautas da Apollo 8 lessem uma passagem do livro bíblico de Gênesis) que exegia que os astronautas refreassem suas atividades religiosas enquanto estivessem no espaço. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve seu plano em segredo, até mesmo de sua esposa e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período Aldrin era presbítero na Webster Presbyterian Church, uma igreja presbiteriana em Webster, no Texas. O estojo usado na comunhão foi preparado por seu pastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor na mesma na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e em seu livro “Return to Earth”. A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.

Nem na lua um homem tem o direito de expressar sua fé? Só por que ele era um dos homens a frente de um dos trinfos cientificos mais notáveis da humanidade? Exploradores e cientistas têm que ser todos céticos? Quem pode conter a expressão de um adorador diante da grandeza da criação? Aldrin pode ter tido muitos defeitos, mas quem pode julgá-lo por tamanho desejo de louvoar? De qualquer forma, tanto faz, aqui ou na lua não estamos mais perto do Céu, pois quando oramos onde estamos transforma-se em terra santa, transforma-se no próprio Céu.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O QUE É UM AZIMUTE?

Azimute é quando marcamos uma coordenada em graus, que vão de 0 a 360 na bússola. É assim que traçamos as coordenadas para nosso destino, às vezes descobrimos que estamos na direção certa, outra vez temos que corrigir alguns graus. Pouca diferença, de até 1 grau pode significar em longo prazo, km de diferença do ponto desejado. Outras vezes, descobrimos que temos que dar um 180 graus e mudar totalmente de direção. Azimute é o nome que escolhemos para nosso blog para que possamos observar na Bíblia, nossa bússola, a direção certa. Aqui você encontra notícias, desenrolar profético atual, artigos sobre teologia, material para Jovens e Desbravadores e muito criacionismo. Obrigado a você por sua companhia desde 2007. Obrigado ao amigo Michelson Borges pelo apoio e arte do nosso blog. Para inaugurar nossa nova fase, você confere abaixo a série que preparei para especialidades de Desbravadores com foco criacionista, cada post sobre um dos grupos dos animais vertebrados. Um abraço a todos!
Pr. Ericson Danese

RÉPTEIS - Estranha Beleza

E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. Gn.1:24

Eles são animais que apareceram no 6º dia da Criação e dos quais classifico como donos de estranha beleza. Dou esta caracterização pelo fato que a humanidade em geral aprendeu a ter certo asco de muitos desses animais que tem em si, uma beleza estranha e diferente, distinta e especial.
A fecundação interna e os ovos com casca os fazem diferentes dos anfíbios e peixes. Seus ovos são colocados na terra, enterrados ou em ninhos, algumas vezes deixados por si como no caso das tartarugas, outras vezes monitorados pela fêmea como no caso dos Aligátores. Seus instintos já foram programados pelo Criador para agir assim que eclodem dos ovos. As tartaruguinhas rumam para o mar, os camaleões procuram a primeira árvore que encontram, os jacarés vão para o rio e assim por diante. Poucas espécies são ovovivíparas e bem poucas vivíparas.
A maioria é carnívora, mas há grande variedade de oportunistas que comem de tudo, inclusive a dieta vegetariana. Observa-se, por exemplo, as tartarugas que em geral comem pequenos animais aquáticos, em alguns lugares se tornam vegetarianas tendo em seu bico um excelente instrumento de corte dos vegetais. O mais curioso são os iguanas, eles tem dentes pontiagudos e serrilhados como todo réptil, dentes que aparentemente servem para prender a presa, mas por estranho que pareça seus dentes são usados para arrancar folhas das árvores ou no caso do iguana marinho das ilhas Galápagos, usados para pastar debaixo d’água durante seus mergulhos para comer algas. Seriam vestígios de um ‘planejamento’ diferente do atual equilíbrio natural onde há morte e predadores?
Uma das belezas dos répteis reside em sua pele, recoberta por uma capa de escamas, a qual alguns literalmente trocam de quando em quando, como as cobras que enquanto crescem se desfazem de suas ‘roupas’ antigas, bem diferentes das escamas dos peixes ou das penas das aves que podem ser arrancadas uma a uma. As escamas podem ser em alguns casos coloridas e em outros casos como no camaleão, capazes de transmitir cores diferentes para comunicação ou de mimetizar-se com o ambiente ao redor, como as lagartixas. Há ainda escamas na forma de placas, como as que o crocodilo tem nas costas e lhe serve de placa solar, para captar energia e calor, uma vez que estes animais de sangue frio dependem da temperatura ao seu redor. Que dizer da fantástica carapaça projetada pelo Criador para as tartarugas, leve e resistente, unida ao esqueleto do animal e pode se converter em um esconderijo inexpugnável.
Existem hoje, quatro grupos vivos de répteis projetados pelo Criador, mas já existiram várias outras formas de répteis extintos depois do Dilúvio, os mais conhecidos são os dinossauros, mas também havia os sinapsídeos (répteis estranhos com dentes diferentes da maioria dos répteis), os pterossauros (répteis alados), os ictiossauros e plesiossauros (répteis aquáticos). Os grupos que sobreviveram são:
Os Quelônios ou Testudinatas, no qual encontramos as tartarugas, cágados e jabutis. Alguns destes animais são bastante longivos, podendo viver mais de 100 anos! Em geral as tartarugas, famosas por sua lentidão gostam da água (embora existam muitos espécimes terrestres como os jabutis). A tartaruga marinha é mais um mistério de navegação e migração, para ela, que passa quase toda sua vida na água e só vem a terra para desovar, o Criador lhe deu braços na forma de remos, na verdade, ela pode passar muito tempo submersa, pois seu organismo desenhado para os longos mergulhos entra num estado de bradiocardia, onde o coração bate mais devagar e a respiração é auxiliada por um recurso acessório que retira oxigênio da água pelas vias faríngeas e cloacais.
O próximo grupo é a ordem Crocodilia, que envolve os jacarés e aligátores das Américas, os crocodilos da África e Ásia e o singular gavial da Índia com sua mandíbula fina e dentuda para pescar. Estes animais são predadores poderosos, muito bem equipados para sorrateiramente apanhar suas presas num golpe rápido, dentro ou na margem da água. Em geral vivem em água doce, mas há o crocodilo marinho ou de estuário com até 6 metros que habita os litorais Australianos. Os olhos dos crocodilianos são posicionados acima da cabeça, para vigiar enquanto estão submersos, mas como outros répteis eles tem pálpebra superior e inferior, além da membrana nictitante que lhes permite além da visão espetacular uma visão submersa.
O grupo menos conhecido dos répteis é dos rhynchocephalia, que tem como representantes apenas duas espécies de tuataras que habitam as longínquas ilhas da Nova Zelândia. O tuatara, considerado como um fóssil vivo, pois seus restos mostram que convivia com os dinossauros, parece um lagarto, mas não é! Na verdade, o tuatara é um animal mosaico, misturando características de vários grupos, tal como dentes fundidos aos maxilares e ausência de órgãos externos auditivos e de copulação. Este pequeno animal de 60 cm chega a maturidade aos 35 anos de vida, coloca ovos a cada 4 anos que demoram depois da cópula entre 12 e 15 meses para nascer, mas podem viver até 100 anos. O mais surpreendente, é que o tuatara diferente dos outros répteis que gostam de locais tropicais, não suporta temperaturas acima dos 27º C.
A última ordem é dos squamata, divididos entre lagartos e cobras. Estes escamosos que assustam muita gente também têm sua beleza expressa na diversidade das obras do Criador. Os lagartos e tuataras têm uma espécie de olho pineal no alto de sua cabeça, uma região translúcida, coberta por escamas que tem função ainda um tanto desconhecida. Acredita-se que funciona como um tipo de foto sensor para cores que o ajuda a perceber mudanças climáticas e ativar o sistema de hibernação. O sistema excretor de alguns répteis elimina o mínimo de água possível o que habilitou a muitos conquistar os desertos.
Os lagartos vão desde algumas espécies de pequeninos camaleões do tamanho de uma unha humana até os Komodos com 3,5m e 125kg. Camaleões também são grandes caçadores, movendo-se silenciosamente com seus dedos opostos e uma cauda preênsil desenhada para quem vive nos galhos das árvores, com olhos fantásticos capazes de rastrear cada um para um lado diferente até que acham algo e os focam no alvo, disparando sua longa e adesiva língua dotada de uma estrutura sanfonada que captura o inseto e o traz a boca do animal.
Outro mestre dos disfarces é o pequeno geco ou lagartixa, ao qual o sábio homenageou com um provérbio (Pv. 30:28) e o Criador presenteou com patas recobertas de micro fios adesivos, que a tornam capaz de subir superfícies verticais lisas. Entre elas se destaca a lagartixa rabo de folha, que durante o dia faz seu mimetismo nas árvores tornando-se virtualmente invisível, mesmo os olhos tomam a cor e forma da casca das árvores.
Mas se o mimetismo não for suficiente para fugir dos predadores, há muitas maneiras de escapar para os lagartos, muitos deles são capazes de deixar para traz o rabo, que pode logo crescer novamente, uma vez que os répteis em geral têm grande poder de cicatrização e regeneração. Se ainda não for o bastante, há outras estratégias como a do moloque, um réptil do deserto com o corpo coberto de espinhos, ou ainda outro lagarto que desce as dunas de areia rolando após prender o rabo com a boca e tornar-se uma roda de escamas ambulantes, ou ainda, o lagarto de chifres que espirra sangue pelo canto do olho surpreendendo seus perseguidores.
O basilisco, no entanto é capaz de um feito notável, fica em duas pernas para correr tão rapidamente que é capaz de atravessar trechos d’água correndo pela superfície sem afundar. O draco, da Ásia por sua vez supera a todos, pois se atira das altas árvores onde mora e abre as costelas formando um planador capaz de levá-lo para outra árvore mais segura. Em tudo isso há graça de Deus que permitiu a estas pequenas criaturas sobreviverem num mundo contaminado pela morte.
Aproximar-se de um réptil é algo que deve ser feito com cautela, alguns lagartos monitores podem usar suas caudas como um chicote para se defender, mas o enorme dragão de komodo da Indonésia, mata por virose. Armado de garras e enormes e dentes afiados, morde sua vítima (pode ser um búfalo) que morrerá de infecção causada pelo grande número de bactérias existentes na sua boca. Ele pode sentir o cheiro de carniça a 4km. O cômodo rastreia a vítima pelo cheiro e quando a encontra, devora tudo incluindo ossos e cascos. Em geral os lagartos não são venenosos, exceto o gorducho monstro gila, que pelas cores amarelo e preto já passa o recado que é venenoso.
Veneno está presente no grupo mais temido dos rastejantes, as cobras. Existe ofídios de todo tamanho e habitam todo lugar desde as cobras terrestres e de hábitos subterrâneos como a coral, arborícolas como a jibóia, em desertos como a cascavel, aquáticas como a sucuri e até no oceano como a serpente marinha. Todas as cobras são carnívoras, mas nem todas são venenosas, as constritoras matam pelo esmagamento e asfixia, tal como a píton, a jibóia e a sucuri capaz de soltar sua maxila e dilatar suas costelas até engolir uma capivara. As peçonhentas usam um sentido térmico localizado entre os olhos e as narinas para detectar o calor de suas vítimas e ainda como os lagartos em geral, podem lamber o ar para sentir os odores. As venenosas têm um coquetel de toxinas mortais capazes de paralisar e matar. Na verdade, seu veneno é nada menos do que a química de seus estômagos e saliva modificada, mais uma conseqüência dos efeitos do mal que faz a natureza de nosso planeta gemer aguardando a redenção. Porém as cobras têm seu papel destinado pelo Criador, elas controlam populações de outros animais, especialmente roedores, para que não virem uma praga, na verdade há até mesmo cobras especializadas em só comerem outras cobras!
As cobras na Bíblia sempre lembraram o inimigo de Deus e da humanidade, (Gn.3 e Ap.20:2)bem como o triste episódio em que fomos envenenados pelas mentiras de um anjo disfarçado. Talvez seja por isso que os répteis nos causem tanto asco de lá para cá. Mas há um estranho relato na Bíblia, de certa feita quando serpentes do deserto invadiram o acampamento de Israel e morderam o povo rebelde. Naquela ocasião, Deus mandou Moisés fazer um símbolo no mínimo estranho para representar a graça Divina, uma serpente de bronze levantada numa vara (Nú.21).
No encontro com Nicodemos, Jesus fez alusão a este episódio ao falar de Si mesmo e da necessidade de Sua morte. “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem. E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.” S. Jo 3:13-15. Por que Jesus usou como Seu símbolo a serpente que costumeiramente é usada como símbolo para Satanás?
O apóstolo Paulo diz que um Deus sem pecado, tomou aparência de pecadores para experimentar em sua carne a nossa condenação à morte eterna “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Cor. 5:21. O veneno do pecado afetou, mas não contaminou a Cristo, o pecado o feriu, mas não conseguiu destruir-lo e ao vencer a morte, desenvolveu um tipo de ‘soro’, capaz de curar seres fracos como nós, vítimas do veneno. Isto ocorreu na cruz, por isso uma serpente levantada é um símbolo adequado, pois do próprio veneno do pecado, ou seja, a morte foi usada por Cristo para fazer a cura de toda a raça humana que pela fé aceita o antídoto.
É assim que se fabrica o anti veneno, injetando uma dose em um ser mais forte que é capaz de reagir e criar as defesas capazes de curar um ser mais fraco. Chegará o dia, porém que os répteis com sua estranha beleza serão inofensivos companheiros de brincadeiras para as crianças de uma Nova Terra, “A criança de peito brincará sobre a toca da áspide (serpente), e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco (lagarto). Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Isa. 11:8-9.

por Pr. Ericson Danese

terça-feira, 14 de julho de 2009

ANFÍBIOS Muitas Maneiras para Vida

Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito. Êxodo 8:5

Os anfíbios são um grupo não muito grande de animais, porém um grupo preparado pelo Criador para dois mundos diferentes, a água e a terra. Seu corpo ao longo de suas vidas passa por várias mudanças. O único anfíbio citado na Bíblia que eu me lembro, é a rã que tornou-se uma praga para os Egípcios por ocasião do Êxodo.
O criador dotou os anfíbios em sua primeira fase aquática de brânquias como as dos peixes para respirarem, mas quando migram para terra depois de adultos usam seus pulmões, que em vista de serem criaturas de dois mundos bem diferentes com tem alvéolos pouco desenvolvidos. No entanto, o Criador desenhou para eles outro tipo de respiração auxiliar própria para os locais úmidos onde eles costumam viver, é a respiração cutânea! Sua pele especial é sempre umedecida, possuem muitos vasos sanguíneos e fazem a troca de gazes pela pele.
Mas como eles transitam de uma vida para outra? A metamorfose é um processo complexo que envolve uma série de comandos biológicos. Um hábil projeto genético já carrega as ordens que acionam no tempo certo o momento de criar pernas e trocar a respiração branquial por pulmonar.
Por que Deus se daria ao trabalho de criar animais com fases de metamorfose, por que não criar filhotes prontos como no caso de outros animais? Bem, na verdade ao olhar para a variedade da natureza vemos o potencial da sabedoria de Deus, diferentes de nós humanos que só vemos uma solução ou às vezes nenhuma para nossos problemas, Ele tem muitas soluções inteligentes para um único problema. Talvez esta já seja uma das lições espirituais que os anfíbios nos ensinam, já que entre eles há 39 modos diferentes conhecidos de se reproduzirem.
Embora a maioria faça a fecundação externa em água doce, deixando as ovas entre plantas, há outros que produzem bolsas de espumas sobre córregos, colocam ovas nas reservas de água entre as folhas de bromélias nas árvores, carregam os ovos consigo sobre o dorso, ovos desenvolvidos no estomago da fêmea e até vivíparos como as cobras cegas.
Sua pele é realmente uma obra de arte do projeto de Deus, se falta água onde depositar os ovos, ou o lugar não oferece segurança, algumas espécies de sapos podem carregar os girinos e ovas na pele, há uma grande rã dos lagos Andinos que tem várias dobras de pele para arrecadar mais oxigênio no ambiente rarefeito das montanhas, mas nenhum anfíbio ficou tão famoso pela suas propriedades cutâneas do que a salamandra que tem líquidos que a deixam imune ao fogo por alguns segundos (o feito foi descoberto por pessoas que ao colocarem lenha na fogueira, viam a salamandra escapar de dentro de troncos depois de alguns minutos, sem queimar-se).
A pele dos anfíbios também traz algumas surpresas necessárias para estas pequenas criaturas se defenderem, normalmente os mais coloridos como salamandras e as rãs da floresta tropical tem a pele extremamente venenosa. Além disso, eles têm boa visão, tato em todo o corpo, olfato bem desenvolvido com órgão de Jacobson e uma língua muito capaz de pegar insetos com botões gustativos ao longo dela.
Há três grandes grupos de anfíbios, os mais conhecidos são os anuros do qual fazem parte as rãs, os sapos e as pererecas. São variados e encontrados no mundo todo, este grupo de saltadores de tamanhos que vão de comparável a uma unha humana até a rã golias da África com 35 centímetros e 3,5kg.
Os sapos são normalmente mais gorduchos, terrestres, verruguentos e possuem glândula de veneno ao lado da cabeça. Entre eles está o voraz sapo cururu com um apetite capaz de engolir qualquer coisa que passe por sua enorme boca, sapos podem comer insetos, larvas, sapos menores e até pequenos camundongos. O sapo cururu natural da América do Sul foi levado para conter insetos nos canaviais da Austrália, mas acabou por tornar-se uma praga por lá, já que nenhum predador de lá pode com seu veneno. Se um sapo é pego pelo predador, não se rende tão fácil, primeiro ele pode inchar seu corpo inflando ao máximo seus pulmões, se o predador insistir terá que agüentar uma boa dose de um terrível veneno e por último o batráquio vai esvaziar sua bexiga, só para enojar com urina a boca de seu algoz.
Há muitos sapos interessantes; o sapo chifrudo da Amazônia que tem protuberâncias pontudas acima dos olhos e o recentemente descoberto sapo roxo que se acreditava ser um fóssil extinto do qual descendiam os sapos modernos, mas foi encontrado bem vivinho e escondido em formigueiros e cupinzeiros onde se alimenta destes insetos. Hoje ele é classificado como fóssil vivo!
As rãs têm a pele lisa e pernas mais compridas, são em geral aquáticas e tem membranas entre os dedos. Entre as rãs temos a famosa rã touro que coaxa com som similar a este e torna-se canibal na falta de alimento, há exótica rã voadora, que vive na Ásia e na verdade não voa, mas plana ao jogar-se de altas árvores e espalmar suas patas usando a membrana entre os dedos como pára-quedas.
Uma espécie de rã que vive entre o Canadá e o frio Alaska foi onde nenhum anfíbio jamais foi, pois como sabemos os anfíbios são animais ditos de sangue frio, isto é, sua temperatura corporal depende do ambiente externo, logo eles com sua pele nua não agüentam o rigor do frio. Mas o Criador deu uma alternativa ainda incompreendida pelo homem para rã da floresta que hiberna próximo a lagos e rios, o que não é surpresa, pois a maioria dos anfíbios faz isto no inverno. Mas a rã da floresta vive em condições de congelamento que os outros anfíbios não agüentariam.
Quando a temperatura cai aos níveis de congelamento, o fígado da rã começa a converter o glicogênio em glicose, que age como um anticongelante. O sangue transporta a glicose para células vitais, que suportam até -8ºC. Mas o resto dos fluidos do corpo da rã (pelo menos 65% deles) transforma-se em gelo, e os órgãos, privados de sangue ficam inativos. Até os globos oculares e o cérebro congelam. A rã fica por semanas congelada, como que morta, quando então ocorre o degelo, o coração da rã volta a bombear o sangue com coagulantes para o corpo, que imediatamente detém o sangramento nas feridas feitas pelos cristais de gelo. E como por um milagre, a rã volta à vida, bem como todos os parasitos que eventualmente vivam em seu corpo.
O último grupo de anuros são as pererecas, elas lembram as rãs, mas são em geral arborícolas e podem ser distinguidas pelos discos adesivos na ponta dos dedos que lhes permite subir em superfícies verticais. Algumas espécies produzem um líquido viscoso na pele que gruda a boca ou a mão de seus predadores.
A segunda ordem mais conhecida de anfíbios é a dos urodelos, animais que lembram lagartos, mas muito longe disso podem ser identificados como anfíbios com cauda, são eles os tritões e salamandras.
Enquanto a salamandra se aventuram pela água e terra, os tritões na maior parte do tempo e das vezes são aquáticos. Os urodelos vivem em rios e lagos de águas limpas. O tritão mexicano passa a vida toda na água, por isso o Criador deixou que ele tivesse brânquias permanentemente. Há espécies de tritão que vivem em lagos e rios de cavernas e chegaram a se tornar albinos e cegos, o Criador desligou genes de funções inúteis neste ambiente. Já nos rios de alguns lugares da América do Norte, China e Japão vivem as raras variedades de salamandras gigantes, chegando a ter 1,8 metros de comprimento. Elas possuem barbatana caudal, quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas patas traseiras e são animais tremendamente territoriais, o macho guarda os ovos que a fêmea coloca sobre as rochas. As salamandras gigantes são muito raras e estão em extinção!
Por fim, temos o pouco conhecido grupo dos gymnophiona ou apoda, uma ordem de anfíbios sem patas que incluem a cobra cega ou Cecília, que na verdade não é cobra e recebe este nome por ser um vertebrado sem pernas e escamas que enxerga pouco. Diferente dos outros anfíbios, eles são essencialmente terrestres, tem fecundação interna, são em geral pequenas com poucos centímetros, embora algumas espécies cheguem a 1,5 metros e possuem pequenos tentáculos olfativos na cabeça.
Os anfíbios são animais interessantes do ponto de vista que eles têm suas limitações, algumas vezes parecem até frágeis, mas consegue vencer desertos, selvas e até o congelamento. Limitados como aparentam ser, povoaram dois mundos, a água e a terra, em sua vida larval nas águas progridem até estarem aptos para sua nova vida em terra. São uma grande lição para todos, pois temos que progredir para uma nova vida em uma Nova Terra. Um dia vi um evolucionista dizer que diante dos limites a vida sempre encontra um jeito, quando conheci melhor como Deus criou os anfíbios e suas formas exóticas de vida, percebi que na verdade, Deus o Criador, tem muitos jeitos para a vida ser possível. O Criador não está limitado como nós! O Criador sempre encontra um jeito!

por Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 10 de julho de 2009

PEIXES Os habitantes do mundo azul

“... ou fala com a terra, e ela te ensinará; até os peixes do mar to declararão. Qual dentre todas estas coisas não sabe que a mão do Senhor fez isto?” Jó 12:8-9

Os peixes são um dos grupos mais vastos e diversificados que existem no mundo animal. Eles surgiram nos rios e mares no 5º dia da Criação e encheram as águas de vida. O próprio Jesus contou parábolas sobre a rede e os peixes (Mt.13:47).
O Criador fez seu corpo para cortar as águas e correntezas, normalmente ele está coberto de muco que o deixa liso para escapar dos predadores e deslizar pela água. Diferentes dos répteis, as escamas dos peixes nascem da própria derme na sua pele, alguns deles tem placas rígidas como uma armadura.
As nadadeiras ou barbatanas são prolongamentos da pele sustentados por escamas na formas de raios ou de espinhos. Conforme abrem a boca ou sugam a água ela passa por suas guelras que removem o oxigênio do próprio elemento que os rodeia. Ainda naa singular fisiologia dos peixes encontramos a bexiga natatória, um órgão desenhado por Deus para que estas criaturas melhorem seu desempenho ao subirem e descerem na água. Ela expande e se encolhe conforme gazes são introduzidos por glândulas.
A forma de alguns, foi feita por Deus para viver em tocas e buracos, como a moréia que parece uma ‘serpente marinha’. Outros parecem perfeitamente camuflados ao fundo do mar, aos corais e pedras como o peixe escorpião ou o cavalo marinho que se esconde nas algas. O curioso baiacu, por sua vez toma forma de balão e infla seu corpo venenoso e cheio de espinhos para proteger-se de qualquer predador e o peixe lua, nada meio desengonçado com uma forma estranha e incompreendida.
Alguns peixes, desceram as maiores profundezas do mar, onde nem a luz do sol chega, a 6 mil metros sob uma pressão que esmagaria qualquer ser vivo da superfície, o Criador lhes deu corpos que para nós parecem estranhos, ou monstruosos mas são perfeitamente projetados para os rigores do frio, da pressão e da escuridão.
O marlim com seus 4m em forma de agulha e barbatanas poderosas, é o mais rápido do mundo atingindo cerca de 115km/h. Com um corpo enorme de 15m o maior peixe do mundo é um filtro d’água ambulante que se alimenta do microscópico plâncton, é o tubarão baleia. O menor peixe conhecido com 1cm é o Pandaka Pygmanga das Filipinas.
Os peixes, apesar de serem considerados como criaturas de cérebro simples, são capazes de feitos complexos como rituais de coorte, construir ninhos com bolhas de ar, juncos ou cuidar de suas crias protegendo-os dentro da própria boda. De forma estranha, alguns peixes conseguem um entendimento com criaturas irracionais muito diferentes deles, tal como o peixe chamariz que nada entre os tentáculos de uma caravela um invertebrado altamente venenoso que captura as presas do peixe chamariz e reparte o despojo, ou como o peixe palhaço que imune ao veneno da anêmona vive entre os seus tentáculos urticantes. Quem os ensinou?
Existe um grupo de peixes tão estranhos que nem tem ossos, nem mandíbula, seu crânio é incompleto e no lugar de espinha, apenas a notocorda um tipo de vareta cartilaginosa. Um exemplo é o peixe bruxa que parece um verme, é cilíndrico, viscoso e vive no lodo de águas geladas do oceano, mas lá Deus o colocou para limpar o fundo das águas de cadáveres de animais marinhos. A maldição do pecado parece ter transformado aslampreias em vampiros que sugam o sangue de suas vítimas ao aderirem a elas com suas bocas de sucção e língua raspadora de dentes afiados. A lampreia é um ser incomum, com apenas uma narina e um olho, talvez antes do mal degenerar algumas criaturas, a lampreia fosse um ser semelhantes aos peixes que limpam fundos de rio, lambendo pedras, fato é que lampreias já foram vistas agarradas a pedras com sua boca adesiva resistindo às fortes correntezas.
Entre os peixes cartilaginosos, ou seja, aqueles que em vez de ossos tem seu esqueleto feito de cartilagens, encontramos o peixe serra com seu focinho singular cheio de dentes expostos, esta serra possui poros sensíveis que ele usa para encontrar alimento no fundo arenoso e lodoso. As arraias com sua forma de disco habitam rios e mares, parecem literalmente voar debaixo d’água com suas nadadeiras em forma de ‘asas’ e uma cauda com poderoso ferrão venenoso. Nas profundezas vive a Quimera, com grandes olhos para buscar alimento no escuro e com um espinho duro junto à barbatana dorsal que a protege de ser engolida por bocas enormes das profundezas.
Entre os cartilaginosos está o mais poderoso predador dos mares, o tubarão. Dentro do ecossistema atual, o tubarão desempenha o papel no topo da cadeia alimentar como predador controlando as populações e limpando os mares de restos de carniça, cada tubarão tem dentes no formato do alimento que lhe foi destinado comer, mas é provável que antes do pecado amaldiçoar esta Terra os tubarões criados por Deus originalmente tivessem hábitos alimentares como o tubarão baleia ou como o tubarão frade que filtram o fitoplancton.
A atual ordem da natureza levou o Criador a prover para o tubarão uma gama de bioequipamentos para desempenhar seu papel. Ele é capaz de captar com seu olfato uma gota de sangue na água a centenas de metros, mas também é capaz de ver em ambientes de pouca luz, já que muitos deles têm um olho com fundo refletivo e espelhado, eles também têm ainda um excelente tato capaz de perceber vibrações na água, boa audição e uma pele que reduz o atrito na água.
O tubarão tem um ainda um 6º sentido, por meio de receptores especiais ele é capaz de sentir os pulsos elétricos emitidos por seres vivos, são as ampolas de Lorenzi que captam as batidas cardíacas de um peixe que emitem até 20 mil vezes menos que 1 volt. O especialista nesta arte é o tubarão martelo que graças ao formato exótico de sua cabeça consegue descobrir os pulsos elétricos dos peixes escondidos sob a areia do mar, como se sua cabeça fosse um grande detector de metais procurando objetos escondidos.
Os tubarões têm ainda uma peculiaridade, enquanto os peixes se reproduzem de forma externa e por ovas, os tubarões são vivíparos e já usavam a fertilização interna com órgãos sexuais distintos muito antes do que os evolucionistas consideram que tenha aparecido nos animais terrestres que eles argumentam serem nossos ancestrais. Como pode o tubarão ter inventando a fertilização interna antes e da mesma forma que os seres terrestres? O tubarão, encontrado em registros fósseis tão antigos, tendo um organismo tão aprimorado e diferente dos outros peixes contraria e desafia a teoria da evolução.
A outra classe é a dos peixes ósseos, que expressam a grandeza da criatividade de Deus, pois nos mares, lagos e rios há praticamente um outro planeta com criaturas que estamos apenas começando a conhecer.Assim é o peixe papagaio com um poderoso bico capaz de quebrar os corais dos quais se alimenta, os linguados que vivem camuflados no fundo do mar como tapetes, nascem com um olho de cada lado do corpo como qualquer peixe, mas ao desenvolverem-se um olho migra para o outro lado, deixando os dois do mesmo lado que ficará para cima no fundo do mar.
Estranho é hábito do cavalo marinho que incuba os ovos numa bolsa na barriga do macho, há também as carpas com seus barbilhos sensoriais no lado da boca que captam os movimentos de suas presas, há os limpadores como os bagres que habitam o fundo dos rios escuros e se orientam graças aos ‘bigodes’ super sensíveis, piranhas que na verdade comem frutos caídos no rio, mas na falta destes atacam em cardume com seus dentes poderosos dilacerando suas vítimas e sardinhas que se deslocam em grandes cardumes sem líderes, mas que se comportam como se fossem um único organismo.
As enguias elétricas capazes de gerar 300 volts e abater suas presas com choques que derrubariam um cavalo, a curiosa pirambóia, que arrasta-se pelo fundo dos rios, respira ar e a qual também abriga-se num túnel de lodo nas épocas de seca ou o singular peixe voador que com suas enormes barbatanas que lembram asas é capaz de saltar fora d’água 6m e planar cerca de 90m.
Entre os variados e impressionantes peixes está o rei dos peixes, o salmão. Este peixe nasce nos rios das montanhas e depois de crescer um pouco vai para o mar, todavia quando chega o momento da reprodução um mecanismo interno misterioso faz com que milhares deles encontrem o rio de onde saíram e gastem todas suas energias subindo o rio para desovar no mesmo local onde nasceram. O que os comanda para que despertem juntos ao desejo de regressar os rios de seu nascimento? Como ele navega e encontra o rio de origem?
Alguns dizem que o salmão usa o campo magnético da terra, mas que sentidos são estes que funcionam em um peixe sem raciocínio lógico como se fosse um moderno GPS? Ainda que você tivesse uma bússola, depois de vagar anos em mar aberto, seria capaz de encontrar seu ponto de partida no continente? Fazer cálculos de coordenadas geográficas e guiar-se por uma bússola não é algo tão simples. Dê uma bússola a um inteligente chipanzé e veja se ele consegue encontrar o caminho! O Criador não apenas dotou estas criaturas com equipamentos biológicos super desenvolvidos, mas também programou dentro deles o uso correto destes equipamentos. Quando sobe o rio, o salmão muda seu organismo da água salgada para a doce, até sua cor se transforma de prata para avermelhado e finalmente ele morre para que uma nova geração continue a viver.
Poderosas são as lições que obtemos do salmão e dos peixes em geral. Quando o profeta Habacuque contemplou os ímpios oprimindo os justos, lembrou-se dos peixes, “Tu que és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e que não podes contemplar a perversidade, por que olhas pára os que procedem aleivosamente, e te calas enquanto o ímpio devora aquele que e mais justo do que ele. E farias os homens como os peixes do mar, ... que não têm quem os governe” (Hab.1:13-14) , talvez o profeta tenha lembrado que o mundo dos homens pecadores lembra o reino dos peixes, onde quem tem a maior boca engole o outro! Habacuque também disse, “Ele a todos levanta com o anzol, apanha-os com a sua rede; e os ajunta na sua rede varredoura; por isso ele se alegra e se regozija.”(Hab.1:15), um dia a rede passará como um arrastão, ninguém escapará, todos nós cairemos na rede Daquele que nos julgará conforme nossas obras. Está sobre você a graça de Cristo? Dia a dia você prossegue sendo transformado, como o salmão que sobe o rio, você está sendo transformado para subir aos Céus? Cristo tem santificado sua vida? Ore agora mesmo por isso!

por Pr. Ericson Danese