terça-feira, 14 de julho de 2009

ANFÍBIOS Muitas Maneiras para Vida

Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito. Êxodo 8:5

Os anfíbios são um grupo não muito grande de animais, porém um grupo preparado pelo Criador para dois mundos diferentes, a água e a terra. Seu corpo ao longo de suas vidas passa por várias mudanças. O único anfíbio citado na Bíblia que eu me lembro, é a rã que tornou-se uma praga para os Egípcios por ocasião do Êxodo.
O criador dotou os anfíbios em sua primeira fase aquática de brânquias como as dos peixes para respirarem, mas quando migram para terra depois de adultos usam seus pulmões, que em vista de serem criaturas de dois mundos bem diferentes com tem alvéolos pouco desenvolvidos. No entanto, o Criador desenhou para eles outro tipo de respiração auxiliar própria para os locais úmidos onde eles costumam viver, é a respiração cutânea! Sua pele especial é sempre umedecida, possuem muitos vasos sanguíneos e fazem a troca de gazes pela pele.
Mas como eles transitam de uma vida para outra? A metamorfose é um processo complexo que envolve uma série de comandos biológicos. Um hábil projeto genético já carrega as ordens que acionam no tempo certo o momento de criar pernas e trocar a respiração branquial por pulmonar.
Por que Deus se daria ao trabalho de criar animais com fases de metamorfose, por que não criar filhotes prontos como no caso de outros animais? Bem, na verdade ao olhar para a variedade da natureza vemos o potencial da sabedoria de Deus, diferentes de nós humanos que só vemos uma solução ou às vezes nenhuma para nossos problemas, Ele tem muitas soluções inteligentes para um único problema. Talvez esta já seja uma das lições espirituais que os anfíbios nos ensinam, já que entre eles há 39 modos diferentes conhecidos de se reproduzirem.
Embora a maioria faça a fecundação externa em água doce, deixando as ovas entre plantas, há outros que produzem bolsas de espumas sobre córregos, colocam ovas nas reservas de água entre as folhas de bromélias nas árvores, carregam os ovos consigo sobre o dorso, ovos desenvolvidos no estomago da fêmea e até vivíparos como as cobras cegas.
Sua pele é realmente uma obra de arte do projeto de Deus, se falta água onde depositar os ovos, ou o lugar não oferece segurança, algumas espécies de sapos podem carregar os girinos e ovas na pele, há uma grande rã dos lagos Andinos que tem várias dobras de pele para arrecadar mais oxigênio no ambiente rarefeito das montanhas, mas nenhum anfíbio ficou tão famoso pela suas propriedades cutâneas do que a salamandra que tem líquidos que a deixam imune ao fogo por alguns segundos (o feito foi descoberto por pessoas que ao colocarem lenha na fogueira, viam a salamandra escapar de dentro de troncos depois de alguns minutos, sem queimar-se).
A pele dos anfíbios também traz algumas surpresas necessárias para estas pequenas criaturas se defenderem, normalmente os mais coloridos como salamandras e as rãs da floresta tropical tem a pele extremamente venenosa. Além disso, eles têm boa visão, tato em todo o corpo, olfato bem desenvolvido com órgão de Jacobson e uma língua muito capaz de pegar insetos com botões gustativos ao longo dela.
Há três grandes grupos de anfíbios, os mais conhecidos são os anuros do qual fazem parte as rãs, os sapos e as pererecas. São variados e encontrados no mundo todo, este grupo de saltadores de tamanhos que vão de comparável a uma unha humana até a rã golias da África com 35 centímetros e 3,5kg.
Os sapos são normalmente mais gorduchos, terrestres, verruguentos e possuem glândula de veneno ao lado da cabeça. Entre eles está o voraz sapo cururu com um apetite capaz de engolir qualquer coisa que passe por sua enorme boca, sapos podem comer insetos, larvas, sapos menores e até pequenos camundongos. O sapo cururu natural da América do Sul foi levado para conter insetos nos canaviais da Austrália, mas acabou por tornar-se uma praga por lá, já que nenhum predador de lá pode com seu veneno. Se um sapo é pego pelo predador, não se rende tão fácil, primeiro ele pode inchar seu corpo inflando ao máximo seus pulmões, se o predador insistir terá que agüentar uma boa dose de um terrível veneno e por último o batráquio vai esvaziar sua bexiga, só para enojar com urina a boca de seu algoz.
Há muitos sapos interessantes; o sapo chifrudo da Amazônia que tem protuberâncias pontudas acima dos olhos e o recentemente descoberto sapo roxo que se acreditava ser um fóssil extinto do qual descendiam os sapos modernos, mas foi encontrado bem vivinho e escondido em formigueiros e cupinzeiros onde se alimenta destes insetos. Hoje ele é classificado como fóssil vivo!
As rãs têm a pele lisa e pernas mais compridas, são em geral aquáticas e tem membranas entre os dedos. Entre as rãs temos a famosa rã touro que coaxa com som similar a este e torna-se canibal na falta de alimento, há exótica rã voadora, que vive na Ásia e na verdade não voa, mas plana ao jogar-se de altas árvores e espalmar suas patas usando a membrana entre os dedos como pára-quedas.
Uma espécie de rã que vive entre o Canadá e o frio Alaska foi onde nenhum anfíbio jamais foi, pois como sabemos os anfíbios são animais ditos de sangue frio, isto é, sua temperatura corporal depende do ambiente externo, logo eles com sua pele nua não agüentam o rigor do frio. Mas o Criador deu uma alternativa ainda incompreendida pelo homem para rã da floresta que hiberna próximo a lagos e rios, o que não é surpresa, pois a maioria dos anfíbios faz isto no inverno. Mas a rã da floresta vive em condições de congelamento que os outros anfíbios não agüentariam.
Quando a temperatura cai aos níveis de congelamento, o fígado da rã começa a converter o glicogênio em glicose, que age como um anticongelante. O sangue transporta a glicose para células vitais, que suportam até -8ºC. Mas o resto dos fluidos do corpo da rã (pelo menos 65% deles) transforma-se em gelo, e os órgãos, privados de sangue ficam inativos. Até os globos oculares e o cérebro congelam. A rã fica por semanas congelada, como que morta, quando então ocorre o degelo, o coração da rã volta a bombear o sangue com coagulantes para o corpo, que imediatamente detém o sangramento nas feridas feitas pelos cristais de gelo. E como por um milagre, a rã volta à vida, bem como todos os parasitos que eventualmente vivam em seu corpo.
O último grupo de anuros são as pererecas, elas lembram as rãs, mas são em geral arborícolas e podem ser distinguidas pelos discos adesivos na ponta dos dedos que lhes permite subir em superfícies verticais. Algumas espécies produzem um líquido viscoso na pele que gruda a boca ou a mão de seus predadores.
A segunda ordem mais conhecida de anfíbios é a dos urodelos, animais que lembram lagartos, mas muito longe disso podem ser identificados como anfíbios com cauda, são eles os tritões e salamandras.
Enquanto a salamandra se aventuram pela água e terra, os tritões na maior parte do tempo e das vezes são aquáticos. Os urodelos vivem em rios e lagos de águas limpas. O tritão mexicano passa a vida toda na água, por isso o Criador deixou que ele tivesse brânquias permanentemente. Há espécies de tritão que vivem em lagos e rios de cavernas e chegaram a se tornar albinos e cegos, o Criador desligou genes de funções inúteis neste ambiente. Já nos rios de alguns lugares da América do Norte, China e Japão vivem as raras variedades de salamandras gigantes, chegando a ter 1,8 metros de comprimento. Elas possuem barbatana caudal, quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas patas traseiras e são animais tremendamente territoriais, o macho guarda os ovos que a fêmea coloca sobre as rochas. As salamandras gigantes são muito raras e estão em extinção!
Por fim, temos o pouco conhecido grupo dos gymnophiona ou apoda, uma ordem de anfíbios sem patas que incluem a cobra cega ou Cecília, que na verdade não é cobra e recebe este nome por ser um vertebrado sem pernas e escamas que enxerga pouco. Diferente dos outros anfíbios, eles são essencialmente terrestres, tem fecundação interna, são em geral pequenas com poucos centímetros, embora algumas espécies cheguem a 1,5 metros e possuem pequenos tentáculos olfativos na cabeça.
Os anfíbios são animais interessantes do ponto de vista que eles têm suas limitações, algumas vezes parecem até frágeis, mas consegue vencer desertos, selvas e até o congelamento. Limitados como aparentam ser, povoaram dois mundos, a água e a terra, em sua vida larval nas águas progridem até estarem aptos para sua nova vida em terra. São uma grande lição para todos, pois temos que progredir para uma nova vida em uma Nova Terra. Um dia vi um evolucionista dizer que diante dos limites a vida sempre encontra um jeito, quando conheci melhor como Deus criou os anfíbios e suas formas exóticas de vida, percebi que na verdade, Deus o Criador, tem muitos jeitos para a vida ser possível. O Criador não está limitado como nós! O Criador sempre encontra um jeito!

por Pr. Ericson Danese

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