segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Código de Honra


Vi um daqueles filmes que ficam velhos mas sempre vale à pena assistir. É o tipo de filme que um Adventista assiste e logo se identifica. A história é sobre um rapaz judeu e pobre dos anos 50 que consegue entrar para uma escola particular de prestígio.
David Greene (Brendan Fraser) fica com medo do preceito anti semita e esconde sua verdadeira religião. Seu desempenho no time o torna popular, até que seu segredo é descoberto. A história chega ao seu limiar quando a honra da turma é colocada em teste por que foi descoberto que um aluno colou.

Lembrei de meus anos na escola, sendo o único Adventista e guardador do sábado no meio de 99% de amigos de outra religião. Eu despertava inúmeras curiosidades quando assunto era religião, tal como piadas ou curiosidade.
O que há de tão parecido conosco que um jovem adventista se identifique com um jovem judeu? R: Guarda do sábado e preconceito religioso!
Há uma parte interessante quando o jovem judeu é chamado para jogar e quebra um de seus princípios, o dia de sábado. Ele vai jogar, pois não quer decepcionar o time! Mais tarde, aqueles que ele se esforçou tanto em não decepcionar são os que verdadeiramente o decepcionarão.
Quantos adventistas são como David Greene. Por aí nas suas escolas e faculdades pressionados a quebrar seus princípios, sua honra. Quantos são iludidos pelo medo de serem segregados porque guardam um dia diferente do mundo todo, segregados porque não vão ao tipo de festas que o mundo oferece, não bebem, não fumam, não comem carne de porco, não fazem sexo antes do casamento.
Mas qual é nossa diferença? Estes hábitos em si não nos fazem diferentes. Somos normais. Gostamos de esportes, namoramos, casamos, temos festas (diferentes, mas são festas), temos nossos acampamentos, camporis, congressos. Temos um tipo de vida social. Sonhamos com a formatura e uma carreira brilhante. Almejamos uma família e valorizamos os amigos.
Em resumo, ser um jovem adventista num ambiente que as pessoas não compreendem nossos hábitos é sempre um desafio. Mas quando as pessoas percebem em nós, honra e integridade, a nossa fé e costumes se tornam mais respeitáveis aos outros diferentes de nós.
Por que ter vergonha de ser o que somos? Por que nos escondermos como se estivéssemos fazendo algo errado? Cada jovem adventista é um convite ao mundo, uma voz aos outros jovens dizendo: ‘Há felicidade em Cristo e em seus mandamentos’!
Honra é manter o respeito pelo que somos independente do preconceito dos outros.

por

Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ateus Famosos

O Yahoo de quinta 20 de agosto, publicou a lista dos famosos que são ateus ou agnósticos. Por quê? Seria uma tentativa de chocar e atrair leitores para o Yahoo? Uma tentativa de mostrar que o ateísmo é culto e artístico, e que pessoas influentes não acreditam naquilo que o ‘povão religioso’ acredita? Ou seria uma tentativa de popularizar o ateísmo através das celebridades? Sei lá! Mas o certo é que o ateísmo tem muitas caras e objetivo nunca é fazer que o mundo se torne ateu, pois isto em si é impossível, o objetivo na verdade permanece em gerar desconfiança da criatura em relação ao Criador. Mais dúvidas provindas do medo, por conseguinte, menos fé!
Cheguei à conclusão, com base na lista de ateus famosos, que há quatro formas de gerar o pensamento da dúvida:
1. Ateísmo Juvenil: Esta modalidade de ateísmo tem como alvo, alcançar a nova geração de agnósticos, ateus e indiferentes religiosos. Eles começam a se familiarizar ainda jovens na TV e na Escola com a teoria da Evolução, os vícios e a busca pela satisfação própria. Seus modelos são:
O criador dos Simpsons, Matt Groening, que se define como agnóstico usa seu talento humorístico para dar a religião o tom de piada, como se fé fosse um tabu ou tradição que não pode realmente ser levado a sério, "Mas eu definitivamente acredito em inferno - especialmente depois de ver a programação de outono na TV", diz o autor. Groening é conhecido por seus personagens que estão a 20 anos no ar, em horário nobre da TV a cabo. Homer é o estereótipo do pai bêbado e imbecil em contraste contra Bart, o filho rebelde e incontrolável que deixa o ato de ser malvado quase que admirável e justificável. Vários episódios dos Simpsons são dedicados a debochar da religião, como um em que Homer grita no meio da igreja que a Bíblia não tem respostas para nada ou outro, em que sonhando, cada integrante da família se vê no lugar de um personagem das histórias bíblicas, Homer e sua esposa são Adão e Eva que debocham de um ‘Deus’ mostrado como tirano e careta, a menina Liza ajuda seu amigo que representa Moisés a libertar o povo num Êxodo onde Moisés ora ao deus sol para abrir o mar e depois que os Israelitas dão a descarga na privada o mar se seca para poderem passar, isto fora outras blasfêmias como debochar do Messias e mostrar a família Simpson descendo aos infernos no juízo final. Os vizinhos dos Simpsons são uma família de crentes reprimidos e fanáticos, em que o pai é um grande exemplo de hipócrita religioso.
O segundo nome do proselitismo ateu juvenil é o ator dos filmes que popularizam o ocultismo e a bruxaria entre os adolescentes, a série Harry Potter. O ator Daniel Radcliffe, defensor conhecido da teoria da Evolução e do Homossexualismo, declarou em 2007 que não acredita em Deus. Na verdade, este é o maior objetivo dos filmes de ficção e magia, levar as pessoas a desacreditarem o relato Bíblico, pois de tanto um indivíduo ler, assistir e depois dizer, ‘bem, tudo isso é bonito mas não é real, na verdade é só uma fabula inventada pois não existem poderes, espíritos e tais coisas’, com a mesma idéia e impressão lê a Bíblia e diz, ‘isto também deve ser só fabula e ficção, não é possível que tenha existido um jardim do Éden, um Mar que se abriu ou um homem que caminhou realmente sobre as águas’.
Recentemente uma nova abordagem é popularizar o ateísmo entre jovens e juvenis através de ‘ídolos’ famosos da garotada, como o astro de High School Musical, Zac Efron que se declarou agnóstico desde a sua educação familiar que não praticava qualquer religião.
2. Ateísmo Pop: Usa os famosos para promover uma ideologia de liberalidade, onde não é preciso se preocupar com a moral cristã, pois não há Deus e nem ajuste de contas com Ele. ‘Aproveite o máximo, pois isto é tudo!’, seria a filosofia.
"Sou provavelmente 20% ateu e 80% agnóstico. Não acho que alguém realmente saiba (se Deus existe). Você só vai descobrir, ou não, quando chegar lá. Até isso acontecer não existe porque ficar pensando no assunto", disse Brad Pitt. Para muitos artistas como a atriz Julianne Moore, o vocalista da banda Pear Jam, Eddie Vedder, o ator Sean Penn, a atriz italiana Mônica Bellucci, a atriz Katharine Hepburn e muitos outros famosos da telona e do mundo da música, Deus não existe ou simplesmente ninguém pode saber nada a este respeito.
A idéia de Hollywood a respeito de Deus, como personagem duvidoso e a religião como coisa de gente ignorante ou emotiva, o que fica bem claramente retratado no filme um tanto cativante e sucesso de bilheteria, ‘Contato’ um romance misturado com ficção cientifica, autoria de um cientista ateu, Carl Sagan, interpretado por uma grande atriz atéia, Jodie Foster, que disse: "Amo religiões e rituais mesmo sem acreditar em Deus. Celebramos as datas religiosas com as crianças e elas adoram. E quando perguntam 'somos judeus?' ou 'somos católicos?' digo que poderão escolher quando tiverem 18 anos". Mas, em 2008, assistida por um monge shantoísta, a atriz fez uma saudação oriental na première do filme "Nim's Island Japan".
3. Ateísmo Cult: Esta modalidade, apela para os famosos para mostrar o ateísmo como algo Cult, algo de gente importante que referencial popular como Bruce Lee que antes de sua morte misteriosa, disse em 1972 que não acreditava em Deus, algo curioso para o promotor de artes marciais que estão intrinsecamente ligadas a filosofias e crenças orientais dos espíritos. Ou o caso de cineasta, roteirista, escritor, ator e músico Woody Allen, homem de família bagunçada que disse que de vez em quando tem inveja das pessoas que são naturalmente religiosas, sem ter passado por lavagens cerebrais ou captadas por indústrias organizadas. Afinal, como é possível considerar como 'cultural' ou 'intelectual', Woody Allen e seus filmes sem graça? Bem isto é outro assunto além do ateísmo e da religião.
4. Ateísmo Intelectual: Finalmente a última e mais forte forma de propaganda ateísta é o marketing intelectual, escolhendo grandes pensadores e cientistas para dar a impressão que toda comunidade cientifica pensa da mesma forma.
Esta forma de ateísmo encontra sua base na teoria da Evolução e tem ela como seu maior objetivo. Para isso, usam nomes renomados como o físico agnóstico Marcelo Gleiser ou o declarado ateu Drauzio Varela aqui no Brasil.
Apesar de seu grande trabalho na área da medicina, Varela popularizado como um médico no entanto leva uma campanha sutil em prol do evolucionismo e ateísmo, "Sempre que ouvia as aulas de religião no colégio pensava que aquilo podia ser mentira. Quando você começa a fazer isso com religião é devastador, porque é uma questão de fé. Religião não admite racionalidade", disse ele numa palestra para estudantes. Este é o tipo de argumento que tenta fazer o religioso sentir-se ignorante em relação ao ‘ateu mais evoluído’. É um argumento apelativo de baixo nível, que não é baseado na convicção que os fatos propõem a mente, mas um apelo ao orgulho pessoal, pois ninguém quer sentir-se burro ou atrasado. então adota uma postura que não possa ser criticado.
De fato, os agnósticos em geral me parecem pessoas que procuram fundamentos para crer, talvez alguns deles se tornem um dia, cristãos como C. S. Lewis. Quanto aos ateus, de fato não acredito que existam autênticos. Existem pessoas decepcionadas com o modelo errado de Deus que lhes foi apresentado, decepcionadas com as instituições religiosas e com a corrupção dos líderes religiosos. Mas não há ateus reais! Se houver, não devemos nos preocupar pois a Bíblia diz que não devemos levar o ateísmo muito a sério;
“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” Salmos 141:1

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A HISTÓRIA DAS PENAS

Entre as árvores da zona pantanosa da Guiana nas florestas da América do Sul, vive o singular Jacu-Cigana, ou Cigana ou ainda, Hoatzin, um pássaro tão diferente dos demais, que a polemica quanto a sua classificação terminou por criar uma classe exclusiva para estas aves, as opisthocomus. Ele é uma obra prima do Criador!
Os filhotes de Cigana nascem na estação chuvosa com uma característica diferente das demais aves, quando pequenos, eles possuem garras. Elas são muito úteis para os filhotes que podem escalar os galhos e fugir do ninho em caso de ameaça ou se caírem na água, são capazes de nadar e voltar ao ninho, agarrando-se a troncos e galhos com suas garras que desaparecerão na fase adulta. A cigana também tem uma forma de alimentação diferente, come folhas que digere através da ajuda de bactérias simbiontes que vivem no seu papo. É uma ave que embora possa fazê-lo, não é especializada em voar, vive entre os galhos da floresta.
Se a cigana não mais existisse, se a encontrássemos fossilizada talvez a chamaríamos de ave primitiva, alguns até a chamariam de intermediária entre os dinossauros e as aves. Talvez, veríamos seus filhotes fossilizados com garras e diríamos, ‘eis aí o elo entre um réptil que virou ave’. Alguns veriam suas garras e diriam, ‘era um pequeno predador com garras para matar ou cortar carne’, ignoraríamos o habitat para o qual ela foi projetada e por falsos pressupostos a teríamos como uma predadora entre as aves primitivas. Já posso até ver os teóricos dizendo que os filhotes eram uma espécie e aqueles que sabemos serem adultos identificados como outra espécie um pouco mais evoluída. Será que eu, um leigo estou subestimando a capacidade perceptiva dos evolucionistas?
A história da corrida por provar a evolução das aves provinda dos dinossauros dá bons exemplos de o quanto especialistas podem se deixar levar pelas aparências e por seu imenso desejo de provar aquilo que já escolheram crer antes de ter provas, em vez de evidencias e meras deduções. Este é o caso do Archeoraptor, um fóssil de uma criatura meio ave, meio réptil que se pressupunha ser o elo perdido que ligaria os dinossauros às aves. Felizmente, Deus usa os próprios cientistas para revelar as verdades da Natureza, e foram eles mesmos que descobriram que o fóssil se tratava de uma farsa produzida com 88 cacos de partes de fósseis de animais diferentes. A fraude motivada por prestigio e fama resultou numa retratação da famosa revista National Geographic[1].
Isto aconteceu recentemente e tornou-se conhecido em 2001, graças a uma análise criteriosa com ressonância magnética, que mostrou que os pedaços haviam sido habilidosamente encaixados. Levando em consideração que o fóssil farsante tinha sido vendido por 80 mil dólares e que Rowe, o cientista que desvendou a mentira foi ameaçado, fico pensando quantas teorias viriam abaixo se carreiras e peças valiosíssimas de museus não estivessem em jogo.
Em 2003 os chineses apresentaram outra maravilha emplumada dos fósseis pretensamente transitórios entre sáurios e aves, era o Microraptor Gui, criatura peculiar e muito útil para embasar a teoria da origem do vôo nas aves. O M. Gui tinha ‘quatro asas’, na verdade, quatro pernas de tal maneira emplumadas que sugeria que as proto-aves, aprenderam a voar se jogando de árvore para árvore e passando de planador para voador. Alguns anos mais tarde, o caçador de paleo-farsas, o paleontólogo americano Tim Rowe da Universidade do Texas em Austin, o mesmo do caso Archeoraptor, analisou o fóssil e o declarou como falso enumerando várias razões (veja a matéria completa publicada na Folha de S.Paulo em [2]). Este foi um estopim de brigas que envolviam cultura, etnia e orgulho entre paleontólogos chineses e americanos. Desde então, cunhou-se o jargão, ‘cuidado com os fósseis made in china’.
Na mente dos cientistas evolucionistas parecia óbvio, aves deviam provir de répteis e se as aves são bípedes, deveriam vir de dinossauros bípedes e foi assim que a busca começou. Este mero raciocínio ignora que existem muitas formas análogas de animais de grupos diferentes sem relação entre si como o corpo de ictiossauros, golfinhos e tubarões ou o corpo recoberto de espinhos de ouriços e eqüídeas, o que não quer dizer um evoluiu do outro ou que tenham ancestrais comuns. Estes animais apenas têm capacidades similares para habitarem nichos ecológicos similares, o mesmo se dá com aves e dinossauros bípedes. Quando olhamos um avestruz com suas longas pernas e pescoço, lembramos dos filmes de dinossauros, pois os produtores de tais animações têm um pressuposto e ao avaliarem as estruturas análogas, deduzem serem criaturas ligadas evolutivamente e reconstroem as características de um com base nas do outro. Na verdade, é muito difícil saber como eram os fósseis, boa parte do que os cientistas interpretam hoje e produzem em seus desenhos e animações têm como base os animais atuais. Às vezes esta técnica tem lógica, mas é muito arriscada!
A idéia de dinossauros virando aves vem de longe, foi Huxley nos anos 70 do século XIX quem primeiramente observou as semelhanças entre o dinossauro compsognathos e o archeopterix, a mais antiga ave fóssil e sugeriu seu parentesco evolutivo[3]. Toda uma teoria deveria ser provada, então logo se imaginou que as penas, poderiam provir das escamas dos répteis, afinal as duas eram feitas de queratina, cobriam o corpo e eram arredondadas na extremidade. Ninguém parou para perceber o quanto penas são tremendamente complexas de um ponto de vista reduzido e ao fato de que penas nascem dentro da pele como as escamas dos peixes e diferente das escamas dos répteis.
A busca pelo dinossauro emplumado estava lançada e novamente da China, nos anos 90 surgiram vários candidatos, como o Sinosauropteryx prima, o Caudipteryx zoui e muitos outros pequenos dinossauros terópodes (bípedes) que pareciam uma sinistra mistura de galinha com dinossauros. Imediatamente toda a vida e aparência destes animais foram deduzidas, o interessante é ver o fóssil que na verdade são ossos preservados numa placa de rocha com impressões laterais um tanto confusas, as quais se deduz serem as procuradas penas.
Em 2006, a Nature (respeitado periódico cientifico) publicou um a descoberta de um Sinosauropteryx em versão Européia, igualzinho ao fóssil chinês e chamado de Juravenator starki. Entretanto, no lugar da cauda cheia de penas como se supunha ser a interpretação das marcas do fóssil do sinosauropteryx haviam uma cauda bem preservada com couro e traços de escamas[4].
As coisas ficaram mais difíceis ainda para os dinossauros chineses emplumados, quando em 2007 pesquisadores da Universidade de KwaZulu-Natal em Durban, África do Sul (Theagarten Lingham-Soliar e seus colegas), soltaram mais uma bomba sobre a teoria do dinossauros chineses com caudas emplumadas. Segundo suas conclusões, o que pareciam penas na verdade eram escamas de colágeno como se observa em tubarões e répteis, “As fibras levadas ao microscópio têm um aspecto perolado, explicam os cientistas em seu estudo. Elas poderiam ser provenientes de sua torção e de seu reagrupamento, devido ao ressecamento do tecido depois da morte do animal. As famosas penas não seriam, portanto, mais do que os restos de uma colcha de colágeno que proporcionava a esse pequeno dinossauro uma armadura de proteção. Não teriam outra função a não ser tornar mais rígida a sua cauda.[5]”.
Esse foi um golpe duro para a teoria da escama que virou pena. Mas antes que se tenha ‘pena’ desta pobre idéia, tenho que dizer que o desespero por fósseis intermediários não parou!






Em 2009, alguns dinossauros foram identificados com aparentes tufos de fios tubulares finos e rígidos, que foram deduzidos como sendo protopenas. (veja nas representações acima do mesmo animal como a interpretação 'cientifíca' difere, em um está com penas e plumas, no outro com espinhos e no outro com escamas) Seriam protopenas ou escamas longas? Ou ainda uma estruturas semelhantes às cristas de alguns lagartos como os iguanas? O fato é que a teoria trouxe mais confusão do que explicação para a teoria das escamas que viraram penas. Veja a citação abaixo:
“Se as estruturas presentes no T. confuciusi forem mesmo protopenas, isso poderia indicar que o ancestral comum de todos os dinossauros talvez estivesse coberto por um tipo de penugem. Mais tarde, alguns de seus ancestrais teriam retido essa característica e até tornado a plumagem mais complexa, enquanto outros perderam a cobertura de penas. Uma possibilidade alternativa é que as "penas" do T. confuciusi são estruturas de natureza diferente e foram "inventadas" independemente pelo organismo do bicho, mais ou menos como os pêlos dos mamíferos. Só mais fósseis e estudos poderão resolver esse enigma.[6]
O problema, é que a pretensa idade deste fóssil é tão antiga que as protopenas teriam que ter aparecido depois desaparecido nos seus descendentes e finalmente reaparecido prontas nas primeiras aves. Mesmo assim, esta nova onda de possibilidades penosas despertou os Chineses que apresentaram um estranho dinossauro de 2 metros de altura, conhecido desde 1999 como Beipiaosaurus, como novo candidato emplumado[7]. A alegação é que ele tinha espinhos semelhantes a um porco espinho, que eram usados como adorno e que se transformaram em penas. O que os espinhos de um porco espinho têm haver com penas de aves? Eu não sei, mas o fato é que a teoria morre por aí, pois o fóssil de protopenas é de 125 milhões de anos, enquanto as penas completas do Archeopterix são de 150 milhões de anos na interpretação Evolucionista, portanto o proto não pode ser mais novo que o completo.
No desespero destas incongruências a teoria Evolucionista fez mais uma desesperada tentativa, o longisquana. Uma equipe russo-americana identificou seis fósseis da Ásia no Quirguistão de um réptil aparentemente quadrúpede com longas saliências nas costas, que eles concluíram ser escamas. Segundo eles, “O Longisquama joga essa interpretação ( aves como descendentes dos dinossauros) no lixo. "As penas são estruturas muito complexas que apareceram em um único momento na cadeia evolutiva", diz John Ruben. "Elas não poderiam ter aparecido tão cedo no Longisquama e depois ressurgido num dinossauro 100 milhões de anos mais tarde." Ou seja, o Caudipteryx e o Protoarchaeopteryx só poderiam ser aves primitivas descendentes do antiquíssimo Longisquama, e não de dinossauros”[8]. Ou o caudipteryx e protoachaeopteryx eram apenas fósseis mal interpretados?
O assunto é tão polemico que a briga entre evolucionistas chega a cogitar se as marcas de penas do longisquama não seria apenas um lagarto deitado sobre fetos de vegetais. Note, se isto fosse uma conclusão de Criacionistas seriamos queimados nas fogueiras do Ultra Darwinismo como ‘ignorantes e anticientíficos’!
Todavia, quero dizer que nem todo fóssil de aves estranhas ou chinesas é falso ou mal interpretado! Há uma região no noroeste da China que é um grande depósito de fósseis de dinossauros, pterossauros, mamíferos e aves, um lugar chamado Liaoning. Este lugar chama a atenção pela quantidade de fósseis de aves, pois em geral eles são raros no mundo todo.
Realmente, a corrida na busca das aves começou quando na época de Darwin um fóssil foi retirado de minas rochosas da Alemanha, apenas mais seis ou sete seriam encontrados daquele que se tornaria o mais valioso e estudado de todos os fósseis, o Archeopteryx. Ele tem sido apresentado ao longo dos anos como um autentico intermediário entre os dinossauros e as aves, pois tem características de répteis, tais como garras, cauda ossificada e dentes, porém tem um corpo leve como as aves, penas distintas e completamente formadas, muito bem preservadas e identificáveis.
O Archeopteryx que vivia entre dinossauros era um animal raro e seus poucos fósseis demonstram que ele parece ter sido uma criatura que não deu certo ou que vivia de forma isolada. Estou sugerindo evolução e seleção natural? Não, na verdade creio que Deus criou todas as criaturas, mas nem todas as criaturas são como Deus as criou, o grande conflito entre o bem o mal neste mundo trouxe seus efeitos a toda criação, Rm. 8:22-23. Por outro lado, o archeopteryx é totalmente ave, e por sinal muito bem projetado para viver no meio hostil dos poderosos dinossauros. Olho para seu fóssil e vejo um tipo de hotzin (Jacu-Cigana), usando suas garras para manobrar entre os galhos da floresta densa e se equilibrando com sua cauda.
Quem disse que uma ave não pode ter cauda, garras ou dentes? Seriam os mesmos que acham que um mamífero não pode colocar ovos e ter bico? Pois bem, o ornitorrinco coloca ovos, tem bico e seu DNA apresenta características de mamífero, réptil e ave, mas, no entanto ele não tem qualquer parentesco evolutivo com aves, como isto é possível? Da mesma forma que é possível as aves terem garras como a Cigana da Guiana Sul Americana ou terem dentes como os extintos pássaros aquáticos pescadores esperonis e ictiornis. São seres singulares, criaturas mosaicas que misturam diferentes características de diferentes animais, sem necessariamente ter relação com estes. Um capricho do Criador, para mostrar que a vida não é simples, porém complexa!
Os cientistas concordam que o Archeopteryx podia voar o que em si já é um fato que o desqualifica como intermediário, pois um intermediário não sairia fazendo repentinamente algo complexo como voar. Eles têm fúrcula como outras aves e ao contrário dos répteis, tem penas perfeitas e assimétricas para o vôo, seus dentes têm raízes planas diferente dos dentes dos dinos que tem raízes estreitas. Para entender melhor como o Archeopteryx foi uma ave completa, veja em[9].
Aves exóticas, com garras e algumas com dentes existiram no passado da Terra. De fato, a vida parece ter sido muito mais variada no passado, hoje estamos vendo uma aniquilação das espécies e não uma evolução, o que nos leva novamente a Liaoning na China, que em outros tempos deve ter sido uma região exuberante e de fauna singular, assim como hoje a Austrália, Nova Guiné e Madagaskar tem espécies únicas destes locais.
A China pré histórica conheceu muitos tipos de aves, em linguagem evolucionista, elas eram bem mais aprimorados que o Archeopteryx, porém em geral com as características distintas como garras e dentes. Havia variedades do Archeopteryx como o interessante Jeholornis prima, que voava melhor e comia sementes, havia também o Yanornis Martini, outra versão do Archeopterix que hora pescava e hora comia vegetais. E também, interessantes espécies como o Liaoxiornis delicatus, com dentes e do tamanho de um pardal e o bem sucedido Confuciusornis que conta com centenas de fósseis de vários tipos, em geral uma ave com cauda muito curta e com penas bem desenvolvidas em alguns casos que se acredita ser diferenciação sexual. Estas criaturas a semelhança de outras que viveram nas mesmas condições desapareceram por várias razões, sendo a principal delas uma catástrofe global que inundou a Terra. Estes animais não foram capazes ou adequados para sobreviver no planeta sob novas condições e extinguiram-se.
A toda hora novos fósseis são divulgados na esperança de apresentar o dinossauro emplumado, um dos últimos foi um tipo de ave com dentes batizado de Epidexipteryx hui, divulgado pela Nature[10]. Sim, ele também é chinês. O animal, sem cauda óssea, com garras e dentes, mas com pernas que parecem lhe designar o estilo terrestre, sua principal característica são longas plumas da cauda. Mas se ele é o ancestral de archeopteryx e de seus semelhantes que tem cauda óssea, como é possível que ele não tenha? As notícias sempre saem conclusivas, ‘achado elo perdido entre dinossauros e aves’, passa algum tempo e novos fatos vêm a tona, mudando tudo que se pensava saber! Tenho duas calopsitas em casa, olho para elas e penso; ‘O que há de réptil nelas? O que há de dinossauro nelas? O que há de escama em suas penas?’.
A história da busca da origem das penas e das aves tem produzido muitas contendas, polemicas e episódios vergonhosos. Parece que o que está por trás de tudo é a busca pela fama, renome e transações milionárias que exploram a mídia sensacionalista. Será possível que um dia comprovem que um tipo de dinossauro tinha penas? Não sei, talvez sim e porque não? Há várias formas de animais mosaicos, com características que normalmente não deviam ter. Deus criou a vida complexa e não simples. Outro ponto a se considerar é que Deus é o autor de todas as coisas, mas não criou todas as coisas como as conhecemos, o mal fez suas confusões por todo lado. Mas por enquanto, dizer que dinossauros tiveram penas é algo ainda muito arriscado que provém mais da interpretação baseada no desejo que seja real, do que em fatos seguros. Em geral, a paleontologia tem fornecido um quadro interessante do mundo que pereceu e aves são encontradas cada vez mais próximas do registro fóssil dos dinossauros.
Qual é a origem das aves e de suas penas?
“E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu.” Gn. 1:20.

Por Pr. Ericson Danese

[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u3202.shtml
[2] http://criacionista.blogspot.com/2008/04/fraude-do-microraptor-gui.html
[3]http://www.cienciaviva.pt/imprensa/index.asp?accao=showartigo&id_media_artigo=336
[4] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14361.shtml
[5] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16479.shtml
[6] http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1048501-5603,00-DINOSSAUROS+TIVERAM+PENAS+DESDE+A+SUA+ORIGEM+SUGERE+NOVO+FOSSIL.html
[7] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u489775.shtml
[8] http://veja.abril.com.br/280600/p_085.html
[9] (Adpatado de Harun Yahya), http://criacionista.blogspot.com/2008/10/archaeopteryx-ave-extinta-ou-forma.html
[10] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u459093.shtml

domingo, 2 de agosto de 2009

SÓ PELO PRAZER DE CORRER


Como a competição do dia a dia, desfigurou nossa imagem de Deus. “Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão?” Jeremias 12:5

É como se as chitas (guepardos) tivessem sido planejadas por uma divindade e os antílopes por uma divindade rival. De modo alternativo, se há apenas um Criador que fez o tigre e o cordeiro, a chita e a gazela, aonde Ele quer chegar? Será Ele um sádico que se deleita em ser um espectador de esportes sangrentos? Estará Ele tentando evitar uma superpopulação entre os mamíferos da África? Estará Ele manobrando para maximizar os índices televisivos de David Attenborough?
Richard Dawkins (O Rio que Saia do Éden)
Os documentários de vida animal, cada vez mais populares trazem para nossa vida diária, algumas das perguntas do biólogo ateu que citei acima. Na savana Africana, cada dia é uma ‘corrida’ pela sobrevivência do guepardo (chita) ou do antílope. Quando o sol se por, se um estiver vivo o outro estará com fome, ou um estará satisfeito e o outro estará morto!
O guepardo é o mais rápido animal terrestre, ele vai de 0 a 72km/h em 2 segundos, atinge 115km/h e salta a uma altura de 3 metros . Ele tem grandes narinas e pulmões para poder oxigenar seus músculos poderosos, conta com uma cabeça pequena e um corpo aerodinâmico terminado em uma longa cauda que proporciona o equilíbrio para o corpo nas velozes curvas que tem que fazer.
A vida do guepardo não é muito simples apesar de seus grandes poderes, ele é o concorrente indesejável de leões, leopardos e hienas, que dizimam seus filhotes. Em geral até 70% dos guepardos morrem nos primeiros três meses de vida. O felino tem que ser rápido até no comer, pois alguma outra fera da savana, mais forte ou em maior número virá para roubar todo seu esforço .
Do outro lado deste drama encontram-se as gazelas de Thomson, cujos filhotes já nascem com longas e fininhas pernas e estão prontos para correr até o último segundo de suas vidas driblando os guepardos. Para sua felicidade, normalmente o caçador é quem perde, já que depois de 300 ou 400 metros, a super velocidade vai terminando até que o felino se reduza a um gato magrelo e ofegante, enquanto a gazela mais resistente, viverá para disputar mais uma vez a corrida. Por que ficamos encantados com essa competição nas savanas da distante África? Por duas razões que observaremos a seguir:
1) Na competição que se tornou a sociedade humana, nos perguntamos: ‘De que lado Deus está?’
Um pai de quatro filhos está na seleção para conseguir um emprego e na mesma fila de entrevistas está um marido cuja esposa doente necessita de seu salário para os remédios, os dois estão orando ao mesmo Deus pelo mesmo emprego, a qual deles Deus vai favorecer? É realmente Deus quem define isto, ou será que Deus deixa no livre arbítrio do empregador? E se nenhum dos dois for favorecido, e quem ganhar o emprego for um jovem, sem família e pouco religioso?
Perguntar essas coisas me parece como perguntar sobre o que Deus pensa de guepardos e gazelas, são perguntas irrelevantes e demonstram uma leitura muito distorcida da pessoa de Deus e seu plano. Um Deus que cuida das aves, cuida de guepardos e gazelas, e ainda muito mais de seres humanos. A existência do mal, do infortúnio e da dor, não justifica a inexistência de Deus ou sua impotência. Pelo contrário, nosso próprio desconforto mental demonstra nossa consciência em um padrão ético maior que podemos oferecer em nossa sociedade ou reconhecer na natureza.
Nada neste mundo faz sentido se não se compreende a teologia do Grande Conflito entre Cristo e Satanás, nada fará sentido se não se compreende o plano de Deus, pois Ele não apenas destruirá o mal e a injustiça um dia, mas permite que nos convençamos que o mal não é uma boa opção e nos corteja a desejarmos a bondade. No entanto, Deus manda chuva sobre justos e ímpios, suas bênçãos são para todos, mas espera que aqueles que as alcançam as estendam aos seus semelhantes.
Um dia será do guepardo que ganhou garras e dentes mas menor resistência, outro dia será da gazela sem defesas mas com maior resistência. Este equilíbrio é uma pálida alternativa aos efeitos destrutivos do pecado em nosso planeta. Afinal, Deus não está do lado nem de guepardos, nem de gazelas, Ele não escolhe partidos, Ele é que deve ser escolhido por seus seguidores. Deus nunca desejou a morte de gazelas, ou a fome para os guepardos, mas isto é o resultado do desejo de supremacia de Lúcifer, este é o fim último da competitividade, inevitavelmente haverá um perdedor.
2) Identificamo-nos com o Guepardos e Gazelas;
Todos nós temos corridas diárias, muitas vezes injustas, outras vezes recompensadoras. Escolhemos o guepardo ou a gazela para torcer, porque nos projetamos neles, queremos sentir a sua vitória. Entretanto, para o guepardo é só um almoço, se ele pegar vai comer, não ficará dando pulos e nem terá lágrimas nos olhos, se estiver de barriga cheia, nem se dará o trabalho de correr. Quando o pecado contaminou este mundo, tentou substituir o desejo de glorificar o Criador, pelo desejo de sobrepujar nossos semelhantes e foi então que inventamos os pódios, o lugar onde ‘só pode um’.
Alguns irão para as ruas correr diariamente, talvez pelo sustento, talvez pela saúde, outros simplesmente pelo prazer, estes últimos parecem competir apenas com o vento e a estrada! É a alegria de anônimos que correm nas maratonas da vida como crianças no parquinho.
A Bíblia fala que no Novo Céu e Nova Terra, presas e predadores pastarão juntos em harmonia, será o fim da competição! Certamente nas campinas da Nova Terra guepardos e gazelas estarão correndo a toda velocidade, só pelo prazer de correr!
Por Pr. Ericson Danese