terça-feira, 15 de setembro de 2009

ARACNÍDEOS - Assustadores ou Surpreedentes?

Chocam ovos de basiliscos, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e do ovo que for pisado sairá uma víbora. Isa. 59:5

O texto de Isa. 59 trata sobre a razão pela qual Deus não está cumprindo suas promessas para com seus povo. O fato que ocorre é que os pecados fazem separação entre Deus e Seu povo. Na verdade o capítulo vai se dedicar a demonstrar a real natureza traiçoeira do povo, arquitetando cuidadosamente ciladas tal como as aranhas tecem suas teias para vítimas descuidadas. Se o ditado diz que Deus não dá asas a cobras, também é certo que não deu aos aracnídeos, seres de um mundo em miniatura por um lado assustador devido sua natureza predatória e por outro, surpreendente por suas habilidades tão especiais e complexas.
Eles não são insetos, diferem destes pelo fato que aracnídeos nunca tem asas, sempre tem 8 patas, embora possam ter apêndices como cauda ou pinças e possuem o corpo dividido em duas partes.

Os menores aracnídeos que existem são os Ácaros. Existem cerca de 30 mil tipos deles. Estes microscópicos aracnídeos habitam no pó, mas também há alguns tipos aquáticos inclusive marinhos. Encontramos ácaros que se alimentam de plantas, outros que se alimentam de restos e detritos e ainda os que são parasitas. Os ácaros que habitam nossas casas infestam colchões, tapetes, brinquedos de pelúcia e roupas de lã eles comem os restos de nossa pele que perdemos em média 1g por dia. Estes ácaros produzem a maior parte das alergias e renites que afetam o homem. Há ainda, ácaros que vivem na pele humana provocando irritações que chamamos de acne e sarna.
Um pouco maiores e menos simpáticos são os Carrapatos, que infestam o mundo inteiro parasitando e sugando o sangue de suas vítimas, o que os faz transmissores de muitos tipos de doenças. Parece difícil imaginar a utilidade destas criaturas parasitas no mundo criado, no entanto sabemos que a natureza infestou-se de pragas modificadas pelo pecado.
Mas nem tudo o que nos parece praga e imprestável, talvez o seja! Os Escorpiões caçam por emboscada, esperam pacientemente por suas vítimas que são por sua vez muitas das pragas invertebradas que nos atormentam. Na verdade, os escorpiões podem baixar o metabolismo e passar até um ano sem comer e sem beber esperando sua refeição. Em pântanos ou desertos eles proliferam e já que são criaturas noturnas, seu sentido mais apurado não é a visão, mas o tato que munido de pelos sensoriais especiais pode detectar as mínimas mudanças no ar e ondulações no solo.
Embora o veneno do escorpião pareça uma maldição, cujas 40 espécies de 1,3 mil conhecidas sejam letais ao homem, estamos apenas agora tendo uma vaga idéia de porque o Criador permitiu tais animais portarem estas toxinas. Percebeu-se que a proteína de seu veneno, em forma isolada não faz mal ao homem e pode ajudar a combater o câncer no cérebro.[1] Dizem que a diferença entre o veneno e o remédio, é só a dosagem. Talvez Deus já tenha nos dado uma surpreendente farmácia na natureza.
Os ‘escorpiões-vinagre’ são curiosamente parecidos com os escorpiões, mas no lugar do ferrão na
cauda, possuem um tipo de cauda em forma de antena. Suas glândulas anais segregam um odor defensivo forte com cheiro de vinagre.
Teria sido assim os escorpiões antes do pecado amaldiçoar esta Terra? Talvez. Quem sabe em fez de ferrão um tipo de cauda e no lugar de pinças que servem para prender a presa, haveria pinças para revirar e reciclar o solo tal como os caranguejos o fazem com a areia da praia.
Um meio termo entre aranhas e escorpiões são os Pseudoescorpiões. Eles têm 2-6 milímetros e aparentemente são mini escorpiões, mas não tem cauda. Capturam suas presas com suas pinças como os escorpiões, mas injetam veneno pela boca como as aranhas. No mundo dos aracnídeos, existem ainda outros semelhantes a escorpiões e aranhas, tal como os amblipigeos e os solífugos.
Há ainda os opiliões erroneamente confundidos com as aranhas, seres que não possuem veneno, não fazem teias e ao contrário das aranhas, são capazes de ingerir alimento sólido. Os opiliões são predadores noturnos que se defendem com glândulas de mau cheiro. São encontrados em cavernas, florestas e savanas. O segundo par de patas é normalmente mais longo que o primeiro, pouco usado para locomoção e mais habilidoso para funções sensoriais.
Por sua vez, nada no mundo dos aracnídeos se compara as quase 40 mil tipos de aranhas que existem. Elas proliferam em toda parte temendo apenas as vespas, os pássaros e os morcegos seus predadores. Dizimam pragas como baratas e mosquitos.
Na primeira parte de seus corpos encontramos o cefalotórax que comporta o cérebro muito simples composto de apenas dois aglomerados de neurônios que acionam todo o complexo sistema nervoso capaz de reflexos apurados, cálculos para construção da teia e coordenação dos sentidos especiais tais como alguns pêlos super sensíveis capazes de captar mínimas vibrações no ar (som). Tudo isto sobre quatro pares de patas, munidos de tufos de pelos com micro pés capazes de aderir e agarrar em quase todo tipo de superfície.

A segunda parte de seu corpo é o abdômen que abriga o coração que nada mais é do que um tubo envolto num músculo. A seguir temos o canal alimentar, órgãos reprodutores e pulmões que trocam o oxigênio pelo gás carbônico quando este passa por uma fina traquéia e pulmões em forma de folhas de um livro. E finalmente, sua mais incrível característica é as fiandeiras.
Na verdade, os cientistas não sabem explicar exatamente como as aranhas fiam, nem são capazes de reproduzir sua seda que é muito superior a qualquer outra produzida por outros invertebrados. É como se Deus tivesse instalado micro fábricas que na verdade são ‘maquinas’ biológicas que produzem uma proteína. Cada glândula fiadeira produz um tipo de fio, para tipos diferentes de propósitos. A engenhosidade é tão complexa neste pequeno ser, que a aranha pode controlar até a espessura do fio que quer produzir. As glândulas fiadeiras expelem um líquido que ao entrar em contato com o ar se tornam um fio, o qual combina perfeitamente resistência a flexibilidade.
A seda pode ser revestida de camadas duplas, pode receber cobertura adesiva ou impermeabilidade a água. Ela é 5 vezes mais forte que o aço, e 2 vezes mais forte que kvalar usado para confeccionar coletes a prova de bala. Um fio pode se estender sobre o próprio peso por até 70km sem quebrar. É tão forte que há quem estime que um fio da grossura de um lápis poderia parar um boig 747. Muitas aranhas comem e reciclam a própria seda, não há desperdício!
O homem já se utilizou destes fios preciosos em instrumentos ópticos, algumas tribos da América
do Sul os aplicam para curar feridas, Polinésios a usaram como linha de pesca e nativos de Madagascar chegar a produzir um tipo de tecido com uma variedade dourada da seda.
A seda foi projetada pelo Criador para muitas utilidades para a aranha, confeccionar ninhos e ambientes para os ovos e filhotes, cabo de segurança em sua ‘escaladas’ e existe até um tipo de filhote de aranha que estica um fio com tufo na ponta que o carregue no vento como se fosse um paraquedista, acredita-se que foi assim que as aranhas colonizaram as distantes ilhas do Havaí.
Porém é como armadilha que mais conhecemos a seda. Existem muitas formas, algumas são apenas buracos tapados com um alçapão de seda e outras são elaboradas e geométricas construções, muitas vezes incolores e fatais.
Algumas aranhas fazem uma espécie de rede e saltam sobre suas vítimas as envolvendo e emaranhando, outras como a aranha boleadeira da América do Sul estendem um pequeno fio com uma gota adesiva repleta do odor de mariposas, a aranha gira o fio até que as mariposas são atraídas e finalmente grudadas no fio a girar da aranha são capturadas.
A maioria das teias é irregular, mas a mais comum é a orbicular que lembra uma rede com anéis que saem do centro. A aranha não fica grudada na própria teia porque possui patas impermeabilizadas e sabe onde pisar, pois nem todos os fios são adesivos.
Em alguns lugares do mundo as aranhas são capazes de viver em colônias, construindo grandes teias que ligam a copa das árvores e captura tudo o que passa por ali, algumas vezes até pequenos pássaros. Quando Pastor na cidade Cruz Alta-RS, tive a oportunidade junto com meu clube de Desbravadores de estudar uma enorme teia que ligava as árvores entre um rio de uns 5 metros de extensão. Eram cerca de 50 ou 60 aranhas da espécie Nephila Clavips, a popular tecedeira dourada que fia uma seda cor de ouro e muito resistente. No verão seguinte, voltei ao mesmo lugar para fotografar, mas era tarde demais. O veneno usado para pulverizar plantações vizinhas já havia acabado com elas.
As aranhas que não fazem teia também são grandes caçadoras, entre elas está a maior aranha que se conhece, a caranguejeira chegando a ter um corpo com 5 a 8cm. Caça cravando na vítima suas presas que recebem o nome de quelíceras. Também chamadas de tarântulas, estas aranhas vivem em tocas e possuem o corpo coberto de pêlos, na maioria das vezes urticantes para defendê-las dos predadores.
Em matéria de veneno, as aranhas brasileiras mais perigosas são as pequenas ‘aranha marrom’ que aprecia as frestas das casas humanas e a famosa ‘viúva negra’ que devora o macho após a cópula, hábito comum entre aranhas e escorpiões. A mais agressiva e perigosa de todas é aparentemente, a ‘armadeira’, muito comum em gramados altos seu veneno é nerotóxico e cardiotóxico, nestes casos a única saída é a procura de um posto de saúde para tomar o soro.
As aranhas não engolem nada sólido, elas injetam veneno que derrete sua vítima por dentro e depois sugam para seu estômago. Como seria no tempo antes do pecado, quando não havia
morte e predação? Talvez como alguns insetos, estes aracnídeos tivessem um aparelho bucal feito para perfurar e sugar plantas, ou ainda seu veneno operasse tal como um suco digestivo jogado sobre o alimento para depois ser sugado tal como as moscas o fazem.
O grupo das aranhas é de uma variedade enorme, tal como aranhas que tem a habilidade de se camuflar com a mesma cor de uma flor tal como amarelo, branco ou verde e atocaiar abelhas desavisadas. A aranha saltadora com seus olhos enormes pode rastrear seu alvo e saltar até 50 vezes o seu tamanho sobre este. Há outra aranha que se especializou na arte do mergulho e caça insetos aquáticos e pequenos peixes, é a aranha aquática (Argyroneta aquatica) que constrói um ninho com bolhas de ar para poder respirar. Transporta pequenas bolhas sobre o ventre para o fundo em lagos e locais de água parada, junto a uma folha ou caule de planta aquática.
Como vimos, os aracnídeos e em especial as aranhas são seres altamente especializados e complexos.
Notavelmente, no registro fóssil segundo a datação evolucionista, estes animais aparecem nas camadas mais antigas, tais como são hoje ou maiores, mas iguais. Não há ancestrais ou formas evolutivas intermediárias, porém há abundante registro fóssil de escorpiões e aranhas como que surgindo abruptamente entre os primeiros animais terrestres no Carbonífero e Permiano. Nenhum modelo evolucionista pode apresentar evidência fóssil ou experimental da formação de habilidades, fisiologia e hábitos destes animais.
De fato, os aracnídeos são uma evidência contrária ao Darwinismo e assustadora para os Evolucionistas, mas para os Criacionistas, é mais um mundo de seres surpreendente feito por Aquele que projetou todas as coisas maravilhosas.

Por Pr. Ericson Danese
[1] http://ciencia.hsw.uol.com.br/escorpiao-sem-agua-e-comida1.htm

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