sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ninguém quer ser Ovelha!

Entre os mamíferos que possuem dedos em número ímpar, encontramos a sub-ordem dos Ruminantes a qual se separa dos Suínos e Camelos que também tem patas com dedos ímpares, mas não ruminam. Os Ruminantes são o grupo de animais de casco dividido compreendidos pela cabra, ovelha, bois, búfalos, bisões, girafas, cervos e antílopes. Os ruminantes foram considerados animais limpos, ou seja próprios para o consumo na lei de Deus, (ver Lv.11). Do ponto de vista de Moisés, ruminante parecia ser aquele animal que remoia o capim, fato que explica porque ele incluiu animais como Arganaz e Lebre de forma aparentemente errônea na classificação de ruminantes.
Na verdade, os ruminantes como consideramos no moderno sistema de classificação contam com um design especial para seus complexos estômagos com 4 cavidades, capazes de transformar o pobre capim no rico leite. A celulose, uma fibra vegetal que o homem não pode digerir é digerida pelas numerosas bactérias no estomago dos ruminantes. Quando as moléculas do capim são quebradas as substancias químicas passam ao sangue da vaca pelos intestinos, em especial as proteínas são levadas pelo sangue as glândulas mamárias. O leite é tão importante para o homem que já exploramos a criação de bois, búfalos, renas e iaques. Algumas vacas são capazes de produzir até entre 20 e 30 litros de leite por dia.
O capim pode ser áspero e conter farpas cortantes, mas as línguas das vacas mesmo se forem cortadas não adquirem infecções, na verdade, a língua desses animais é cuidadosamente projetada, no caso das girafas ela é tão habilidosa quanto o tentáculo de um polvo, agarrando para girafa e ‘manuseando’ as folhas e galhos das copas das árvores.
Os ruminantes são muito visados pelos grandes predadores, então o Senhor lhes deu um design que possibilita uma chance justa de auto defesa. Estes animais são capazes de estar em pé e correr, pouco depois do seu nascimento. Girafas ao nascerem caem de mais de um metro de altura, levantam e mamam. Gazelas atacadas por predadores que estiverem no meio do parto e forem podem parar o processo, fugir e depois terminar o parto, o filhote poucos segundos ou minutos depois se levantará e correrá para salvar sua vida. Como é possível tal instinto de defesa tenha aparecido com o passar de milhares de anos sem nenhuma condução ou planejamento? Se isto não tivesse sido planejado pelo Criador desde o início, tais animais não teriam conseguido se defender ou sobreviver, uma vez que predadores sempre existiram e os ruminantes não são capazes de carregar suas crias ou providenciar abrigos para elas.
A pele desses animais possui várias versões e projetos. O bovino do Tibet chamado Iaque receberam uma capa de pêlos que o faz invulnerável ao frio dos 4 ou 6 mil metros de altitude onde vive nas montanhas do Himalaia. A vida humana é tão dependente destes animais que os Tibetanos nem teriam conseguido colonizar aquela região sem o Iaque, do qual eles usam o leite, a força para o transporte e até as fezes para combustível das lamparinas. Já outros ruminantes receberam em sua pele a maravilhosa lã, um tipo de pêlo projetado por Deus para servir de isolante térmico especialmente aos caprinos como a Cabra das Neves que vive no norte americano e mantém sua lã branca o ano.
No calor da Índia e África os Búfalos com 900kg, tem um couro tão resistente que até os leões com suas afiadas garras tem dificuldade de rasgar. Não apenas o couro desses animais é forte, mas seus chifres são fatais. Muitos ruminantes desenvolveram cabeças com crânio duro capaz de dar golpes violentos tal como os Bodes, os Bois Almiscarados (na verdade da família das ovelhas) e o Argali e o Muflão com seus chifres enrolados, um grande carneiro da Ásia de 1,20m de altura que está ligado em seu passado aos primeiros ovinos domesticados pelo homem.
Quase todos os bovídeos têm chifres, galhadas ou cornos que lhes servem como arma de defesa. Os formatos são os mais variados e criativos, alguns são curvos para golpear, outros são pontudos para espetar, alguns são laterais para animais corpulentos, outros são leves para animais velozes e outros ramificados para funções tal como ornamentação. Normalmente esta é uma característica dos machos, mas no caso das Renas e dos Alces pode aparecer em ambos os sexos. Um estranho cervídeo da Kóreia com aparência ‘pré-histórica’ mostra que as espécies do passado na verdade nada mais foram do que variedades diferentes daquelas que estamos acostumados a ver, falamos do Hidropode que em vez de chifres tem caninos longos como dentes de sabre.
Os ruminantes foram projetados por Deus para as mais diversas regiões e climas, alguns tipos de cabras podem viver nas regiões montanhosas e comer quase qualquer coisa, alces comem além do capim, cascas de árvore nas épocas de escassez, bisões com seu manto peludo cruzam as planícies e encostas cobertas de neve e com sua pesada cabeça removem a neve e pastam o capim congelado mais fundo, algumas gazelas e o lindo Órix na savana seca e desértica quase nunca bebem água tal como os camelos. O Órix pode sentir o cheiro da chuva a km e rumar para lá.
As patas do Oreotrago são fortes apesar de pequenas e ele saltita de uma rocha a outra, tal como se uma bailarina pulasse de um penhasco a outro com sapatos de salto alto. O Antílope Tibetano tem maior número de células vermelhas para viver nos altiplanos do Himalaia e não perder o fôlego no ar rarefeito das montanhas. Se o espaço for pouco por entre arbustos das montanhas dos Andes, o Pundu é pequeno, roliço e mal tem chifres para não enroscar-se nos galhos com sua altura de 45cm que o faz o menor cervo do mundo. Já o Cervo do Pantanal ganhou do Criador uma adaptação especial para os alagues onde vive, suas patas possuem membranas entre as unhas que lhe permite não afundar tão facilmente nos brejos.
Estes animais são muito sociáveis, vivem na maioria das vezes em rebanhos ou manadas buscando a proteção da coletividade. Impalas são tão amigáveis que vivem entre outros vegetarianos como Zebras, Gnus, Avestruzes e outros. Todos os anos milhões de Gnus em rebanhos de até 2 mil animais migram pela região do Seringeti na África, cruzando rios e escalando barrancos com coragem incompreensível enfrentando crocodilos, hipopótamos, leões e leopardos em cada pedaço da jornada. O Gnu é muito curioso, pois aparenta ter cabeça e chifres de vaca, corpo e trote de cavalo e pernas de antílope, um verdadeiro mosaico! Caso fosse um fóssil extinto, não faltariam aqueles que o chamariam de espécie intermediária.
Por falar em fósseis, eles nos mostram que os ruminantes há muito tempo sem intermediários ou uma lenta evolução. Estes animais já eram complexos como os de hoje e algumas vezes em versões maiores como o Bisão Antigo e o Bisão de chifres Longos que de ponta a ponta de seus cornos chegava a 1,8m, o maior animal era o Búfalo Gigante de 2,5m e 1,5 toneladas. Havia também o Cervo Gigante, o Alce Gigante de 3m de altura e 1,2 toneladas e chifres com 3,5m de uma ponta a outra e até mesmo um tipo de gazela com um terceiro chifre no focinho em forma de forquilha.
Os primeiros povos após o Dilúvio e a Torre de Babel rapidamente se expandiram pela Ásia, África, Europa e mais tarde, provavelmente através da Beringia uma ponte provisória de terra entre a Ásia e o Alaska. Com as mudanças de temperatura e as glaciações e a dificuldade de pequenos números desenvolverem civilizações estes primeiros exploradores humanos foram caçadores e coletores que se deslocaram através de rebanhos que migravam, caçando renas, bisões, bois selvagens e outros dos quais retiravam a carne, a pele e até os ossos dos quais faziam ferramentas. O Arouque, um boi selvagem da Europa e Ásia certamente descendem de animais criados por estes primeiros povos que fugiram e se tornaram selvagens, estes poderosos animais foram perseguidos até serem completamente dizimados por volta 1627, lembrando o que diz Jó 39:9.
Mas existe um que desafia toda a teoria da evolução, um animal tão veloz quanto o possante Guepardo da África, porém vive na América do Norte onde também o guepardo o perseguiu, mas não prosperou. Falamos da Antilocrapa um animal singular que mistura tantas características que deixa os evolucionistas atônitos sobre suas origens. Seus fósseis são como o animal que conhecemos hoje, tem crina eriçada, dedos laterais como os bois, mesmo número de vértebras dos veados, os chifres caem todo ano, mas crescem diferentes dos outros cervídeos. Seus rebanhos se reúnem em entre 10 a 20 fêmeas liderados por um macho e correm a 98km/h. Um animal tão desenvolvido teria surgido pronto no registro fóssil e permanecido inalterado por milhares de anos?
O boi está entre os animais mais antigos a aparecerem acompanhando a civilização e seus vestígios, sua força para o trabalho foi conhecida desde os tempos remotos. Na Bíblia, os bois estão entre os animais criados pelos patriarcas Gn. 12:16, junto com as ovelhas os bois eram parte das ofertas que simbolizavam a vida e morte do Messias que viria a Terra Êxodo 20:24, os Levitas usavam carros de boi para o transporte de cargas pesadas da estrutura do Santuário Nú. 7:7, a enorme pia de bronze do Templo estava sob 12 bois de bronze, o boi ensina lições de força, persistência e serviço Prov. 14:4, e nas visões proféticas claramente representa o Servo Eze. 1:10.
De todos os animais do mundo, o cordeiro é o mais honrado entre os animais em termos de simbologia. Ele foi escolhido para substituir o pecador simbolizando Cristo, e estava lá dando sua vida no altar de Adão, sua pele para cobrir a nudez de Adão e Eva, assim como mais tarde na oferta de Abel Gn.2 e 3, o cordeiro ensinava a lição de que um dia o homem pecador seria substituído em sua sorte pelo messias, Abraão e Isaque aprenderam isso quando a vida de Isaque foi salva por um cordeiro enroscado pelos chifres Gn. 22, Jacó enriqueceu com as cabras Gn. 30. Estatuetas e inscrições sumérias já mostram o cordeiro como um animal sacrifical, assim como o boi e outros. O cordeiro era a oferta Israelita mais importante Êxodo 12:3, pois sua mansidão o tornou um símbolo próprio daquele que foi identificado como o cordeiro de Deus, S. Jo 1:29 e Ap. 5.
O boi e o cordeiro eram tão importantes que os pagãos confundiram o símbolo com o próprio Divino e adoraram a criatura em vez do Criador. Bois estão pintados nas cavernas pré históricas da França, búfalos e bisões foram adorados por índios, e touros foram divinizados no Egito, Suméria, Canaã, Pérsia, Grécia e Roma. Quando Israel fez um bezerro de ouro logo após o Êxodo, Deus repudiou grandemente este fato. Outros perverteram o símbolo, usando o ritual que anunciava a vinda do Messias como um tipo de barganha com o divino ou oferta para aplacar os deuses, coisa igualmente rejeitada pelo Criador, (ver Isa. 1:10-17 e Mt.12:7). De fato, o mesmo ocorrerá no fim dos tempos quando o anti cristo, parecendo o cordeiro enganar a muitos, Ap.13:11.
Mas o cordeiro também é o nosso símbolo, somos as ovelhas que precisam do pastor S. Jo. 10, a ovelha perdida que precisa de resgate Lc. 15 e nos identificamos com a vulnerabilidade dos cordeiros que necessitam de um Pastor para nos conduzir Mt.9:36. Num mundo onde os fortes debocham dos fracos injustiçados, num mundo onde valorizamos os que tudo vencem e nunca se humilham; quem quer ser ovelha? No mundo onde valorizamos apenas os bem sucedidos e auto suficientes, quem quer ser ovelha? Quem quer ser servo? O Filho de Deus o desejou, Isa.53!

Por Pr. Ericson Danese.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

GIRAFAS - Humildes Gigantes


O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.Prov.15:33.
O longo pescoço deste animal, muito útil para alcançar galhos mais altos onde outros não alcançam e ainda, capaz de servir como ‘torre de vigia’, foi projetado com o mesmo número de vértebras que nós ou um rato, todos possuímos sete ao todo.
Estas vértebras tem juntas esféricas, semelhante as que unem nosso braço ao ombro e oferecem um movimento muito grande, de forma que a junta do pescoço ao crânio o mantém em posição perpendicular ao solo. A ‘corcunda’ da girafa provém da construção de suas vértebras torácicas que lhe permitem ainda mais flexibilidade. Esta flexibilidade é necessária para balancear seu centro de gravidade e equilibrar o animal sobre suas longas pernas delgadas que somadas ao pescoço, fazem os machos passarem dos 6m de altura.
Para que o sangue chegue à cabeça, através do longo pescoço da girafa, seu corpo é equipado com um potente e enorme coração, seus vasos sanguíneos possuem um sistema de válvulas que permitem controlar o fluxo e impedir que ao abaixar a cabeça até o chão a girafa tenha uma ‘vertigem letal’. O pulmão teve que receber um projeto especial devido à longa traquéia, por isso os pulmões são dilatados e a respiração mais lenta[1].
Cada girafa tem seu desenho do pêlo único, tal como temos nossas impressões digitais, seu rabo chicote com tufo na ponta espanta as moscas e mosquitos, suas patas poderosas são armas de defesa. Na boca, uma longa e áspera língua de 40cm pode remover com facilidade os ramos verdes das espinhosas acácias.
Supondo que o Deus Todo Poderoso não tivesse planejado este animal como ele teria se originado?
Lamark, o primeiro Evolucionista sugeriu que as girafas originais esticaram o pescoço cada vez mais, até que eles ficaram compridos para alcançar as folhas do alto das árvores. Mais tarde, Darwin desbancou a idéia absurda de Lamark e propôs que aleatoriamente algumas girafas nasciam com pescoço pouco maior que outros, devido à mutação pequenas variações genéticas que favoreciam os animais de pescoço maior. Para Darwin a seleção natural escolhia as girafas mais aptas e este exemplo foi o bastante, para durante décadas entrarem para os livros escolares como um clássico exemplo de explicação da teoria de Darwin. Será mesmo que foi assim?
Vou fazer um questionamento simples. As árvores eram todas exatamente da mesma altura? Ora, ao que me consta existem árvores de diferentes tamanhos, árvores em crescimento, arbustos e muito capim no chão. Alguém poderia dizer que a vegetação mais baixa foi devorada pelos animais menores e chegou o momento que só os animais maiores foram favorecidos, mas isto é ilógico, pois sabemos que muitos outros herbívoros conviviam com girafas comendo a mesma coisa que elas. Ainda assim, estes animais sobreviveram até nossos dias. Também não temos zebras de pescoço comprido, pois desta forma outros animais deveriam ter experimentado a mesma evolução das girafas e devemos também lembrar que a vegetação cresceria continuamente no solo entre gerações de animais a se desenvolver, assim favorecendo a todos os tamanhos de pescoço. Caso fosse uma estiagem, as folhas do alto também pereceriam.
Bem, segundo meus críticos, talvez eu seja apenas um religioso simplório que não entende nada de Biologia, mas o fato é que biólogos evolucionistas foram examinar a tese das folhinhas no alto das árvores e os pescoços em crescimento da teoria de Darwin e pasmem vocês, eles descobriram que girafas comem as folhas das árvores e folhas das gramíneas do solo. Hoje, qualquer evolucionista honesto e bem informado vai reconhecer que a velha explicação de Darwin está ultrapassada pela observação científica.
Veja a observação de uma responsável pelos livros didáticos de ciência e se possível leia no endereço citado a íntegra do texto de Isabel Rabelo Roque, uma Evolucionista, mas alguém que é coerente com a busca pela verdade e humilde o bastante para abandonar as tradições infundadas:
“Contrapor a suposta explicação de Darwin para o tamanho do pescoço da girafa à de Lamarck, à luz dos conhecimentos genéticos atuais, acaba por cumprir uma infame e nem um pouco inocente função: desmoralizar e ridicularizar o também evolucionista Lamarck, sem levar em conta o momento histórico em que viveu, e oficializar a visão de Darwin, omitindo do leitor o fato de que suas idéias sobre seleção natural a cada dia encontram menos consenso na comunidade científica – o que, bem explicado, não tem nada que ver com endossar o criacionismo [sic], mas apenas com a necessidade de levar em conta outras possibilidades para explicar a história da vida na Terra.
Ou seja, estampar num livro, lado a lado, a explicação lamarckista e a darwiniana para o tamanho do pescoço da girafa produz como efeito imediato a adesão do leitor à teoria darwiniana, sem lhe dar oportunidade para reflexão, por absoluta falta de maiores subsídios. É, em outras palavras, manipulação.
Assim, à conclusão de Jay Gould de que adoramos uma linda história pode-se acrescentar que "acima de nós" existe um bocado de gente que "adora" o fato de adorarmos uma linda história.”[2].
O cientista que ela cita acima, Jay Gould, outrora foco dos ataques do ateu ultra darwinista R. Dawkins foi outro insatisfeito com os modelos evolucionistas, Gould, muito criticado por ter a humildade de reconhecer que o registro fóssil contrariava tudo o que o Darwinismo esperava quando a formas transitórias e sendo nada religioso e um Evolucionista convicto até sua morte concluiu que para a teoria da Evolução sobreviver era necessário uma evolução com mudanças rápidas, estes mutantes levariam a melhor em populações isoladas e passariam suas características adiante, ele chamou isto de ‘equilíbrio pontuado’. Gould, tentando livrar-se dos inconvenientes do registro fóssil caiu em outro problema, imagine tal teoria para um animal como girafa.
Repentinamente entre girafas de pescoço curto, teria que surgir um mutante, com mutações benéficas [aliás, coisa rara], que de uma única vez tivesse alterado o pescoço, o coração, o sistema circulatório e respiratório, tudo de uma vez só! De fato o equilíbrio pontuado parece não receber muitos adeptos dentro do Evolucionismo, pois necessita de um ‘milagre’ para que esta complexa e super especializadas mutações benéficas aconteçam com diferentes partes da anatomia da girafa e não esqueça, tudo ao mesmo tempo e de forma interativa e instantânea.
Mesmo Dawkins, que advoga uma evolução lenta, aleatória e quase imperceptível esbarraria no problema da necessidade do desenvolvimento em conjunto de várias características da girafa, quando ele diz, “O fato é que apenas um detalhe do embrião em desenvolvimento precisa ser modificado para quadruplicar o comprimento do pescoço. Digamos que você tenha que alterar apenas a taxa em que crescem as vértebras primordiais e o restante fica encaminhado.”[3], deveria lembrar que um pescoço pouco mais comprido necessita de um acompanhamento de modificações gerais ou este animal estará se conduzindo a uma forma pouco eficiente de criatura, com sérias limitações de saúde e conseqüente rejeição natural. Os Evolucionistas parecem reconhecer a necessidade de tudo mudar e cooperar ao mesmo tempo, “Em outras palavras, para cada centímetro que o pescoço crescesse, a fisiologia da girafa teria que evoluir para suportar tal crescimento, antes de crescer o próximo centímetro.”, argumenta um Darwinista atacando os Criacionistas.[4] Evocar uma evolução lenta, gradual e paralela de cada órgão da girafa é apelar à sorte do ‘milagre’ da evolução convergente, isto seria no mínimo a sorte de ter milhares modificações acontecendo nos órgãos da girafa tal como se milhares de pessoas acertassem ao mesmo tempo os mesmos números da loteria por milhares da anos consecutivos. A escalada do ‘monte improvável’ de Dawkins não é improvável, é impossível!
Os ‘gradualistas’[5] então se voltaram para outro modelo, mais em acordo com Darwin e a seleção natural, no entanto bem longe da idéia dos pescoços esticados para comer folhinhas do alto que eu e você aprendemos na escola, a explicação agora seria a ‘seleção sexual’.
De fato, as girafas machos lutam usando seus pescoços, então, a idéia é que a girafa de pescoço mais longo prevalecia ou era selecionada pela fêmea. Analisemos com sinceridade tal idéia. Realmente, a seleção natural ou seleção sexual tem um papel importante para todos os animais e também para as girafas, conforme veremos mais adiante quando estudarmos os possíveis antepassados fósseis da girafa, mas agora nos deteremos na seleção sexual.
Obviamente temos que concordar que o macho de cabeça mais forte e pescoço mais comprido tem vantagem sobre seus rivais menores e irá se reproduzir, mas vamos pensar nas ‘girafas de pescoço curto’, lutando entre si a milhões de anos como propõe os Darwinistas. Um pescoço curto trás automaticamente outro tipo de batalha, pois quando o pescoço não é longo, não é o golpe do peso do pescoço contra outro longo pescoço o que importa, é a dureza da cabeça ou chifres e o equilíbrio que fazem diferença, a prova disso é na maneira como lutam gazelas, carneiros, cervos e outros similares chocando as cabeças, usando os chifres para tentar ferir, furar ou derrubar uns aos outros.
Na verdade, na briga de animais de pescoço avantajado contra um mais atarracado o de pescoço longo tenderia a ser ferido ou desequilibrado mais facilmente, a não ser que o tamanho deste animal já fosse como de uma girafa atual contra um pequenino como uma gazela ou cervo. Aliás, quando girafas lutam contra animais menores que ela, não é a cabeça, mas sim as patas que são usadas como armas. Na verdade, na luta entre dois girafídeos pouco diferentes, se alguma coisa fosse evoluir, seriam os pequenos cornos da girafa se tornando em como as galhadas dos cervos e os chifres de antílopes, muito mais eficazes no combate corpo a corpo de dois animais com pescoço normal e assim não teríamos hoje girafas pescoçudas e sim animais do tamanho de um cervo e com galhadas, ou então, levando em conta que a girafa possui cornos, pois seus chifres são parte do osso do crânio, deveriam ser semelhantes a touros com chifres pontiagudos.
E têm mais, cobras se alongam à medida que varia o número de vértebras, mas no caso das girafas, seu pescoço tem o mesmo número que temos, todas estas vértebras tem que ter evoluído de forma uniforme, nervos e músculos adequados, tudo de forma plenamente casual.
Na verdade, o registro fóssil apresenta outros animais de pescoço menor e até com galhadas que viveram no passado e não mais existem. Conhecidos pelos evolucionistas como ancestrais das girafas estas criaturas viveram em sua maioria na África e imediações do Oriente Médio, Grécia, Leste Europeu, Índia e Mongólia.
O Giraffokeryx (Plioceno) de 1,6m de altura tinha quatro cornos, dois no focinho e dois na cabeça. O Prolibitério (Mioceno) tinha pernas mais longas e chifres que lembravam uma asa de borboleta. Climacoceras foi um suposto girafídeo de chifres ramificados, lembrando muito um cervo, este sim, se a seleção sexual estivesse comandando a evolução das girafas seria o girafídeo com chances de ter sobrevivido. Também conhecemos os fósseis dos Sivatheriuns, animais muito semelhantes às girafas só que menores e com chifres maiores, donde se distingue a espécie Européia, Africana e Asiática[6]. O que seriam estes animais? Fósseis de girafas ancestrais?
Bem, não se podem alinhar os fósseis do menor cervo até o maior alce que vive na atualidade e dizer que um evoluiu para o outro. Estes fósseis eram todos variedades de girafídeos que não sobreviveram as mudanças causadas pelas glaciações. Não são ancestrais, são apenas outras espécies semelhantes, mas distintas. Sabemos disso, pois um deles ficou para contar a história, é o Ocapi cujos fósseis o fazem ter o status de animal pré histórico. Este animal vive solitário nas florestas do Congo onde devora todo tipo de plantas e sementes. Ele lembra uma girafa com cores diferentes, tem cerca de 2m de altura. O registro fóssil dos girafídeos é tão variado que não pode apresentar uma lenta e gradual transformação no animal que temos hoje, pelo contrário, ao observarmos o passado vemos que existia maior variedade animal que hoje e que acontecimentos como as glaciações afunilaram a diversidade de espécies.
Sivatheriuns são descritos em pinturas africanas antigas e aparentemente em relevos dos Sumérios o que demonstra que muitos desses animais foram extintos a não tanto tempo assim e que os catastrofismos como Dilúvio e Glaciações ocorreram não a milhões de anos, mas poucos milhares de anos atrás. Além do mais, quem disse que Criacionistas não crêem que as girafas e ocapis no passado ecológico diferente não variaram em formas diversificadas?
Cremos que Deus criou pelo poder de Sua Palavra criaturas variadas e capazes de adaptarem-se e até especializarem-se de acordo com as condições de vida. Cremos que o criador programou máquinas incríveis para vencer na luta pela continuidade da vida. Neste ponto, que seleção natural entra em cena. O que ocorre é que a seleção natural não tem a materialista idéia de Darwin de que através da fome e da luta pela reprodução se acrescenta complexidades antes inexistentes nas criaturas vivas.
Na verdade a seleção natural existe, mas para outra função, a de garantir que o projeto Divino seja mantido. Seres estranhos, doentios, mal adaptados, aberrações e mutações defeituosas são rejeitadas na luta pela sobrevivência. Seres inaptos para o local onde estão, são recolocados, adaptados ou desaparecem. Apenas os de melhor linhagem sobrevivem, para garantir que a espécie original desenhada por Deus permaneça e que o ecossistema alcance o equilíbrio. Se a natureza produzir algum tipo de inútil, degenerado ou ameaça; a tendência em geral é que ele desapareça a menos que alcance uma maneira de prosperar! O Criador sabe o quanto a natureza já tem sido afetada e sofre devido às deformações do pecado, então aplica a lei da seleção natural para garantir que girafas continuem sendo girafas e não alguma aberração qualquer.
Outro dia estava lendo um artigo de meu amigo Michelson Borges sobre as girafas, não pude deixar de me maravilhar com este elegante animal. Não basta apenas ter um longo pescoço e aparelho circulatório com válvulas especiais, estas válvulas, que não passam de músculos, carne e células já tem que estar no primeiro minuto prontas para funcionar, previamente programadas com movimentos perfeitos! A girafa é uma obra de design, o próprio Darwin não podia deixar de notar isso quando tentava explicar que um rabo primitivo se convertera num eficiente e útil ‘mata moscas’.
“A cauda da girafa assemelha-se a um caça-moscas artificial; parece então inacreditável que este órgão pudesse ser adaptado ao uso actual por uma série de ligeiras modificações que seriam melhor apropriadas a um fim tão insignificante como o de caçar moscas.”[7]
Estudos futuros poderão revelar mais sobre seus fósseis e de como girafas se tornaram o que são hoje, enquanto isso, Criacionistas devem manter a humildade e lembrar que a revelaçao de Deus, quer Bíblica ou Natural é progressiva porém nunca contrária a revelaçao anterior. No entanto, é bom ver que entre todos, ainda há aqueles que mantém uma atitude humilde o bastante para abandonar as velhas fábulas da virada do século XIX mais provindas do momento histórico anti religioso do que da observaçao científica. A auxencia de certeza na explicação evolucionista para a origem da girafa não é e nem deveria ser a razão para se crer no Criacionismo, pois para este é inegavelmente requirido o requesito de crer pela fé que todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez.
Esta humildade e coerencia ao dizer ‘não sabemos’[8] demonstra que ‘do lado de lá’, ainda existem muitos filhos de Deus que são sinceros e buscam alguma verdade. Mostra que ainda existe um pouco de humildade em meio a tanto triunfalismo Darwinista e preconceito religioso dos materiaistas contra aqueles que veem explicações religiosas vinculadas a ciência das origens. Quando um religioso expressa sua fé é taxado de ignorante, como se fosse alguém que devido seu fanatismo tivesse escolhido não estudar ou se informar.
Quando alguém expressa sua fé sobre as origens é duramente atacado e silenciado como se fazia com aqueles que advogavam a reforma protestante e eram lançados as fogueiras e prisões.
Quando um religioso sem formação científica formal questiona um livro didádico e uma explicaçao Darwinista ele é taxado de ‘fundamentalista ignorante’, e se passam décadas até que um honesto cientista, sem as mesmas convições religiosas, bata na mesma tecla e obrigue a tradição e os livros Darwinistas a serem mudados!
Por que tanto preconceito com o Criacionismo e com religiosos que crêem num relato literal de Gênesis?
Porque o Darwinismo e o Materialismo são como um castelo de cartas. Se puxar uma carta, desmorona tudo. Se um dia os materialistas forem obrigado a admitir ‘Deus fez isto’, então acabou para eles!
Mas tenhamos humildade e nunca triunfalismo religioso, não caiamos no pecado deles. Façamos como a girafa, o mais alto de todos os animais terrestres que anda humilde por aí, sem se orgulhar muito de ser aquilo que Deus a criou para ser, não o mais poderoso, nem o mais feroz, mas aquele que chegou mais alto.

[1] http://mais.uol.com.br/view/0yzcaln58xxp/pq-o-pescoco-da-girafa-e-tao-flexivel-so-com-7-vertebras--04023270E0913326?types=A&

[2] http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/ofjor/ofc210820023p.htm.
[3] Dawkins, Richard. A Escalada do Monte Improvável , 118.
[4] http://ceticismo.net/comportamento/tipicos-erros-criacionistas/parte-11-%e2%80%93-anatomia/
[5] Um evolucionista que acredita que os animais evoluíram por lendas e pequenas somas de alterações ao longo de milhares de anos.
[6] http://www.girafamania.com.br/index/girafamania.htm
[7] Darwin, Charles. Origem das Espécies, pg. 181-182.
[8] Ver o artigo em Como Tudo Funciona. “Quanto ao longo pescoço, os cientistas continuam sem respostas definitivas em relação ao exato caminho evolucionário que os ancestrais do animal tomaram para estimular uma adaptação tão singular. Umas das peças mais surpreendentes desse quebra-cabeça é que a vasta extensão do pescoço contém apenas sete vértebras.” http://ciencia.hsw.uol.com.br/pescoco-de-girafa.htm .