sábado, 26 de junho de 2010

Os Ingredientes, a Fábrica e os Inventos do Criador


[Oração de Moisés, homem de Deus] Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem à destruição, e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
Salmo 90:1-3

Quando eu era garoto no ensino fundamental, meu local preferido da escola era o laboratório de ciências. Havia um esqueleto humano sobre o qual sempre discutíamos quem teria sido o dono, havia uma grande e colorida tabela periódica pendurada na parede, armários cheios de cobras e aranhas no formol, bancadas com tubos de ensaio e um microscópio.
Lembro do dia em que olhei nele pela primeira vez no microscópio, estávamos em grupos fazendo um estudo sobre as células, a professora pediu um voluntário e depois de me oferecer, ela raspou minha boca com uma pá de sorvete colocando minha saliva numa lâmina debaixo do microscópio. Depois de adicionar um corante, todos nós olhamos no microscópio e na minha vez pude ver minhas pequenas células. Confesso que num rápido relance elas não pareciam grande coisa e eu ainda não podia compreender o quão importante elas eram. Eu não sabia o que havia dentro delas.
Para compreender isso tudo, convido você a vir comigo numa viagem do macro cosmos ao micro cosmos. Não sou médico, nem biólogo, nem físico, por isso não estou preocupado em detalhes técnicos, apenas na lição aprendida nesta viagem. Como não sou cientista, metaforicamente falando, posso fazer uma viagem por um país sem saber falar sua língua, embora em desvantagem, nem por isso vou deixar de admirar e entender suas belezas.
Começamos no espaço, nas estrelas do macro cosmos. Elas brilham com o fulgor da queima do Hidrogênio. Mas de onde vem o Hidrogênio?
Nosso Criador determinou quatro interações, ou quatro forças diferentes para controlar o Universo. Os físicos as chamam de quatro forças fundamentais, sendo elas, a Força Gravitacional, que é a mais fraca das quatro, porém a mais ampla controlando a estabilidade e dinâmica do Universo, a Eletrodinâmica que controla os fenômenos elétricos e magnéticos e as forças ‘Fraca’ que está associada à radioatividade e a ‘Forte’ que controla o núcleo atômico . Estas quatro forças trabalham sob um fino ajuste, um bom exemplo é o equilíbrio entre atrair a matéria para o interior da estrela e ao mesmo tempo permitir que a radiação escape desta estrela.
Basicamente, tudo o que conhecemos e tomou existência a partir da palavra Criadora é manipulado por estas quatro forças e constituiu-se na forma de átomos, a menor porção de qualquer coisa, constituídos de partículas chamadas de prótons e nêutrons que formam um núcleo, orbitado por elétrons. O próprio átomo é um sistema super complexo e nada simples, quanto mais os cientistas o estudam, novas subpartículas vão aparecendo.
Se o núcleo do átomo tivesse 3cm, os elétrons mais afastados poderiam estar até 3km de distância, de forma que o que você vê, seja uma mesa, uma cadeira ou o chão que você pisa é na verdade do ponto de vista atômico, enormes espaços vazios com pequenos núcleos circulados por partículas.
As interações, comportamento e partículas atômicas ainda são um objeto de constantes descobertas, mas estamos percebendo o quanto o nano cosmos é complexo e planejado. Veja por exemplo o que estudiosos dizem sobre a constante entre a ligação atômicas. Se fosse menor, poucos elétrons poderiam ser prendidos, se maior os elétrons seriam presos de forma muito forte impedindo que se ligasse com outros átomos. Quanto à relação do elétron ao próton, se maior ou menor, as moléculas não poderiam se formar .
O Criador organizou os átomos com massas e números de partículas diferentes, o que lhes permite ter características próprias e assim cada átomo origina um elemento químico. Se você já prestou atenção numa tabela periódica, você viu o fantástico estoque de ingredientes do laboratório de Deus, usados pelo Criador para construir nosso Universo e dar forma a tudo o que conhecemos. O mais comum deles é o Hidrogênio, de característica atômica muito simples ele é o combustível das estrelas.
Quando a matéria e seus elementos alteram suas propriedades, um ingrediente pode se combinar com outros elementos para formar substancia mais complexas, chamadas de moléculas. Por exemplo, o nosso vital Oxigênio pode combinar-se com átomos de hidrogênio e formar a água (H2O).
A água é uma invenção fantástica do Criador, da qual depende a vida como a conhecemos. Todas as reações químicas da vida funcionam no meio aquoso, um incrível solvente que permite reações químicas necessária no interior dos seres vivos. Seu ponto de congelamento é muito baixo, 0 grau, e o gelo se forma na superfície de modo que permite a vida no fundo de lagos e rios. Seu ponto de ebulição é alto, 100º C, de forma que permite os organismos vivos se refrescarem com ela. No nosso planeta o Criador dispôs um ciclo para renovação deste composto tão importante, através do clima.
Ainda que seja o melhor dos solventes, a água é incompatível com os óleos, o que é fantástico, pois a menor unidade da vida, a célula é composta por uma série de organelas trabalhando num meio aquoso, produzindo energia e construindo coisas. Porém, para que este território aquoso de trabalho não se desorganize ele precisa estar cercado por substâncias oleosas que não permitem a água passar, mas por outro lado, quando necessário permitam sua entrada .
Vamos imaginar a célula como pequenas fábricas da vida, os ingredientes são os elementos químicos feitos pelo Criador, levados até esta fábrica na forma de ‘matéria prima’ que chamamos de moléculas, o que na verdade são combinações dos átomos diferentes.
A 1ª grande característica da vida é ela ser celular e para isto; os mecanismos da célula precisam estar cercados por uma barreira denominada membrana celular . O incrível é que a portaria celular é seletiva deixando entrar os produtos necessários para a fábrica, mas barrando os invasores e permitindo a saída do lixo. Aliás, a fábrica celular tem seu próprio sistema interno de coleta, transporte e envio do lixo até a ‘porta’ de saída da membrana celular .
Outro ingrediente essencial para a vida biológica é o Carbono, um dos átomos mais versáteis. Junto com o Ferro pode produzir uma liga fantástica que chamamos de aço. Combinado com o Hidrogênio, o Carbono forma compostos como o carvão, petróleo e até gás natural. Combinado com Oxigênio pode formar coisas como a calcita; um mineral que atua regulando a acides do solo. O carbono é tão versátil que pode formar cerca de 10 milhões de compostos diferentes e coisas que vão desde grafite ao diamante .
A maior maravilha do Carbono se dá, quando o Senhor mistura átomos de Carbono e Hidrogênio no laboratório da natureza, surge o que chamamos de moléculas orgânicas, entre elas os aminoácidos que ajustados a partir de 80 ou 90 unidades em longas cadeias formam as proteínas . É assim que a célula, nossa fábrica, fabrica coisas vivas com ‘porcas e parafusos’ feitos de moléculas .
Para se ter uma idéia da importância destas máquinas microscópicas chamadas proteínas tenha em mente que anticorpos são proteínas, a coagulação do sangue funciona com proteínas, as proteínas também podem proporcionar energia para a célula trabalhar, proteínas como a hemoglobina encontrada em células do sangue conhecidas por glóbulos vermelhos transportam oxigênio e gás carbônico para abastecer as células e remover o lixo. Com proteínas são construídas as ‘máquinas’ no interior da célula responsável por todas as reações químicas que transformam uma coisa em outra e abastecem nosso corpo com energia.
Um dos exemplos mais fantásticos disso, usando o próprio carbono é a fotossíntese. Uma simples folha de vegetal é um avançado laboratório químico do Criador, capaz de absorver luz Solar e usá-la junto com água e sais minerais para transformar o CO2 em energia química necessária para organizar o crescimento e vida da planta. As folhas fazem isso através de uma ‘máquina biológica’ chamada de cloroplasto no interior da célula .
O subproduto da fotossíntese é o oxigênio, absorvido por animais e homens para seu próprio metabolismo e expelido como dióxido de carbono iniciando o ciclo do Carbono novamente. Graças ao metabolismo das plantas, importantes substâncias orgânicas são geradas e depois absorvidas na alimentação pelos animais herbívoros, originando novos metabolismos nos animais.
A vida não é independente, além daquilo que vimos sobre a relação entre animais e plantas, o planeta e todos os seres vivos dependem de organismos unicelulares independentes. Bactérias no interior de nossos intestinos ajudam no processo digestivo, iogurte e queijo também vêm de bactérias, no solo algumas delas trabalham transformando compostos de Nitrogênio em nutrientes para as plantas, assim renovando o ciclo do Nitrogênio e sem mencionar a importância das bactérias que produzem a decomposição do lixo e carne podre. É fácil associar bactérias a doenças, mas não deve ter sido assim no início, certamente o Criador as fez para servir como tudo mais na natureza, porém algumas se tornaram formas perversas.
Tome como exemplo a importância do fitoplâncton, algas microscópicas de milhares de tipos que produzem mais de 90% do oxigênio do planeta e servem como base da cadeia alimentar da vida do planeta Terra. Ainda temos micro organismos curiosos como os ‘archaea’, seres unicelulares que vivem em condições extremas como fontes de água em alta temperatura, água extremamente salina e pântanos com gases venenosos . O que eles fazem nestes lugares inabitáveis? Eles são os nano químicos de nosso planeta, produzindo todo tipo de coisa!
Estas incríveis reações químicas em cadeia no interior de cada célula são a 2ª grande marca da vida, é o que chamamos de metabolismo. Isto quer dizer que as partes ou máquinas de nossa fábrica usam o produto de uma reação em um setor da célula para gerar a reação seguinte em outro setor. Esta complexidade seria inútil se não tivéssemos uma forma de aproveitar a energia desprendida nestas reações químicas, o próprio calor produzido nas reações químicas destruiria a célula. Então o Criador inventou uma máquina molecular microscópica abundante na vida biológica, constituída de um mecanismo com rotor e estator movido por prótons (cargas atômicas).
“A ATPsintase, por exemplo, consiste em dois grupos de subunidades, dos quais o grupo interno gira a 8.000 rpm (essa minúsculas máquinas abastecem-nos de energia produzindo ATP, nosso “combustível universal”). ... A proteína ATPsintase é uma máquina molecular acionada por prótons. Sua função biológica é a formação de ATP, utilizado no corpo como transportador universal de energia.”
Nunca existiu e nem vai existir vida simples! Entre os muitos exemplos que poderíamos citar, encontra-se o complexo sistema do motor e flagelo bacteriano , cuja complexidade rivaliza com os melhores inventos que a inteligência humana levou anos para desenvolver. O flagelo bacteriano embora não seja o único motor biológico , tem inspirado até mesmo o desenvolvimento de uma nova ciência intitulada nanotecnologia que busca construir estruturas complexas a nível atômico .
Mais uma vez, tal como a membrana celular inimitável, a complexidade das reações químicas do metabolismo é inigualável. As células são de fato uma complexa estrutura que podemos comparar com uma fábrica, ou muito além, pois como veremos, está é uma fábrica que produz as próprias máquinas com as quais trabalha. Conheça alguns setores da fábrica:
• O Núcleo é a administração e engenharia da fábrica onde ficam guardados os projetos de tudo o que é produzido na fábrica.
• O retículo endoplasmático é responsável pelo transporte da informação da administração e engenharia até as máquinas.
• Ribossomo é responsável por ler instruções e montar máquinas moleculares.
• O Lisossomo é responsável por desmontar os produtos recebidos do exterior e reciclar as máquinas internas da fábrica.
• Mitocôndria é o gerador de força da célula, recebe oxigênio, glicose e produz energia.
• Vacúolo – Em algumas células eles são recipientes que isolam seu conteúdo da área da de trabalho da fábrica (citoplasma). No vacúolo se armazenam pigmentos, gorduras de reservas ou para transporte de lixo ou nutrientes.
• Centríolos – Atuam na divisão celular.
Vimos o que nossa fábrica produz; máquinas de proteína que serão usadas no processo da vida. Mas como é que esta fábrica produz proteína?
Certa vez fui a uma fábrica de ônibus, lá pude visitar um setor onde se concebiam e desenhavam os projetos dos grandes coletivos usados em minha cidade natal. A seguir o projeto era levado para uma grande oficina onde funcionários pegavam as peças e parafusavam no chassi de acordo com um ‘gabarito’, que era um grande molde que demonstrava sem erro, por onde o montador deveria colocar cada peça de modo a produzir ônibus sempre iguais. Isto é um processo comum em muitos tipos de fábricas. Algo parecido acontece no interior da célula.
Primeiro é preciso um projeto, um manual de instruções que possa dizer exatamente como cada coisa possa ser construída pelas máquinas. Assim, dentro de todas as coisas vivas, existe um manual de instruções chamado DNA (ácido desoxirribonucléico). O DNA é código de instruções, um livro biomolecular, pois é constituído de uma molécula gigante, (em nossa fábrica as moléculas são peças, mas neste caso é um grande diagrama de como montar as máquinas). Numa estrutura espiral, açucares e fosfatos estão ligados por combinações de quatro tipos diferentes de compostos que chamaremos de ‘bases nitrogenadas’. Tal como as páginas de um livro são diagramadas para comportar o conteúdo, o DNA é dobrado para acomodar-se. A sequência destas combinações é o que forma os capítulos de nosso ‘livro’, cada capítulo tem instruções para produzir uma coisa diferente no ser vivo, estes capítulos são chamados de ‘gene’ e as instruções contidas nele são o genoma . O livro inteiro é o cromossomo, mas pasmem, dentro de nossas células, digo fábricas, temos uma enciclopédia inteira de informações e livros, no caso ser humano 46. No caso da mosca drosófila 8, no rato e no coelho 44 embora diferentes em conteúdo, no macaco 48, no galo 78 e curiosamente, na borboleta 380 e na samambaia 1200.
O que ocorre em seguida é que uma máquina de xérox chamada RNA-polimerase (uma máquina molecular) faz uma cópia do setor do livro (DNA) que deve ser reproduzido, esta cópia (RNA) é encaminhada para um máquina fantástica chamada Ribosomo. Esta máquina é nosso ‘gabarito’ de montagem para produzir qualquer outra molécula que você imaginar no seres vivos, para serem usadas em todo tipo de construção dos seres vivos. Se você já viu uma máquina de copiar chaves viu algo muito parecido, enquanto um dente da máquina desliza sobre os relevos da chave o outro dente da máquina coligado a um esmerilho imprime os mesmos relevos e códigos na chave bruta, tornando-a uma nova chave.
Minha pálida e resumida descrição de leigo sobre a complexidade da vida poderia terminar aqui e seria o suficiente para termos certeza de que livros e máquinas complicadas interdependentes não surgem aleatoriamente, mas ainda existe um último ‘milagre’, ou a 3ª característica da vida, a reprodução.
Existem muitos tipos de células, mais simples como as sem núcleo e mais complexas como as com núcleo separado do citoplasma, mas o mais importante é que todas as células de qualquer ser vivo possuem DNA e com eles se constrói outra célula igualzinha ou outro ser vivo igual. O mais incrível é quem em seres como nós, o DNA de macho e da fêmea se une para formar um novo DNA semelhante aos seus pais, mas único entre os bilhões de seres humanos. Este livro está em todas as células e seus ‘textos’ únicos é o que dá singularidade ao fenótipo de cada ser e de cada criatura. O fenótipo são as características distinguíveis visualmente em cada criatura. Não basta ter um manual de instrução (DNA), para estar vivo é preciso ter um maquinário complexo para decodificar o manual e biomecanicamente construir um novo indivíduo igual e funcional.
Agora imagine uma rede de fábricas (células) atuando associadas, formando uma indústria especializada em determinado produto. Mas esta rede industrial é incapaz de manter-se sozinha, ela precisa de uma rede universitária onde pesquisas e conhecimentos são desenvolvidos e um governo administrativo (cérebro) que atue gerenciando outras indústrias como do ramo de construção (ossos), força e movimento (músculos) alimentos e fornecimento de energia (digestores), combustível (respiração), coleta e processamento de lixo (excreção), transporte interno (circulatório), um sistema de defesas contra inimigos e invasores (imunológico), uma grande fronteira (pele) e um setor de comunicação exterior (sentidos). Este país fantástico é um ser multicelular ainda se relaciona com milhares de outros seres, cada qual com bilhões de células.
Os descrentes descrevem a vida e os genes como egoístas , buscando exclusivamente sua própria perpetuação, mas o princípio envolvido parece ser muito diferente, tal como avalia o Dr. Paul Brand:
“Em troca de seu auto-sacrifício, a célula individual participa do que eu chamo de êxtase da comunidade. Nenhum cientista conseguiu até hoje medir como se transmite às células do corpo a sensação de segurança ou de prazer, mas as células individuais sem dúvida têm seu papel em nossas reações emo¬cionais. Hormônios e enzimas as inundam, provocando uma respiração acelerada, um tremor muscular, uma leve agitação no estômago. Se procu¬rar um nervo do prazer no corpo humano, você acabará decepcionado. Não há nenhum. Há nervos para a dor, o frio, o calor, o tato, mas nenhum nervo transmite a sensação de prazer. O prazer aparece como um subproduto da cooperação de muitas células”.
Em pensar que tudo isto começa com um universo atômico, com os ingredientes de Deus, transformados em substâncias e produtos inanimados que ao serem combinados produzem reações químicas, no interior de uma unidade chamada célula! Dr. Paul Brand concluí:
“Quando minhas células funcionam bem, eu mal tenho consciência de sua presença individual. O que sinto é o conjunto de todas as suas ativida¬des conhecido como Paul Brand. Meu corpo, composto de muitas partes, é um só”.
Não poderíamos encerrar esta viagem fascinante pelo nano cosmos microbiológico sem pensarmos na morte. Afinal, estas incríveis máquinas parecem ter um prazo de validade. Sabemos que nosso corpo envelhece, os organismos se degradam e finalmente todas as funções cessam. O que é a velhice? O que causa a morte?
De volta ao microscópio, o segredo está nas células. A despeito de acidentes, doenças ou agressões externas a vida dura o quanto a célula tiver a capacidade de se redividir. Para um camundongo isso equivale a 15 vezes e equivale a 3 anos, para uma tartaruga das galápagos equivale a 110 vezes e equivale a 175 anos e para o ser humano são 50 divisões e em média 120 anos.
O que acontece, por que não podemos redividir mais nossas células e avançar além disso? Deixarei que uma reportagem evolucionista responda esta pergunta, a descrição é tão incrível que a associação com o ensino Bíblico é formidável e um beco sem saída para evolucionistas e descrentes.
As teorias sobre as causas do envelhecimento podem ser divididas em dois grupos: as primeiras dizem que o envelhecimento é um processo programado, que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento; as outras defendem que o envelhecimento é um processo aleatório, causado por danos que vão se acumulando no organismo. ... Os cientistas já sabem que o número de divisões é determinado pelo tamanho dos telômeros, um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos e que serve como uma sola. A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que a sola acaba e a célula pára de se dividir e morre. Há uma enzima que evita a perda do telômero e torna a célula imortal. Seria o elixir da imortalidade? Longe disso. É ela que produz células cancerosas.” (Fonte: Super Interessante, ver referencias abaixo)
É interessante como o câncer é uma multiplicação desorganizada e doentia das células. O que aconteceria se este processo não fosse doentio e desorganizado? Por que ele é organizado ou porque se desorganiza, após muitos anos? Essa descoberta levou a conclusões muito importantes;
A universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriu porque as células envelhecem. As células se autodestruiriam após detectar falhas em seu DNA, causadas pelo tempo. A razão para isto é evitar o desenvolvimento de DNA defeituoso, que causa câncer”. (Fonte: Opinião e Notícia, ver referencia abaixo).
Há um mecanismo projetado para impedir a degradação do DNA! Juntando as informações percebemos algo maior por trás da bioquímica;
Pesquisas recentes mostram que muitos genes prejudiciais ao organismo na idade avançada são úteis na juventude. O câncer de pele, por exemplo, é uma versão fora de controle da capacidade da pele de curar as feridas, segundo o gerontologista americano Steve Austad”.
(Fonte: Super Interessante, Ibid)
Chegamos a conhecer um mecanismo da imortalidade, mas ele funciona com defeito e foi desligado, hoje ele atua de forma a impedir que uma vida degenerada se postergue em sofrimento. Assim como viver eternamente em pecado seria uma maldição insuportável tanto para nós, quanto para o Universo.
A vida e a morte são os dramas de nosso planeta. Em nossa viagem partimos do universo inanimado até as fábricas da vida. Literalmente saímos do pó da terra pelas mãos do Criador e voltamos ao pó por termos nos afastado destas mãos. No entanto, fica claro que não fomos criados para isso! Não fomos criados para a morte. Nossas emoções resistem a ela e dentro de nós parece haver resquícios de um sistema que permitiria o homem viver indefinidamente.
A Bíblia diz que ao perdermos o acesso da árvore da vida e seu fruto o homem se tornou suscetível ao desgaste, doença e morte. Geração após geração foi vivendo menos (Gn. 5 e Gn. 11), até que o limite biológico ficou em torno de 120 anos, embora a média seja ainda menor (Sl. 90:10). Aparentemente nosso Criador atuou com sua misericórdia de três maneiras:
1) Restringindo nossa vida para que não existíssemos eternamente numa condição miserável, decadente e pecadora. (Sl. 90)
2) Tornando a vida prolífera, para que a morte não triunfasse. (Sl. 104:30)
3) Enviando seu Filho ao mundo, para morrer pelo home caído e um dia sob a ressurreição e julgamento, redimir este mundo e os que nele creram. (S. João 3:16)
Isto não é uma questão de fé, é uma questão de vida! Como diria Moisés, o homem que alcançou os 120 anos:
“Ensina-nos a contar nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” Salmo 90:12.

por Pr. Ericson Danese

http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20032/Humberto/index.html
http://creation.com/the-universe-is-finely-tuned-for-life
Reinhard Junker e Siegfried Scherer. Evolução Um livro texto crítico, Sociedade Criacionista Brasileira. DF, Brasília, 2002. 146.
Para uma completa análise sobre a impossibilidade da evolução da membrana celular, veja Junker e Scherer em ‘Evolução, um livro texto crítico’, SCB.
Para referencias detalhadas deste incrível sistema veja Michael Behe, ‘A caixa preta de Darwin, o desafio da bioquímica à teoria da evolução’.
Jean Clay O. Silva, “Propriedades Químicas do Carbono”, postado em 01/04/2006 no site http://www.ciencias.pro.br/?id=17, pesquisado em 25/06/2010.
http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/proteinas.htm
Esta é uma analogia fantástica usada por Michael Behe para descrever a complexidade irredutível dos sistemas biológicos, entre eles a célula.
Michael Behe, Caixa preta de Darwin, Jorge Zahar Editor, RJ, 1997. 59.
Maiores detalhes sobre fotossíntese em: Universidade Federal do Mato Grosso, pesquisado em http://www.ufmt.br/bionet/conteudos/15.01.05/fotossintese.htm, em 25/06/2010.
Grupo Virtuous, http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biomonera.php, pesquisado em 25/06/2010.
Alexander Von Stein e Daniel Verlag, Criação, Sociedade Criacionista Brasileira, DF Braília, 2005. 161.
Behe, Caixa preta de Darwin, 59-80.
“Menor motor da vida movimenta-se como uma serra dentro das células”, publicado em 22/02/2010 por Inovações Tecnológicas, ver em http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=menor-motor-vida-transporte-celulas&id=010165100222
Oxford Universty, “Bacterial motors could inspire nanotechnology” publicado em 20/02/2006 em http://www.physorg.com/news11029.html .
George T. Javor, Às vésperas da idade do gene, 1997, ver em http://dialogue.adventist.org/articles/09_2_javor_p.htm
Richard Dawkins, “O gene egoísta”.
Philip Yancey e Paul Brand “Feito de Modo Especial”, Pg. 11
Philip Yancey e Paul Brand, Pg. 12
Rodrigo Vergara e Marcio Penna, “Envelhecimento, corrida contra o tempo” publicado em Super Interessante, Edição 179, 202, pesquisado em http://super.abril.com.br/saude/envelhecimento-corrida-tempo-443277.shtml
Opinião e Notícia, Universidade descobre porque células envelhecem, http://opiniaoenoticia.com.br/vida/ciencia/universidade-descobre-porque-celulas-envelhecem/?twitter
Rodrigo Vergara e Marcio Penna, IBID.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dinossauros - Uma propósta Criacionista


“Quão grandes são, ó Senhor, as tuas obras! quão profundos são os teus pensamentos!” Salmos 92:5


Sir Richard Owen, foi o famoso anatomista e zoólogo que idealizou o Museu Britânico de História Natural. Owen era um Criacionista convicto, acreditava que Deus havia criado os seres vivos com padrões comuns que demonstravam seu estilo e autoria através das formas com estruturas e padrões semelhantes (homologia).
Enquanto a maioria dos naturalistas do seu tempo eram Criacionistas Fixistas por mero desconhecimento tanto Bíblico quanto natural,(ver nota 1), Owen era um Criacionista (ver nota 2) a frente de seu tempo. Ele não apenas aceitava a criação por um Deus inteligente e pessoal, como também admitia e entendia variações , especializações e aparentemente aceitava o que os Criacionistas de hoje chamam de ‘micro evolução’. Todavia Owen rejeitou veemente o conceito de origem comum de todas as espécies e a evolução humana a partir de seres simiescos, conforme proposto pelo Darwinismo.
O próprio Darwin, no início de seus estudos consultou Owen, por considerá-lo uma grande autoridade científica. Owen identificou os fósseis enviados por Darwin de um Megatério da América do Sul. Mas, quando o livro ‘Origem das Espécies’ foi publicado e com o tempo as idéias da Teoria da Evolução tomaram o curso em direção ao materialismo filosófico que bania Deus do plano criador, Owen e Darwin divergiram de tal maneira que a antiga amizade terminou em críticas terríveis de ambas as partes. Por manter sua firmeza contra a visão anticriacionista, Owen foi duramente perseguido, caluniado, criticado e apesar de suas grandes contribuições a história natural foi lentamente isolado e esquecido!
Com o passar dos anos, os inimigos da religião e aliados de Darwin tais como Huxley e outros, lentamente ridicularizariam a fé a tal ponto que a visão materialista tomou conta do cenário e o grande cientista Richard Owen foi esquecido e o Criacionismo rejeitado. Coube, porém a Richard Owen a honra de realizar os primeiros estudos e batizar o grupo de animais extintos mais famosos do mundo, Owen criou o nome ‘dinossauros’ em 1842!
Embora os paleontólogos evolucionistas sejam a maior fonte de informação sobre estes antigos animais, não é difícil interpretar estas informações a luz do Criacionismo. Responderemos as perguntas: Por que alguns desses animais adquiriram aparência de animais titânicos e monstruosos? Isto foi criado por Deus? Quando e onde viveram estes animais, uma vez que baseados no relato literal da Criação (pelo menos foi assim que Jesus interpretou Gênesis, ver Mt. 19:4-5 e Mt. 24:37-38) não concordamos com a interpretação de história darwiniama e de incontáveis eras de gradualismo geológico?
Não irei entrar em questões de datação radiométrica ou geológica, para estas dúvidas consulte http://www.scb.org.br/ e veja 'perguntas frequentes' sobre datação.
Irei responder as questões propostas do ponto de vista de quem nem se preocupará em definir a origem dos Dinossauros, pois ainda que criticados, somos Criacionistas e tal como Richard Owen e Georges Cuvier os pais da Paleontologia e não temos problemas de conciliar fé e ciência. Sabemos que foi Deus quem criou estes animais assim como todos os outros seres vivos. Tal como Owen, eu sei que Deus fez todas as coisas, mas nem todas as coisas permaneceram do jeito que Deus as fez.
Façamos uma viagem, não há milhões e milhões de anos, mas ao tempo em que os descendentes de Adão e Eva andavam sobre a Terra, talvez mais ou menos uns seis mil anos atrás. Em algum lugar daquele mundo perdido, Noé está terminando sua arca e uma próspera civilização está chegando ao fim. Este também é o mundo dos dinossauros, assim como muitos outros animais desaparecidos.
Mas não se enganem, homens e dinossauros não vivem juntos! Talvez, nem se quer tenham se conhecido. Se é que se conheceram, nunca habitaram no mesmo lugar. Mas como isto é possível?
Biogeografia é a resposta! Ursos polares vivem na mesma época e planeta que eu e você, mas eu só os vi em jaulas e na TV. Nunca fui no Alaska, assim como camelos e ursos polares também são contemporâneos, mas se hoje um dilúvio devastasse a terra, soterrando e fossilizando muitos animais, fósseis de camelos e ursos polares nunca seriam encontrados juntos! Biogeografia ou Paleozoneamento quer dizer que homens viviam em um lugar e dinossauros em outro e quando o Dilúvio os alcançou, os soterrou em momentos diferentes e por isso nunca são encontrados juntos. Homens e dinossauros nunca viveram juntos antes do Dilúvio, viviam na mesma época e planeta, mas em lugares diferentes. Sabemos disso porque suas pegadas e fósseis não são encontradas juntas. A civilização humana estava concentrada e não era tão grande até então.
Voltando a nossa viagem, vamos à biogeografia dos dinossauros. Há vários lugares assim em todo o globo, já não são os pântanos baixos dos grandes anfíbios e nem os platôs e colinas altas e temperadas dos mamíferos. No reino dos dinossauros, as plantas com fetos vão diminuindo e o que se encontra agora são regiões mais secas que os pântanos, com florestas de gincos, sequóias, pinos variados e palmeiras de muitos tipos. Conforme se avança para o interior e se sobe a lugares mais altos, a floresta tropical começa a dar lugar para flores que não eram encontradas nos lugares mais baixos. As condições são tão diferentes de hoje, que até mesmo perto dos pólos há calor e vegetação abundante para transformar esta estufa global num paraíso para répteis.
Nestas regiões que vamos chamar de ‘vales Mesozóicos’ prosperam um tipo singular de animais, eles vão desde o tamanho de um peru até mais de 30m de comprimento . Eles parecem répteis, mas seus esqueletos têm algumas diferenças, por exemplo, a posição reta dos membros, pois em geral os répteis têm pernas que saem da lateral do corpo e se dobram de forma que o animal rasteja. Seus ossos parecem fazer dos dinossauros animais únicos! Os cientistas ainda debatem se eles tinham sangue quente ou frio e a conclusão de alguns é que os Dinossauros não eram nem répteis convencionais e nem como os animais conhecidos de sangue quente .
Os vales do Mesozóico abrigam três estratos de animais. No primeiro deles, encontramos as criaturas do Triásico, pequenos predadores e herbívoros ainda não tão grandes. No estrato jurássico temos dinossauros peso pesados de longos pescoços que desfolham as coníferas e no seu encalço predadores maiores e ferozes para abater estes grandes animais. Mas é nas grandes áreas de vegetação do cretáceo que inúmeras formas de dinossauros devoradores de plantas encontram seu sustento, também é ali que seus predadores os espreitam. Nestas regiões mais elevadas e de grandes selvas, também habitavam alguns mamíferos e aves que desafiavam o mundo dos gigantes. Este é o reino de alguns dos maiores animais que o mundo já conheceu, até os céus são cortados por répteis alados e os grandes lagos e mares internos estão repletos de répteis aquáticos.
Embora Deus tenha criado toda esta variedade de vida, o pecado trouxe maldição sobre a Terra que já não produz como antes. A misericórdia de Deus faz com que os animais sejam prolíferos para sobreviverem, ou seja, muitos nascem para substituir os que perecem, todavia a morte e a proliferação leva a natureza a uma certa desordem. É esta desordem que tem que ser controlada.
Há grandes herbívoros que movimentam o ciclo da vida, mas se estes não forem controlados, sua população ameaçam sua própria sobrevivência destruindo os recursos antes que se renovem. Assim, no mundo dos grandes dinossauros tal como hoje, há presas e predadores.
Entre os dinossauros encontramos muitos grupos diferentes, a maioria de herbívoros e outro grupo, os predadores conhecidos como terópodes, carnívoros bípedes que corriam com pernas que lembravam grandes avestruzes. Entre os herbívoros, os animais estavam equipados para devastar toneladas de vegetação por dia.
O grupo dos Ceratopsídeos tinha um poderoso bico córneo, característica compartilhada com alguns outros dinossauros que deveriam ser capazes de romper plantas carnudas assim como as tartarugas quebram corais ou despeçam cactos espinhosos. Já o Iguanodonte que podia ficar em duas ou quatro patas, combinava o bico para cortar vegetação com um conjunto de 100 dentes para moer.
A vegetação mais baixa era pastada pelo grupo dos Estegossauros e Anquilossauros, enquanto a copa das árvores era devastada pelos gigantes de longo pescoço conhecidos como Saurópodes os quais tinham dentes ralos para arrancar e engolir a vegetação. Mas no mundo dos dinossauros, os chamados dinossauros bico de pato estavam para as plantas, tal como os nossos ungulados estão hoje para os campos. O Anatossauro e o Anotitam tinham conjuntos de estranhos dentes para moer a vegetação que podiam chegar há algumas centenas.
Do ponto de vista ecológico estes gigantes devoradores de vegetação poderiam facilmente aniquilar a flora caso não tivessem suas populações controladas por predadores. Por outro lado, do ponto de vista dos predadores os grandes herbívoros eram gigantescas refeições ambulantes! Foi por isso que muitos herbívoros precisaram de defesas.
Os Ceratopsídeos tinham perigosos chifres sobre a cabeça e uma gola óssea no fim do crânio que protegia seu pescoço. Os Triceratops, membros mais famosos desta família de dinos, pastavam tranqüilos e se perturbados, poderiam escornear fatalmente seu adversário tal como hoje os búfalos fazem com os leões. O Pentaceratóps, parecia o Triceratops com seus três chifres, mas possuía mais dois um em cada bochecha enquanto o Stiracossauro tinha sua gola óssea transformada em 6 pontudos chifres. Estes valentões vegetarianos que tinham entre 6 e 10m de comprimento eram respeitados mesmo pelos maiores predadores.
Alguns dinossauros desenvolveram poderosas armaduras para se defenderem. Os Nodossauros, o Edmontonia e o Polacanto tinham grandes espinhos ósseos que mantinham afastados seus rivais. Os Anquilossauros, Eplocéfalo e Gastonia eram como carros blindados, revestidos de placas ósseas que os protegiam da cabeça até a cauda, muitas vezes terminadas numa bola dura de ossos que servia de arma de golpear, assim como uma maça nas mãos dos guerreiros medievais.
É intrigante pensar que estes animais fossem muito diferentes antes do pecado amaldiçoar a Terra, mas talvez eles não precisassem ser tão diferentes assim. Os Estegossauros são um grupo de dinossauros de corpo grande, cabeça muito pequena e duas fileiras de placas ósseas que percorrem sua coluna até o fim da cauda transformando-se em espigões. Num primeiro momento podemos analisar estas placas como defesas do Estegossauro, mas talvez servissem no início para ajudar a regular a temperatura do animal. Curioso, é que em algumas espécies estas placas se tornaram pontas afiadas como no caso do Quentrossauro, ou placas não pontudas como o Wuerhossauro.
Estes adornos, além de contribuir para o esplendor do animal e louvar o Autor de todas as coisas belas ajudava a chamar a atenção da fêmea. Ainda se investiga se este era o uso, ou se era como termorregulador que alguns dinossauros de grupos muito diferentes possuíam uma espécie de ‘vela’ nas costas, tal como o caso do Spinossauro, do Amargossauro e do Ouranossauro.
De fato, entre os répteis atuais temos visto seres curiosos como o camaleão de Jackson que tem três chifres inúteis a não ser para pequenas disputas entre os da mesma espécie, enquanto outros têm protuberâncias no nariz, apenas como um tipo de adorno. O que dizer da gola dos lagartos australianos ou das franjas do basilisco? Ou ainda das cristas dos iguanas? E as serpentes, com suas cores brilhantes? A real aparência dos dinossauros é mistério escondido nos fósseis!
Deus criou todas as variedades, mas depois do pecado muitas delas devem ter mudado de utilidade. Os fósseis não podem revelar se um animal podia se camuflar, mudar de cor como um camaleão ou se era colorido como muitos répteis de hoje. Possivelmente isto tenha acontecido com algum dinossauro, o Chasmossauro tinha sua crista óssea vazada, o que provavelmente indica que era mais usada para comunicação visual do que para defesa, assim era também com outros Ceratopsídeos como o Paquirinossauro e o Centrossauro tinham adornos que pareciam ajudar muito pouco para defesa ou combate.
Os adornos na cabeça de dinossauros são os mais curiosos, eles são encontrados na cabeça de predadores vorazes como Ceratossauro que tinha um cifre nasal, no Crylophossauro com um tipo de crista sobre os olhos, ou as cristas duplas e paralelas do Dilofossauro. Alguns adornos os faziam parecer imponentes e ameaçadores, tal como os o Carnotauro com dois chifres sobre os olhos.
Já entre os herbívoros Coritossauro, Lambeossauro e os Saurolophos tinham cristas ósseas e o Tsintaossauro tinha um único chifre na forma de antena. Uma das espécies mais comuns dos vales do Mesozóico eram os Parassaurolofos, cujas cabeças tinham uma projeção de 1,6m a partir de suas narinas feita de um osso oco. Sua utilidade permanece um mistério, mas os palentólogos têm apostado que o animal os usava como câmara de ressonância sonora para transmitir sons.
Os adornos cefálicos assim como outros, podem ter sido convertidos em defesas, assim como as cabeças dos Paquicephalossauros que podiam usar a camada óssea de seu crânio para golpear os adversários. Garras para cavar, arrancar viraram esporas de defesa como no caso dos Iguanodontes. Outras vezes, ferramentas corporais foram convertidas em defesas, pelo menos é o que parece ter ocorrido com um dos mais estranhos dinossauros conhecidos, um herbívoro de 4,6m de altura, bípede de garras dianteiras longas com até 1m de comprimento, chamado Therezinossauro. Como ele usava estas garras? Para arrancar alimento? Como defesa? Não podemos saber ainda.
Mas quem precisa de garras, carapaças ou chifres quando se é grande demais para ser abatido? Essa foi a estratégia do grupo dos Saurópodes, enormes herbívoros como Diplodoco uma maravilha do nosso Criador, um animal de 45m de comprimento, sendo que o longo pescoço tinha 15 vértebras, o dorso 10 e longa cauda que podia servir como um chicote gigante tinha 70 vértebras até a ponta. O Braquissauro com seus 15m de altura e 90 toneladas devorava as alturas das árvores graças a suas patas dianteiras maiores, mas o gigante dos gigantes foi encontrado por um fazendeiro argentino que pensou ter encontrado o tronco de uma árvore petrificada ao desenterrar um osso do Argentinossauro, de 20m de altura e 100 toneladas.
Estamos acostumados a ver os grandes dinossauros como o Alossauro, o Tiranossauro ou os vorazes Raptores como monstros devoradores. Mas pense de forma diferente, pense no que já argumentamos sobre manter o equilíbrio dos ecossistemas. Pense nos benefícios de controle populacional e limpeza das carcaças que os predadores nos trazem. Para dominar pulgões que devoram jardins, as joaninhas são em proporção os grandes predadores, para dominar ratos temos gatos, para dominar capivaras temos onças, para dominar búfalos temos leões! O que você faria para dominar um réptil gigante com placas, espinhos e chifres? Você teria que criar um Tiranossauro!
Entre os dinossauros o grupo dos terópodes dispunha de uma grande quantidade de onívoros, insetívoros, ladrões de ovos, carniceiros e predadores. Animais velozes como os Strutiminus e Galiminus que parecem ter sido insetívoros ou onívoros, alguns que podem ter sido noturnos como o Trodonte, de grandes olhos e curiosos polegares opositores. Outros eram predadores rápidos como nossos guepardos ou leopardos, adaptados para ataques em grupo como os lobos que na união sobrepujam presas maiores. Isto parece ter sido o caso dos Raptores, um grupo de predadores com garras longas nas mãos e uma característica longa garra curva nos pés, a do Utah Raptor podia chegar a 25cm. Alguns destes tinham bicos para despedaçar, uma boa pista de que podem ter sido herbívoros no início, assim como hoje temos tartarugas predadoras e vegetarianas e outros, tinham dentes adaptados para prender peixes com sua mandíbola estreita tal como os crocodilos, sendo o caso dos Spinossauros e Barionix.
O topo da cadeia alimentar era dos Tiranossauros e os seus semelhantes, animais que parecem ter adquirido formas e proporções bizarras. Era basicamente um animal bípede com uma enorme cabeça habilitada por um maxilar capaz de despedaçar ossos e placas, usando seus 50 dentes curvos e afiados como facas. Seu corpo de 5m de altura e 12m de comprimento equilibrava-se com uma longa cauda e pernas fortes em contraste com bracinhos minúsculos de função completamente desconhecida em relação ao corpo. O Tiranossauro podia comer qualquer outro dinossauro, mas o que aconteceria se tivéssemos um dinossauro maior que a média? Tão grande que nem o Tirano pudesse abater?
Teríamos um Tiranossauro maior! Isto é o que estou tentando explicar; quanto maior o animal que tiver que ser controlado, maior e mais ameaçador nos parecerá o seu predador. Para controlar pulgões temos joaninhas que na lente de aumento nos pareceriam feras com bocas de alienígenas monstruosos, mas para controlar o Argentinossauro de 100 toneladas, o maior herbívoro conhecido, maior mesmo que a média dos outros Saurópodes existia o Gigantossauro, uma versão Sul Americana do Tiranossauro, só que com 7m de altura e 14m de comprimento.
De acordo com o modelo Bíblico Criacionista, Deus criou todas as coisas boas, sendo assim, como é possível haver animais com tamanhos dentes e garras vivendo num período ancestral onde eram dóceis herbívoros? Répteis com dentes pontudos que comem vegetais nunca foi novidade! Iguanas comem folhas em árvores ou pastam algas com seus dentes pontudos que poderiam ser de predadores e o que dizer dos Dragões de Komodo? Por muitos anos se conheceu o apetite predador e carniceiro desses animais, com dentes que parecem ter sido projetados para prender e rasgar, mas recentemente foi encontrado nas Filipinas um lagarto monitor gigante e vegetariano, batizado de Varanus Bitatawa este animal do grupo do Komodo deveria ser um carnívoro, mas parece contrariar as expectativas. Não poderia ter sido assim com muitos terópodes? A família dos Tiranossauros mostra animais da mesma forma e tipo, porém menores, mais alinhados e proporcionais que podem ter sido uma amostra de como eles eram antes o grande conflito entre o bem o mal afetasse a natureza.
Cada local da natureza é equilibrado por este princípio e ordem sucessiva, vegetal – vegetarianos – predadores – necrófagos, esta ecologia é a garantia da renovação da vida no atual sistema de sofrimento e conflito pós pecado. Então no lugar de leões e zebras, temos Apatossauros e tiranossauros, no lugar de águias temos Pterodontes e no lugar de golfinhos temos ictiossauros. Os vales do Mesosóico eram uma versão reptiliniana de vários habitats do nosso mundo.

Seria esta teoria algo muito difícil de se visualizar? Dada a separação dos fósseis e levando em conta que existem modelos semelhantes esta é uma idéia bem provável! Assim é com a Austrália, onde mamíferos marsupiais ocupam o lugar ecológico dos placentários que estão auxentes naquele lugar.
O que aconteceria se estes mundos tivessem que ser fundidos? O que aconteceria se dinossauros, homens, leões, pterodontes tivessem que ser misturados? Isso não daria certo! Seria tal como levar uma espécie exótica para a Austrália. O que acontece é que quando um animal estranho é misturado com outros que estão despreparados para conviver com ele, a tendência é que o estranho sobrepuje os nativos e se torne uma praga.
Foi mais ou menos o que aconteceu com o mundo dos dinossauros, por isso quando o Dilúvio destuiu a perversidade da humanidade daquela época, este mundo do passado, o dos dinossauros, teve que chegar ao seu fim por ocasião do Dilúvio, já que após esta catástrofe o mundo passaria por grandes mudanças. Tudo acabou e tudo mudou! Nichos ecológicos, biogeografias e habitats inteiros. No novo mundo, pós dilúvio as coisas mudariam muito. Clima, vegetação, relevo alterado, as espécies de animais tiveram que adequar-se sob novas condições, mas quanto aos dinossauros, o mundo já não era mais adequado para eles! Provavelmente algumas espécies de dinossauros nem se quer se sentiriam bem no nosso mundo!
Alguns sobreviventes do mundo dos dinossauros nos provam isto. O dragão de Komodo é o maior lagarto da atualidade, mas só prospera em ilhas da Ásia onde tem comida abundante e não enfrenta rivais como mamíferos predadores. O tuatara que parece um pequeno lagarto da Nova Zelândia, só prospera em pequenas ilhas com o clima certo e isolado de outros seres. Tartarugas gigantes prosperaram nas Galápagos onde não havia ameaça para elas e os crocodilos parecem ter sido os mais bem sucedidos sobreviventes dos antigos ‘Vales do Mesozóico’, embora eles não sejam tecnicamente dinossauros.

O Criacionismo ainda descobrirá outras verdades e corrigirá idéias erradas tanto dos modelos criacionistas ou evolucionistas. O Criacionismo está sujeito a aprender mais, já que confia na Revelação Profética que é progressiva em sua natureza tanto de entendimento quanto de natureza, e sujeito a constante revelação científica que esteja em harmonia com a Palavra Revelada. Mas as lições ficam:
Assim como foi no passado, assim será hoje. A Bíblia nos diz que o mundo do passado pereceu, ao estudarmos os fósseis percebemos que alguns desses animais seriam inadequados para viverem no mundo de hoje. A Bíblia também ensina que este atual mundo de pecado será destruído para que um novo mundo possa ser recriado (Ap. 20:11 a caps. 21 e 22), tal como era no início sem pecado, dor ou maldade. Será que você estará inadequado pra viver neste novo lar? Que tal descobrir? Leia agora, Salmos 24 e descubra.

Por Pr. Ericson Danese
Notas:
1. Fixistas são criacionistas que crêem que Deus criou os animais tais com são hoje, e estes nunca mudaram ao longo da história.

2. Os Criacionistas de hoje em geral acreditam que Deus criou as espécies prontas e plenas na semana da criação, mas os seres vivos tem o potencial de variar em diferentes formas, tal como um cão varia sua aparencia em diferentes raças, mas mantém o tipo básico sendo sempre um canídeos.

Obras Consultadas:

John R. Horner, Kevin Padian e Armand de Ricqlès. Como os Dinossauros ficaram tão grandes e tão pequenos. Scientific American Brasil – Edição Especial, No 36.

Malcolm McKenna. The MacMillan Illustrated Encyclopedia of Dinosaurs and Prehistoric Animals. Collier Books. MacMillan Publishing Company, NY.


• A Dorling Kindersley Book em associação com o Museu de História Natural de Londres, publicado em português pela Editora Globo, RJ, 1990, sob o título Fóssil, Aventura Visual.
• Elaine Grahm – Kennedy. Os Dinossauros. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2010.
• Nahor N. Souza Jr. Uma Breve História da Terra 2ª Edição, Sociedade Criacionista Brasileira.
• Perguntas Freqüentes ‘Dinossauros’. www.scb.org.br


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caminhando com Jesus - 7

O Ministério em Cafarnaum e a escolha dos '12'

Rejeitado por Nazaré, Jesus ruma para uma cidade não muito distante chamada Cafarnaum, um local estratégico, caminho de vários peregrinos e movimentada por pescadores e mercadores as margens do lago chamado de mar da Galiléia.
Não sabemos exatamente onde Jesus instalou-se quando chegou, mas provavelmente fora na casa de um de seus amigos e discípulos, talvez Pedro ou João. Por certo é na casa de Pedro que Jesus vai morar por algum tempo a partir do momento que os pescadores passam a segui-lo integralmente e vai usar este local, como base de suas atividades.
Na verdade, os discípulos ainda tinham sérias dúvidas quanto a identidade e propósitos de Jesus, eles haviam aceito o testemunho de João Batista o qual admiravam e respeitavam, mas não podiam compreender porque Jesus não havia resistido ou se rebelado com a prisão de João. Julgaram um tipo de covardia a retirada para a Galiléia e frustrados, voltaram a seus afazeres de pescadores. Neste ínterim, eis que surge Jesus caminhando pela praia, rejeitado por Nazaré e recém chegado em Cafarnaum.
Aquela noite de pesca havia sido frustrante para os galileus, Pedro e seu irmão André estão lavando as redes vazias, Jesus é seguido por uma multidão curiosa, pois sua fama em Cafarnaum é grande desde que curara o filho do oficial. Apertado pelo povo na pequena orla da praia, Jesus sobe no barco de Pedro para poder falar ao povo. Seu discurso é muito apropriado tanto para os ouvintes, quanto para os discípulos, ele fala sobre as provações e como suportá-las.
Findo o sermão pede que os pescadores, seguidos de Tiago e João em outro barco, rumem para águas profundas onde ocorre o milagre da pesca maravilhosa. Neste milagre se dá o poderoso chamado de Cristo aos pescadores, Jesus estava a lhes mostrar que apesar de ser um rejeitado e sem casa, podia suprir todas as necessidades de seus seguidores. Também estava a testá-los se eram capazes de deixar tudo na hora de maior prosperidade. Jesus chama Pedro e depois na praia os outros três, daquele momento em diante se tornaram discípulos e seguidores em tempo integral.
No próximo sábado na cidade de Cafarnaum eles foram à sinagoga, onde Jesus pregava sobre o Reino de Deus, quando Satanás o enfrentou possuindo um rapaz. No intuito de distrair os ouvintes, Satanás foi frustrado pelo poder e autoridade de Jesus, o fato público contribuiu ainda mais para a fama de Jesus se espalhar pelos arredores de Cafarnaum.
Saindo da casa da sinagoga, eles retornam para a casa de Pedro. Aparentemente é neste trajeto que deve ter ocorrido o episódio em que ele e os discípulos com fome colhem espigas no sábado, para comer alguns grãos no intuito de dissipar um pouco da fome. O debate a respeito do que se pode e não se pode fazer no sábado parece ter inibido o povo, que só o procurou em busca de seus milagres no fim da tarde, após o pôr do Sol.
Na casa de Pedro, Jesus encontrou a sogra do pescador doente e depois de curá-la, descansa até o fim da tarde. Quando chega o pôr do Sol, multidões vêm à casa de Pedro para serem curadas e o Mestre trabalha nisso até altas horas. Findando os labores, ele despede o povo e os discípulos e depois de repousar brevemente vai orar cedo de madrugada.
No domingo pela manhã, Jesus já é procurado pelos discípulos e pela multidão e insiste que tem que percorrer as aldeias vizinhas, descendo do local onde os discípulos o acharam orando um leproso o aborda, esta é a primeira vez que Jesus cura um leproso (Lc.5:12-16). Desde os dias do profeta Elizeu não se via um milagre como esse!
Depois disso, nos dias que se seguem, Jesus parte com os discípulos e evangeliza as cidades vizinhas durante aquela semana, sua fama corre por toda Galiléia, Síria, Decápolis, Jerusalém e Judéia.
Eles devem ter retornado provavelmente na sexta feira, aparentemente o Evangelista Marcos parece encaixar o retorno das pregações pela Galiléia com o episódio da Cura do Paralítico de Cafarnaum (Mc.2). Pedro morava beira mar, eles voltam daquela semana e Marcos diz que ele estava ‘em casa’, talvez por que ‘sua casa’ fosse na verdade a casa de Pedro, onde ficava hospedado, de fato, EGW diz que o milagre da cura do paralítico descido por cordas se dá aí na casa de Pedro. Este episódio marca a observação dos Fariseus que saem dali tramando a morte de Jesus.
Depois disso Jesus saiu caminhando com o povo pela praia, onde ensinava, é neste momento que vê Mateus, um publicano que trabalha na alfândega (talvez um tipo de tarifa portuária). Levi Mateus é chamado a fazer parte do grupo dos discípulos de Jesus, talvez Mateus fosse irmão do 2º Tiago mencionado na lista dos apóstolos, pois ambos são chamados de filhos de Alfeu. Quem sabe assim como ocorreu com André e Pedro, tenha ocorrido com Mateus e Tiago, um tenha chamado o outro.
O segundo sábado que Jesus passou em Cafarnaum deve ter sido o sábado da cura da mão ressequida (Mc.3:1-6) pelas seguintes razões:
• O clima de trama por parte dos fariseus no episódio do paralítico de Cafarnaum encontra paralelo com o clima de observação e acusação na sinagoga no dia da cura da mão.
• Mc diz que ao deixar a sinagoga foi seguido por multidão onde fazia curas e recomendou que os discípulos tivessem um barquinho, o que combina com as curas e o sermão do barco sobre as parábolas, quando depois ele atravessar o mar.
• Sabemos que o sermão do monte se deu depois do banquete na casa de Levi, que é depois da volta de Gadara, também sabemos que a nomeação dos 12 e o sermão do monte, segundo Mc ocorreram depois da cura da mão ressequida.
O texto de Mc diz que saindo dali foi seguido pela multidão e fazia milagres, agora o povo já não tem medo de ser curado no sábado, o texto de Mateus diz que lhe apresentam um endemoninhado cego e mudo (Mt. 12:22) o qual a Sra. White menciona que foi sua segunda cura deste tipo, Jesus foi então acusado pelos Fariseus de expelir demônios pelo poder de Satanás. Mateus introduz o episódio com a família de Jesus no fim do debate com os Fariseus relatado no cap. 12. De fato, EGW diz que os irmãos de Jesus vêm na intenção de fazê-lo parar com seus sinais e pregações, pois eles temem a impopularidade da família graças a ira dos líderes religiosos.
Mt. 13, menciona que naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa (provavelmente a casa de Pedro) e assentou-se a beira mar onde proferiu as parábolas sobre sementes e outras. É fim da tarde e Jesus prega do barco de Pedro, ao fim do sermão ele coloca a prova quem o quer segui-lo, entre os ouvintes e candidatos está Judas.
Findando o sábado e entrando noite após tantas atividades ele e os discípulos cruzam o mar da Galiléia em direção a terra dos geresarenos onde expele os demônios dos loucos e é rejeitado pelo povo depois que os porcos se atiram no mar. Durante a travessia Jesus dorme de tão cansado e os discípulos são surpreendidos com a tempestade no mar, quando então Jesus faz o milagre de acalmar a tempestade.
Na manhã de domingo Jesus enfrenta os Gadarenos, é rejeitado pelo povo que perdeu seus porcos, volta para Cafarnaum, onde pela tarde deve ter jantado na casa de Levi que providenciou um banquete para seu novo Mestre e o apresentou aos seus amigos publicanos.
Não podemos saber se o banquete foi um jantar ou almoço, mas depois da festa de Levi e do episódio com os publicanos, Jesus é chamado às pressas por Jairo (líder da Sinagoga) para curar sua filha. No caminho, Jesus é tocado pela mulher com fluxo. Mateus diz que depois da ressurreição da menina Jesus curou dois cegos, e um endemoninhado mudo.
Podemos supor que o chamado dos 12 apóstolos se deu naquela segunda feira devido às seguintes razões:
• Os evangelistas e EGW em geral parecem concordar que a nomeação dos 12 ocorreu depois das parábolas das sementes e depois da cura da mão ressequida. Lucas coloca a eleição depois das curas a beira mar.

• EGW aponta que Jesus teria orado por toda a noite, então não pode ser a mesma noite da travessia no mar, nem pode ser o sábado que pregou na sinagoga.
Nesse auge da popularidade e curas de Jesus, ele já é procurado todos os dias pelas pessoas, Jesus escolhe os 12 e os chama a um lugar reservado, provavelmente uma elevação por perto do mar, onde os ordena e dá as instruções do discipulado. Ao descer vai caminhando com os discípulos pela praia, ele vai pregar o sermão do monte, mas como se aglomera uma multidão ele vai a uma elevação e se assenta de onde prega as ‘bem aventuranças’.
Saindo do sermão vão para a cidade, onde encontram o Centurião e se dá a cura de seu criado. Na terça feira Jesus já está decidido a pregar por toda a Galiléia, os discípulos estão organizados e motivados para isso, na partida Jesus cura o filho da viúva de Naim. Os principais trabalhos em Cafarnaum estão se terminando, Jesus, agora com os 12, ganhará a Galiléia!

terça-feira, 13 de abril de 2010

CAMINHANDO COM JESUS - 6

As Primeiras Polêmicas do Homem mais famoso da história

Depois do casamento de Caná e seu primeiro milagre, Jesus e seus primeiros discípulos retornam para a Judéia e rumam a Jerusalém para celebrarem a Páscoa. Nesta ocasião, Jesus é surpreendido com o comércio e exploração dos cambistas do Templo e ocorre pela 1ª vez a purificação do Templo onde ele expulsa os vendilhões.
Nesta primeira Páscoa relatada no ministério de Jesus, ele chamou tanto a atenção das autoridades judaicas que logo se tornou famoso como mestre e foi procurado por um eminente membro da liderança judaica. Nicodemos (S. Jo.3), um dos principais Fariseus encontrou-se em oculto com Jesus, curioso, mas temeroso da opinião pública teve uma conversa com o mestre Galileu a noite, quando ninguém o soubesse. Nicodemos parecia convencido da autoridade de Jesus, mas não de sua identidade Messiânica. Ao longo do diálogo, Jesus trata sobre o novo nascimento, o batismo, uma nova perspectiva de vida e principalmente; Jesus dá um sinal a Nicodemos (S. Jo.3:14), quando vissem o Filho do Homem (Jesus) levantado assim como Moisés levantou a serpente no deserto, então os que cressem nele teriam a vida eterna.
O interessante sobre a conversa com Nicodemos, foi que este Fariseu não se tornou um imediato seguidor de Jesus, a verdade ficou no coração dele ao longo dos próximos três anos, mas a Providência o manteve no tempo e no lugar certo onde Nicodemos faria diferença para ajudar o ministério de Jesus, (ver S. Jo.7:45-53). Apenas após a morte de Jesus, Nicodemos se tornará seu seguidor aberto.
Nicodemos é conhecido na tradição judaica como um homem piedoso e generoso que ajudou os peregrinos judeus nas festas religiosas, também é Nicodemos com José de Arimatéia que honrou o corpo do Mestre e foi Nicodemos quem se desfez de sua fortuna para patrocinar os primórdios da pregação dos apóstolos.
Depois da 1ª Páscoa e do encontro com Nicodemos, Jesus pregou nos arredores da Judéia e fez alguns batismos com seus discípulos, quando então o ministério de Jesus começa a se projetar paralelamente ao de João Batista que testemunha favoravelmente em prol de Jesus com a famosa frase ‘convém que ele cresça e que eu diminua’.
Saindo da Judéia ele e os discípulos retornam para a Galiléia, quando no caminho passam por Samaria e Jesus tem o encontro com a mulher Samaritana no poço de Jacó. Para esta mulher que vivia desesperançada no pecado e rejeitada pela sociedade, Jesus revelasse claramente como Messias (S. Jo.4:25-26). Esta é a primeira vez que Jesus ensina aos discípulos não serem preconceituosos, demonstrando que o poder do evangelho é capaz de redimir a todos, mesmo aqueles que eles consideravam mais perdidos.
A mulher volta à cidade Samaritana e testemunha há alguns dos seus habitantes que vão ao encontro de Jesus e crêem nele. Jesus fica ali dois dias pregando e ensinando entre os Samaritanos. Chegando a Cafarnaum, Jesus cura o filho do oficial de Cafarnaum (S. Jo. 4:46-54), fato que o deixa famoso e popular na cidade, mas Jesus e os discípulos retornam a Jerusalém para a festa de S. Jo.5, onde cura o paralítico do tanque de Betesda e gera grande polemica quanto a sua autoridade de curar no sábado. No mesmo dia, mais tarde no Templo, Jesus, o curado e os judeus se encontram e ocorre o primeiro grande debate entre Jesus e as autoridades religiosas dos seus dias.
Nesta ocasião Jesus defende sua identidade Messiânica e autoridade ao argumentar que as Escrituras testificavam dele (S. Jo. 5:39). Esta foi a primeira grande discórdia entre Jesus e os líderes judeus que já o intentavam matá-lo (S. Jo. 5:18). O clima está muito tenso na Judéia em virtude desse desgaste público entre Jesus e os líderes judeus, pouco depois disso João Batista também foi preso por Herodes e as circunstâncias pedem que Jesus mude de lugar e estratégia para que seu ministério não termine antes do tempo.
Novamente, ele e seus amigos retornam para a Galiléia, um tanto frustrados porque Jesus não declarou-se rei e por ter aparentemente abandonado João Batista, os primeiros discípulos retornam a suas atividades cotidianas em Cafarnaum, enquanto Jesus retorna a sua cidade de origem, onde mora sua família e conhecidos, Nazaré.
Ao chegar em Nazaré sua fama já o precedia e os locais já sabia da antipatia das autoridades de Jerusalém para com ele, porém o povo deveria estar no mínimo curioso para saber porque o filho do carpinteiro local tinha se tornado uma figura pública na capital. Por certo almejavam ver dele algum grande milagre ou sinal dos quais tinham ouvido falar que ele fazia.
Quando tiveram a oportunidade de encontrá-lo na reunião pública de sábado na Sinagoga, foi lhe dado a oportunidade de ler e comentar as Escrituras, ao que Jesus aplicou um texto Messiânico do livro de Isaías a si mesmo. Mas quando os Nazarenos exultaram com a idéia de que Jesus os lideraria numa revolta e libertação dos Romanos, Jesus desvendou suas intenções egoístas, sua falta de fé e seu preconceito.
Ao serem repreendidos, os Nazarenos sentiram-se tão ofendidos que fizeram o ato mais extremo de rejeição a um judeu, expulsaram Jesus da sinagoga e da própria cidade, na verdade intentavam matá-lo jogando-o de cima de um monte, mas Jesus passando entre eles livrou-se e deixou Nazaré para nunca mais morar naquele lugar.
No próximo capítulo de 'Caminhando com Jesus', o Mestre muda-se para Cafarnaum e elege seus 12 discípulos mais achegados e o ministério de Jesus ganha popularidade.
por
Pr. Ericson Danese

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Creation, e a oração de Charles Darwin


Assisti pelo You Tube ao filme Creation, que apresenta a história de Darwin de como escreveu seu livro ‘A Origem das Espécies’. O filme mostra o drama familiar da perda de sua filha Annie e o relacionamento de suas teorias com a fé de sua afetuosa e amada esposa Emma.
Apresento a seguir minha apreciação e opinião sobre o filme:
O título do filme:
Por que ‘Creation’ se não trata sobre criacionismo? Seria muito mais adequado ‘Evolução’ ou a ‘A história do livro de Darwin’, mas tudo bem, vamos considerar seu conteúdo.
O caráter de Annie
A filha mais velha de Darwin, falecida na juventude é mostrada como com uma suposta percepção e inteligência superior a seus outros irmãos, o que fica entendido nas entrelinhas como o fato que a leva a ser a favorita de Darwin. Annie é mostrada entre flesh backs quase fantasmagóricos, em que você fica se perguntando se Darwin está lembrando ou está falando com sua aparição depois de morta (é claro que são lembranças, mas há algo sutil e espiritualista nas entrelinhas).
Seus trejeitos claramente não são de uma menina de 10 anos, ela parece encorajar Darwin a expor suas idéias, mostrado sob a capa de doçura que não está presente nos amigos de Darwin que o instigam a uma ‘guerra’ entre a ciência e a religião, ignorando o fato de que a maioria dos cientistas do seu tempo eram religiosos e que foi o próprio ambiente religioso judaico-protestante que incentivou as universidades e o surgimento da ciência clássica.
Em suas lembranças de Annie, há uma estranha obsessão da nenina pelo prazer de ouvir histórias contadas por Darwin que sejam regradas com injustiça e finais infelizes, como o caso das crianças da terra do fogo e da orangotango fêmea que morre separada de sua família da selva, um claro símbolo da própria menina. Annie é um personagem revestida de doçura para cativar o telespectador e gerar revolta e descrença com sua trágica morte ainda infante, algo que talvez tenha sido gerado em Darwin e o levou a ler o mundo natural como trágico, injusto e destituído de propósito!
Isto fica claro, quando a pequena Annie é castigada pelo reverendo de sua vila e o espectador do filme é levado a revoltar-se com a brutalidade e as conseqüências da ignorância. Sutilmente, o telespectador é levado a concordar que seria melhor não ter religião já que esta se mostra tão ignorante trazendo dor e impedindo o progresso. Assim, o propósito de generalizar religiosos como ignorantes é levado com sucesso como se tal pressuposto fosse verdade e como se tal prática hedionda fosse à instrução bíblica ou a prática de todos os crentes, quando na verdade, religiosos coerentes defendem a pesquisa, a paz e o respeito.
O estilo taciturno e sombrio da representação de Annie e a identidade espiritualista do filme podem ser vistos claramente quando após uma discussão com o reverendo, Darwin tem uma alucinação com Annie e a persegue pelo seu jardim até entrar em colapso nervoso.
A emoção do filme é conduzida para que o espectador conclua que a injustiça é razão suficiente para abandonar a esperança da fé. Todos os que já perderam alguém, todos os que já temeram perder alguém são levados pela empatia a identificarem-se com o sofrimento e revolta de Darwin. O cinema é um instrumento poderoso para popularizar idéias e é isto que este filme faz, sem nenhum apelo científico, o filme está longe de ser um documentário, sendo muito mais um apelo aos sentimentos de revolta, bem naturais dentro de cada um de nós!
O que somos sem a esperança? O restou a Darwin sem a esperança? Alcançou ele a felicidade sob a pretensa realização intelectual? Provou-se que ele estava certo ou errado? Provou-se que a Bíblia estava errada? Provou-se que Deus não existe? A dor de Darwin continuou até sua morte e as outras perguntas aqui mencionadas continuam alvo de debates sem fim.
Sobre propósito e desperdício
O design da natureza é um dos mais poderosos argumentos criacionistas, para combatê-lo o filme sobre Darwin mostra exemplos dados pelo cientista de que as coisas são efêmeras e sem desígnio. No entanto, criacionistas nunca pretenderam que exista desígnio em cada polegada do mundo natural ou em seus acontecimentos, nós reconhecemos o caos, a desordem e a injustiça num mundo em que as coisas não estão exatamente como Deus as planejou. Por outro lado, há muitos propósitos e desígnios, alguns descobertos, outros por descobrir e outros analisados injustamente pelas lentes humanas.
Questões sobre justiça
Tudo na natureza é mostrado sob a ótica de se existisse um Deus de amor não poderia permitir a injustiça da morte de um inocente tal como um orangotango, um coelho nas presas de uma raposa ou da pequena Anny. O acaso é postulado como a única explicação de consolo para inocente que sofre e a religião é mostrada como superstição que ensina que é da vontade de Deus que alguns sofram. Mas não é assim que acontece e nem é assim que ensina a Bíblia! Nada faria sentido se não fosse a realidade de um grande conflito entre forças espirituais do bem e do mal, conflito no qual o planeta Terra tem servido de campo de batalha.
Ao mostrar Deus como injusto, a fé como tirana e os religiosos como ignorantes, cumpre-se o grande desígnio de Satanás, o de macular a imagem e o caráter de Deus impingindo-lhe a própria imagem de Satanás, enquanto este passa oculto e disfarçado como se fosse apenas fruto do folclore popular religioso.
Outro desastre do filme é a tentativa de mostrar que a fé não permite questionar a injustiça, ato muitas vezes ilustrado pelos diálogos de Darwin com o inculto reverendo de sua vila. Mas isto também não é assim, a Bíblia mostra Jó, Davi, Jeremias, Habacuque e muitos outros questionando a Deus por injustiças muito maiores que vermes parasitas de humanos ou larvas de vespas que devoram lagartas vivas. O mundo é um lugar complicado, Deus criou todas as coisas, mas não as criou todas como estão agora! Criacionistas não são fixistas, isto é, não acreditam que Deus criou tudo exatamente como conhecemos hoje. Muita coisa aconteceu desde que o pecado entrou neste mundo, a dor, a morte e a injustiça, o problema é complexo e não pode ser resolvido com meras especulações filosóficas, a bíblia nos incentiva a buscar a justiça num mundo injusto e a aguardar a esperança!
A representação da fé religiosa mostra estereótipos de pessoas que o ateísmo darwinista deseja generalizar, para que a leitura da sociedade moderna seja feita em tais moldes. O reverendo é uma imagem do charlatão que controla o povo pela superstição. A esposa de Darwin é uma imagem do pobre povo religioso iludido pelas farsas dos seus mestres. Os amigos de Darwin são mostrados como os cientistas a frente de seu tempo, homens revoltados com os grilhões intelectuais da igreja. Mas o filme até que é coerente em mostrar Huxley e seu ódio pela religião ao mesmo tempo em que pede a morte de Deus e pragueja em nome de Jesus Cristo, revelando seu caráter colérico.
Pressupor que todos os religiosos são ignorantes e desdenham a ciência é definitivamente não compreender o momento cultural da Inglaterra Vitoriana e ser muito mais ignorante quanto à fé dos cientistas do passado e da atualidade, tal como o erro evidente ao mostrar que religiosos negavam a existência dos dinossauros, quando na verdade o termo ‘dinossauro’ foi cunhado por Owen, um cientista que defendia que estes animais existiram e foram extintos pelo Dilúvio, assim como o pensamento de Steno, considerado como pai da Paleontologia e que junto com Owen, ambos cientistas criacionistas, foram totalmente ignorados devido ao preconceito com a religião.
O perder a fé religiosa
Para mim, o mais venenoso argumento da falácia do filme e o sujestionamento de que um homem que estuda a natureza perde sua fé. Isto é mais uma forma preconceituosa de tentar mostrar os religiosos como pessoas que amam a ignorância e mais uma mentira, levando em conta tantos cientistas com convicções religiosas. É realmente muito desleal, supor que conhecer as maravilhas da criação possa fazer um homem descrer.
Homens descrêem mesmo sem conhecer a natureza, homens descrêem por decepções com a instituição religiosa, descrêem por não ter suas expectativas correspondidas de acordo com a forma de teologia que aprenderam, homens descrêem pela dúvida natural do coração carnal e descrêem também pela tentação. Todavia, a ciência e o estudo da criação têm ajudado a muitos crerem mais e mais a tal ponto que mesmo hoje, depois de tantos avanços científicos, continuamos a ter homens cultos, letrados e cientistas que crêem. Crença é um dom que nada tem haver com estudo e muito menos pode ser obtido pelo esforço ou descoberta humana, a fé sempre foi e sempre será um dom de Deus, aceito ou desperdiçado!
O trecho mais traiçoeiro das intenções deste filme se encontra na cena em que Darwin lutando pela vida de sua filha vai até uma igreja, ajoelha-se diante do altar e contempla um vitral com a imagem de Cristo e clama orando que Deus a poupe por ser apenas uma menininha, Darwin oferece sua vida em lugar da menina caso ‘Deus’ queira levar alguém e propõem que se Ele a curar, Darwin terá fé pelo resto de sua vida! A seguir a cena o mostra tempos depois da morte de Annie conversando com seu médico sobre sua própria doença, decorrente da depressão resultado da perda da querida filha. O médico tenta confortá-lo dizendo que a menina está no Céu e Darwin recusa-se a crer nisto assim como sua esposa o faz.
Ora, vamos analisar a oração de Darwin. Na verdade não sei se isto é um fato verídico ou apenas imaginado pelos autores do filme, mas façamos algumas considerações.
A Bíblia registra que Davi orou pela vida do seu primeiro filho com Betseba, mas a criança morreu e Deus se calou, a Bíblia registra a morte dos infantes inocentes no nascimento de Moisés e depois na tentativa de Herodes matar Jesus, mas foi isto motivo para estes descrerem? Alguma vez encontramos a promessa de que o inocente não morrerá? A única coisa que encontramos é a promessa da ressurreição e de que um dia haverá novo Céu e nova Terra.
Darwin clamou por um milagre, mas o que dizer de Paulo que clamou que o Senhor o curasse e a resposta foi que a graça de Deus lhe bastasse? A graça e o conforto de Deus em meio ao sofrimento, a vitória final e restauração de tudo não são o bastante para Darwin? A dor de um pai não pode ser estimada ou ignorada, mas é a dor que o Pai sentiu ao ver seu Filho Jesus sobre a cruz em prol da humanidade que o rejeitou.
Darwin se propôs a crer mediante um sinal, uma prova! Mas não é assim que as coisas funcionam, Deus não faz seus milagres porque tem que nos provar algo, por isso a Bíblia aconselha a não tentar o Senhor nosso Deus. Na verdade, Deus opera milagres, mas se o fizesse sempre para provar que Ele existe, então não precisaríamos de fé. E precisamos de fé, porque ela agrada a Deus e nossos pais duvidaram mesmo quando viram o invisível. O cientista reclama que não pode crer sem ter provas, mas a fé vai além disso. Deus não seria o Soberano, se tivesse que obedecer todos os nossos pedidos, estamos invertendo as posições!
Você não pode tomar a soberania de Deus como explicação de que é Ele que mata e leva nossos queridos, pelo contrário, a Bíblia diz que Deus não se agrada da morte, aliás a Bíblia nem se quer ensina que as pessoas que morrem vão imediatamente para o Céu, apenas diz que enquanto os mortos dormem a fé e a esperança devem nos consolar de que chegará um dia que eles serão despertos na ressurreição e com a volta de Cristo, o mal terminará de uma vez por todas e as coisas serão concertadas!
É neste ponto que a oração de Darwin é sutil semente da mentira e descrença. Você se emociona com um homem que se humilha apesar de seu grande conhecimento científico e clama a Deus desesperadamente de forma inútil por sua doce filha, sem considerar que o filme está sorrateiramente te induzindo a pensar de Deus aquilo que Ele não é e nunca prometeu fazer ou ser!
O diálogo Darwin com seu médico, deixa escapar uma verdade interessante, o fato de pessoas diferentes reagirem e interpretarem o mesmo fato de forma diferente. Nenhum exemplo é melhor do que Darwin que afastou-se de Deus e sua esposa Emma que buscou a Deus como fonte de consolo. O que há de lamentável, é o fato de mais uma entre tantas vezes do filme, a trama aproveitar isto para mostrar que a ciência que foi o consolo de Darwin (se é que o consolou de fato) está destituída da fé em Deus ou de que a religião seja um ‘ópio’ para os menos cultos se consolarem. Fé e ciência não são caminhos opostos!
Contudo, o filme sobre Darwin revela um fator histórico interessante a respeito da influencia da morte de Annie sobre as teorias de Darwin. Então, a teoria da origem das espécies seria o esforço em explicar o mundo diante da revolta e decepção religiosa de um homem traumatizado? Até que ponto a emoção influenciou as conclusões de um homem e sua teoria? O fato é que Darwin, apesar de estudar o tema por anos, só publicou depois da morte de Annie. Por quê? Por que precisava disso?
A mensagem que fica nas entrelinhas:
“Se Deus não agiu como você esperava, se você se decepcionou, se você foi tratado com injustiça, se perdeu aquilo que amava e Deus mostrou-se indiferente, então escreva um livro que te liberte da obrigação de seguir tal Deus, seja um ateu livre da culpa apoiado na lógica e num fundamento intelectual que te permita explicar tudo sem precisar mais desse Deus. Você se magoou com Deus? Então o ignore, para não sofrer mais, ainda que Ele exista apesar de você não poder compreendê-lo!”
Esta mensagem do filme é o fundamento do ateísmo e a melhor forma de compreender o âmago do pensamento ateu. O filme nem se quer trata sobre ciência ou sobre a teoria da Evolução. Pena, que todo este esforço mental, toda esta reconstrução intelectual nunca livrou ninguém do sofrimento e colocou Darwin e tantos outros contra Aquele seria o único que poderia dar-lhe esperança e forças para livrar-se do sofrimento!
A todos os Darwinistas inconformados com a injustiça, a todos os ateus que continuam a sofrer, Deus continua a clamar:
Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.Mt. 11:28

Caminhando com Jesus - 5


Início do Ministério e Primeiros Discípulos

Não sabemos a exata idade de Jesus por ocasião do início de seu ministério, Lc. 3:23 diz que ele tinha cerca de 30 anos quando começou. Sabemos que pouco antes disso, João Batista começou sua pregação no deserto da Judéia e logo a mensagem do profeta chegou à carpintaria da pequena Nazaré da Galiléia.
Embora Jesus e João Batista fossem primos em algum grau, nunca haviam se encontrado, mas ambos sabiam um do outro. As circunstancias os separaram, mas João tinha ouvido falar do encontro do jovem Jesus com os mestres no Templo, ouvira de sua mãe Isabel as histórias quanto aos seus nascimentos e nutria expectativas com respeito ao seu distante e desconhecido primo.
Lc. 3:1 tenta localizar historicamente o início da pregação de João Batista, isto é muito importante e consta no texto porque João Batista estará ligado a uma profecia de tempo do livro de Dn., a qual relata a época em que o Messias seria ungido. Lucas relata que era o 15º ano de Tibério César, sabemos que o Imperador anterior (Augusto) morreu em 19/08/14d.C., então o 15º ano de Tibério seria agosto de 28 d.C, no entanto, levando em conta o método de contagem Sírio, 19 de agosto a 30 de setembro seria contado como o primeiro ano (27d.C) e 1 de outubro iniciaria o 2º ano, de forma que a data do início seria 27 d.C.
João Batista é filho de um sacerdote chamado Zacarias e uma descendente de Arão, chamada Isabel (Lc. 1:5). Este idoso e piedoso casal que não tinha filhos foi agraciado com um milagre semelhante ao de Abrão e Sara que tiveram um filho em idade avançada. Estes nascimentos milagrosos representam que a carne não tem força para conceber aquele que fará a diferença espiritual na história.
A época de João Batista é um tempo de tentações introduzidas pelo convívio com a cultura greco romana invasora que gerou pecados tais como a cobiça pela riqueza, amor ao luxo, ostentação, prazeres sensuais, banquetes e bebidas. Os relatos demonstram também uma época de ignorância e muitas doenças devido aos maus hábitos. Neste contexto, em que é necessária uma reforma, Deus prepara um menino para ser nazireu (Lc. 1:15), um voto religioso que prescrevia uma reforma de hábitos através do exemplo austero destes religiosos (Nú 6:1-8).
João Batista também é o ‘Elias’ da profecia de Malaquias 3:1 e 4:5-6, pois leva a mesma mensagem de arrependimento tal como o primeiro e real Elias. João também foi considerado profeta, (Lc. 1:76)Ele se auto identifica como a ‘voz do que clama no deserto’, (S. João 1:19-28 e Isa. 40:1), uma figura de linguagem usada na profecia para identificar o local da pregação daquele que precederia o Messias e prepararia o povo para recebê-lo. Ellen G. White comenta que Deus chamou João ao deserto para que ele aprendesse sobre a natureza e o Deus da natureza.
Podemos nos perguntar o que João fazia o tempo todo, sozinho no deserto? Não há nenhuma razão para identificar João com o grupo religioso judeu chamado Essênios, os quais se isolaram nos desertos da Judéia. Embora João deva ter conhecido tais pessoas, sua teologia é muito diferente, a começar pelo fato de que os Essênios se isolaram e João Batista embora, tenha vivido retirado, compartilhava suas mensagens com multidões. Ellen G. White diz que no deserto, ele vigiava os acontecimentos do mundo e ao mesmo tempo podia estar retirado para orar e estudar as profecias.
João Batista adaptou o costume dos banhos rituais judaicos e introduziu o elemento do arrependimento e decisão de uma nova vida sob o perdão de Deus, com isto ele criou o batismo bíblico por imersão que mais tarde receberia a fórmula trinitária por parte de Jesus. João chamava as pessoas ao arrependimento e esta demonstração era feita pelo batismo. Sua mensagem foi tão revolucionária que não demorou a chegar à pequena carpintaria de Nazaré.
O batismo de Jesus não ocorre no contexto de arrependimento, mas de unção e inauguração do seu ministério cumprindo a profecia de Dn. 9:25, o que deve ter ocorrido no ano 27 d.C. O caráter inaugural do batismo de Cristo foi um duro golpe no reino de Satanás, pois através do ato de Cristo o Filho amado colocar-se na posição do ‘Messias’, a humanidade que estava separada de Deus era agora religada em Cristo. Ellen G. White comenta no livro DTN que até então, a humanidade se comunicava com Deus através de Cristo, agora a humanidade se comunicaria com Deus em Cristo!
O batismo de Jesus era o anúncio do perdão vindouro e um ato assustador para o Inimigo de Deus. Embora o próprio Batista tenha estranhado a busca de Jesus pelo batismo, compreendeu imediatamente que o tempo dele era chegado e agiu com humildade o anunciando e repassando seus seguidores a ele com a famosa frase ‘importa que Ele cresça e eu diminua’. João esperava que Jesus se anuncia-se, pois Ele estava ali entre os ouvintes de João, mas se assim o fizesse, como poderia ter ensinado a humildade como o fez posteriormente?
Depois que Jesus foi batizado e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba, João entendeu isto como o sinal que ele esperava para definitivamente identificar o Messias e passou a dar testemunho a respeito de Jesus. O alvoroço da pregação de João Batista na beira do Jordão chamou a atenção de muita gente que afluiu para lá, fato que despertou o interesse e o medo dos líderes religiosos de Jerusalém que enviaram levitas e sacerdotes para interrogar João Batista sobre suas intenções. Aparentemente, este é o momento em que Jesus rumou para o deserto e enfrentou 40 dias de tentação.
Jesus rumou para um local isolado onde poderia jejuar, ato que simbolizava a negação do eu. No deserto, pode ponderar sobre as escrituras, pode orar e meditar na quietude da natureza. Todavia, foi lá que travou sua primeira batalha pessoal contra Satanás após a encarnação. O inimigo o assaltou nos três pontos que toda a humanidade é vencida. 1) Transformar Pedras em Pães – Usar do poder para o prazer pessoal, se auto beneficiando sem prestar contas a Deus. 2) Jogar-se do pináculo do Templo – ser presunçoso e agir sem o consentimento e orientação de Deus. 3) Adorar a Satanás – Ganhar privilégios negociando princípios, chegar ao objetivo por um caminho mais fácil que sacrifica princípios inalienáveis. Jesus saiu vitorioso, mas este não seria seu último combate contra o inimigo.
Quando Jesus voltou do deserto, João que está batizando em Betabara, perto de onde Josué atravessou o Jordão no passado, o apontou como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (S. Jo.1:29-30). Esta declaração, reafirmada no dia seguinte fez com que dois dos discípulos de João Batista se tornassem os primeiros seguidores de Jesus.
Os primeiros discípulos são o jovem João e André, amigos pescadores da galiléia. João um rapaz impetuoso, se tornaria o mais jovem dos discípulos e o último de todos a morrer. João se tornaria um dos mais próximos amigos de Jesus e seria transformado ao longo dos anos de convívio com o mestre. André, era um homem prático de grande coração, sua fé amável o fez o primeiro missionário sem nunca termos tido notícia de um eloqüente sermão ou discurso por sua parte. André mostrou que o cristão faz mais do que fala! Conheceu o Messias e imediatamente o apresentou para seu irmão Simão apelidado por Jesus de Pedro.
Jesus em sua estratégia convocou o duvidoso Filipe que o apresentou não como o Messias, mas como Jesus de Nazaré. Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro (S. Jo. 1:44) o que talvez indique, que novamente André estava envolvido em ajudar o mestre a recrutar seus amigos.
Jesus e seus primeiros quatro discípulos vão rumar do deserto da Judéia, as margens do Jordão para a Galiléia, na cidade de Caná, onde participará de um compromisso social que a família de Jesus fora convidada. Rumando para participar de um casamento, Jesus e este quarteto recrutam um morador de Caná amigo de Filipe chamado Natanael. Também mencionado como Bartolomeu, Natanael foi preconceituoso quanto à origem de Jesus de uma cidade insipiente e sem prestígio, mas este preconceito logo se desfez quando Jesus revelou seus pensamentos.
É em Caná (cerca de 6 a 14 km de Nazaré) três dias depois do recrutamento de Natanael, que ocorre o primeiro milagre de Jesus ao transformar a água em vinho (suco de uva – Isa.65:8 e Pr. 20:1) no casamento de amigos de sua mãe. Embora este milagre pareça irrelevante, isto não é assim, pois na verdade há um profundo significado teológico anunciado na inauguração das obras de Cristo. As talhas cheias d’água eram também usadas para carregar a água dos banhos de purificação dos judeus (um tipo de batismo). Ao transformar a água da purificação em vinho (símbolo do sangue derramado mais tarde na cruz e anunciado no memorial da santa ceia), Jesus dizia que seu sangue tomaria o lugar purificador devolvendo a alegria da salvação aqueles que nEle tivessem fé.
Depois do milagre, Jesus, seus cinco discípulos e sua família vão para Cafarnaum, onde provavelmente Tiago irmão de João foi recrutado. Eles ficam ali poucos dias antes de voltar para Judéia no próximo passo de Caminhando com Jesus, vamos conhecer suas primeiras controvérsias com os líderes de seu tempo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caminhando com Jesus - 4

Os anos desconhecidos de Jesus

Sabemos muito pouco sobre o que aconteceu com Jesus durante sua infância, adolescência e juventude. O que sabemos é que ele teve uma vida comum durante cerca de 30 anos na pequena cidade de Nazaré, região da Galiléia.
Pode parecer estranho, um grande homem ter tido uma vida tão comum por tanto tempo, mas foi justamente isto que o capacitou a identificar-se conosco. Nazaré era um pequeno vilarejo sem qualquer importância ou atenção política, o local aparentemente também não gozava de muita perspectiva e boa fama (S. Jo. 1:46). Nazaré era tão insignificante que o Velho Testamento nunca cita este local e nem mesmo o famoso historiador judeu, Flávio Josefo a menciona. Arqueólogos estimam que Nazaré tivesse na época de Cristo, cerca de 700 a 900 metros de extensão com uma população de uns 500 habitantes[1].
O menino Jesus descrito por Ellen G. White, difere em muito do Jesus dos livros apócrifos que pretendem contar a história da infância de Jesus, cheia de fábulas e invenções gnósticas inventadas no 2º e 3º século depois de Cristo. Segundo Ellen G. White, Jesus foi uma criança amável, paciente e abnegada, descrição que sem dúvida combina com o Jesus relatado pelos Evangelhos, ou pelo breve texto que menciona seu progressivo e bem sucedido desenvolvimento físico e espiritual, (Lc. 2:29-40).
Era costume naquela época que toda criança judia fosse ensinada nos preceitos religiosos, tanto por tradição oral, como pela leitura das escrituras, no entanto as escolas rabínicas de seu tempo estavam repletas de tradições e formalismos. Certamente Jesus não freqüentou estas escolas convencionais (S. Jo. 7:15), mas obviamente sabia ler e havia tido educação intelectual (Lc.4:16). Então onde Jesus adquiriu seu conhecimento e autoridade?
Podemos supor que uma mãe piedosa o ensinou desde a tenra idade, mas ao avaliar o conteúdo de seus ensinos e parábolas, percebemos claramente a influencia da sabedoria da vida no campo, “...encontrava recursos na Natureza; novas idéias de meios e modos brotavam-Lhe na mente, ao estudar a vida das plantas e dos animais” (DTN, 70). Não há nenhum milagre ou feito notável na infância de Jesus, ele passava desapercebido no pobre vilarejo montanhês. Foi uma criança simples, pobre e o único ser livre do pecado em meio a uma cidade de péssima fama.
Ao completar 12 anos, como todo menino judeu Jesus passou para a esfera da juventude a caminho da vida adulta, isto era marcado pela visita ao Templo. Em sua primeira Páscoa, Jesus acompanhou José e Maria a Jerusalém. No Templo, o ritual Pascal com a morte de um cordeiro pela primeira vez o despertou para sua real identidade e missão, “No íntimo acordavam-se-Lhe novos impulsos. Silencioso e absorto, parecia estudar a solução de um grande problema. O mistério de Sua missão desvendava-se ao Salvador” (DTN 78). Este fato é confirmado quando analisamos a resposta dada por Jesus a seus pais que o procuravam no Templo (Lc.2:41-52).
O que ocorreu com a divindade de Jesus durante sua infância? Aparentemente o ser eterno ficou ‘guardado’ dentro do humano durante aqueles anos de desenvolvimento físico e mental, até que a mente e corpo estivessem prontos para harmonizar as duas naturezas (divino/humana) de forma consciente. Entretanto, certo é que depois daquela visita a Jerusalém com 12 anos, Jesus nunca mais foi o mesmo. Adquiriu uma compreensão de sua real identidade, “Na resposta dada a Sua mãe, [ Lc. 2:49 ] Jesus mostrou pela primeira vez que compreendia Sua relação para com Deus” (DTN 81).
O encontro com os mestres no Templo, que admiraram-se de Sua compreensão das escrituras não sendo ele um aluno das escolas rabínicas tradicionais causou grande impacto e foi Sua primeira aparição e contato público, quando ainda juvenil. Pela primeira vez sentiu o preconceito contra os pobres, a vaidade dos mestres e o orgulho da natureza humana.
Seu desenvolvimento humano estava em harmonia com as leis da natureza, a Natureza divina sempre esteve ali, mas é um mistério como uma natureza 100% divina e ao mesmo tempo 100% humana se combinaram e coexistiram permitindo uma vida normal a criança de Nazaré. Fil. 2:2, diz que o Ser eterno se tornou em semelhança de homens, reconhecido em figura humana. Esta combinação hunidade/divindade, nunca mais seria rompida.
A despeito disso tudo, Jesus voltou a Nazaré onde o texto claramente diz que foi submisso a seus pais ( Lc.2:50 ) vivendo ali por pelo menos mais 18 anos. A juventude de Jesus resume-se em servir sua família e seus semelhantes, conhecer as Escrituras e viver de acordo com elas sem submeter-se as tradições e filosofias humanas de seus dias. Obviamente ele encontrou oposição dentro de sua família, pois seus irmãos por parte de José eram claramente adeptos dos ensinos dos Rabinos (Mt. 12:46-50 e S. Jo. 7:3-5).
Ali em Nazaré permaneceu Jesus em silencio por todos aqueles anos, até que se revelasse no tempo de Deus aquele que lhe prepararia o caminho. Dia após dia, como um humilde carpinteiro Jesus experimentou o que é ser um homem pobre e desconhecido, antes de se tornar o homem que dividiu a história do mundo em antes e depois dele.

por Pr. Ericson Danese

[1] Rodrigo Silva, Escavando a Verdade, Casa Publicadora Brasileira, pg. 168.