domingo, 21 de fevereiro de 2010

Caminhando com Jesus - 5


Início do Ministério e Primeiros Discípulos

Não sabemos a exata idade de Jesus por ocasião do início de seu ministério, Lc. 3:23 diz que ele tinha cerca de 30 anos quando começou. Sabemos que pouco antes disso, João Batista começou sua pregação no deserto da Judéia e logo a mensagem do profeta chegou à carpintaria da pequena Nazaré da Galiléia.
Embora Jesus e João Batista fossem primos em algum grau, nunca haviam se encontrado, mas ambos sabiam um do outro. As circunstancias os separaram, mas João tinha ouvido falar do encontro do jovem Jesus com os mestres no Templo, ouvira de sua mãe Isabel as histórias quanto aos seus nascimentos e nutria expectativas com respeito ao seu distante e desconhecido primo.
Lc. 3:1 tenta localizar historicamente o início da pregação de João Batista, isto é muito importante e consta no texto porque João Batista estará ligado a uma profecia de tempo do livro de Dn., a qual relata a época em que o Messias seria ungido. Lucas relata que era o 15º ano de Tibério César, sabemos que o Imperador anterior (Augusto) morreu em 19/08/14d.C., então o 15º ano de Tibério seria agosto de 28 d.C, no entanto, levando em conta o método de contagem Sírio, 19 de agosto a 30 de setembro seria contado como o primeiro ano (27d.C) e 1 de outubro iniciaria o 2º ano, de forma que a data do início seria 27 d.C.
João Batista é filho de um sacerdote chamado Zacarias e uma descendente de Arão, chamada Isabel (Lc. 1:5). Este idoso e piedoso casal que não tinha filhos foi agraciado com um milagre semelhante ao de Abrão e Sara que tiveram um filho em idade avançada. Estes nascimentos milagrosos representam que a carne não tem força para conceber aquele que fará a diferença espiritual na história.
A época de João Batista é um tempo de tentações introduzidas pelo convívio com a cultura greco romana invasora que gerou pecados tais como a cobiça pela riqueza, amor ao luxo, ostentação, prazeres sensuais, banquetes e bebidas. Os relatos demonstram também uma época de ignorância e muitas doenças devido aos maus hábitos. Neste contexto, em que é necessária uma reforma, Deus prepara um menino para ser nazireu (Lc. 1:15), um voto religioso que prescrevia uma reforma de hábitos através do exemplo austero destes religiosos (Nú 6:1-8).
João Batista também é o ‘Elias’ da profecia de Malaquias 3:1 e 4:5-6, pois leva a mesma mensagem de arrependimento tal como o primeiro e real Elias. João também foi considerado profeta, (Lc. 1:76)Ele se auto identifica como a ‘voz do que clama no deserto’, (S. João 1:19-28 e Isa. 40:1), uma figura de linguagem usada na profecia para identificar o local da pregação daquele que precederia o Messias e prepararia o povo para recebê-lo. Ellen G. White comenta que Deus chamou João ao deserto para que ele aprendesse sobre a natureza e o Deus da natureza.
Podemos nos perguntar o que João fazia o tempo todo, sozinho no deserto? Não há nenhuma razão para identificar João com o grupo religioso judeu chamado Essênios, os quais se isolaram nos desertos da Judéia. Embora João deva ter conhecido tais pessoas, sua teologia é muito diferente, a começar pelo fato de que os Essênios se isolaram e João Batista embora, tenha vivido retirado, compartilhava suas mensagens com multidões. Ellen G. White diz que no deserto, ele vigiava os acontecimentos do mundo e ao mesmo tempo podia estar retirado para orar e estudar as profecias.
João Batista adaptou o costume dos banhos rituais judaicos e introduziu o elemento do arrependimento e decisão de uma nova vida sob o perdão de Deus, com isto ele criou o batismo bíblico por imersão que mais tarde receberia a fórmula trinitária por parte de Jesus. João chamava as pessoas ao arrependimento e esta demonstração era feita pelo batismo. Sua mensagem foi tão revolucionária que não demorou a chegar à pequena carpintaria de Nazaré.
O batismo de Jesus não ocorre no contexto de arrependimento, mas de unção e inauguração do seu ministério cumprindo a profecia de Dn. 9:25, o que deve ter ocorrido no ano 27 d.C. O caráter inaugural do batismo de Cristo foi um duro golpe no reino de Satanás, pois através do ato de Cristo o Filho amado colocar-se na posição do ‘Messias’, a humanidade que estava separada de Deus era agora religada em Cristo. Ellen G. White comenta no livro DTN que até então, a humanidade se comunicava com Deus através de Cristo, agora a humanidade se comunicaria com Deus em Cristo!
O batismo de Jesus era o anúncio do perdão vindouro e um ato assustador para o Inimigo de Deus. Embora o próprio Batista tenha estranhado a busca de Jesus pelo batismo, compreendeu imediatamente que o tempo dele era chegado e agiu com humildade o anunciando e repassando seus seguidores a ele com a famosa frase ‘importa que Ele cresça e eu diminua’. João esperava que Jesus se anuncia-se, pois Ele estava ali entre os ouvintes de João, mas se assim o fizesse, como poderia ter ensinado a humildade como o fez posteriormente?
Depois que Jesus foi batizado e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba, João entendeu isto como o sinal que ele esperava para definitivamente identificar o Messias e passou a dar testemunho a respeito de Jesus. O alvoroço da pregação de João Batista na beira do Jordão chamou a atenção de muita gente que afluiu para lá, fato que despertou o interesse e o medo dos líderes religiosos de Jerusalém que enviaram levitas e sacerdotes para interrogar João Batista sobre suas intenções. Aparentemente, este é o momento em que Jesus rumou para o deserto e enfrentou 40 dias de tentação.
Jesus rumou para um local isolado onde poderia jejuar, ato que simbolizava a negação do eu. No deserto, pode ponderar sobre as escrituras, pode orar e meditar na quietude da natureza. Todavia, foi lá que travou sua primeira batalha pessoal contra Satanás após a encarnação. O inimigo o assaltou nos três pontos que toda a humanidade é vencida. 1) Transformar Pedras em Pães – Usar do poder para o prazer pessoal, se auto beneficiando sem prestar contas a Deus. 2) Jogar-se do pináculo do Templo – ser presunçoso e agir sem o consentimento e orientação de Deus. 3) Adorar a Satanás – Ganhar privilégios negociando princípios, chegar ao objetivo por um caminho mais fácil que sacrifica princípios inalienáveis. Jesus saiu vitorioso, mas este não seria seu último combate contra o inimigo.
Quando Jesus voltou do deserto, João que está batizando em Betabara, perto de onde Josué atravessou o Jordão no passado, o apontou como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (S. Jo.1:29-30). Esta declaração, reafirmada no dia seguinte fez com que dois dos discípulos de João Batista se tornassem os primeiros seguidores de Jesus.
Os primeiros discípulos são o jovem João e André, amigos pescadores da galiléia. João um rapaz impetuoso, se tornaria o mais jovem dos discípulos e o último de todos a morrer. João se tornaria um dos mais próximos amigos de Jesus e seria transformado ao longo dos anos de convívio com o mestre. André, era um homem prático de grande coração, sua fé amável o fez o primeiro missionário sem nunca termos tido notícia de um eloqüente sermão ou discurso por sua parte. André mostrou que o cristão faz mais do que fala! Conheceu o Messias e imediatamente o apresentou para seu irmão Simão apelidado por Jesus de Pedro.
Jesus em sua estratégia convocou o duvidoso Filipe que o apresentou não como o Messias, mas como Jesus de Nazaré. Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro (S. Jo. 1:44) o que talvez indique, que novamente André estava envolvido em ajudar o mestre a recrutar seus amigos.
Jesus e seus primeiros quatro discípulos vão rumar do deserto da Judéia, as margens do Jordão para a Galiléia, na cidade de Caná, onde participará de um compromisso social que a família de Jesus fora convidada. Rumando para participar de um casamento, Jesus e este quarteto recrutam um morador de Caná amigo de Filipe chamado Natanael. Também mencionado como Bartolomeu, Natanael foi preconceituoso quanto à origem de Jesus de uma cidade insipiente e sem prestígio, mas este preconceito logo se desfez quando Jesus revelou seus pensamentos.
É em Caná (cerca de 6 a 14 km de Nazaré) três dias depois do recrutamento de Natanael, que ocorre o primeiro milagre de Jesus ao transformar a água em vinho (suco de uva – Isa.65:8 e Pr. 20:1) no casamento de amigos de sua mãe. Embora este milagre pareça irrelevante, isto não é assim, pois na verdade há um profundo significado teológico anunciado na inauguração das obras de Cristo. As talhas cheias d’água eram também usadas para carregar a água dos banhos de purificação dos judeus (um tipo de batismo). Ao transformar a água da purificação em vinho (símbolo do sangue derramado mais tarde na cruz e anunciado no memorial da santa ceia), Jesus dizia que seu sangue tomaria o lugar purificador devolvendo a alegria da salvação aqueles que nEle tivessem fé.
Depois do milagre, Jesus, seus cinco discípulos e sua família vão para Cafarnaum, onde provavelmente Tiago irmão de João foi recrutado. Eles ficam ali poucos dias antes de voltar para Judéia no próximo passo de Caminhando com Jesus, vamos conhecer suas primeiras controvérsias com os líderes de seu tempo.

Um comentário:

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