segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Os filhos de Mizraim e a mitra divina

“E os filhos de Cão são: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã ... E Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim,” Gênesis 10:6 e 13
A maior parte dos comentaristas e linguístas Bíblicos concorda que este neto de Noé tornou-se o pai do povo Egípcio. A maior parte dos filhos de Mizraim eram em sua maioria caçadores e coletores distribuidos pelo Saara luxuriante até algum tempo depois do Dilúvio, mas logo o clima começou a mudar. No hemisfério norte os glaciares avançaram, este gelo absorveu a umidade do planeta e levou o Saara a desertificação, obrigando as tribos a atravessar savanas e selvas, dando origem a muitas etnias Africanas. Certamente já não era tão pequena sua população, muitos dos quais não estavam dispostos a se lançar ao centro e sul da África selvagem.

Estes agricultores se estabeleceram no vale do Nilo e entre eles estavam alguns dos construtores de Babel, ou pelo menos seus descendentes, que ainda portavam os misteriosos conhecimentos de engenharia, astronomia e agricultura. Passando de geração em geração alguns conhecimentos se perderam, outros foram mudados e outros melhorados e assim, atraíram as pessoas através da segurança e conforto da civilização.

As culturas saarianas e proto egípcias mostram tecnologia desde idade da pedra até a cultura neolítica. A escultura e os relevos deste tempo lembra muito a dos Sumérios, com figuras de olhos grandes evidenciando sua origem comum em Babel. Em seus primeiros tempos, vemos a mesma técnica de fazer tijolos de barro.

Assim nasceram as primeiras cidades no vale do Egito, de início, em dois reinos no alto e no baixo Nilo, representados por mitras de cores diferentes que eram usadas por seus soberanos. Segundo a tradição, o rei do alto Egito Menés unificou os dois reinos e iniciou a primeira dinastia, a adoração aos deuses e grandes construções. Este personagem descrito pelos historiadores do tempo de Ptolomeu é identificado por alguns com o Faraó Narner, devido a uma paleta em que este é mostrado usando as insígnias do alto e baixo Egito, nas mitras que combinam o vermelho e branco.

Acredita-se que seus antecessores do alto Egito estivessem ligados a registros do lendário Escorpião Rei, nome dado pelo menos a duas pessoas que lideraram o alto Egito. Em um relevo, o Escorpião rei aparece segurando o arado e usando a coroa. Seria um símbolo de que foi este o líder que abriu os primeiros canais do Nilo e formou as primeiras plantações?

Esta é a verdadeira origem dos Faraós, homens que tinham força e conhecimentos privilegiados numa época de barbarie. Ao seu lado estavam seus familiares e achegados, que haviam participado do projeto em Babel e traziam as religiões misteriosas e os conhecimentos científicos, eles se tornaram a primeira casta sacerdotal e criaram as mitologias para controlar o povo através da religião.

Neste governo dos ‘deuses’, o Faraó era o enviando celestial e por isso, sua linhagem divina deveria ser justificada, daí, termos tantos deuses e até linhagens de soberanos que talvez sejam mais lendas do que realidade. Os Faraós eram protegidos e filhos do deus Amon, depois associado ao Sol, Amon-Rá o ser autocriado e rei dos deuses. Mesmo o venerado Osíris, senhor dos mortos era considerado o primeiro Faraó.

Faraó era o rei, sacerdote e deus encarnado, então já não havia limites para os tiranos, afinal, quando os gananciosos têm poder nem fazem questão de terem razão! A fórmula do sacerdote infalível e estadista absluto seriam usadas pelo anti Cristo e a maioria dos tiranos, de Roma, passando pela igreja Medieval Européia até o fim dos tempos (Ap. 12 e 13). Os faraós continuam entre nós, infalíveis, de mitra e tudo dizendo-se mediadores entre o Céu e a Terra, com seus deuses lotando as paredes dos templos e um obelisco egipcio bem ao centro da praça de seu principal palácio!
Tal como no Egito, Faraó foi ferido por dez pragas terríveis (Êx. 7:1-6) e por fim, ele próprio e sua família foram vítimas da praga para que o mundo todo soubesse que ele não era verdadeiramente divino, o livro de Apocalipse anuncia que sete pragas caíram sobre o Anti Cristo e seus adoradores (Ap. 15-16), de modo que eles serão desmascarados e aniquilados por terem enganado o mundo e os afrontado contra o Deus verdadeiro.

Por Pr. Ericson Danese

Um comentário:

Stiliano disse...

Hi! Very nice post!