terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quem foi Osíris?

“Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra Faraó, rei do Egito, e quebrarei os seus braços, assim o forte como o que está quebrado, e farei cair da sua mão a espada. E espalharei os egípcios entre as nações, e os dispersarei pelas terras.”
Ezequiel 30:22-23

Os Faraós necessitavam de uma mitologia que garantisse para sua família o direito de governar, para isto desenvolveram uma religião centrada na morte. Este é o mito de Osíris que se funde com outros mitos semelhantes morte e ressurreição como os do Baal Cananeu ou Tamuz Babilônico. Diferente da história de Jesus, o Filho de Deus que morre e ressuscita, Osíris é o pai que morre e é ressuscitado por sua esposa para darem origem a um filho. Nos primórdios do Egito, Osíris era um mito da fertilidade na região do delta do Nilo, mas o mito servia muito melhor para dar crédito à sucessão matriarcal Faraônica e dar esperança de vida além da morte ao povo comum.

No mito, Osíris é o rei do Egito que ensinou o povo a plantar e criar animais, seu irmão Seth o senhor do deserto que representa o mal, conspira com ajuda de 72 traidores e esquarteja o corpo de Osíris em 14 pedaços que são novamente reunidos por sua irmã e esposa Ísis com a ajuda de Anúbis, o filho bastardo de Osíris com Neftis, irmã e amante de Osíris e esposa e irmã de Seth. Ísis e Anúbis mumificam Osíris fazendo dele a primeira múmia. A seguir Ísis transformada numa ave voa sobre a múmia que ressuscita apenas por tempo o bastante para com Ísis terem um filho chamado Hórus, o deus falcão que vingará sua morte. Osíris vai para o reino dos mortos onde se torna o juiz dos mortos, enquanto Hórus depois de crescer luta com Seth e o vence para assumir o Egito.

Alguns Egiptólogos apontam que o mito de Osíris seja uma tradição baseada na história real de nômades que se estabeleceram no delta do Nilo no período pré dinástico, entretanto, este autor pensa que não apenas isto é verdade como a formação do mito é mais profunda ainda, acumulando histórias anteriores e estórias posteriores, pois um mito costuma associar outros mitos.

Deixando de lado o aspecto fantasioso do mito, podemos ter várias hipóteses e interpretações quando comparamos os mitos da Babilônia, Canaã e Egito com a história Bíblica da Torre de Babel. Vamos há alguns detalhes:


1) Osíris é retratado como um faraó defunto que usa a coroa do baixo Nilo, seu corpo está mumificado e sua pele é de cor cadavérica. Sua esposa Ísis é retratada como uma mulher que carrega coroa o trono, símbolo da sucessão faraônica. Seu filho Hórus é retratado como um menino ou um falcão. Isto indica que são pessoas reais que passaram pelo drama da morte, deixando uma rainha que teve que defender seu direito através de um sucessor.

2) O mito se passa entre irmãos incestuosos e adúlteros, algo muito comum na família real do Egito e das culturas patriarcais. Não seriam personagens reais tentando disputar o poder de governar o povo?

3) A luta entre os irmãos Osíris e Seth nos lembra dum tempo em que a população da terra era diminuta. A Bíblia fala que houve um tempo em que duas famílias descendentes de Adão estavam divididas, os filhos de Set e os filhos de Cain. Não seria Seth uma versão da história pelos apostados filhos de Cain?

E se um rei ancestral dos Egípcios, um descendente de Cão o filho rebelde de Noé tivesse conhecimento das profecias Messiânicas e tentasse se declarar este Messias e o bem feitor e libertador da humanidade? Se fosse ele um dos administradores da primordial civilização, ao ponto que sua liderança o elevou a rei e semideus?

E se este rei desejasse perpetuar sua existência além da morte e com isto criasse um sistema religioso no qual o homem tentasse por si mesmo chegar a Babel, a ‘porta do céu’? Talvez o homem pudesse alcançar a morada dos deuses e a vida eterna?

E se esta civilização erguesse a primeira pirâmide com esta ideia, mas tivesse seus planos frustrados e terminados em carnificina que talvez tenha custado à vida deste rei?

Numa situação dessas, sua rainha e sacerdotisa teria que tentar manter seu poder. Quem sabe, ela poderia conceber um filho de alguém e dizer que o marido ressuscitou e lhe deu um filho que era a reencarnação do próprio rei? Mas se a linguagem fosse confundida, seus servos se dispersariam espalhando versões diferentes desta mesma história até que com o tempo, se tornariam os mitos que conhecemos sobre ‘mãe e menino’ e um deus que vence a morte.
Embora estas hipóteses possam parecer altamente especulativas, elas têm grande índice de comprovação por ser o elemento comum de todas as religiões pagãs no Mediterrâneo, Turquia, África e Oriente Médio. Se admitirmos que Osíris, Baal, Hércules, Gilgamesh, Tamuz e outros mitos tem uma origem comum com fundo histórico, este raciocínio nos conduz para a Torre de Babel e a história do Ninrode relatada na Bíblia.

Outra evidência é o fato de que muito da mitologia Egípcia parece ser uma alternativa às verdades contidas na Bíblia e reveladas a Adão. Por exemplo:

Para Adão foi dito que graças ao pecado, ele era pó e ao pó voltaria na morte, estando inconsciente até que a ressurreição lhe desse o direito de encontrar-se com o Criador para receber o resultado do seu juízo, morrendo para sempre ou ressuscitando para eternidade. Para os Egípcios que acreditavam na vida após a morte na independência da alma, estranhamente eles precisavam conservar o corpo e por isto mumificavam cuidadosamente o defunto. É como se eles se recusassem a morrer e voltara ao pó.

Por que precisariam do corpo após a morte se para eles a alma era independente? Porque estava tentando quebrar a maldição da morte ao impedir que o corpo virasse pó. Lutavam contra a sentença do Deus de Adão e por isso criaram um deus mais conveniente para seu modo de vida.

Enquanto Adão aprendeu que deveria confiar que no futuro viria um Salvador mais justo do que ele para morrer uma morte inocente em seu lugar e interceder por ele no tribunal de Deus, o Egípcio aprendia que deveria comparecer no tribunal de Osíris e pesar seu coração confiando em seus atos de justiça. Sob tais circunstâncias, qualquer pessoa faria tudo o que o Faraó considerasse justo ou mandasse fazer para tentar compensar sua consciência pesada. Assim paga-se impostos, ofertas, constrói-se templos e lutam-se as guerras do Faraó.
Os museus de hoje contem múmias de 3000 anos de faraós poderosos em seu tempo. No entanto, pelo mais que eles tentaram perpetuar sua riqueza, seus tesouros foram roubados, por mais que tentaram perpetuar seus reinos eles foram vencidos, pelo mais que tentaram perpetuar o poder de sua família eles foram esquecidos. Os Faraós não viraram pó, mas seu cadáver inerte é um testemunho de que não há como burlar a sentença de um Deus vivo!

por Pr. Ericson Danese

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