terça-feira, 1 de novembro de 2011

A fúria do inimigo de Moisés

Quando faraó soube disso, procurou matar Moisés, mas este fugiu e foi morar na terra de Midiã” Êxodo 2:15
Quando Tutmés III [foto ao lado] cresceu teve que aturar uma co-regência a sombra de sua madrasta [ver postagem anterior]. Este período foi de obras colossais que justificam perfeitamente a mão de obra escrava. Senemut foi o arquiteto de Hatshepsut, e depois vizir, sendo que alegam que ele foi amante da rainha que nunca se casou após a morte de Tutmés II. Construiu o templo da rainha em Deir el-Bahri no vale dos reis, um túmulo colossal onde muitos outros reis e nobres foram sepultados. Foi auxiliado pelo arquiteto Ineni e nesse tempo onde os deuses de Tebas ganharam status nacional, sendo o principal centro de culto em Karnak, um suntuoso templo do Novo Império onde se adorava a tríade Amon, Mut e Khonsu.
Hatshepsut morreu aos 37 anos e finalmente Tutmés III dominou completamente o Egito. Tutmés III tentou banir a memória de sua madrasta através da destruição de suas estátuas, apagando seu nome de murais públicos. O estranho é que isto foi somente alguns anos depois da morte dela e não de imediato, o que nos leva a crer que o estopim do problema pode ter sido Moisés e não a rainha em si. Se ele fez isso com uma rainha morta sepultada com honras de faraó, parece-nos óbvio que ele tenha tido o cuidado de destruir qualquer lembrança ao herdeiro de direito, Moisés o filho adotivo de Hatshepsut.
No túmulo de Rekhmire, um vizir de Tutmés III, vemos pinturas de cenas onde escravos semitas (hebreus com certeza) fazem tijolos sob a opressão de capatazes egípcios que os tratam com rigor usando varas e chicotes. No templo de Karnak o próprio faraó Tutmés III é mostrado espancando um escravo sírio-palestino (hebreu) e o levantando pelos cabelos em sinal de humilhação . Cenas assim revoltaram Moisés ao ponto que matou um feitor egípcio para livrar um hebreu. Crime que dado este contexto era uma afronta e rebelião contra o faraó, punível com morte e motivo ideal para acabar com a imunidade familiar de Moisés eliminando-o de uma vez por todas. Obviamente, Tutmés III foi o faraó que procurou matar Moisés e neste período que Moisés abandonou o palácio e refugiou-se no deserto!

Tutmés III levou o Egito à expansão de domínios através de suas poderosas campanhas militares, ele foi antes de tudo um Faraó guerreiro! Do Sudão aos limites do Eufrates ele venceu todos os seus rivais, como se estivesse procurando um inimigo específico pelos desertos! Tutmés III enriqueceu seu reino com impostos das nações vassalas e chegou educar jovens estrangeiros em sua coorte para enviá-los como governantes no estrangeiro. Com o ouro estrangeiro financiou grandes obras pelo país todo, especialmente nos templos de Rá em Heliópolis e de Amon em Karnak. Além de Faraó construtor, tornou-se muito popular no campo da religião. Ele infiltrou amigos seus como Sumo Sacerdotes de Amon e constituiu mitos e estórias que o relacionavam com a divindade popular dos Tebanos.
O medo de Tutmés III pelo possível reclame do trono do afiliado de Hatshepsut, seu ódio por Moisés e os hebreus o fizeram construir uma mitologia no qual ele, Tutmés III, era o instrumento do deus nacional Amon. Na Estela da Vitória de Tutmósis III (c. 1479 a 1425 a.C.), atualmente no Museu do Cairo, podemos ler as determinações do deus:

Resolvi ordenar a ti que esmagues os príncipes da Palestina;
Fiz que se prostrassem aos teus pés por todos os recantos de seus países.
Ordeno-lhes que contemplem tua majestade de Senhor do Esplendor, o teu brilho em suas faces são como imagens minhas.
Talvez Tutmés III desconfiasse que a Palestina, terra natal dos ancestrais de Moisés fosse o seu esconderijo e temesse que Moisés estivesse por lá organizando um exército para tomar o Egito. Mal sabia ele, que Moisés estava escondido ‘debaixo de seu nariz’ no deserto do Sinai vivendo como humilde pastor de ovelhas entre uma tribo Midianita! Moisés havia trocado o palácio pelo deserto, agora estava na escola certa!

Por Pr. Ericson Danese

Bíbliografia: Ver postagens anteriores da temática Civilização Egípcia Revelada

Nenhum comentário: