domingo, 8 de janeiro de 2012

Ninrod, o falso Cristo dos dias de Babel

Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Gn. 3:15-16

Esta é a profecia mais antiga do mundo, ela prediz a luta entre Satanás e a descendência dos filhos de Adão e Eva. Anuncia que um dia, o Filho de Deus nasceria como messias e acabaria com o poder de Satanás (simbolicamente, pisaria na cabeça da serpente). Esta profecia deve ter sido passada de forma oral, geração após geração, eles acreditavam que o messias nasceria em seus dias, vemos isso pelos nomes de seus filhos que são nomes messiânicos como Cain, ‘adquirido de Deus’ ou Noé ‘nos dará consolação’.
Em todas as culturas da antiguidade, vemos mitos de um deus ou filho dos deuses que combate um mostro, um dragão ou uma serpente que representa as forças do mal. Exemplos assim são a batalha de Marduk contra Tiamat, Baal contra Yan, Krishina contra o demônio serpente, Thor contra a serpente marinha do caos, Hércules contra a hidra, Perseu contra cetus e Osíris contra Apeb. Sendo comuns, pressupomos que estas mitologias tenham tido uma origem comum, sofrendo distorções posteriores.
É possível que Ninrod, o construtor da Torre de Babel (Gn. 10-11) tenha se aproveitado justamente desta profecia apresentando-se como um messias, um libertador! Veja que sua alcunha diz ‘como Ninrod poderoso caçador diante do Senhor’, ou seja, podemos conjecturar que ele estabeleceu uma nova teologia onde ele era o centro da religião! Sendo ele semidivino ou o ‘messias’, podia ser o sumo sacerdote, o rei e o ditador!
Outro fato interessante é o termo ‘caçador’, que pode ter relação com o mítico Gilgamesh que venceu monstros e feras selvagens e tem sido relacionado como um mito inspirado em Ninrod. Os antigos gregos chamavam a constelação de Órion de caçador que perseguia um touro pelos céus e tendo ao pé em forma de serpente, Eridanus o rio. Para muitos povos da Mesopotâmia, a constelação de Órion era Gilgamesh e a mesma constelação era em diferentes culturas, deuses que enfrentavam demônios em forma de dragão/touro e serpentes como Osíris, Marduck, Ninurta e outros. Isso nos leva a concluir que também as constelações tenham uma origem comum.
Estudiosos apontam que a tradição judaica fala que os patriarcas anteriores ao dilúvio inventaram a astronomia. Talvez, observando e imaginando desenhos nas estrelas eles inventaram um meio de contar suas histórias e transmiti-las a outras gerações através das constelações. Era um método melhor do que a escrita, pois sempre estaria lá!

Adão, Sete e Enoque ... São os inventores deste conhecimento especializado em estrelas e suas ordens e, para que sua visão não fosse perdida seus descendentes fizeram dois pilares de pedra e de tijolos” Flávio Josefo, Antiguidades, II, 3.

Por certo a astronomia foi vital para a agricultura e talvez os primeiros agricultores Adamicos e pós diluvianos a tenham desenvolvido com esta finalidade. O controle das estações do ano se tornou tão importante que facilmente os idolatras começaram a considerar os corpos astronômicos como seres divinos. Mas e se além da agricultura, uma profecia estivesse contada nos céus? Não seria ainda mais fácil transformar a astronomia em idolatria?
Note o quanto a constelação de Órion se parece com Gn. 3:15. Há um guerreiro lutando e ao seu pé uma forma igual à serpente, a constelação que chamamos de Eridanus. Certamente os nomes e até alguns significados mudaram com o passar dos séculos, mas sua origem misteriosa abre a possibilidade de que as constelações fossem a história anterior ao dilúvio contada nas estrelas.
Seria possível que Ninrod tenha se identificado com Órion e dito ser ele, o caçador e messias que estava chegando para combater o demônio e livrar seu povo?
Historicamente os sumerianos são os pais da astronomia e astrologia, para eles Órion era em algumas versões, Anu o pastor divino, em outras era Ninurta um deus guerreiro que combatia um demônio chamado Anzu, ou a serpente dragão Azag.
A maioria dos megalitos e pirâmides das diferentes culturas do mundo ancestral tem relação com cálculos astronômicos. Percebendo esta complexidade em fins da chamada ‘idade da pedra’, não é difícil perceber que todas descendem da mesma origem comum, dos zigurates da Mesopotâmia antiga onde no topo destas pirâmides escalonadas os astros eram cuidadosamente observados nos tempos posteriores ao dilúvio.
É possível que monumentos como Stonehenge na Inglaterra, as pirâmides Maias e Astecas, observatórios na Índia e China ancestral e os grandes monumentos do Egito sejam uma herança da ciência envolvida na Torre de Babel, possivelmente o primeiro grande centro de adoração astral da humanidade após o dilúvio. Estas obras são tão inexplicáveis através da história convencional que os céticos, no desespero de negar a conexão com a história Bíblica têm dito que estas obras incríveis não podem ter sido feitas pelo homem pré histórico e são obra de alienígenas que visitaram a Terra no passado. A que ponto chegamos para tentar negar a Bíblia?
Em Babel, o conhecimento ancestral sobre astronomia foi pervertido através do paganismo em astrologia. Embora este seja um assunto delicado, que requer mais estudos e evidências arqueológicas, percebemos muitas evidências. Os antigos acreditavam que no topo de suas pirâmides, os sacerdotes conectavam o Céu e a Terra. Vemos isto no zigurate de Ur onde se cultuava o deus Lua ou nas pirâmides de Gisé, alinhadas a constelações, em especial Órion! No templo da deusa vaca Athor em Dendera no Egito há um relevo contendo as constelações do zodíaco, entre outras, Órion visto como o Deus Osíris a combater um touro alado e tendo uma serpente a seus pés. Mesmo o zodíaco, é mais antigo que os próprios Egípcios e amplamente conhecidos na antiga Mesopotâmia.
Entre os sumérios a figura taurina é comum e será encontrada no Egito, Grécia, ilhas do Mediterrâneo, Europa, Ásia e por todo Oriente Médio. É difícil saber, mas observando tantos mitos e interpretações das constelações, levando em conta a origem Adâmica das constelações, talvez representem a figura do próprio Satanás sendo combatido e expulso dos Céus pelo Messias.
O touro, a vaca ou o bezerro chegou a ser adorada como símbolo de fertilidade, força e vida. Por certo nenhum animal provia tantos recursos aos antigos, mas os touros selvagens eram um símbolo de violência e poder! Caçadores de búfalos selvagens eram heróis corajosos, como Ninrod o foi. No céu estelar, o Órion está sempre em combate à constelação de touro.
Transformadas em mito, estes personagens foram levados ao mundo todo após a dispersão de Babel. Naqueles tempos nômades, enfrentando longos invernos alguns ser refugiaram em cavernas enquanto seguiam as migrações de grandes mamíferos em busca de comida e novas terras. Em Lauscaux na França as pinturas de bisontes, feitas pelos habitantes das cavernas reproduzem as marcas das plêiades, estrelas da constelação de touro. Nas culturas mais antigas da Anatólia, o neolítico emerge com o culto a divindades ao touro e isto será visto na civilização Minóica, nativos Norte Americanos, África, Ásia e qualquer lugar onde o homem criou ou caçou bovinos.
O legado de Ninrod não foi um grande império e sim, uma farsa religiosa que ficou impregnada nas culturas do mundo inteiro e que mesmo hoje, em dias de telescópios espaciais e da moderna ciência continua fazendo milhares de adeptos nas colunas de jornais sobre videntes, esoterismo e horóscopos. A Bíblia adverte que nos últimos dias apareceriam falsos Cristos(Messias e Salvadores), fazendo sinais e enganando a muitos. Tomemos cuidado com aqueles que usam da fé para manipular e chegar aos seus objetivos.  Cuidado com os que transformam fé em superstição. A única segurança está em examinar as Escrituras e conheça-las tão bem a ponto de quando lermos ou ouvirmos, sabermos exatamente a diferença entre o falso e o verdadeiro.

Por Ericson Danese

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