quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os Sumérios e os descendentes de Noé

Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. Sucedeu que partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa”.
Gn. 11:1-2

Provavelmente, alguns anos após o Dilúvio o clima começou esfriar e ressecar. Talvez o frio das glaciações tenha empurrado os descendentes de Noé aos vales em busca de calor e fertilidade do solo da Suméria, a terra de Sinar. A cordilheira do Ararat fica próxima aos montes Zagros e do planalto Iraniano, a tradição Babilônica do dilúvio diz que os sobreviventes desceram nos montes Zagros, o que pode concordar com a Bíblia dizer que o povo saiu de oriente para encontrar o vale do Tigre e Eufrates. Historicamente, a origem do povo Sumério é um mistério, mas a teoria mais aceita é que eles migraram do planalto do Irã, ou do norte da Suméria e talvez das montanhas ao oriente, o que aproxima os bíblicos descendentes de Noé com os povos Sumérios.
Por sua linguagem diferente eles são apresentados como invasores que se mesclaram aos povos daquela região, onde já habitavam povos semitas. No entanto eles são a evidencia de Camitas vivendo entre os Semitas. São povos de cultura idêntica, vivendo ao mesmo tempo no mesmo lugar mas com língua distinta.
O arqueólogo Dr. Rodrigo Silva relata sobre um tablete Sumeriano com a correspondência entre dois reis no qual um relata ao outro de que houve uma era de ouro na Mesopotâmia, onde havia harmonia nos idiomas da Suméria e todo o povo adorava em uníssono a Enlil em uma só língua.[1]
Há ainda outras curiosas semelhanças entre os descendentes de Noé e os Sumérios. É nos dito que após o dilúvio, ocorre a embriaguez de Noé com vinho, sendo que entre os sumérios o vinho já era conhecido e atribui-se a eles a invenção da cerveja. Zigurantes (pirâmides escalonadas) dos Sumérios eram feitas de tijolos cozidos, com betume por argamassa, pois a região era pobre em pedras, exatamente como descreve a Bíblia em (Gn. 11:3).
A Bíblia apresenta os descendentes de Noé como uma inteligente civilização capaz de empreender obras complexas como a Arca de Noé, a Torre de Babel e cidades logo após o Dilúvio. A Suméria histórica surge de forma abrupta com cidades, ciência, astronomia, matemática avançada usando o sistema baseado nos números 6 e 10 usando relógios e calendários com 60 segundos, 60 minutos e 12 horas. Eles são os inventores da escrita (cuneiformes), da roda, da roda de oleiro, astronomia, agricultura e pecuária. Tantos avanços poderiam surgir abruptamente em conjunto fruto de povos emergentes da idade da pedra?
A Bíblia diz que antes do dilúvio havia criação de animais (Gn. 4:2), em especial ovelhas e sabemos que na Arca de Noé havia rebanhos de ‘animais limpos’ gado, ovinos e caprinos para consumo humano após a catástrofe. Mais uma vez os Sumérios se encaixam na descrição de povos pós diluvianos pois a eles é atribuída a domesticação de ovelhas, gado e a criação em grande escala destes animais! Além disso, usavam o boi para o trabalho, o jumento para carga de carroças e a lã para suas roupas.
A Bíblia diz que Noé era agricultor (Gn.9:20) e os Sumérios, seus descendentes, estão entre os pais da agricultura desenvolvendo sementes de trigo, cevada, grão de bico, verduras e legumes diversos. Além de sistema de calendário de colheitas usavam irrigação artificial, diques e aparelhos de debulha rudimentares.
Até mesmo nos pequenos barcos que percorriam o Eufrates encontramos um detalhe comum com um ‘velho e grande barco Bíblico’. Entre os modelos Sumérios havia um tipo de barco calafetado com betume.
Se nossa história começou no vale do Tigre e do Eufrates, que dizer dos artefatos da idade da pedra no mundo inteiro?
Imagine que você e sua família, com poucos recursos devem deixar sua cidade e colonizar uma terra selvagem e completamente nova. Certamente vocês voltarão à idade da pedra! Onde não há fábricas, comércio e civilização a sociedade voltará a ser de caçadores e coletores fabricando ferramentas rudimentares.
Em muitos lugares, os grupos dispersos tendo conhecimentos e recursos diferentes alcançaram níveis culturais diferentes. Muitos nômades, caçadores e coletores nunca desenvolveram uma civilização. Ainda hoje, contemplamos diferentes níveis tecnológicos em plena era da internet. Assim como há pessoas em vídeo conferencia nos arranha céus de Nova Iorque, ou na moderna Tóquio, há índios no interior da Amazônia que nunca viram um carro ou um homem branco e vivem na idade da pedra.
Algo similar ocorreu com os povos que iam migrando após o episódio da Torre de Babel! Alguns tinham a roda, a matemática e a escrita, enquanto outros eram apenas caçadores e coletores, tendo muitas vezes ocupado cavernas para abrigar-se das intempéries. Alguns tinham a técnica aprimorada da cerâmica, enquanto outros tinham uma vaga ideia e foram forçados a produzir uma versão rudimentar desta arte. Enquanto alguns já fundiam ligas metálicas, outros não sabiam como fazer e tudo o que conseguiram era lascar pedras.
O surgimento abrupto de tão complexa civilização testemunha que os Sumérios são herdeiros de uma antiga e perdida civilização que possuía grandes avanços antes do dilúvio descrito na Bíblia, mas teve que recomeçar do marco zero com recursos limitados. Não foram milhares de anos progressivos de um passado bestial e ignorante que nos legou a civilização! Há uma lacuna intransponível entre este mundo da idade da pedra e a luxuosa Suméria, a terra dos descendentes de Noé e pais da humanidade! 

Por Pr. Ericson Danese


Pesquise Mais em:
·         Bill Cooper, Depois do Dilúvio, Sociedade Criacionista Brasileira.
·         Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, Casa Publicadora Brasileira.
·         Ellen G. White, História da Redenção, Casa Publicaora Brasileira.
·         Gleason L. Archer, Jr. Merece confiança o Antigo Testamento?. Vida Nova
·         Philip Wilkinson, Mitos e Lendas Origens e Significados, WMF Martinsfontes, São Paulo, 2010.
·         Rodrigo Silva, Escavando a Verdade. Casa Publicadora Brasileira
·         R. N. Champlin, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Hagnos
·         Rubens Aguilar, 'Arqueologia' em notas de sala de aula de Ericson Danese
·         Samuel J. Schulz. A história de Israel. Vida Nova
·         Serie Logos, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia Vol. 1 (Gn.-Dt), Casa Publicadora Brasileira, 2012.




[1] Rodrigo Silva, 74.

3 comentários:

Bossieli disse...

Gostei do seu blog! Parabèns.

Bossieli disse...

Parabèns!

Bossieli disse...

Muito interessante, seu Blog! Parabéns!