sexta-feira, 29 de junho de 2012

Hércules X Sansão


Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos.

Juízes 16:28

Se pudesse ter acontecido, como seria um duelo entre os mais fortes heróis de todos os tempos, Hércules o campeão grego contra Sansão, o mais forte guerreiro de Israel? Esta luta seria a maior luta de todos os tempos se não fosse pelo fato de que um existiu e o outro não.
Hércules é um mito grego que relata a história de um homem filho de uma mortal com o rei dos deuses gregos. Sendo fruto de um adultério de Zeus, Hércules é perseguido por Hera a esposa ciumenta que sujeita a 12 trabalhos dignos de um super-herói. Sansão é a história de um jovem que nasce de uma mãe estéril, fruto de um milagre de Deus concedido a seus pais. O rapaz é Nazireu desde o ventre de sua mãe, ou seja, foi separado para ser um reformador religioso de Israel e uma profecia a respeito dele diz que ele livrará seu povo da mão dos Filisteus. Tanto Hércules quanto Sansão foram conhecidos por sua força.
Vamos comparar os dois personagens, sua força e descobrir porque a Bíblia se distingue das lendas:
Hércules é o nome latino de Herácles grego, na verdade os Romanos já tinham uma lenda sobre um pastor descomunalmente forte que chamavam de Recaranus ou Garanus, enquanto os Estrucos o chamavam de Hercle. Os povos germânicos tinham divindades chamadas de Donar ou Thor que o historiador Romano Tácito identificou como Hércules, celebrado por eles como o primeiro dos heróis. Hercules pode ter sido a fusão de heróis locais fundadores das tribos europeias com a lenda indo europeia de um deus do raio, um guerreiro que sempre usava uma clava, uma maça ou um martelo.
Sansão, para todos que creem na historicidade do relato Bíblico foi um personagem do período dos juízes, uma época de liderança fraca, algumas gerações após Moisés e Josué, quando Israel estava conquistando os territórios de Canaã. A tribo Israelita dos Danitas vivia oprimida pelos Filisteus, mais adiantados em armas e cultura. Sansão distinguiu-se por sua força e foi feito líder de seu povo, embora demonstrasse irresponsabilidade e frequente imaturidade.
Hércules nasceu em Tebas, importante cidade grega onde ele se casou com a princesa Mégara que lhe deu vários filhos. Hércules era descendente da dinastia Perseida de Micenas e Argos, enquanto Sansão é um homem filho de camponeses pobres da pequena vila de Zorá, de uma tribo pouco expressiva e interessou-se em casar com uma jovem Filisteia, da cidade de Timnate.
Entre as façanhas de Hércules e Sansão vemos clara diferença entre o fantasioso e o real. Hércules luta e vence monstros como os centauros que são metade homem metade cavalo, um dragão de cem cabeças, um gigante de seis braços e quatro asas, um cão de três cabeças, uma serpente de nove cabeças que se regeneravam e separar as montanhas do Estreito de Gibraltar. Por outro lado, as façanhas de Sansão não têm elementos fantásticos embora, sejam extraordinárias como vencer um leão, vencer um exército armado apenas com uma queixada de jumento, arrebentar amarras, arrancar um portão de cidade e finalmente derrubar com as mãos as colunas que sustinham o templo Filisteu.
O fantasioso do mito grego se distingue do histórico da Bíblia nos detalhes. Enquanto Sansão mata apenas um leão jovem, Hércules mata um leão mágico de pele invulnerável. Enquanto Sansão ora a Deus e uma força sobrenatural o toma, Hércules é naturalmente forte por ser filho de Zeus. De fato, o semi-deus Hércules é deificado no final da história.
Podemos ver um certo fundo histórico na lenda de Hércules que remete aos primórdios da colonização grega na costa do Egeu. A Europa é descrita como um continente selvagem, repleta de animais como corças, javalis, touros e até leões, um animal que só existiu na Europa pré histórica. Como os gregos descreviam a existência ainda comum de leões na Europa se estes já deviam estar extintos? Aparentemente não existe um período tão grande entre a pré história e a história da civilização pois os gregos pré clássicos achavam que certos animais da idade do gelo ainda eram comuns em seus dias.
O fundo histórico de Hercules reflete ainda a distorção da profecia de Gn. 3:15 e da batalha do Messias contra Satanás a antiga serpente. Hercules luta com a hidra, com dragões assim como se espera que o Messias vença a serpente. Hércules vai a lugares fantásticos como o jardim das Hespérides, onde há uma árvore com frutos de ouro que é guardada por um dragão, o que nos lembra da árvore da vida no jardim do Éden que é guardada por uma serpente.
A luxúria de Sansão e seu namoro com Dalila o levou ao cárcere e a morte prematura no templo Filisteu, ficaram famosas e são mostradas na Bíblia como o ponto fraco do herói, mas com Hércules não há pontos fracos no idealismo do herói mitológico. Hércules é devasso, teve pelo menos três esposas, fica louco, mata seus filhos, em um episódio dorme com as cinquenta filhas do rei Téspio e tudo isso é mais um motivo de heroísmo do homem que inspirou os jogos gregos.
A morte de Hércules é uma tragédia tola, após sua esposa Dejanira ser enganada por um centauro, ela faz uma camisa que imagina que a magica desta fará Hercules não ser infiel no casamento quando na verdade a camisa queima seu corpo, no entanto, em vez de tirar a camisa Hércules se suicida atirando-se a uma pira funerária incendiada e depois é divinizado por Zeus que o recebe no Olimpo entre os imortais.
Ao contrário, a morte de Sansão que parece um suicídio está muito longe de o ser. Cego e humilhado, Sansão ora ao Deus de sua infância e pede que lhe de forças pelo menos mais uma vez para cumprir a missão que nunca havia cumprido, livrar seu povo dos Filisteus. Ele derruba as pilastras que sustem a casa de Dagon o deus Filisteu e com isto morrem centenas dos mais importantes Filisteus dando liberdade ao seu povo, mas para Sansão, já era tarde demais para escapar.
Não há mito em Sansão! Mesmo sua força não pode livrá-lo de passar sede, ficar cego ou ser esmagado pelos escombros do templo. Sua morte não é uma tragédia fruto de poetas gregos para ser encenada em teatros para divertir o povo, sua morte é uma oferta para que outros tenham liberdade, assim como a morte de Cristo não é um suicídio, mas a oferta de um Deus que visita os homens e a si mesmo se entrega para que a humanidade desfrute a oportunidade arrependimento e vida eterna através da sua morte substitutiva.

Por Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Fúria de Titãs

Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.

2 Pedro 1:16

Depois do clássico filme Fúria de Titãs (1981), a mitologia grega voltou a moda com a versão de 2010 de Fúria de Titãs, cheia de efeitos especiais atualizados, cenas de ação e muita distorção do filme e do mito original para tentar ganhar o público mais preocupado em ver os temas comuns que gosta refletidos nos personagens. É um ‘Perseu’ pós adolescente em conflito com o pai (Zeus) que mostra que ‘é o cara’ ao acabar com monstros míticos, praticamente sem precisar dos deuses, mostrados como inúteis e indiferentes. As multidões assistem esses filmes sobre heróis gregos e no entanto nem fazem ideia do que realmente está por trás da estória que pretende ser apenas um passa tempo visual para quem não acredita em Medusas, mas curte ficar petrificado na frente da telinha ou telona.
O que está por trás da verdadeira história de Perseu e Andrômeda?
Historiadores concordam que os primeiros gregos da tribo dos Aqueus chegaram à região de Micenas, Argos e Tirinto onde absorveram os habitantes locais que viviam na idade da pedra, enquanto os Aqueus estavam na idade do bronze. Destes habitantes das cavernas que mais tarde seriam chamados de homens primitivos, os gregos podem ter tirado a inspiração para as lendas sobre ciclopes e gigantes, mostrados como seres fantásticos e rudes, habitando cavernas que ajudam os heróis e reis a construírem as primeiras muralhas de pedra.
Segundo a lenda, em Argos vive o rei Acrísio, irmão gêmeo de Preto que reina em Tirinto depois de perder Argos para o irmão. A lenda diz que Acrísio teme uma profecia de que o seu neto através de sua filha Dânae um dia o matará, então a tranca numa torre para não ter contato com nenhum homem, porém ela é avistada por Zeus que se derrama sobre a moça na forma de uma chuva de ouro e a engravida.
No entanto, algumas versões apontam que em lugar de Zeus, foi Preto que engravidou Dânae. Esta versão é bem mais convincente e explicaria muita coisa. Talvez o rei realmente guardasse a jovem donzela, até que seu próprio irmão aproveitou-se dela e a engravidou. A expressão ‘chuva de ouro’ pode representar uma grande soma de dinheiro sendo paga como dote e resgate pelo crime cometido. Perseu poderia ser o filho de Preto e legitimamente herdar o trono de Argos e ao mesmo tempo neto e herdeiro de seu tio Acrísio. O rei de Argos sentia-se muito ameaçado, pois o filho de seu irmão era o herdeiro de direito de seu trono e em caso de guerra, o herdeiro ainda teria o apoio e seria o herdeiro do reino vizinho.
A lenda diz que ele jogou Perseu no mar a vagar num caixão com sua mãe, tal como Moisés no Nilo, mas Perseu foi achado e criado por uma família pobre da ilha de Sérifo. Talvez o caixão seja um símbolo para suposta morte certa, ao serem abandonados num barco como náufragos, mas sobreviveram e o restante do mito idealizará Perseu ao estilo dos grandes heróis, para isso ele tem que matar monstros.
A parte da morte de medusa é tão irreal na narrativa que nem tem conexão com o andamento da estória. Não há uma justificativa real para Perseu partir, em algumas narrativas ele é pobre e quer dar um presente ao rei, em outras ele é o herói de um torneio. O objetivo desta parte da narrativa é justificar com que meios ele obterá a cabeça de medusa para usar como arma mais tarde.
A Medusa era o castigo dos deuses a uma mulher vaidosa, ao vencer a Medusa, Perseu vencia um juízo divino e tornava-se um herói porque também era vitorioso sobre forças sobrenaturais. Medusa é o símbolo da mulher sacerdotisa das religiões de mistério, ela é mágica, é mulher serpente, quando Perseu a vence, domina seu poder apropriando-se de sua cabeça. Perseu é um rei que domina o sobrenatural. Uma das grandes características da clássica mentira fruto de imaginação de um mito, é a concepção de seres fantásticos vencidos em uma terra distante. Afinal, quem poderia chegar até lá para dizer que é tudo mentira?
Agora Perseu fez um feito heroico esperando de um ‘Messias’, ou um rei que vem para salvar seu povo, então ele possuí armas e prerrogativas divinas e a imaginação grega lhe confere um cavalo alado, o Pégassus nascido do sangue de Medusa, um símbolo da vida após a morte, outro indício da filosofia e misticismo por trás do mito de Perseu. Se Perseu foi um personagem real, tudo isto foi o mito adicional várias gerações depois, para justificar a divindade de uma família real que dominou a Grécia Micênica inicial.
 Mas falta-lhe a rainha para ser rei.
Ele para na Etiópia num porto Fenício e o mito diz que ele salva uma linda donzela que está para ser morta, sendo oferecida como sacrifício para Posseidon e seu monstro Cetus ou Craquem na versão do filme. Ele usa a cabeça de Meduza e salva a princesa Andrômeda filha do rei Cefeu e da rainha Caciopéia.
Como os gregos inventaram esta parte do mito?
Esta é a parte mais importante da estória, ela explica a contribuição Fenícia, Camita e Cananita para a religião grega, onde mais uma vez este povo que praticava uma religião bárbara e diabólica que sacrificava crianças e adorava demônios conseguem infiltrar-se e influenciar os primórdios da Grécia.
Andrômeda pode realmente ter sido salva, pois era prática comum dos Fenícios fazer sacrifícios humanos de seus próprios filhos, embora isto fosse mais comum com indefesos bebês, é possível que mito de Cetus e sua batalha com Perseu seja na verdade uma releitura da batalha de Baal o deus celeste que combate Yan o dragão marinho dos Cananeus Fenícios. O mito de Baal e Yan é ainda uma versão do mito Sumério/Babilônico de Marduk contra Tiamat, que por sua vez, é a deturpação do simbolismo da profecia de Gn. 3:15.
Agora com sua princesa, Perseu derrota o rei Polidectes da ilha onde fora criado, mas não fica ali, volta à Grécia continental, onde ‘acidentalmente’ conforme o mito, mata seu avô Atreu. Perseu não assume o trono de Argos por ser o assassino do antigo rei, mas entrega Argos a seu meio irmão Megapente, filho de Preto, enquanto ele reina em Tirinto e funda Micenas onde terá sete filhos e iniciará a dinastia dos Perseidas e o império Micênico.
Se você conhece a história Bíblica do rei Acabe, vai lembrar que ele casou com uma princesa Fenícia chamada Jezabel que aniquilou com os profetas de Deus e instalou o culto a Baal. Algo muito parecido aconteceu com a Grécia, estima-se que até 10% da população do Mediterrâneo tenha mistura com sangue Fenício e bem provável que a rainha Andrômeda que justifica a origem da casa real mais importante da Grécia tenha mesclado à religião grega e fenícia, importando os cultos de Canaã e Babel para o mundo ocidental. Andrômeda e a mistura com a religião Fenícia são a conexão do mundo ocidental com o espiritismo, o culto a Satanás e Babel.
Não podemos ter certeza que Perseu e Andrômeda foram personagens reais, mas os gregos, além do fantasioso, viam neles personagens reais.
O filho de Perseu, Eléctrion governou como sucessor e em combate aos primos que governam Argos, perde seus filhos e é morto por seu sobrinho Anfitrião, casado com Alcmena, filha de Eléctrion. Alcmena engravida e o filho é justificado como sendo de Zeus, (então, Zeus é tanto pai de Perseu quanto é pai de Hércules, filho dele com sua neta Alcmena). Na verdade, o mito também diz que Alcmena se casa depois de viúva com um Cretense descendente do rei Minos, que também vem de linhagem 1/3 grega, 1/3 cretense e 1/3 fenícia, vindo de uma terra onde se adora o Zeus Touro e se diz ser o local onde Zeus foi criado.
O interessante é que você começa a perceber que os deuses não eram deuses, eram apenas homens que foram divinizados depois da morte por seus descendentes e que os heróis não eram heróis, mas receberam um mito para justificar o direito de determinadas famílias a reinar. A mitologia nada mais do que deturpação da religião original e os monstros, são apenas imagens visuais de medos e ameaças que as pessoas tinham. Veja como a história explica o que está por trás do mito:
Hércules será sempre perseguido por Hera, que era adorada em Argos, cidade rival dos Persaidas. Como os líderes de Argos e adoradores de Hera são constantemente inimigos dos Perseidas, que se justificam como filhos de Zeus, Hera será mostrada como a esposa divina ciumenta que persegue os filhos de Zeus.
Anfitrião é exilado e Esténelo assume o trono de Micenas, ele é o terceiro perseida e casa com Nicipe, princesa de Élis, dos quais nasce Euristeu o quarto e último perseida. Mas as lutas não demoram a surgir entre os Perseidas e Esténelo persegue os heráclidas, descendentes de Hércules que identificam-se com os dóricos, que reclamavam o trono Micênico e então refugiaram-se em Atenas. Quando Euristeu é morto com seus filhos, os Micênicos colocam Atreu, descendente do rei Pélope, pai Nicipe como rei de Micenas.
Ele guerreou com seu irmão pelo trono de Micenas e seus filhos Agamemnón e Menelau casaram-se com as princesas espartanas Clitemnestra e Helena, os Atreus herdaram respectivamente os tronos de Micenas e Esparta e foram aliados poderosos. Na época destes, ocorreu a guerra de Tróia e com esta chegaria ao fim a era dos heróis, um tempo intermediário entre os primórdios da civilização pós Babel e o início da era clássica antiga. Todos os heróis gregos são deste período e curiosamente vão deixar de existir na Grécia clássica, o que prova que alguns deles, podem realmente ter existido sem a descrição mística que conhecemos, suas histórias eram fruto das tradições orais folclorizadas.
Fúria de Titãs fez tanto sucesso que ganhou uma versão II, ainda mais fora da mitologia grega, mas quem se importa? Afinal mitologia é só fantasia mesmo.
No passado, os poetas pagãos fizeram folclore com base em tradições, personagens e até deturpação da história e profecia Bíblica conhecida por tradição oral e ancestral. Isto fez tanto sucesso que se tornou a religião deles. Muitos dos ateus e descrentes atuais apontam que a história Bíblica não é diferente do que o mito pagão, mas uma análise criteriosa desmascara um e revela o outro. Quando os profetas se depararam com estas histórias e viram algumas semelhanças da expectativa messiânica pagã e judaica, não aproveitaram para unir as religiões como pretendem alegar os críticos da Bíblia, o que lhes traria imediata popularidade, mas foram até acusados de intolerância religiosa e de promover sedição. Os profetas Bíblicos e apóstolos foram taxativos em diferenciar a fé do mito dizendo:

“Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.” 2 Pedro 1:16.

por Pr. Ericson Danese

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Rainha dos Céus


Não vês tu o que eles andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à ira. Acaso é a mim que eles provocam à ira? diz o Senhor; não se provocam a si mesmos, para a sua própria confusão?

Jeremias 7:17-19

Rainha dos Céus era o título da deusa babilônica Ishtar da guerra, do amor e da fertilidade é uma versão da deusa Inanna dos Sumérios, da Astarte dos Cananeus, de Ísis, Hathor, Sekhmet ou Bastet dos Egípcios. Associada ao planeta Vênus ou uma roseta na mitologia babilônica e com a estrela Sírius para Ísis Egípcia, em culturas mais distantes, seu significado se fundiu com a cultura da ‘deusa mãe’ ou distorceu-se um pouco mais, dividido-a entre diferentes identidades e personalidades como vemos na versão grega das deusas Artemis, Atena e Afrodite, ambas figuras do panteão grego, mas oriundas de etnias gregas diferentes que pouco a pouco formaram a lista das divindades gregas.
É estranho pensar em porque ela sendo uma deusa feminina do amor, veio a se tornar uma deusa da guerra, uma vez que guerra era uma atividade masculina. Talvez o mito tenha somado características de uma figura histórica posterior ao culto de Inanna. Não seria estranho se descobríssemos no passado de Babel a figura de uma líder mulher que possa ter influenciado as mudanças no culto Inanna/Ishtar tal como rainhas sacerdotisas a exemplo de Jesabel e Cleopatra influenciaram seus países. Sabemos por exemplo como em períodos arcaicos da Suméria, a filha do grande Sargão tornou-se sacerdotisa e líder muito influente de Ur.
Existem pelo menos duas listas de reis pré e pós diluvianos da antiga suméria, uma de cerca de 2000 a.C e outra do 3º século a.C, ambas são similares em números e nomes e se parecem muito com a cronologia Bíblica, exceto porque as idades são muito mais elevadas no caso das listas seculares. Na lista suméria, após o dilúvio temos a dinastia de Kish reinando, tendo Gaur como soberano. Seria Kish o Cush pai de Ninrode? Seria Gaur o próprio Ninrode? Muitos advogam que Ninrode é apenas um título de soberano tal como César.
Na linha 47 da inscrição cuneiforme menciona-se que após o reinado de Gaur, uma mulher assumiu a soberania. A linha diz “Khulla-Nidada, a divina donzela”[1]. De fato, o título ‘divina donzela’ lembra muito os mitos de Inanna, Ishtar, Artemis e outras deusas da antiguidade. Acho provável que Khulla Nidada tenha existido apesar da Bíblia não falar nada sobre ela. Penso que represente uma rainha mãe local, que pode ter dado origem ao culto de Ishtar. Se ela era aparentada ou não com o Ninrode bíblico (mãe, irmã, filha) não podemos saber e qualquer declaração é mera especulação.
O controle da religião nos primórdios da humanidade pós dilúvio teve muito haver com a sabedoria sobre as estações do ano e conhecimento das épocas para a colheita. Veja como as religiões ancestrais eram focadas em cultos a fertilidade. O texto Bíblico menciona que com as alterações climáticas provocadas pelo dilúvio, surgiram as estações do ano e certamente aqueles que estavam no poder do governo de babel deveriam ter uma explicação para tais acontecimentos que determinavam a sobrevivência da civilização.
No culto de Ishtar/Inana, a deusa era mãe, amante e esposa de Tamuz o protetor de Babel e filho de Marduk, assim como para os sumérios Inanna é a consorte de Dumuzi que após voltar do submundo, surpreende seu marido com uma amante, sendo que a origem das estações se dá a partir de então tendo Dumazi por seis meses no mundo dos mortos e nos outros seis meses sua amante, enquanto ele está entre os vivos. Entretanto, na versão babilônica Tamuz é morto e Ishtar desce aos infernos para resgatá-lo, trazendo de volta ao mundo dos vivos onde ele vive seis meses de primavera/verão com ela e seis meses de outono/inverno no mundo dos mortos. Ou seja, Tamuz passou de traidor à vítima.
Esta mudança provavelmente se deve a alterações políticas e econômicas no modo de vida. Esta novidade no culto será compartilhada com sírios, fenícios e se tornará o Osíris Egípcio e o Adônis dos gregos. No rito de Tamuz, as mulheres choravam por sua morte no 4º mês, que corresponderia a meados de Junho e Julho do nosso calendário. Na época do domínio babilônico, vemos este ritual sendo descrito por Ezequiel como abominação ao Senhor, Ez. 8:14-15.
Em Isaías 14 o anúncio da queda de Babilônia mistura-se a decadência de Lúcifer o portador de luz, anjo que se rebelou contra o governo de Deus, esperando receber a mesma adoração que Deus (14:12-15). Seu título ‘filho da alva’ e ‘portador de luz’ o identifica com o nome Lúcifer e seu símbolo é a estrela da manhã, ou seja, o planeta Vênus. Sob este ponto de vista, para o Israelita dos dias de Isaías, Ishtar adorada como o planeta Vênus era o próprio Lúcifer!
O culto da deusa conheceu diferentes vertentes nos mais diferentes lugares, seja como mãe Terra ou como esposa do deus, ou ainda mais popular como mãe do deus. Repare na semelhança dos ídolos do passado, mostrando claramente a derivação religiosa:

·         Deusas com características que lembram anjos (indicação a Satanás);

·         Deusas que lembram rainhas e soberanas em tronos (indicação rainhas e sacerdotisas);

·         Deusas da beleza e do amor (indicando personagens como a descendente de Cain, chamada Naamá, que significa a bela, Gn.4:22)

·         Deusas que aparecem dominando animais como leões, corujas e serpentes (indicação a deusa mãe, uma memória de Eva, a ancestral que viveu no jardim entre as feras);

Obviamente os símbolos são relativos à interpretação de cada cultura, mas o que Isaías estava querendo dizer é que os deuses babilônicos eram na verdade o próprio Satanás e o rei de Babilônia receberia o mesmo destino reservado a Satanás. Interessante! Ao conectarmos Ishtar com Inanna dos sumérios descobrimos sua ligação com figuras ancestrais femininas que foram mistificadas, então, Satanás induziu as pessoas a adorarem personalidades mortas, quando na verdade estavam a adorando ao próprio Sataná.
Ao serem adoradas figuras matriarcais em forma de lindas estátuas modernas, como rainhas e ‘mães’ espirituais, não seriam estas figuras uma alusão aos mesmos demônios que foram adorados pelos Babilônios como rainha dos céus.
A Bíblia diz:
“Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras de suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar, nem ainda se arrependeram dos seus assassiníos, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” Ap. 9:20-21



Por Pr. Ericson Danese
Bibliografia Geral, ver postagens anteriores das séries sobre civilizações.


[1] Silva, Rodrigo. Escavando a Verdade, 64.

domingo, 10 de junho de 2012

Babilônia, berço das religiões


Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.  Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro”.

Gn. 11:4-7

O povo Akwapim da África Ocidental conta uma lenda sobre seus ancestrais que tentaram empilhar pilões de amassar inhame para chegar aos céus e encontrar-se com o deus Nyankupon, mas faltando um pilão, alguém puxou um pilão da base e toda pilha desmoronou. Os homens fugiram e a partir de então se espalharam formando novas línguas e nações. Os índios Tsimshian do Canadá contam que um dilúvio destruiu tudo e os homens que antes dele falavam uma só língua foram dispersos e passaram a falar línguas diferentes. Cerca de uma centena de tradições como estas aqui mencionadas estão presentes nas mais diferentes civilizações do mundo antigo e de tribos remotas. O que seria capaz de criar esta ancestralidade comum?
Em 1915, Robert Kolowey descobriu nas ruinas da Babilônia uma plataforma de 90X90m onde encontraram-se tijolos gravados pelo rei babilônio Nabucodonosor e seu pai Nabopolasar nos quais diziam que o deus Marduk lhes havia encomendado a reconstrução da torre Etemenanki que havia sido destruída, para que novamente rivalizasse com os céus. Heródoto também fez referencia a ela, dizendo ser uma torre escalonada de 98m de altura com oito escalas. Que importância esta torre teve para a história das religiões mundiais?
Um poema acadiano e chamado Enuma Elish, ‘quando lá no alto’, é um conto cosmológico que explica as origens através de Apsu o deus das águas doces e Tiamat, a deusa das águas salgadas. Os Babilônios cultivaram esta herança religiosa Sumeriana e a usaram para exaltar o grande deus de seus dias, Marduk. Para o leitor que conhece o relato Bíblico do grande conflito entre Cristo e seus anjos e Satanás e seus anjos, o Enuma Elish é claramente um relato paralelo na versão pagã. É como se Satanás desse sua versão da batalha que resultou em sua expulsão da morada de Deus. Faremos as duas versões em fontes e texto diferentes para poderem ser comparadas.
Apsu e Tiamat produziram os deuses, entre eles, Anu o céu e Ea o deus da Terra. Os novos deuses são barulhentos, então Apsu decidiu mata-los, mas Tiamat discordou. Ea descobre o plano e mata Apsu, entretanto, Tiamat decide vingar-se e convoca uma legião de demônios para combater os deuses num grande conflito celestial.
Deus produziu a criação do cosmos, dos anjos e dos seres inteligentes que governariam os mundos criados, alguns destes anjos não estavam satisfeitos com o governo e leis de Deus, então rebelaram-se, longamente a questão sobre a justiça de Deus foi debatida e todos tiveram oportunidade de decidirem-se. Alguns voltaram atrás e ficaram ao lado de Deus, enquanto outros ficaram ao lado de Satanás quando finalmente o grande conflito teve início.
Marduk, o filho de Ea é escolhido pelos deuses para combater Tiamat e seu demônio aliado, Kingu.
Lúcifer é escolhido pelos anjos rebeldes para combater Deus e seu Filho, Jesus.
Tiamat era representando com uma aparência que mesclava dragão e touro, seu demônio Kingu tinha a forma de um querubim deformado com quatro asas, chifres e pés de cabra, o que talvez seja a origem folclórica das concepções do diabo nas representações medievais do cristianismo. Mas não se engane, apesar de Marduk ser representado como um rei suntuoso, talvez referencie ao próprio Ninrod e os soberanos posteriores da babilônia, seu símbolo era o dragão, óbvio símbolo bíblico de Satanás.
No mito, Tiamat fixou ao peito de Kingu a tábua dos destinos e conferiu-lhe o poder supremo, o que amedrontou os jovens deuses que perderam a coragem. Apenas Marduk aceita o combate desde que os deuses o proclamem antecipadamente seu rei.
Na história Bíblica e do Grande Conflito, Deus concede ao Filho o poder supremo e autoridade para julgar, diante da exaltação do Filho, mesmo os anjos rebeldes recuaram, mas Lúcifer ousou desafiá-lo com apoio dos anjos rebeldes, dos quais exigiu subserviência para poder representa-los.
Com a vitória de Marduk ele cria o mundo a partir do corpo morto de Tiamat, enquanto os deuses vencidos aguardam o castigo, mas Marduk sugere que apenas um seja sacrificado e pergunta quem provocou Tiamat e levou todos a guerra, então todos apontam Kingu que tem suas veias cortadas e de seu sangue, Ea faz o homem para servir os deuses.
Com a expulsão de Lúcifer, ele engana e corrompe o primeiro casal humano  tornando-se como o Ea Babilônico ‘senhor da terra’, enquanto no Céu, os anjos questionam quem poderia salvar a humanidade e então o Filho se oferece para dar sua vida, derramar seu sangue que simbolicamente limparia o homem de sua culpa.
Os babilônios acreditavam ser descendentes de Utnapshtin e sete sábios que sobreviveram ao dilúvio. Eles os chamavam de Apkalus, representados como homens vestidos de peixe, como se tivessem saído das águas, ancestrais que haviam ensinado a agricultura, artes, poesia e metalurgia aos homens. Assim os babilônios explicavam suas origens que embora tenham algumas derivações naturais dos sumérios, tinha como objetivo justificar Babilônia como capital da religião e do poder da Terra. O mito de Marduk termina contando que os anunankis se reuniram para construir uma torre em homenagem à vitória de Marduk. Levaram um ano fazendo tijolos de barro e no segundo ano ergueram uma torre com quartos dedicados aos deuses. Também fizeram quartos para os homens junto à torre e comeram e beberam em louvor a Marduk.
Os descendentes de Noé que sobreviveram ao Dilúvio, seus filhos, netos e famílias rumaram até a região da Suméria, onde edificaram cidades, sendo sua capital Babilônia tendo como centro uma torre dedicada aos deuses. A escritora Ellen G. White fala de quartos dedicados aos ídolos e de seus folguedos atrevidos, implantando uma nova religião onde até os sacrifícios humanos eram cometidos.
O texto Bíblico menciona que a intenção dos construtores era tornar o nome deles célebre e unificar um reino em que pudessem governar o mundo. Isto aconteceu ao recontaram a história do Ninrod bíblico, transformando o fundador de sua cidade em semi-deus com o mito de Gilgamesh, depois em deus com o mito de Marduk. Mas seu império universal nunca vingou e a confusão das línguas atrasou a capacidade da humanidade desenvolver ciências autodestrutivas na aurora da civilização. Babel, apelidada pelos hebreus de confusão foi sempre um símbolo adequado para a mistura religiosa tentando agradar a todos, enquanto uma elite constrói um império em oposição à lei de Deus.
Os mitos derivados das histórias da rebelião dos anjos, criação do homem, pecado original, dilúvio, torre da confusão de línguas se preservaram com variantes entre as civilizações do mundo inteiro, provando que seus muitos detalhes comuns apontam para uma mesma origem da civilização humana. Em Babel o paganismo nasceu, comprovadamente como distorção do monoteísmo! O paganismo não foi o fruto do lento desenvolver da mente supersticiosa, mas uma alternativa a obediência de uma verdade específica em vez de relativa.
A grande estratégia de Satanás não foi criar novas religiões, mas apropriar-se da religião original e contar sua própria versão da história. Gn. 3:15 apresenta a primeira promessa de um messias que venceria Satanás, figurado como a serpente ou o dragão. Mas em cada religião pagã da antiguidade havia uma versão local para o mito do conflito cósmico, do deus messiânico que salva a todos e combate o monstro, a serpente ou o dragão como descrito na profecia de Gn. 3:15.
Há ainda outro detalhe interessante sobre a torre. Ellen G. White em seu livro História da Redenção, pg. 197 diz que o céu, como sinal de desaprovação quebrou a parte superior da torre com raios. Este é fato não documentado na Bíblia, mas muito interessante porque de outros povos para estes mitos apresentam o herói que substitui Marduk como deuses do raio e da tempestade, ocupando um lugar de honra nos panteões pagãos das do mundo inteiro. Baal dos Cananeus, Teshub dos Hititas, Tengri das tribos Mongóis e Turcos, Indra dos Vedas Indianos, Zeus dos Gregos, Júpiter dos Romanos, Tin dos Estrucos, Donar dos Germânicos, Thor dos Nórdicos, Taranis dos Celtas, Perun dos Eslavos, Tane dos Maoris, Tupã dos indígenas sul americanos e muitos outros. Não seria esta a evidencia de uma memória ancestral de quando os homens contemplaram a ira de Deus sobre os homens naquela antiga torre?

por Pr. Ericson Danese

Bibliografia ibid postagens anteriores

sábado, 2 de junho de 2012

A Ética dos Amorreus

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”

Mt. 5:38-39

No fim do império Acadiano e Sumério, tribos do deserto chamadas Amoritas dominaram a região Mesopotâmica estabelecendo sua capital em Babilônia, fundando o Antigo Império Babilônico. A unificação das cidades estados da Mesopotâmia ocorreu quando Hamurabi conseguiu dominar toda a região.
Embora os estudiosos apontem que os Babilônios tenham adotado a religião da Suméria e Acádia, parece-me difícil acreditar que os dominadores assumiram a cultura dos dominados. É como dizer que os Europeus assumiram totalmente a cultura indígena americana e suas crenças. O que podemos admitir é o sincretismo religioso, Babilônios e Sumérios mesclaram suas culturas e religiões.
Na Mesopotâmia as similaridades religiosas são tão grandes que as diferenças parecem ser apenas variantes e distorções linguísticas. Aliás, é nisto que os amorreus diferiam dos sumérios. Idiomas diferentes de povos tão próximos, com religiões iguais, nos lembram de uma origem comum na história de Babel.
Grandes obras de irrigação foram executadas no tempo de Hamurabi, gerando a necessidade de um governo centralizador e o surgimento de uma monarquia imperialista. O reino de Hamurabi que é reconhecido entre os períodos de 1792 a.C e 1750 a.C foi um período de extremo desenvolvimento social. Hamurabi tinha que administrar cidades que cresciam rapidamente e tinham diferenças umas com as outras, para isto, fez vigorar sua famosa lei, o Código de Hamurabi o qual ele reclamava ter recebido do deus da justiça e do Sol, Shamash.
É um mistério porque o Sol foi associado com a justiça, talvez a ideia de que sua luz trazia as coisas à claridade. Fato é que Shamash já era conhecido por acadianos e sumérios como Utu o deus Sol da justiça, embora não tivesse ainda um papel fundamental na mitologia. Esta ‘fé solar’ vai crescer em influencia, estando sempre associada como uma manifestação da divindade soberana. Com o tempo, até Shamash era visto associado à Marduk o deus messiânico dos Babilônios.
A lei era simples, constituía o princípio de talião de ‘olho por olho e dente por dente’. Requeria que o ofensor fosse vítima na mesma proporção dos danos que causou. O objetivo era impedir a retaliação desmedida por parte dos vingadores, impondo ordem e limites à sociedade e um ponto final as disputas.
Estas leis influenciaram toda a sociedade oriental e sua herança chegaria a nossos dias. Já o culto solar começaria a ganhar proporções no mundo antigo em civilizações remotas afastadas do crescente fértil. Mas estas leis não eram autoria da figura supersticiosa de Shamash nem de Hamurabi, eram uma demonstração do senso comum, de conhecimento ancestral de princípios muito mais interiores do ser humano, princípios que refletem nossa verdadeira origem. A moralidade humana não pode ser entendida como um fenômeno evolutivo, já que os animais são amorais e o que vale é sobreviver! Todavia o homem busca por uma palavra chamada ‘justiça’, algo muito além da sobrevivência.
O princípio de talião esteve presente em muitos códigos legais da antiguidade, mesmo entre as leis mosaicas de Israel. Foram eficazes para frear os perversos, mas desde que Jesus nos ensinou a misericórdia, a resistência pacifica tem transformado o ódio em amor e agressores em protetores. A lei de talião pode vir de qualquer homem com bom senso, mas a lei do amor só pode vir do Deus verdadeiro!

Por Pr. Ericson Danese