“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e
dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a
qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”
Mt.
5:38-39
No fim do império Acadiano e Sumério,
tribos do deserto chamadas Amoritas dominaram a região Mesopotâmica estabelecendo
sua capital em Babilônia, fundando o Antigo Império Babilônico. A unificação
das cidades estados da Mesopotâmia ocorreu quando Hamurabi conseguiu dominar
toda a região.
Embora os estudiosos apontem que
os Babilônios tenham adotado a religião da Suméria e Acádia, parece-me difícil
acreditar que os dominadores assumiram a cultura dos dominados. É como dizer
que os Europeus assumiram totalmente a cultura indígena americana e suas
crenças. O que podemos admitir é o sincretismo religioso, Babilônios e Sumérios
mesclaram suas culturas e religiões.
Na Mesopotâmia as similaridades
religiosas são tão grandes que as diferenças parecem ser apenas variantes e
distorções linguísticas. Aliás, é nisto que os amorreus diferiam dos sumérios.
Idiomas diferentes de povos tão próximos, com religiões iguais, nos lembram de
uma origem comum na história de Babel.
Grandes obras de irrigação foram
executadas no tempo de Hamurabi, gerando a necessidade de um governo
centralizador e o surgimento de uma monarquia imperialista. O reino de Hamurabi
que é reconhecido entre os períodos de 1792 a.C e 1750 a.C foi um período de
extremo desenvolvimento social. Hamurabi tinha que administrar cidades que cresciam
rapidamente e tinham diferenças umas com as outras, para isto, fez vigorar sua
famosa lei, o Código de Hamurabi o qual ele reclamava ter recebido do deus da
justiça e do Sol, Shamash.
É um mistério porque o Sol foi
associado com a justiça, talvez a ideia de que sua luz trazia as coisas à claridade.
Fato é que Shamash já era conhecido por acadianos e sumérios como Utu o deus
Sol da justiça, embora não tivesse ainda um papel fundamental na mitologia.
Esta ‘fé solar’ vai crescer em influencia, estando sempre associada como uma
manifestação da divindade soberana. Com o tempo, até Shamash era visto
associado à Marduk o deus messiânico dos Babilônios.
A lei era simples, constituía o
princípio de talião de ‘olho por olho e dente por dente’. Requeria que o
ofensor fosse vítima na mesma proporção dos danos que causou. O objetivo era
impedir a retaliação desmedida por parte dos vingadores, impondo ordem e
limites à sociedade e um ponto final as disputas.
Estas leis influenciaram toda a
sociedade oriental e sua herança chegaria a nossos dias. Já o culto solar
começaria a ganhar proporções no mundo antigo em civilizações remotas afastadas
do crescente fértil. Mas estas leis não eram autoria da figura supersticiosa de
Shamash nem de Hamurabi, eram uma demonstração do senso comum, de conhecimento
ancestral de princípios muito mais interiores do ser humano, princípios que refletem
nossa verdadeira origem. A moralidade humana não pode ser entendida como um
fenômeno evolutivo, já que os animais são amorais e o que vale é sobreviver!
Todavia o homem busca por uma palavra chamada ‘justiça’, algo muito além da
sobrevivência.
O princípio de talião esteve
presente em muitos códigos legais da antiguidade, mesmo entre as leis mosaicas
de Israel. Foram eficazes para frear os perversos, mas desde que Jesus nos ensinou
a misericórdia, a resistência pacifica tem transformado o ódio em amor e
agressores em protetores. A lei de talião pode vir de qualquer homem com bom
senso, mas a lei do amor só pode vir do Deus verdadeiro!
Por
Pr. Ericson Danese
Um comentário:
Navegando pelos blogs encontrei o seu, me deixou maravilhado pelo que escreve, também é uma bênção para mim. Gostei de poder encontrar pessoa que ama Jesus, e pela escrita também ama o próximo. Que o Senhor Jesus continue a derramar Sua bênçãos sobre sua vida, não poderia de deixar um convite: Tenho um blog O Peregrino e Servo, e pessoas como você me fazem falta como amigos, por isso se desejar fazer parte de meu blog eu ficaria radiante, de seguida irei retribuir seguindo também seu blog. Obrigado e as maiores bênçãos de Deus para si e família. António Batalha.
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